Quando mencionamos o nome Condessa d’Eu, muitos não fazem ideia de quem se trata. Ao se fazer uma pesquisa pela internet, dependendo do jeito que você pesquisar o termo, vai encontrar principalmente que se trata de Catarina de Clèves, uma nobre francesa do século 16. Entretanto a condessa que nos referimos aqui é a nossa querida Princesa Isabel.

Retrato de Conde e Condessa D'Eu em 1864

Retrato de Conde e Condessa d’Eu em 1864

O título de condessa pertencente à Princesa Isabel não foi jamais colocado de lado enquanto o império brasileiro existia, pelo contrário, era bastante comum a citação dos dois títulos como, por exemplo, “princesa regente sra condessa d’Eu” (veja recorte).

13/05/1888

13/05/1888

Com o fim da monarquia no Brasil passou a ser mais comum encontrar menções a ela com o título de Condessa d’Eu. E, aproveitando isso, vamos falar a respeito de uma receita antiga que surgiu em algum momento entre 1889 e 1940 e é chamada de “Bolo da Condessa d’Eu”.

Vamos conhecer essa receita ?

 

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Com ao menos 100 anos de tradição e retirada de um livro publicado há 75 anos atrás, trata-se de um maravilhoso bolo de amêndoas com licor. Recomendo testarem a receita pois a textura das amêndoas moídas na boca e o perfume do licor são delicados, simples e sofisticados.

Bolo Condessa D´Eu

Ingredientes:

  • 300 gramas de açúcar
  • 250 gramas de manteiga
  • 100 gramas de farinha de trigo
  • 200 gramas de amêndoas descascadas e peladas
  • 6 ovos
  • 1 pitada de sal
  • 2 cálices de licor de amêndoas (60ml)

Preparei as amendôas à moda antiga, para sentir as dificuldades em cozinhar antigamente sem muitos recursos: comprei-as inteiras e sem casca, coloquei de molho em água para retirar a pele, e fui removendo a pele uma a uma, levou quase 40 minutos para depelar 200 gramas de amêndoas. Você pode comprá-las já sem casca e sem pele.

Modo de preparo:

– Moa as amêndoas e junte metade do açúcar. Eu moi as amêndoas no liquidificador.

– Bata a manteiga com o restante do açúcar até que se forme um creme claro, junte a este creme a farofa de amêndoas misturada com açúcar e continue batendo. Acrescente os ovos inteiros um a um, batendo sempre a massa.

– Por fim junte a farinha de trigo, o sal e por último o licor. A receita original menciona apenas “licor”. Eu coloquei um licor italiano de avelãs, o Frangelico, que tem um sabor amadeirado que eu adoro e que combina muito bem com amêndoas. Quando a massa estiver uniforme despeje tudo numa assadeira untada e leve ao forno para assar.

A receita original pede para assar em forma untada e forrada com papel grosso. Eu assei em forno médio até dourar em uma assadeira apenas untada com manteiga. O resultado você vê na foto: um bolo divinamente cheiroso, úmido leve e delicado.

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Obs.: A receita não leva fermento, mas não se preocupe que o bolo cresce e fica bastante macio mesmo assim.

About the author

Gerente de serviços em uma multinacional de tecnologia, Heloisa é fascinada por trabalhos manuais e faz da culinária um de seus hobbies prediletos.

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Comments

  • Norma 19/10/2015 at 17:07

    Esse bolo deve ser de um sabor maravilhoso, bem gostoso.
    Me deu vontade de fazer pra comer.
    Viva a Condessa D´Eu!
    Norma….

    Reply
  • Minela 19/10/2015 at 17:28

    Amei a receita. Onde você conseguiu essa fôrma interessante?

    Reply
    • Heloisa Fernanda Madela 20/10/2015 at 14:50

      Olá Minela, consegui este formato usando uma assadeira com este desenho. Você encontra facilmente formas com estas características em lojas de artigos de cozinha em shopping centers ou lojas de utensílios de cozinha importados.

      Reply
  • Luiza Lopes 19/10/2015 at 21:43

    Parece uma delícia. Vou tentar um dia em casa. Como vc fez pra que o bolo tenha esse formato?

    Reply
    • Heloisa Fernanda Madela 20/10/2015 at 14:50

      Olá Luiza, consegui este formato usando uma assadeira com este desenho. Você encontra facilmente formas com estas características em lojas de artigos de cozinha em shopping centers ou lojas de utensílios de cozinha importados.

      Reply
  • Matheus Miranda 20/10/2015 at 23:58

    Olá Douglas, acompanho seu site por um tempo, é um trabalho muito bonito, parabéns !!! Gostaria de deixar três sugestões para novas publicações de casarões que me intrigam muito, o primeiro na rua Guianases 1112, o segundo é um casarão ao lado do museu da energia, ambos em Campos Elíseos e o terceiro na rua Pirapitingui, 72 na liberdade, em frente do antigo casarão de Ramos de Azevedo. Tá aí, ficam como sugetao, parabéns pelo site !!

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