Se há um bairro que ainda possui bastante casas antigas para apreciar é Santana. Mesmo com bastante casos de demolição e novos edifícios há muito o que se explorar por ali, e um trecho da região que tem algumas residências interessantes é na área baixa, como na Rua Jovita.

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Localizada no número 430 desta rua, a residência é do início do século 20 (tal qual algumas de suas vizinhas) e está, apesar de carência de uma boa pintura, bastante preservada e com sua arquitetura original. Pelo estilo arquitetônico é possível tratar-se de uma das mais antigas residências da rua.

O único ponto negativo desta linda construção é o muro reformado. É nesta hora que vemos o que a ausência de uma política de conscientização de preservação patrimonial, por parte do poder público, faz para os proprietários de casas antigas.

Uma cartilha, simples e gratuita, poderia vir junto com o carnê do IPTU com dicas de como preservar sua casa antiga, como escolher a tinta mais adequada e cuidados com  a manutenção. Ou, se o problema for custo de impressão, ao menos um link no carnê para uma página explicativa no próprio site do Conpresp ou DPH que, infelizmente, são páginas pouco didáticas para quem é leigo no assunto.

Mesmo assim, a casa está muito bem preservada e o proprietário merece nossos elogios. Quem sabe um dia ele(ou ela)  modifica este muro tão dissonante ao restante da construção ?

Para encerrar, vejam mais três fotografias do imóvel (clique na foto para ampliar):
Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Ernani 14/01/2014 at 16:40

    Quem será que mora nesta casa?
    Antigamente, existiam muitos portugueses que gostavam de morar no bairro de Santana.
    Tomara que nunca venham demolir uma relíquia dessas!

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  • Lia/Fpolis ¬¬ 17/01/2014 at 00:25

    Pode resistir ao tempo, mas não resistirá à disputa quando virar herança. Difidentemente herdeiros, mesmo único, preservam a casa se ela pode render uma boa grana. O que podia ser feito é uma lei que impedisse onde é/era uma casa erguer um prédio. Os herdeiros, por força de lei, precisam fazer inventário e repartir o espólio, poderiam vender e que comprasse saberia que estaria comprando uma CASA. Mas a pressão das construtoras é uma coisa além da imaginação.

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  • Pardo 26/02/2015 at 20:28

    Pelo muro pintado presume-se que a casa, apesar de meio judiada, ainda é habitada, talvez os donos façam isso para não chamar a atenção dos “amigos do alheio”.

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