Em um artigo anterior aqui no blog, falamos de profissões antigas, como o limpa trilhos, o vendedor ambulante ou o vendedor de loteria. A evolução da tecnologia veio limitar ou terminar totalmente com suas possibilidades. O mesmo acontece com a forma como vivemos nossas cidades: as casas em que vivemos, a forma como nos deslocamos, etc. Uma vez que a tecnologia não para de evoluir, podemos esperar continuar assistindo a grandes mudanças no jeito como vemos São Paulo.

O fim das profissões antigas

A tecnologia faz com que antigas profissões não sejam mais necessárias. O vendedor de loteria, em nossos dias, não consegue competir contra a Mega Sena Online. O fato de todo o mundo ter meio de transporte e ter lojinha em todo o lado também acabou tirando o negócio do vendedor ambulante. Mas, ao mesmo tempo, veio criar profissões novas, como aquelas ligadas ao uso da tecnologia.

Afinal, essas profissões antigas também tinham nascido, muitas vezes, da evolução tecnológica e social. Antes da invenção das loterias, não precisava vendedor ambulante. E antes da invenção do bonde, também não precisava de limpa trilhos.

Vendedor de alho e cebolas

A tecnologia: revirando profissões e também as cidades

Nosso problema, muitas vezes, é a natural falta de imaginação do cidadão comum, que está mais treinado para construir um mundinho familiar – sua casa, sua família, seu trabalho, sua cidade e até seu país – e não aceita facilmente a mudança. Mas basta olhar um pouquinho para a História para entender que a vida é mudança.

Basta pensar em nossa cidade. A tecnologia permitiu a construção do viaduto do Chá e isso significou uma pequena revolução na forma como os paulistanos viram sua cidade. Depois, a aplicação das tecnologias de construção permitiu a Sao Paulo crescer na vertical, e o século significou uma nova forma de pensar a forma como se vive e como se trabalha.

Podemos esperar, sim, meios de transporte coletivos mais inteligentes, menos poluentes e que permitam a todo o mundo se deslocar mais rápido. Isso pode significar mais transporte público, carros autônomos elétricos, mais bicicletas ou uma mistura de tudo isso. Outra possibilidade é a adoção do “telhado jardim” japonês, que não só deixa a cidade mais verde como até permite baixar a temperatura.

E se toda a área de um prédio permitisse a coleta de energia solar? O que faria isso pela eficiência energética de uma metrópole como São Paulo?

Se prepare, pois as próximas décadas prometem ser surpreendentes.

Curiosidade: Quer saber se sua profissão corre algum risco de extinção num futuro próximo ? O site ˝Will robots take my job˝ dá uma noção de sua carreira em relação ao que vem por ai.

Curiosidade 2: Em 1924 imaginava-se a construção de robôs para executar no futuro o serviço policial. Felizmente o conceito apresentado só ficou na teoria e no cinema, com o Robocop (ao menos por enquanto, não é mesmo ?).

Radio Police Automaton (1924)

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Comments

  • Vinicius Bartholdi 19/02/2018 at 14:52

    Vejo um futuro “sinistro”:
    com a explosão do comércio online, teremos cada vez menos lojas de rua;
    menos lojas de rua, significa menos gente circulando, nossas atuais ruas de comércio mortas, shoppings abandonados;
    cinemas, mesmo os de shopping, minguando com a proliferação do streaming;
    com a massificação do home office, até mesmo o movimento diário de trabalhadores rumo ao centro das cidades para trabalhar em escritórios desaparecerá.
    Diminuirá a necessidade de transporte, veremos linhas de metrô ociosas.
    Nossas ruas se tornarão apenas residenciais?
    As pessoas sairão menos de casa, com a grande oferta de entretenimento eletrônico e com a facilidade de comunicação, as pessoas se visitarão menos do que já se visitam.

    Espero estar muito errado. Mas tenho medo.

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    • Emerson de Faria 22/02/2018 at 09:51

      Não creio, porque há determinados produtos e serviços que por sua dinâmica não casam com o comércio eletrônico, por exemplo, supermercados, concessionárias de carros e imóveis. No fundo o mundo do futuro será bem parecido com o atual, acrescido de alguma nova tecnologia aqui e ali, mas exatamente igual, menos parecido com os Jetsons e mais parecido com Blade Runner, no sentido sombrio e soturno, é claro. O homem evolui para continuar o mesmo.

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  • Antonho touxa 20/02/2018 at 10:04

    isso faz parte da evoluçao humana, ha milhares de anos atras quando o homem descobriu o fogo, ja foi um grande avanço, depois ele inventou a roda, depois a medicina, e assim a humanidade vai continuar a avançar, quem viver verar.

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    • Emerson de Faria 22/02/2018 at 09:52

      Muda-se tudo para continuar exatamente igual.

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  • Carlos 20/02/2018 at 11:11

    Vinicius, concordo parcialmente com sua visão. Na década de 1980 vi cinemas de rua, já decadentes, acabarem de vez, com a chegada do videocassete então… salas de cinema iriam ser coisa do passado…mas, hoje há mais salas de cinema que na referida década e…lotadas! Outro exemplo: Onde eu trabalho foi implantado o home office, eu não aderi, quase todos meus colegas ficaram super animados pelas vantagens, principalmente a economia de tempo/dinheiro do ir e vir…mas alguns retornaram ao “esquema” tradicional por vários motivos. A interação entre tecnologias e seres humanos percorre caminhos inimagináveis.

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    • Emerson de Faria 22/02/2018 at 10:08

      Até mesmo porque a função da tecnologia é auxiliar o homem, não substituí-lo.
      O solucionismo tecnológico é o grande mal deste século, tecnologia pela tecnologia é como gostar de um prato por causa do seu tempero.

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  • Luiz Henrique 26/02/2018 at 09:06

    Além do que, muitas pessoas recorrem ao “retrô”, para determinadas aquisições e/ou entretenimento. Por exemplo: pessoas que só assistem filmes antigos. Ou pessoas que só gostam de sambas do passado. Basta olhar para meu site favorito, o São Paulo Antiga. Eu gosto de construções de antigamente! Até mesmo para compras do dia-a-dia. Eu prefiro comprar carne, por exemplo, nos açougues de rua. Pão também: prefiro as padarias, apesar de os super-mercados, ou melhor, hoje, qualquer mercado pequeno, desses de vila, terem padaria e açougue dentro, para meio que induzir a pessoa que está fazendo compras, aproveitar e já levar o pãozinho dali mesmo.
    Acho que sempre terá isso: o velho e o novo.A tecnologia, os novos inventos são, na maioria das vezes, uma “mão na roda”, ajudam mesmo. Porém, sempre teremos espaço para as coisa simples da vida, como ir ali na padaria da esquina e comprar um pãozinho com mortadela(ou margarina mesmo…) para o café de um sábado à tarde. Haja visto esses estabelecimentos comerciais tradicionais, tantas vezes abordados aqui.

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  • Daniel Pardo 16/03/2018 at 20:51

    Aqui no meu bairro ainda tem um vendedor de bilhetes de loteria que trabalha a poucos metros de uma casa lotérica, em frente a uma padaria que fica numa praça, Sábado passado mesmo eu o vi.

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