Antes & Depois

Avenida São João, 128 – 1968 & 2016

Comments (38)
  1. Acho que o grande problema não foi terem transformado a rua em calçadão. Calçadões existem no mundo todo, e em muitos deles, anda-se sossegadamente à noite. O problema é o poder público que sempre foi ineficiente, seja nos anos 60, seja hoje.

  2. Paulo Vieira disse:

    PARABÉNS, DOUGLAS, pelo comentário sobre o “primeiro trecho da São João”.
    Cansei de atuar junto à PMSP e ao “Viva o Centro” pela recuperação daquele trecho. Desde que fizeram o detestável Calçadão só DECADÊNCIA, SUJEIRA E INSEGURANÇA com enormes prejuízos para os comerciantes da área!
    Continue denunciando a “destruição de coisas belas”!
    Paulo Vieira

  3. Lucas disse:

    Olá Douglas! Será que eu poderia enviar fotos de alguns casarões daqui da cidade de piracicaba??. Pois aqui é cheio de casas antigas!

  4. Claudio disse:

    Serei obrigado a discordar da opinião do autor sobre o fato de que carros seriam melhor porque ocupariam o espaço e de que a atual gestão não teria feito nada para ocupar o centro. Sobre essa última questão, aliás, trata-se de mentira deslavada. Essa desertificação das ruas paulistanas se deu, na verdade, nos governos Serra/Kassab, que estabeleceram uma série de medidas restritivas de circulação. Já no último mandato, sou testemunha ocular da reocupação do Centro. Caso você não saiba, ali do outro lado do Vale, havia ao menos uma vez por mês uma roda de samba – que depois passou para o Paiçandu e agora está suspensa devido aos rearranjos de secretarias na troca de mandato (na verdade, a eliminação da Secretaria de Inclusão Racial pelo futuro prefeito João Dória). Lembro, ainda, de diversos shows realizados pela Prefeitura no Anhangabaú. E para concluir, temos no Boulevard São João o Paço das Artes. Isso são fatos e a ignorância dele me parece ser mera ideologia, talvez explicada pela parceria com a publicação que consta no topo do site.

    Com relação aos carros serem melhores ocupantes do Centro, poderíamos então construir diversos Minhocões pelas ruas da cidade. Aí teríamos algo bastante ocupado, não?

    Abraços.

    1. Claudio, discordar é saudável.
      Agora não há mentira nenhuma, a atual gestão transformou o centro em um imenso favelão. O centro já não era bom antes, não estamos dizendo que tudo começou com o Haddad pois seria tampar o sol com uma peneira. Porém, tudo que era ruim pra cidade se potencializou na gestão deste irresponsável.
      Isso se justificou nas urnas onde ele foi rejeitado por um candidato iniciante, pela simples razão que quem ama a cidade jamais poderia reelegê-lo.
      Isso não anula os desastrosos mandatos de Kassab, Pitta e Serra… São Paulo tem uma vontade enorme de eleger candidatos ruins. Espero que desta vez tenham eleito a pessoa certa.
      O Paço das Artes é um grande benefício a cidade, mas não se engane… é projeto do Kassab. O Boulevard São João, é uma grande piada.
      Sobre o que você diz ser “ignorância” ou “mera ideologia”, tenha a certeza de que isso só parte do seu lado. Não temos ideologia ou partido político aqui, temos apenas um amor incondicional a cidade de São Paulo. Apontamos aqui todos os problemas da cidade desde que o site está no ar há 7 anos, isso independe de quem está no poder.
      Use o campo de busca do site e informe-se melhor sobre nossas opiniões.
      Abraços

    2. Emerson de Faria disse:

      Cláudio, em que país, planeta ou galáxia você vive? Pois eu sou paulistano, tenho 41 anos de idade e desde de que me conheço por gente, o centro da cidade está abandonado, e essa decadência é muito mais antiga do que eu, entra e sai prefeito e a situação só piora. Seu discurso é de peteba recalcado que só vê defeito nos tucanos. Se não tem nada melhor para escrever, é melhor ficar de teclado calado.

