Quase todo mundo tem uma boa lembrança da casa dos avós e comigo não é diferente. Então, porque não falar um pouco sobre a casa da minha avó paterna, a Dona Alzira ?

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Para mim, quando se fala na “Casa da Vó” muitas coisas boas surgem na minha mente. A primeira coisa a aparecer são os “sabores de infância”, provenientes dos doces e quitutes que minha avó sempre fez (e esporadicamente ainda faz), como rosquinhas, bolo peteleco (de chocolate), mousse e a sempre gostosa macarronada dominical. Também muita saudade de meu avô Raul, alfaiate dos bons, e que me ensinou a amar São Paulo.

Casa da Vó pra mim também me traz recordações saudosas dos meus brinquedos, da minha bicicleta Caloi Cruiser e principalmente dos meus amigos que foram grandes companheiros de brincadeiras simples e que hoje parecem quase não existir mais, como tocar a campainha dos outros e sair correndo, esconde-esconde e mãe da rua.

Saudade grande dos amigos Valmir, Eduardo, Chinite, Luciano e Lirane que nunca mais vi e nem ouvir falar, e também do Leandro, grande companheiro de infância e de escola, que perdeu a vida em um acidente automobilístico ainda bem jovem.

Eu, em 1984 e com 10 anos de idade, fantasiado para o carnaval.

Eu, em 1984 e com 10 anos de idade, fantasiado para o carnaval.

Mas Casa da Vó também me lembra das divertidas matinês de carnaval que minha mãe me levava todos os anos no Salão da Sociedade Amigos de Vila Granada. Lembro-me que as músicas que tocavam no carnaval eram bem mais dançantes e nada vulgares como os Lepo-Lepos, Anittas e Telós dos tempos atuais.

Crédito: Francisco do Nascimento

A foto acima, de aproximadamente 1968, mostra a casa dos meus avós na época que meus pais moravam lá. Eles se casaram em 1964 e moraram alguns anos na casa, já que minha avó não tinha se adaptado a morar tão longe de onde morava antes (na Rua Joaquim Carlos, no Belenzinho) e custou a mudar-se para esta nova casa. A rua é a Ramon Platearo, no bairro de Vila Granada (entre a Vila Esperança e a Vila Ré) região que tinha sido loteada em meados dos anos 50.

Com o tempo, depois que eu nasci, em 1974, meus pais mudaram-se para a rua Heloisa Camargo na Vila Esperança e minha avó passou a morar definitivamente na casa.

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A cada vez que eu voltava por lá para visitar a minha avó vejo como os tempos modernos são, ao mesmo tempo, bons e ruins. Se são bons por termos mais conforto e tecnologia são, por outro lado, mais ruins pois não temos mais segurança e nem a simplicidade de outrora.

Me entristece, por exemplo, que além da casa de minha avó Alzira apenas mais uma ainda mantenha os muros e gradis baixos originais. Todas as demais fizeram muros e portões tão altos que parecem presídios ou jaulas. As crianças, que em meu tempo (anos 80-90) brincavam muito na rua, hoje só ficam dentro de casa com seus gadgets. Ao meu ver, falta espontaneidade na molecada de hoje.

Com cada vez mais prédios e menos casas, estarão as “Casas de Vó” fadadas a desaparecer, levando com ela os sabores e sensações de nossas infâncias ? Pelo menos no caso de Dona Alzira, isso parece que não acontecerá. Ao menos não tão cedo. Mesmo minha avó tendo falecido em 2016, aos 95 anos de idade, a casa continua do mesmo jeito.

Abaixo uma outra fotografia da casa da minha avó, tirada pelo meu pai quando no final da década de 60. Destaque para o Dauphine Branco, primeiro carro zero quilômetro que meu pai teve.

Crédito: Francisco do Nascimento

 

E você, lembra-se da casa de seus avós ? Ela ainda existe ou já foi demolida ? Quais são as sensações que a casa de seus avós traz para você ? Conte para nós nos comentários!

