É fato que alguns temas de nossa história são considerados tabus. Tais fragmentos de nosso cotidiano do passado são colocados de lado por uma série de motivos, e o preconceito é a principal razão.

Lendo livros de história do Brasil temos muitas vezes a impressão de que em nosso país até pouco tempo atrás não havia crimes hediondos, não existia consumo de drogas, não havia homossexuais ou travestis em nosso território etc.

Vou abordar alguns destes temas, e vou começar por aquele que está no debate pró e contra a legalização: a cannabis

A planta mais polêmica do mundo ? Ou a mais injustiçada ?

A planta mais polêmica do mundo ? Ou a mais injustiçada ?

Proibida no Brasil e em boa parte do mundo desde o início do século 20, a cannabis sativa, planta que dá base para a maconha, era encontrada nas ruas de São Paulo no século 19. Naquela época não havia perseguição, críticas ou mesmo preconceito. O motivo ? Era considerada uma planta benéfica para a saúde.

O anúncio abaixo, de cigarros “cannabis índia” foi publicado no jornal Correio Paulistano em 1872:

1872maconha1

Tanto a planta em si, como a maconha como chamamos hoje em dia, podia ser encontrada em São Paulo de várias formas, seja como planta, fibras, cigarros e gotas.

As indicações da cannabis na linha medicinal em São Paulo eram principalmente para combater males como asma, afonia e até insônia. Nos anúncios publicados nos periódicos paulistanos, não faltavam elogios para a erva, como este de 1883:

1883maconha1

Ainda no século 19, precisamente em 1887, um médico chamado apenas de Dr Desmartes colocava os cigarros feitos a partir da cannabis como os mais eficazes ao combate da asma, sendo superior ao arsênico e, pasmem, o ópio.

É evidente que nem todos os médicos que eram citados nos jornais da época eram de fato médicos ou sabe-se lá se estas pessoas sequer existiam. Era uma época onde tônicos e pílulas para todos os tipos males faziam sucesso entre as pessoas, sendo que boa parte delas eram um grande engodo.

Entretanto, um desses doutores descreveu positivamente os efeitos da cannabis que hoje muitos especialistas julgam hoje em dia como negativo.

E sobre esta “embriaguez especial” que o haxixe produzia, haviam menções curiosas e engraçadas sobre ela, como as proferidas por um tal de Dr. Czerkis, de Viena em 1910. O segundo parágrafo do artigo abaixo, do Correio Paulistano, é o melhor:

1910maconha

O preconceito principal que os cigarros de maconha sofriam no passado brasileiro e paulista se devia principalmente ao fato de serem relacionados aos escravos, que apreciavam a erva, e também aos rituais das religiões afro-brasileiras. Fora isso os cigarros de maconha eram consumidos também nos rincões distantes dos grandes centros, por agricultores após um exaustivo dia de trabalho na roça.

Na foto o chamado "cachimbo d'água"

Na foto o chamado “cachimbo d’água”

O fato de nos recortes do século 19 os anúncios apresentarem os cigarros como feitos de “cannabis índia”, se deve ao fato de que parte da planta consumida no Brasil vinha da Índia, especificamente da colônia portuguesa de Goa.

Mas os portugueses também investiram na plantação da cannabis em solo brasileiro, instalando no Brasil em 1783 a Real Feitoria do Linho-Cânhamo, financiando a plantação e preparando a adaptação ao nosso solo e clima, em hortos selecionados em estados como Amazonas, Maranhão e Bahia.

Já na segunda década do século 20, à medida que a proibição se espalha pelo mundo afora, anúncios, notas e artigos sobre a cannabis desaparecem dos jornais paulistas, com raras exceções como esta abaixo de 1936, onde em uma sessão de perguntas e respostas de homeopatia, um especialista recomenda a uma paciente o uso de cannabis em gotas:

1936maconha1

A partir do anos 40 e de boa parte do século 20 a maconha e a cannabis são mencionadas nos jornais apenas como drogas e de maneira negativa, sendo que boa parte dos artigos que surgem mencionam prisões de pessoas pelo porte ou venda.