      1. Daniel Pardo disse:

        Concordo com você colega, pois tenho 40 anos e eu também, desde que me entendo por gente, conheço o centrão de São Paulo como um lugar sujo e decadente e não é “esse” ou “aquele” prefeito, foram VÁRIOS ao longo de DÉCADAS que fizeram obras mal planejadas que levaram à decadência do centro de São Paulo e ao caos em que ele se encontra hoje, o que pode ter acontecido é que uns contribuíram mais, outros menos para a desgraça, mas TODOS têm sua parcela de culpa na degradação do centro da cidade.

        1. Emerson de Faria disse:

          Creio que para não ser injusto com ninguém, acho que desde o Padre Anchieta até agora São Paulo jamais teve um prefeito à altura que merece.

          1. Daniel Pardo disse:

            Tem um vídeo circulando no Facebook em que o John Lennon disse há mais de 40 anos atrás que os governantes do planeta não trabalham para o povo, mas sim para atender os objetivos insanos deles mesmos e prova disso a gente vê aqui no Brasil direto, sempre que um político termina seu mandato, vem o sucessor de outro partido e desfaz tudo o que aquele fez, aliás, isso já até é “de lei” aqui no país.

    3. Luiz Henrique disse:

      Cláudio, a gestão dos seus queridos Hadad e PT, levaram a cidade de vez ao caos.E nem é para discutirmos isso.

  5. Paulo Cesar disse:

    1968 claro evidente

  6. flavia sampaio de souza disse:

    A de 2016, está reformada mais, bonita, o calçadão ótima ideia e até parece que não passa gente por ali , tiraram a foto sem pessoas. Ficou muito bonito.

  7. Celso P disse:

    Prefiro o cenário de hoje por uma razão: a lei cidade limpa.

    Foi ela que revelou a beleza da arquitetura do centro de São Paulo, onde misturam-se o antigo, o novo e a vanguarda da arquitetura em exemplos como (nessa ordem) o Teatro Municipal, edifício Copan e o premiado prédio do Espaço das Artes na av. São João.

    1. A Lei Cidade Limpa é excelente, pena que o atual prefeito não gosta dela e a sabotou desde o início de sua gestão.

  8. Manolo Ramirez disse:

    Veja que em 68 era uma area de trânsito intenso de pessoas ,o que trazia movimento ao comercio da região…hoje, apesar da população ter dobrado ,poucos passam por ali ,virou um sai do nada para chegar à lugar nenhum…”

  9. A minha tendência é de sempre achar o “ontem” melhor que o de “hoje”. Mas depende muito. Nas ruas do centro onde há comércio fervilhante, já há o problema de certo abandono(sujeira, buracos, desocupados…).
    Pensando bem, as avenidas, como no caso da São João, não deveriam ser transformadas em calçadão. Olhem como exemplo o Anhangabaú, que não melhorou em nada e ainda por cima é um local perigoso e insalubre, especialmente à noite. Entre outros problemas, há “skatistas” fazendo o que querem e a polícia nem pode intervir, pois hoje em dia “é proibido proibir”.

  10. Fernando Teixeira da Silva disse:

    Prefiro 1968 sem nenhuma dúvida observe que não há pichações e o imóvel aparece sem reforma, já a foto atual, além da reformado, parece que a foto foi tirada em um fim de semana; a pichação é uma questão de alguns dias.Lamentável.

    1. Tirada no último sábado

  11. Novamente, parabéns pela matéria, olha realmente 1968 é preferível, pois essa região e concordo com você, a atual gestão municipal, acentuou mais a degradação dessa região com sua passividade, estive ai agora em outubro 2016, fazendo o que sempre faço tradicionalmente, a cada vez que visito minha amada SP, justamente vou visitar ali um tradicional ponto de alimentação, e entristece ver aquilo ali abandonado, tomado por lixo, moradores de rua por todos os cantos, que com certeza são os mesmos pobres infelizes escravizados pelo vicio do crack, ali na cracolândia. O CAlçadão até na teoria tem seu beneficio que seria aproximais mais os pedestres do comercio, porem com um sistema de transporte urbano ruim, as pessoas se afastaram

    1. Sou favorável ao calçadão, mas aquele que realmente gera um benefício para a cidade e para o cidadão.
      Esse do início da Avenida São João, não trouxe benefício algum para a cidade.