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • José Roberto Fagundes Moreno 14/01/2015 at 17:36

    Fiquei com saudades da minha vó, bacana você registrar isso,fiquei feliz,um abraço.

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  • Clelia Person Lammardo 14/01/2015 at 17:49

    Documento saudosista. Quem não se lembra da casa da avó? A minha avó paterna já era falecida quando eu nasci e meu avô vivia um pouco com cada filho, ficando mais tempo com a filha mais velha e com a filha mais nova. Os outros eram todos homens casados e ficar com nora não era fácil. A casa da minha avó materna, ficava na rua Itaqui, no Pari, e era ponto de encontro, de todos nós, nas tardes de domingo. Em casa de família portuguesa não faltava um bacalhau pendurado na cozinha, um bom vinho do Porto, um presunto defumado. Minha avó era um doce de pessoa. Era meiga e de uma generosidade muito grande. Todos os domingos à tarde, para o café, ela fazia “bola” (falava-se “bôla”, com o O fechado), uma massa circular afinada no centro, com bordas grossas que eram fritadas na hora. Comia-se assim ou salpicava-se de açúcar e canela. A rua era tranquila e como todas as crianças da época brincávamos na rua, às vezes no quintal, que era bastante grande. Lá crescemos e namoramos muito. A casa já tinha o muro alto, mas tinha um grande jardim. O meu avô era construtor, sem estudo, com registro no CREA|, ele mesmo fazia as plantas, que aprovadas, ele mesmo empreitava e construía. Saudades muito grandes dessa época.

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    • Neuza Paranhos 14/01/2015 at 19:37

      Oi, Clélia, agora você me deixou cheia de saudades, pois cresci no Pari entre os anos 60 e 70 (morava na rua Estiva, que depois virou Tereza Francisca Martim, a Santa Terezinha do colégio na mesma rua, onde estudei e que já não existe mais). O ruim é que o Pari era um bairro pequeno, umas poucas quadras. E que de repente…. desapareceu. Simples assim. Dói.

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      • Clelia Person Lammardo 28/01/2015 at 11:52

        Neuza Paranhos = O Pari é um bairro residencial decadente. Era um bairro de classe operária, portanto sempre teve conjuntos de casas geminadas de aluguel. Algumas ruas do bairro eram de moradores ricos, como as ruas Guarantê, Capitão-Mór Passos, Cel. Moraes, Pedroso da Silveira. A ênfase, agora é para o comércio. O trabalho industrial é terceirizado para bairros da periferia ou para os bolivianos e outros imigrantes da América do Sul, que vivem ilegalmente no país. Eu estudei no Colégio Santa Teresinha, de 1959 a 1965. Neste ano a minha turma faz 50 anos de formatura do curso Normal. Há no Fb um grupo aberto do Colégio Santa Teresinha do Menino Jesus. Em janeiro já foi realizado o primeiro encontro de ex-alunos. Participe tbm. Eu nasci aqui e aqui moro até hoje. Mas, é um bairro caótico, de trânsito intenso e de grande desrespeito às leis de trânsito vigente.
        Mas dá muitas saudades de como o Pari já foi.

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  • nazarethlmperes 14/01/2015 at 18:06

    Não conheci nenhum dos meus quatros avós. Quando meus pais se casaram, eles já tinham falecido.
    A casa dos meus pais, uma humilde e simples casa na Vila Formosa em São Paulo, foi a casa da avó dos meus filhos.
    A casa dos avós paternos deles, desde 1982, é a a minha casa. Agora é a casa da avó dos meus netos. Sou a única avó dos meus sete netos.
    Foi das primeiras casas do loteamento da Chácara dos Caneros e está numa bela e sossegada praça, entre as avenidas Sapopemba e Salim Farah Maluf. Foi construída no final dos anos 50 pelo meu sogro espanhol e compramos as partes dos herdeiros. Amo ser avó e ter uma casa de avó para receber os meus netos.