Teria sido a maconha proibida pelo simples fato de ser nociva à saúde ou pelo fator econômico ? Atualmente discute-se a legalização da maconha, você é favorável ou contrário a essa medida ? Comente e explique suas razões.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Sebastião 09/10/2015 at 14:56

    Sei lá, prefiro não falar pelos outros. O que posso dizer é que venho de uma família com muitos alcoólatras, aprendi cedo (e de maneira muito desagradável) a manter distância dessas coisas…

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    • Pedro Lucas 09/10/2015 at 18:09

      Pois é. Como jovem com os mesmos precedentes familiares, tento não demonizar nada, ando com amigos maconheiros, ou vou em festas que a galera bebe pra caramba, mas imponho minha opção de entrar e sair limpo, e tento cuidar daqueles que estimo e que estão pra fazer merda. E é chato que galera menos próxima não entende muito bem essa minha posição, principalmente nas vezes que estou sem carro pra pagar de “Motorista do rolê”.

      Não quero mudar minha percepção da sobriedade, e certamente as outras pessoas também não deveriam, mas acredito fortemente no livre arbítrio. “Pode mas não deve”

      Continue assim, meu caro.

      Reply
      • Vania Lacerda 10/10/2015 at 14:49

        Perfeito, Pedro Lucas. Pode, mas não deve…

        Reply
      • Valéria fulp 10/10/2015 at 19:28

        Fica na tua rapaz. Certas pessoas não tem limites, e acabam se perdendo no mundo das drogas. Quem não te entender, problema deles, te admiro pela sua percepção de vida.

        Reply
    • Valéria fulp 10/10/2015 at 19:29

      Ta cert você !

      Reply
  • Agronopolos 09/10/2015 at 15:39

    Já ouvi a historia (não comprovada, diga-se de passagem) que Rui Barbosa, por motivos pessoais (também conhecido perda de pretendente) foi um dos principais motivadores, na conferencia de Haia, de apoiar ser contra drogas de entretenimento.
    Mas ele não foi contra a bebida alcoólica e tabaco, estranho né?

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  • Vania Lacerda 09/10/2015 at 19:15

    Entre as diversas substânciaas alteradoras da consciencia, faço uso de álcool. Mais especificamente, gosto de vinho. Estou aqui nessa noite de sexta-feira tomando minha tacinha habitual. Então, realmente não me sinto com moral para criticar quem queira fumar maconha, de forma igualmente moderada e reservada.
    Agora, acho que a campanha pró-liberação está passando dos limites. Invadem todos os espaços. Menos, minha gente, menos.

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  • antonio carlos novelli 10/10/2015 at 19:14

    Sou contra a legalização da maconha ou “canabis sativa”, pois além de ser uma porta aberta para outras drogas muito piores, é de fato, danoso ao cérebro. Trabalhei por 10 anos numa emissora de TV, a extinta TV Excelsior canal 9 de São Paulo, Trabalhava no setor técnico, onde se requeria muita atenção, ao meu lado, tinha outro colega também na mesma função, só que este sendo usuário de maconha, e trabalhando sob o efeito dessa substância, não trabalhava direito, não prestava atenção, só ria o tempo todo, etc. Acabando por ser dispensado.

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  • Valéria fulp 10/10/2015 at 19:34

    Se essa substância fosse prescrita por médicos sérios , e por laboratórios idôneos , não vejo nada de mal nisso. Pode ajudar muita gente com sérios problemas. O perigo está no abuso e falsificação dos fatos. Já. É bastante os nossos problemas com jovens drogueticos no Brasil. Chega !

