A busca por novos terrenos para construir em áreas já densamente povoadas não para. E desta vez as vítimas foram uma série de construções localizadas nas esquinas da rua Caconde com a avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Foto: Ralph Giesbrecht / Clique para ampliar

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A demolição, que começou na última semana de agosto, atinge 3 imóveis do início da rua Caconde e mais três outros imóveis na própria Brigadeiro Luís Antônio. Na avenida são imóveis um pouco maiores, como um sobrado com estabelecimento comercial na esquina, mais outro similar à sua esquerda e um pequeno prédio de dois andares.

Embora não se trate de construções de valor histórico é até de se admirar como duraram tanto tempo em uma área onde os terrenos livres já são escassos e o preço do metro quadrado é tão valorizado.

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Nos imóveis da rua Caconde funcionavam pequenos comércios, como restaurantes por quilo e uma oficina mecânica. Já na avenida funcionava na esquina uma lanchonete e restaurante.

No histórico deste trecho o prédio da esquina pertenceu no passado a uma pessoa de Manoel Estevão (dados dos anos 60), no imóvel do meio de número 3526 (na Brigadeiro) funcionou originalmente e por muitos anos a Padaria e Confeitaria Celestial. Por fim, no pequeno prédio residiram Aníbal Santos, Jalil Moufarrege e A.C. Carvalho (grafia e dados dos anos 60).

Estamos acompanhando o andamento da demolição e das obras para apurar o que será construído ali. Esperamos que as casas da simpática vila da Travessa Leon Berry, bem aos fundos deste futuro empreendimento, não sofram com a obra.

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Agradecimento e fotografias: Ralph Giesbrecht

Veja mais fotos (clique na imagem para ampliar):

Crédito: Ralph Giesbrecht

Ralph Giesbrecht

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comments

  • Márcio Pinto 02/09/2014 at 12:05

    Amigo ai deve ser costruido é prédio de luxo ou comercial, esses proprietáriso e empresários querem é ganhar dinheiro. Fico triste porque a história e registro de um imovel antigo se destroi em segundos.

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  • Alexandre Giesbrecht 02/09/2014 at 12:05

    Trabalhando razoavelmente próximo, passei por aí algumas vezes nos últimos meses. Inclusive, não faz muito tempo que eu almocei no restaurante da esquina.

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  • paulogoya 02/09/2014 at 12:07

    Douglas tem sim uma coisa terrivel em tudo isso…. sempre haverá. Pode imaginar que para mim a Brigadeiro tem histórias……e muitas. Fazia esse percurso muitas vezes. Meus primos fizeram o primário no Externato Teixeira Branco. Na Caconde tinha o local de ir fazer ginástica, o Delaunay. No bairro estava a casa do pai do meu tio Guilherme Winter, á ultima residencia dele, depois de sair da Al Santos. Secretário de obras do Dr. Garcez. Por fim o que se perde são as padarias da Brigadeiro…. foi-se o Confital, major DiogoXBrigadeiro, Charlu acho que existe mas não é mais…. vai-se a Celestial….. fim das padarias divinas. Fim dos pães comprados para os lanches.

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    • Ruth de Oliveira Alcantariha 03/09/2014 at 08:26

      Estudei no Colégio Madre Maria Eugênia (parte pobre do N.S. Assunção) saudades…nossos descendentes não terão registros culturais devido.a falta da preservação de nossa arquitetura é uma pena….

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  • ralphgiesbrecht 02/09/2014 at 12:19

    O bar da esquina já foi do pai da Valeria, Douglas. Ela mora na Vila espermida entre os dois predios altos da foto (um na Caconde, outro na Brigadeiro) e o predinho de 3 andares já foi rpochão. Hoje, segunda, dia 2/9, está tudo no chão já.

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  • ralphgiesbrecht 02/09/2014 at 12:20

    A vila da Valeria, que aparece aí no Google, chama-se Canto do Rio. (travessa Leon Berry)

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    • Ruth de Oliveira Alcantariha 03/09/2014 at 08:19

      Nasci e me criei na Vila Canto Do Rio! Era uma vila operária das industrias Textil Calfat! Escrevi um livro sobre a infância maravilhosa nesta Vila!

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      • Horacio Porfirio dos Santos 11/11/2015 at 15:54

        Olá Ruth, tudo bem? espero que sim . Gostaria de ler seu livro ,deve ter boas lembranças da época,eu também passei minha infância e juventude na Vila São Miguel que já faz tempo foi demolida junto com a Vila de Trás, Vila Velha e a Vila do Alemão. Vc se lembra? época inesquecível. Por favor me informe o nome do livro e onde posso encontra-lo, fico no aguardo. Um grande abraço e até breve

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  • J.C.Cardoso 02/09/2014 at 12:25

    Aproveitando o mote… o que significa Caconde?