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  • Suzi Silva 14/01/2015 at 18:48

    Adorei ler, realmente me fez voltar aos tempos de criança onde passava muito tempo na casa da minha madrinha mas com os mesmos mimos da tua avó. Realmente é uma pena que as casas das avós estão desaparecendo e assim o verde, as flores que sempre existiu nelas mas na casa da tua avó ainda há. Lindas lembranças.

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  • Lidia Correa 14/01/2015 at 19:05

    Casa de vó é tudo de bom, os meus avós moravam no Imirim numa casa com um enorme quintal, com jabuticabeira, abacateiro, jaqueira, cerejeira, araçá, goiaba. Meu avô plantava alguns pés de cana e de vez em quando colhia para fazer garapa para gente. Mas o que eu mais gostava era o jardim da minha vó e e dela que herdei esse gosto por flores. A casa existe até hoje desgastada pelo tempo apertada entre as construções mas sem aquele encanto da minha infância.

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  • Daniella Moraes 14/01/2015 at 20:55

    Amei demais minhas avós, uma (paterna) morou na zona Norte, no bairro Santa Teresinha em SP, e a outra (materna) na Vila Pompéia, passava o ano todo na Pompéia, e as férias de julho e início de ano passava na outra avó! Bom demais!!! Tempos bons, que ficam registrados no coração e na memória, sinto o cheiro da comida da minha avó paterna. A casa dela não existe mais, foi derrubada e agora tem casinhas geminadas. Lembro da minha avó com 75 anos dirigindo, pegando estrada, e assim o fez até seus 80.<3 Amor demais mesmo!

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  • Margarida Storti 14/01/2015 at 22:53

    dos meus avós eu não conheci já que moravam em Portugal tenho muita saudade da casa dos meus pais aonde nós morávamos na Rua Joaquim Antunes em Pinheiros uma casa muito boa com um grande quintal cheio de arvores e a rua muito sossegada naquela época aonde se podia brincar na rua …tempo muito bom que não volta mais…

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  • marion 14/01/2015 at 23:34

    Que casa deliciosa essa de sua avó…….lembro-me da casa de minha avó materna que nmorava na baixada do Glicério, que nba época era muito bom o local, hoje é um horror, favela é pouco para o que transformaram aquelas casas. Eu moro numa casa parecida com a de sua avó aqui no Jabaquara, foi construida há uns 50 anos, comprei-a há 10 anos. Amo minha casa assim, adoro casas antigas. Adoro o site e a dedicação de vcs.
    Que 2015 seja de muitas conquistas e realizações para todos nós.
    Abraços.

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  • Cassiane 15/01/2015 at 08:31

    Eu sempre morei e moro até hoje na casa do meu avô, construída em meados de 60, tenho a planta até hoje. E não pretendo sair.

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    • danielpardo2015 07/03/2015 at 20:46

      Eu não só ainda moro na casa de minha avó como a minha avó propriamente dita ainda vive ela tem 88 anos e é mãe de minha mãe (aliás ela é a minha única avó viva, já que o restante dos meus avós são todos falecidos) aliás, moro eu, minha mãe e minha avó na casa. hehehehehehehe

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  • luis a. f. de arruda miranda 15/01/2015 at 09:31

    Querido amigo e irmão Douglas,
    Saudações!