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  • gualberto cappi 10/10/2015 at 19:35

    Atè o seculo XIX todas as cordas e as velas da marinha britanica, a maior marinha do mundo naquele tempo, eram feitas com fibra de canapa (cannabis indica), considerada a mais forte e resistente e a mais confiavel fibra para tecilagem. Poucos sabem che o famoso primeiro ministro da epoca victoriana, Benjamin Disraeli, tinha chegado naquele cargo tao prestigioso e poderoso, alem que para suas inegaveis qualidades, tambem graças às riquezas acumuladas com o comercio de cordas e tecidos de cannabis vindas da minha regiao, regiao (Emilia, na Italia) de onde ele mesmo era “oriundo” e onde a sua familia (de antiga origem judia) ainda hoje està. Nesta minha regiao a produçao era tao intensa e de tao boa qualidade, que movimentava uma intensa economia, sendo o plantio muito produtivo, nao precisando de concime, de crescimento rapido e cerrado, resistente às pragas e enfim sendo muito, como se diz hoje, “labour-intensive”, ou seja, à alta intensidade de trabalho, que na epoca era coisa muito boa.
    Sò depois da segunda guerra mundial, começaram as campanhas difamatorias atè ser considerada a sua coltivaçao ilegal no pais, acabando com uma inteira economia regional que no campo ainda na epoca garantia boas rendas. Tem quem diz que esta grande pressao para acabar com seculos de desenvolvimento agronomico do unico plantio que na epoca pudia competir com o algodao foi feitas toda a vantagem dos “vitoriosas” industrias americanas portaodra desta “economia”.
    Engraçado como esta historia esteja ainda hoje encoberta a favor do assunto “droga sim, droga nao”. Acho entao importante lembrar que, alem do assunto “droga”, a cannabis ainda teria um grande potencial agronomico, potencial que, no passado, foi ele o maior responsavel da sua marcha triumphante em diraçao do ocidente, passando, como sempre, pelo mediterraneo.

    Reply
  • Emerson de Faria 11/10/2015 at 18:27

    Creio que do mesmo que os defensores da liberação das drogas não têm o menor pudor em defender suas posições, a sociedade careta e de bem também deveria fazer o mesmo. Cada vez que ouço alguém pregando a liberação das drogas, fico imaginando que esse sujeito é filho de chocadeira, estéril ou vasectomizado, porque nãop me passa pela cabeça que um pai de família em sã consciência vá pregar algo que também pode atingir seus filhos. e a eles por tabela. Somente quem sabe a barra pesada que é conviver com um drogado sobre o mesmo teto ou quem perdeu um filho para este vício imundo e desgraçado sabe do que estou falando. Não é questão de ser moraloide ou coisa que o valha, mas a realidade, eu mesmo fui assaltado há quase três anos por dois noias vagabundos no Anhangabaú após longo e exaustivo dia de trabalho. Quem acha bacana e glamouroso usar dorgas deveria fazer uma visita à nefasta Cracolândia e ver até onde o ser humano pode descer na indigência. O livro e o filme Eu, Cristiane F., Drogada e Prostituída deveriam constar obrigatoriamente nas bibliotecas e videotecas de todas as escolas desse país.

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  • Silvia Calçada 11/10/2015 at 19:36

    A maconha só não é liberada porque dá uma preguiça danada e tolhe boa parte da ânsia pelo consumo. Isso atrelado ao moralismo das pessoas que relacionam seu uso à criminalidade, acaba por impedir o grande número de empregos que sua comercialização traria.

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    • Cibele Rhea 20/11/2015 at 12:37

      Disse tudo,o moralismo, a burrice e a falta de raciocínio da massa pouco esclarecida engrossa a porcentagem de quem é contra a discriminização da cannabis

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  • Vinícius 12/10/2015 at 16:53

    Em primeiro lugar, distinguem-se drogas que alteram o estado de consciência, daquelas que não afetam o raciocínio. Daí que haja as chamadas drogas “lícitas” e “ilícitas”. Mesmo o álcool, consumido em quantidade moderada, não prejudica o uso das faculdades mentais e dos reflexos.