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  • ralphgiesbrecht 02/09/2014 at 13:08

    Caconde é o nome de uma cidade na divisa com Minas na região de Sáo José do rio Pardo. Terra do ex-presidente da Republica Ranieri Mazzilli. Agora, o que o nome significa, sei lá!

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  • Lord Negro 02/09/2014 at 14:21

    Minha avó morou 30 anos no prédio bege da Brigadeiro e que será demolido. Será construido um edífício no local.

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  • Fabíola Ribeiro 02/09/2014 at 14:22

    Minha avó morou nesse predinho de dois andares durante 50 anos.

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  • ernani 02/09/2014 at 17:24

    Quero ver a hora em que o clima ficar totalmente mudado aqui na capital de sp.
    Sem chuvas, e sem correnteza de ventos, e sem sol também.
    Porque tantos prédios altos, um tira o sol do outro.
    Não vejo ninguém se incomodar em plantar mais árvores, e a prefeitura criar mais parques e praças.
    São Paulo precisa urgente de mais áreas verdes.

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  • Mauricio Batista Alves 13/06/2015 at 12:58

    Quero aqui deixar a declaração de amor pelo local, ali no número 3512 foi minha primeira casa em 1965. Meu pai tinha o Bar Praça Onze, na época funcionava 24 horas. Ele já estava ali desde 1959. Minha avó tinha uma pensão na esquina da rua Caconde e lá onde meus pais se conheceram, por volta do início dos anos 60.
    Ali meu pai trabalhou e viveu a vida até a demolição do imóvel, ou seja, por mais de 50 anos.
    Muito trabalho e dedicação, conhecido por todos da região o Sr. Manuel hoje continua morando na Brigadeiro, um pouco mais perto da sede do Grupo Pão de Açucar.
    Este local sempre se manterá vivo, na minha lembrança.

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  • rubens loureiro 03/11/2015 at 09:20

    Na Brigadeiro Luis Antônio havia duas construções e continuam até hoje, uma era a Padaria Nice e a outra a Padaria Charlú. – Marcaram época nos anos da crise do pão entre 1945 e 1946…
    O proprietário da Nice era o sr. Valentin Diniz e, o proprietário da Charlú o sr. Gonçalves.- Ambos falecidos.
    Eu era garoto entregava pão de carrocinha nas ruas do jardim América e jardim Europa.. bons tempos…!!
    Rubens Loureiro

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    • Jair Barcellos 03/10/2018 at 09:48

      Eu Jair Barcellos, nasci na Rua dos Bombeiros, travessa da Av. Brigadeiro Luiz Antonio, Rua em frente a Doceira Pão de Açucar e a famosa Farmácia do Dr. Hércules, ao fundo da Rua Manuel de Nóbrega bem em frente ao Quartel, meus avós moravam na Rua Manoel da Nóbrega, no quarterão da Rua Tutoia que ia até a Rua Otávio Nébias, Depois mudamos para a Rua Jundiai, na Villa São Miguel.. fomos vizinhos do Horácio (Pretinho) que deve ser o Porfírio dos Santos, meu Grande Amigo (Saudades).. também devo conhecer a Ruth Oliveira Alcatariha, que morava na Vila Canto do Rio, onde o Mazzaropi, produziu o filme “Chofer de Praça”, meu pai e meus tios trabalharam por mais de 30 anos nas Industrias Textil Calfat.. Tem muitas Histórias, nestes prédios da esquina da Rua Caconde com a Av. Brigadeiro , alí era o Bar do Madragoa, mais embaixo a Vilinha onde Marava o Toninho Xixa, tinha o Bar do Mané (Praça XI), a Padaria Celestial embaixo do prédinho que morava o meu amigo Carlos Roberto Mussi, tinha a Borracharia do Sr. Mario e seu irmão Alfredo, Marcenaria, uma Loja de Ferragens, onde eu trabalhei, bem na esquina da Vila Canto do Rio, a casa Manzieri, a Tinturaria do Lico Belo e seu irmão Joel, a Farmácia Esplanada, a Vendinha do Faustino, e o Posto Esso, já na esquina da Rua Estados Unidos, jogamos futebol, nos três clubes do bairro (Clube Atlético Avenida) (Esplanada Futebol Clube) e (Garagem Fidalga). Esse bairro foi grandioso na minha vida, onde os amigos, eram amigos de verdade.

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