Uma das regiões mais esquecidas da Penha é a que compreende o antigo caminho para Guarulhos, chamado desde meados do século 20 de Avenida Gabriela Mistral. Gestão após gestão, o trecho imediatamente após o Mercado Municipal da Penha é uma área bastante desprezada, insegura e com a via bastante esburacada.

Mesmo assim é uma parte do bairro bastante rica em história, seja pela ligação com o município vizinho, Guarulhos, seja com a possível padaria mais antiga do bairro, demolida recentemente, ou mesmo as belas construções antigas que por ali sobrevivem a duras penas.

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Localizada no número 469 desta avenida, esta residência é uma das sobreviventes da primeira metade do século 20. Uma das poucas que ainda dão o ar da graça por ali.

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • J.C.Cardoso 03/10/2017 at 16:18

    Pena não ter jardim. Pode ser que tenha cisterna embaixo. Mesmo assim, podia rolar uns vasos. Ia dar oooooooooutra vida.

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  • Vera 04/10/2017 at 18:10

    Estudei no bairro da Penha em 1970, colégio Liceu Santo Afonso que foi demolido, era tão lindo! Havia o cine São Geraldo não sei se existe o prédio ainda, provavelmente não. Estudei no Ateneu Rui Barbosa que tinha uma arquitetura linda , eu amava o bairro da Penha, colegas classe que moravam na Gabriela Mistral (achava esse nome tão lindo) mas infelizmente a Penha que eu conheci acabou.

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    • Douglas Nascimento 04/10/2017 at 19:38

      Olá Vera, o prédio do Cine São Geraldo está lá ainda, firme e forte. Da última vez que estive por lá funcionava um estacionamento.

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  • Emerson de Faria 10/10/2017 at 08:12

    Uma casinha simples e singela com gosto saboroso de tempos antigos mais tranquilos e fraternos. Pode parecer saudosismo, mas creio que a São Paulo do bons e velhos tempos morreu nos anos 80.

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    • Daniel Pardo 28/10/2017 at 20:36

      Eu também penso o mesmo, se bem que no início dos anos 90 ainda era possível sair de balada em São Paulo e ficar conversando na rua até tarde sem ser incomodado por “amigos do alheio”.

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