      1. Trouxe sim pelo fato do grande numero de pessoas que pode circular por lá, sem se preocupar com os carros.

        1. Luiz Henrique disse:

          Mas preocupam-se com os desocupados, que tomaram a região.

          1. Apenas para empurra-los para de baixo do tapete, jamais para exigir politicas de reintrodução dessas pessoas na sociedade.

  12. Rapha disse:

    Ou seja, a beleza da cidade antiga é ter CARROS?
    Essa cidade, ou melhor os seus moradores, está realmente doente por esse vício.

    1. Raphael, a cidade é para todos.
      Isso inclui os milhões de donos de veículos e também a meia dúzia de hipsters que acham que o mundo é melhor sem eles.

      1. Emerson de Faria disse:

        Boa, Douglas!

    2. Política de reintrodução é, ou deveria ser, um dever do Estado.
      O cidadão de bem não pode pagar o pato.

  13. R disse:

    Nem 1968, nem 2016.
    O local e as construções são bonitos, mas em nenhuma das épocas seu potencial parece estar plenamente aproveitado.
    Em 1968 o excesso de propagandas resulta em enorme poluição visual e as calçadas estreitas não parecem suficientemente largas para acomodar o fluxo de pedestres.
    Em 2016 há alguma coisa na imagem que transmite uma impressão de abandono. Não sei dizer se é a falta de pedestres, o aspecto do calçadão, a pichação na parede, a pintura descascada ou a combinação de todos estes fatores. De positivo, vejo a ciclovia no canto esquerdo.

    1. R disse:

      corrigindo a parte final: De positivo na foto de 2016, vejo o calçadão do lado esquerdo, que tem um aspecto estético aprazível (achei que fosse uma ciclovia, mas não é)

  14. Rogério disse:

    Em algumas postagens aqui, fala-se sobre a arquitetura (antigo) X abandono (atual) corriqueiramente. Hoje temos um exemplo inverso. A imagem atual mostra que houve, pelo menos, alguma preocupação em restaurar o prédio + limpeza visual, finalmente vimos o prédio como ele é. Por que desta vez o autor, diferente de tantas outras, parece não ter dado atenção a isso? Talvez porque tenha preferido falar apenas de aspectos negativos e, para isso, faz-se uma crítica mais política do que coerente.
    Se carros fossem a solução para uma cidade melhor povoada e bem-vinda, a mesma av. São João e o Minhocão (e seu entorno) seriam a nossa Times Square (ah, tiraram os carros de lá…). Tanto em um lugar como no outro, os problemas sociais são iguais, com carro e sem carro.
    E considero uma tremenda falta de respeito achar que pensar em uma cidade que priorize pessoas do que carros seja o pensamento de “meia dúzia de hipsters que acham que o mundo é melhor sem eles”. Há mais pessoas sem carros do que motorizadas na cidade, apenas para começar. 900 quilos de metal e plástico consumindo combustível fóssil para levar um corpo de 70 kg do ponto A ao ponto B, de forma individualizada. Parabéns por perpetuar o espírito civilizatório de São Paulo.

    1. Rogério,

      Respeito sua opinião mas discordo de você.
      Não há, em primeiro lugar, como comparar a ausência de carros na Times Square com o centro paulistano. O sistema viário novaiorquino é diferente e as ruas usam um padrão inteligente que não tem como aplicar aqui, já que lá o crescimento foi planejado desde o princípio. Mesmo na Times Square passam carros pela lateral e adjacências e ali houve uma preocupação com o turismo que não vemos em São Paulo.
      Cidade sem carro é um pensamento hipócrita e egoista de quem não os tem e acha que para alcançar o equilíbrio deve proibir o direito de ir e vir daqueles que possuem. Esta meia dúzia barulhenta e irrelevante prega uma utopia doente e socialista que não tem sentido. A cidade ideal é aquela que abriga com iguais direitos e deveres carros, motocicletas, bicicletas e pedestres. É esta a cidade que eu vislumbro.
      Esse papo “nazi-ecológico” de que o carro são é “900kg de metal e plástico consumindo combustível fóssil…” é uma bobagem tão grande quanto a falácia do aquecimento global.
      A cidade civilizada abriga a todos, não apenas os que agradam aos ativistas que vivem em uma realidade paralela.