    Partindo deste critério, se qualquer droga ilícita afeta a consciência do indivíduo, este pode representar perigo para o bem comum, seja porque esta pessoa pode ser capaz de qualquer coisa, seja porque não pode ser responsabilizada por seus atos, já que estava inconsciente e, portanto, privada de liberdade para discernir. Assim, o uso do entorpecente fica proibido pela lei.

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    • Emerson de Faria 15/10/2015 at 16:20

      Muito bem, Vinícius, falou tudo, o melhor comentário até agora.

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    • jorge 28/03/2016 at 14:51

      Ah é? Não prejudica não? Então explica pra gente porque existe lei seca, onde não passa nem um bombom de licor…

      Reply
  • danielpardo2015 12/10/2015 at 22:04

    Eu sou a favor de não só legalizar a maconha como descriminalizar a maioria das outras drogas também, afinal, se hoje temos a guerra do tráfico no Rio ou a “cracolândia” aqui em São Paulo é porque essa politica de tratar as drogas como assunto de policia não está dando mais certo, que o diga o grande número de policiais e de inocentes que morrem por causa dessa guerra, pois bandido mesmo morrem poucos, pois normalmente eles estão muito mais bem armados que a policia justamente porque a ilegalidade é que financia as armas deles. E quando eu digo que sou a favor de descriminalizar A MAIORIA das drogas é porque existe somente UMA que eu não sou a favor e que se chama “Krocodil” pois essa tem um potencial muito mais ofensivo e irreversível que as outras (para entenderem melhor o que estou dizendo, pesquisem no Google ou no You Tube e descubram o por quê essa droga não deve ser legalizada, nem vou falar aqui, mas já vou adiantando que as imagens são chocantes, quem tem coração fraco é melhor nem seguir meu conselho)

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  • Emerson de Faria 13/10/2015 at 19:03

    A guerra ao narcotráfico foi perdida pelo excesso de pudor em punir o usuário, que de santo e inocente não tem nada. Eu mesmo fui assaltado há quase 3 anos no Anhangabaú por uma dupla de noias vagabundos. E a pergunta que não quer calar, Daniel, você tem filhos? Se você tivesse um filho que fosse assassinado por um usuário de drogas ou morrido de overdose, você teria a mesma opinião?

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    • Guilherme 12/01/2016 at 14:35

      Emerson seu discurso só reafirma que o grande culpado de não estarmos financiando o trafico são pessoas como vc, que estigmatizam sem conhecimento algum. E te faço uma pergunta, já que repetiu o discurso do seu assalto mais de 4 vezes. O seu assalto justifica os milhares de trabalhadores, pais de familias, ou maridos e namorados que estão na cadeia só por fumar um baseado. Te pergunto vc pra se sentir segura acha certo colocar um pai de uma familia qualquer na cadeia porque ele tava fumando um na praia nas férias dele. Depois de ter trabalhado o ano todo como qualquer um? Isso é justiça pra vc? Assim vc se sente feliz, saber que qualquer um que tenha um mínimo contato com a Maconha já pode ser preso. Isso te faz feliz??

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    • Silvia Ferreira Calçada 16/01/2016 at 00:47

      Emerson de Faria, consulte um médico, não para você, já que não adiantaria porque falso moralismo não tem cura, mas para informar-se sobre entorpecentes em geral e seus efeitos. Ninguém jamais morrerá de overdose fumando maconha pois o indivíduo dorme bem antes de conseguir utilizar o potencial necessário para morrer. Com referência ao filho dos outros que você classifica como “noia’ e ainda reafirma dizendo que não farão falta, lamento informar que é por isso que esquerdinha cresce e faz tanta besteira e se enchem de tanto poder de firula, pessoas como você, não apenas não alteram cenário algum, como também, “não fazem falta a ninguém”.
      Enquanto você promove o nada com sua opinião vazia, Haddad promove o PT com sua recuperação de araque.