    Gostei mito d sua crônica urbana eivada de saudosismos, boas lembranças e uma certa e inerente melancolia.
    Penso muito em coisa assim também. E não querendo me gabar por ter mais idade (sou de 1957), eu peguei a infância dos anos 60 em que a nossa querida Capital já era desenvolvida, mas os bairros tinham muito ainda de provincianismo.
    As minhas famílias materna e paterna sempre moraram mais ou menos nas mesmas imediações: os meus pais se conheceram em casa de parentes e amigos em comum no Paraíso, meus avós de um lado e de outro tinham casa na região da Vila Mariana, Aclimação, Cambuci.
    Dá muitas saudades pelo que a Cidade era. Realmente, ainda nos anos 70 você saía do centrão e ia para os bairros, o Ar, as condições barométricas, térmicas e atmosféricas eram as outras, muito melhores.
    A partir do começo dos anos 1970 minha família se mudou para o Alto de Pinheiros, bairro no qual me sinto em casa até hoje (Pinheiros, Vila Madalena de antigamente, etc.).
    Você têve uma Caloi ? Legal, mas a minha infância foi pedalada de Monark, rs.
    Gostei desse seu lado poético. Creio que o veneno atual, a despeito das maravilhas e grandiosidade das conquistas técnicas, tecnológicas e internéticas, é a falta de Amor, cuidado e relação com a Natureza e o afastamento da Espiritualidade.
    Bem, as perspectivas não das melhores, principalmente para questões cruciais como Clima e reservas hídricas, mas não percamos a Esperança nem sucumbamos ao desespero. Grande, forte e fraterno abraço. Feliz Natal e Ano Novo, com atraso, mas de Coração. Shalom Aleihem! Paz Profunda!

    L. Lafam.

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  • Vinicius Campoi 15/01/2015 at 11:47

    Belo jardim e bela história! Coincidentemente estou morando perto dos lugares que vc mencionou, na Padres Olivetanos. Você deve ter fotos antigas da região né? Sou curioso para saber como era o bairro, abs.

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  • Ezã Magda Mendes Cardozo Silva 15/01/2015 at 12:17

    Douglas, adorei esta matéria.
    Me fez dar uma paradinha e lembrar como era mesmo a casa de meus avós maternos e paternos e que saudades …
    Casa de vó, era tudo de bom mesmo ! Hoje já não tenho nenhum deles vivos.
    Vivos somente na memória, lembranças maravilhosas.

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  • Vinícius 15/01/2015 at 13:47

    Excelente artigo, como de praxe.

    Faço coro aos demais comentaristas: casa de vó é tudo de bom! A dos meus avós ficava no interior e enchia de netos nesta época de férias. Que saudades!

    Caro Douglas, aqui em Santo André ainda há bairros provincianos, com casas antigas, muros e gradis bem baixos. Um convite para visitar a Vila Assunção, com seu casario de operários, casas de imigrantes italianos (alguns dos quais ainda fazem vinho), o centenário cemitério e a igreja matriz da década de 40. Com sorte, ainda se ouve algum nonno, vestido a caráter – boina e suspensórios – murmurando um dialeto vêneto, trentino ou friulano…

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    • Emerson de Faria 20/02/2015 at 19:44

      Que bom saber, Vinícius, que um pouco da São Paulo de outrora ainda vive, mesmo que ainda na vizinha Santo André.

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  • Luiz Henrique 15/01/2015 at 16:38

    Então, Douglas,você tem saudade de uma época bem diferente,da sua infância vivida nos anos 80/90,que dirá quem brincou ao longo dos anos 70 até início dos 80 como eu…Ainda mais para uma família extremamente humilda como era a minha…

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  • flavia r s franco 15/01/2015 at 19:39

    Muito gostoso ainda ter uma avó para visitar ….e uma rua e amigos para relembrar !!!! As estórias e recordações devem lembrar a nova geração que vale mais o contato “cara a cara” , do que o mundo virtual . Parabéns…

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  • Maria do Carmo Ortiz Solera 16/01/2015 at 07:10

    Que delícia de lembrança a casa dos meus avós.Tinha cheiro de bolo no forno.Um quintal enorme, que hoje é pequenino.A casa ainda está intacta em Ribeirão Preto. Meu avô fazia licor no fundo do quintal, até hoje sinto o cheiro do Aniz.Muito bom ter vivido isso tudo.

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  • SavianoMarcio 16/01/2015 at 09:06

    Uma casa que lembra muito esse estilo “Casa de Vó” e também pela simplicidade e beleza, com um belo jardim na frente e nos fundos cuidado por uma senhorinha, é esta casa na Vila Matilde, http://goo.gl/maps/REkOs é meio perto da casa da sua avó e vale uma olhada.