      1. Emerson de Faria disse:

        Brilhante, Douglas, não precisa dizer mais nada. Mas os portadores da verdade absoluta, que acham que precisam impor seu pensamento e estilo de vida a todos que os deles discordam indistintamente, jamais entenderão isso, porque todo babaca moraloide/sentimentaloide se acha revestido de uma missão, a de infernizar a vida dos que deles discordam.

  15. 2016, sem dúvida, imagine milhares de pedestres lutando por espaço com carros, te-los ali só pioraria a situação. Já a de gradação do centro foi falta de zeladoria urbana e falta de cobrança da população, ambos andam de mãos dadas, não vê o centro como parte da cidade. Pouca ação e muito discurso.

  16. reginaldo assis de paiva disse:

    Douglas, o Guanabara não esta no calçadão, mas no Anhangabaú. Quando da construção do Anhangabaú – projeto do Jorge Wilheim que “dormiu” por um bom tempo nas gavetas, exigia que a pequena quadra entre a Libero e o Anhangabaú (previsto no projeto como área pedestrianizada) fosse incorporada ao Anhangabaú. O Claudio tem razão. Um bar que ficava defronte ao Guanabara (onde hoje esta o restaurante Bovinus) era um ponto de encontro de sambistas. Discordo também de sua opinião sobre a desativação do trecho da São João entre a praça Antonio Prado e a Libero; Pela multidão que circula a pé pela praça e pela São Bento era impossível mante-la aberta aos carros. Quando ao trecho da avenida São João, entre o Anhangabau e o Largo do Paiçandu sofreu as consequências de não se ter implantado a ligação do túnel com a avenida. Sua preocupação com a gestão Haddad prejudica a sua análise. Lembro que tem “avacalhou” de vez o Anhangabaú com centenas de absurdos marcos de concreto foi o Andrea Matarazzo.

    1. Reginaldo, no meu entendimento o Guanabara está no calçadão da avenida São João.
      A multidão que anda por ali atualmente é bem menor que a multidão que andava há 30-40 anos, fruto do abandono do centro que se acelerou com a gestão Erundina. Eu acho que ali pode muito bem comportar veículos que seguiriam em direção ao Largo do Paiçandu e no retorno para a Líbero Badaró.
      Jorge Wilheim é adorado em exagero, ele e Paulo Mendes da Rocha fizeram um monte de bobagens pelo centro da cidade que precisam ser revistas.
      Sobre o Haddad, não tenho nenhuma análise prejudicada, na verdade ele sempre teve uma análise prejudicada do que é a cidade. O resultado foi nas urnas.
      Sobre o Andrea Matarazzo, concordo com você… foi dele a autorização do fechamento dos banheiros públicos que ficavam sobre o Boulevard do Vale, Matarazzo aliás é outro desastre que a política paulistana gera de vez em quando.

  17. Fabio disse:

    O prédio atualmente está em melhores condições de conservação do que em 1968!!!

  18. Roberto disse:

    Possuo veículo e acho impraticável andar até e em São Paulo, o sistema de metrô também parece não comportar o público em horário de pico, São Paulo não tem lugar pra todos, nem pra hipsters, nem pra cidadãos comuns.

  19. Daniel Pardo disse:

    AH!!!! agora que eu vim pra cá para esse post outra vez que eu vi um detalhe… a foto segundo consta é de 1968, porém, no canto direito da foto, onde está escrito “Cinzano”, embaixo dessa placa tem a ponta da frente de um Fusca Verde Folha, mas essa cor de Fusca, via de regra, é dos Fuscas a partir de 1969, será que essa foto foi tirada no fim de 1968 e já nessa época a Volks lançou a cor como 1968/1969???

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