      Reply
    • danielpardo2015 13/04/2017 at 22:02

      EMERSON: Hoje eu mudei um pouco de opinião, apesar de ser a favor de legalizar a maconha (que como foi demonstrado aqui, não serve só para fumar), atualmente não tenho certeza quanto a outros tipos de drogas.

      Reply
      • Emerson de Faria 23/03/2018 at 08:48

        Daniel, eu sou visceralmente contra a legalização das drogas para uso recreativo pelos motivos que expus, mas totalmente a favor para uso medicinal E PELA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA, NADA DE PICARETAS UTILIZANDO-SE DA PRETENSA LEGALIZAÇÃO PARA USO RECREATIVO. Do mesmo modo, sou totalmente a favor do aborto apenas nos casos previstos em lei.

        Reply
  • Emerson de Faria 13/10/2015 at 19:09

    Moralismo é o escambau, eu fui assaltado por dois noias vagabundos na escadaria do metrô Anhangabaú retornando para casa após longo e exaustivo dia de trabalho. Se o cara usasse drogas e curtisse sua brisa em paz, não haveria problema algum. Na boa, a única coisa que lamento em relação às drogas é que quem as consome não têm morte instantânea, se desaparecessem da face da terra não fariam a menor falta.

    Reply
  • Rodrigo Marques 16/10/2015 at 01:04

    Pessoal, só uma distinção necessária ao debate. Aparentemente, os “cigarros’ da Grimault e Cia, citado no começo do texto, são de Cannabis indica, que são utilizados pra fazer os fios de canhâmo (ou a canapa dos italianos). Não tem a mesma quantidade de canabiol (nem THC), logo não é a planta do “barato”. A Canabis sativa seria a maconha, embora há ainda divergências se ambas seriam espécies diferentes ou populações da mesma espécie. O DEA nos anos 70 considerou a mesma coisa. mas canhâmo ainda é produzido como fibras na india (incluindo matéria prima para os sapatos de canhâmo). Então, vamos com calma no andor da discussão. Porque mesmo usando de uma critica moralista, ela deve ter um minimo de embasamento.

    Reply
    • gualberto cappi 17/10/2015 at 14:21

      Olà Rodrigo, era a cannabis sativa a planta utilizada na industria textil italiana e que produzia as melhores cordas e velas da marinha britanica, como falei acima; a cannabis indica, mais rica em alcaloides (THC etc.), na verdade è considerada uma sub-especie ou variedade da sativa, embora neste caso tem duvidas em definir a indica uma sub-especie e nao um fenotipo, sendo que no fenotipo a quantitade de alcoloides seria sò uma caracteristica ligada ao clima e ao solo e nao à uma nova sub-especie.
      Fato è que tambem a cannabis sativa cultivada na Italia continha alguma quantidade de alcaloides (sem a gente saber “aproveitar” disso; e isto, no pais de um bom copo de vinho, faria tambem sentido …), tanto que os meus avos lembravam que no ultimo dia da safra, que era muito dura (sendo que tudo era cortado a mao), dava-se uma festa na praça da aldeia queimando na tarde fogaroes de canapa e dançando noite adentro, com muita musica e alegria! Imagine com toda aquela fumaça!
      Nestes ultimos anos por aqui, o tema “tecidos de canapa” voltou de moda e esta renascendo o cultivo e a industria textil coligada. O Institudo Nacional de Pesquisa Agronomica, a partir das antigas sementes cultivadas (e melhoradas) ao longo do tempo por aquì, està produzindo sementes com pouquissimos alcaloides e entao livres de ser cultivados sem criar problemas legais. Esta planta sempre foi considerada uma otima opçao para o campo, pela sua alta produtividade e pela sua rusticidade (sendo quase imune às pragas), a sua fibra è entre as melhores (ou atè a melhor) fibra textil de origem vegetal, o seu oleo muito procurado, o seu cultivo o mais sustentavel e ecologico dentro das plantas para fibra.