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    • Douglas Nascimento 16/01/2015 at 11:59

      Conheço a rua! Fica perto da Avenida Melchert… vou dar uma olhada.

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  • vanialacerda2013 17/01/2015 at 14:05

    Linda a casa de sua avó, cheia de plantas e de vida!

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  • MArco 18/01/2015 at 14:19

    A casa da minha avo e minha casa de infsncia Foi demolido em 2014, venderam para uMa construtora! Foi Triste

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  • Denise 19/01/2015 at 23:37

    Meus avós maternos não conheci, mas meu avô paterno, morava na Rua Barão de Suruí no Campo Belo, uma pequena rua estreita que saía na movimentada Washington Luís. Bons tempos quando eu e meus irmãos íamos ao aeroporto de Congonhas ver os pousos e decolagens dos aviões…bons tempos.

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  • João Guimarães filho 28/01/2015 at 17:45

    Meus avos maternos, de origem italianos, moravavam na Vila Gustavo , Tucuruvi, casa abaixo do nivel da rua, eu era o único neto que ganhava um pão caseiro feito pela minha avo…porque eu sempre dei atenção a eles. Meu avo torcedor do Palestra se divertia comigo ao “”encher”” quando o meu Corinthians ganhava…
    Esse artigo me trouxe muita saudade.

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  • Ricardo Lugão 06/03/2016 at 00:13

    Grande Douglas! Esse post fez com que me visse em um livro de Proust, despertando as minhas memórias interiores!
    Parabéns!

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  • PAULO SOARES 30/03/2018 at 07:57

    Bom dia Douglas. Eu nasci em casa de meus avós, Rua Artur Azevedo, 747 no bairro de Pinheiros S.P., passei recentemente por lá, a fachada da casa, o terraço continua o mesmo, tenho foto com uns 4 anos no quintal da frente junto com o cachorro Bilú. Verifiquei que atualmente mora lá um senhor de idade elevada que aparentemente está lá por muitos anos, não consegui falar com ele pois certamente conheceu meu avô. Sempre visito o site, as reportagens são boas mas infelizmente temos poucos detalhes por falta de informações. Agradeço pelas reportagens.

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  • Helen Sylvia 16/04/2018 at 20:47

    Oi Douglas, então sou de 1959, estou com 58 anos, mas tenho uma vaga lembrança da casa da minha avo no interior de São Paulo – Presidente Prudente, era uma casa de madeira, lembro que na cozinha tinha um fogão a lenha recoberto de cimento lizo na cor vermelha, e que encostado na janela uma mesa, onde sempre tinha groselha, eu tinha uns 4 ou 5 anos. Faz muito tempo, mas tenho saudades.
    Também visitava com frequência a casa dos meus tios avos, em Paraguaçu Paulista, a casa também era de madeira, e a lembrança que trago é meu tio sentado ao lado de um radio bem antigo, ouvindo a voz do Brasil.

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  • Douglas Antunes 05/09/2018 at 10:45

    Nem tenho muito o que falar do seu site, ele é fantástico, incrível e surpreendente. Mesmo não sendo paulista (sou de São José, cidade vizinha à capital catarinense), tenho as mesmas lembranças que você têm, a começar pela casa dos meus avós maternos. Ela ainda existe, tal qual antes, mas é impossível não lembrar do cheiro do café passado pelo meu avô (que acordava muito cedo para passar um café), as histórias e boas comidas que minha avó preparava (e que eu comia ao máximo, hehe). O tempo é inexorável, sempre e sempre marcha para a frente, mas a saudade é teimosa demais, a ponto de eu pensar se realmente o progresso faz tão bem assim pra gente.

    Enfim, só posso agradecer por você ter compartilhado suas lembranças tão pessoais com todos nós e que o seu excelente trabalho continue a nos enriquecer culturalmente e até pessoalmente: foi muito bom tirar uns minutos pra lembrar dos bons tempos da minha infância, que já faz um certo tempo que passou…

    Reply
  • Marlene Nascimento 29/10/2018 at 19:57

    A saudade de quando morei ai

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