      Reply
    • Emerson de Faria 17/10/2015 at 22:49

      E o embasamento é que se o sujeito usasse drogas e curtisse sua brisa em paz não haveria problema algum. O fato é que passado o efeito ele não pensará duas vezes em assaltar ou matar alguém para sustentar seu vício imundo e desgraçado. Em todo o mundo o cidadão de bem vive acuado por causa da brisa de uma minoria. A guerra ao narcotráfico foi perdida justamente pelo excesso de pudor em punir o usuário, que de santo e vitima não tem nada. Sem moralismos que implicam em impor uma série de regras de conduta em quem não está disposto a segui-las, a única coisa que eu lamento em relação às drogas é que quem as usa não tem morte instantânea. Se desaparecessem da face da terra não fariam a menor falta.

      Reply
      • Lucas Magno 04/01/2016 at 18:23

        “. O fato é que passado o efeito ele não pensará duas vezes em assaltar ou matar alguém para sustentar seu vício imundo e desgraçado.”

        Você não sabe nada sobre maconha 🙂

        Reply
      • Zeh Ferrari 08/08/2016 at 10:28

        incrível o seu comentário! A sua falta de conhecimento soh eh ultrapassada pela quantidade de factoides apresentados. A canabis vem sido utilizada por seculos para tratamento de varias doencas (de asma a cancer), nao ha registro de overdoses nem aumento de criminalidade. Holanda possui seus cafes por mais de 30 anos, Portugal e Espanha mudaram completamente sua legislacao sobre os seus usuarios, o Uruguai pais vizinho legalizou inclusive o plantil pessoal e metade dos estados dos EUA ja legalizaram o seu consumo de alguma maneira (medica e/ou recreativa). Entendo que posicoes sao subjetivas, mas a sua opiniao eh carrega de distorcoes e preconceitos. Largue este teclado e volte para o buraco de onde voce veio.

        Reply
  • Paulo Gabryel 05/01/2016 at 22:16

    Pessoas erradas sem conhecimento do que realmente é realmente a cannabis sativa/indica e fazem uso de tal substancia, a tendencia é a amplificar o seu atual estado de humor e personalidade, se és alguém com boa índole, jamais pensaria em roubar,furtar ou matar. ao contrário, conheço médicos, farmacêuticos, advogados, promotores, juízes, psicólogos, psiquiatras, astrólogos e lideres espirituais que fazem o uso responsável como forma de expandir seus horizontes a novas ideias, projetos e aprofundamento de estudos clínicos e sociais.
    agora me respondam!
    pessoas que a utilizam e tem objetivos de vida e procura conhecimento em prol de ajudar os outros, é diferente daqueles que fazem o uso apenas para sentir o “barato” a “brisa” e nessa se alienam, sendo suscetíveis ao vício e dependência física e psicológica. no mesmo caso, se algum cidadão com comportamentos desviantes/criminais utilizarem este tipo de alucinógeno brando com certeza a personalidade deste individuo assim como seus comportamentos serão de potencial perigo á sociedade, fora quando há misturas de outras drogas estimulantes que juntas ao álcool, cocaína e demais drogas, tornam o comportamento do sujeito com comportamentos desviantes muito mais agressivos, cometem crimes absurdos e na hora de ser julgado culpa inteiramente sua ação argumentando que estava sobre efeitos de drogas, quando na verdade essas misturas perigosas apenas afloram as vontades e desejos insanos, impuros, desastrosos e anti-sociais de indivíduos
    que já tem tendencia a roubar e matar.
    por isso ponderemos a diferença do uso recreativo responsável e regrado, por pessoas do meio cientifico/alternativo/cultural/religioso que conhecem bem os efeitos subjetivos e sociais pois estudaram muito para isso, diferente daqueles que só a utilizam de forma desregrada, irresponsáveis que não tem conhecimento algum sobre os aspectos medicinais da cannabis, pois só querem usufruir da experiencia desta planta natural para praticar atos ilícitos. mente sã(experiencia de crescimento pessoal/espiritual), mente criminosa/desviante(perigo a sociedade)!

    Reply
    • Silvia Ferreira Calçada 16/01/2016 at 01:00

      Por fim, vale lembrar, que quem comete atos ilícitos o faz sobe efeito de qualquer droga, pode ser uma das lícitas, remédios, cigarros ou álcool. Já quem é honesto pode apanhar, mas não comete atos ilícitos. Um detalhe curioso sobre esse assunto surgiu num programa, para o meu gosto bem demagógico, que Otávio Mesquita fez sobre antiga Febem. Nessa reportagem, que foi repetida ontem, o rapaz que cumpre pena por homicídio, disse que na hora do assalto é preciso estar lúcido, usou a palavra “são”. Ora! se um profissional do crime condena o uso durante o trabalho porque moralistas condenam o uso recreativo? Ou seja…

      Reply
  • Alexandre 20/01/2016 at 09:45

    Eu fico impressionado como os maconheiros arrumam desculpas e inventam todo tipo de estórias pra justificar o uso da droga. Não há dúvida que sob esse ponto de vista ela expande bastante a criatividade.

    Reply
    • Silvia Calçada 24/01/2016 at 02:20

      Fico impressionada com a sua capacidade observação e inteligência, Alexandre. Pelo visto, você usa cocaína.

      Reply
  • Simone Valerio 01/02/2016 at 11:17

    Gostaria de deixar minha mensagem em três pontos de reflexão: 1) Pergunte a um professor sério, que se preocupa com o aprendizado dos alunos, o que é ter alguém sobre efeito de maconha em sala de aula. Gostei do comentário que apontou a falta de concentração do colega usuário que trabalhava na emissora. 2º ponto: existem os efeitos mais gerais da cannabis que afetam as pessoas em geral mas, cada organismo é único e você não sabe como vai interagir em seu organismo. Vai querer pagar para ver? melhor não…3º ponto: lamentável sempre que um debate proposto que deveria ser respeitoso para ter validade vira um centro de acusações e falta de respeito entre as pessoas.

    Reply
  • Elisabete Feitoza 03/04/2016 at 14:33

    A minha vó tinha maconha no quintal pra fazer chá para indigestão, ou quando as crianças não queriam comer, dava-se o chá para abrir apetite… tinha nada de maldade não…

    Reply
  • Luan Moço 21/06/2016 at 12:10

    Cada individuo faz o que deseja e contato que o ato de usar maconha nao prejudique de forma significativa a vida e os outros ela é uma droga até mais viável que bebida alcoólica e cigarro se formos pensar, nao tem o que dizer sobre a planta se nao sabes o que realmente ela tem a oferecer, experimente e procure artigos cientificos, com certeza a questao socio economica e cultural é uma preocupaçao politica mundial e manter a erva proibida mantem o valor dela no mercado negro entre 8 a 16 vezes mais cara, além de repudiala como fonte de recurso benefico mantem a população com conceitos equivocados que se mantem no medo, no lucro, na individualidade, no desejo, no poder.

    Reply
  • Saulo 21/06/2016 at 15:29

    Estamos em luta pela descriminalização do consumo e porte de drogas, e pela total legalização da Maconha em território brasileiro! Chega de repressão! Legalize já!

    Reply
    • Emerson de Faria 25/06/2016 at 16:27

      E começam liberando a maconha, depois os usuários de crack e cocaína vão querer o mesmo, os de haxixe também, e quando pararmos para ver estaremos vivendo numa cracolândia institucionalizada. E dá-lhe o cidadão de bem, que não usa drogas, ser vítima a qualquer instante de um drogado qualquer que não pensará duas vezes em matá-lo para roubar seu dinheiro e sustentar seu vício imundo e desgraçado. Sem falso moralismo, que implica em impor regras de condutas para convivência numa pacífica sociedade romanticamente idílica e utópica, que nunca vai existir porque o ser humano é dotado de livre arbítrio e portanto liberdade de escolher entre o bem e o mal, e vai sempre escolher o mal, não porque este seja o caminho mais fácil mas o que dá prazer e retorno imediatos, respeito a opinião dos usuários de drogas em geral, independente da droga, mas vocês não podem pautar a sociedade em geral pela medida de suas réguas, porque para cada usuário “que tem controle sobre o vício e sabem usar drogas de maneira recreativa”, há toda uma legião de drogados andando feitos zumbis pelas ruas das cidades e infernizando a vida de quem apenas quer se locomover em paz de um canto a outro, sem incomodar absolutamente ninguém. Repito: se todo usuário de drogas curtisse seu barato em paz, sem incomodar ninguém, não haveria problema algum. Ignorância não é não usar drogas, é usá-las e fazer vista grossa aos efeitos deletérios delas para si e principalmente, para a sociedade. Eu prefiro ser um careta vivo a um drogado morto.

      Reply
  • Zé de Casa 11/07/2016 at 11:40

    Gente, esse tal de Emerson de Faria é pago pra fazer comentário idiota aqui nesse post? Só pode, porque ele não entende absolutamente de nada do que está falando, mas enfim, deve precisar desses 10 segundos de “fama”.

    Reply
    • Emerson de Faria 22/09/2016 at 09:08

      Não, não sou pago e sou careta assumido, não vejo problema algum no sujeito usar drogas desde que não se volte contra mim para sustentar o seu vício. Cada macaco no seu galho. No entanto, é mais fácil para os libertinos de plantão concordarem com seus seguidores. Sei muito bem que existem drogas e drogas, umas mais potentes e viciantes que as outras, afinal não sou um alienígena, fui criado e conheço muito bem a periferia barra pesada de São Paulo. Tive muitos amigos de infância e adolescência que se afundaram nas drogas, não preciso enfiar o dedo na tomada para saber que dá choque. Pessoalmente, nunca usei drogas porque sempre associei o seu consumo com gente maloqueira, o que não deixa de ser de um modo verdade.
      Cara, acorda para a vida, olhe ao seu redor, veja a quantidade de zumbis andando por aí. Quando são adultos, tudo bem, o que o sujeito faz ou deixa de fazer da sua vida é problema dele, mas veja a horda de crianças e adolescentes se perdendo para o vício. Seja sincero, você gostaria de ter um filho drogado? Com certeza, não. O centro da cidade está se tornando uma imensa cracolândia, e você não vê problema algum nisso? A população do Rio de Janeiro vive sitiada em meio à guerra de quadrilhas de traficantes, milícias e policiais, e você acha isso normal?! O México jorra sangue aos olhos do mundo por causa do narcotráfico, e para você está tudo normal? Cai na real, cara, o mundo está se afundando nas drogas e o cidadão de bem vive acuado em meio ao fogo cruzado de uma guerra que não causou, com medo de sair na rua porque algum noia desgraçado pode assaltá-lo e não satisfeito matá-lo também. Eu mesmo fui assaltado por dois vagabundos no Anhangabaú voltando do trabalho e recentemente tive um carro alugado roubado por dois moleques vida loucas armados, que creio só não terem me atirado porque a arma devia ser de brinquedo. Não sou um babaca moraloide, porque como disse, sou careta, mas não sou carola. E este aqui é um fórum de debates, onde as pessoas externam suas opiniões e sempre respeitando a opinião alheia, aliás, se fosse para ter uma única opinião, não precisaríamos deste espaço para troca de ideias.
      Então, meu amigo, se tem algum idiota aqui, certamente não sou eu, e se você tem sua opinião formada a qual eu respeito e não está a fim de ler opiniões contrárias, não deveria participar deste fórum.

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