Vendo esta casa que catalogamos aqui muitos leitores do blog irão dizer “Mas esta casa não tem nada demais!”. Bem, talvez ela sozinha e fora de um contexto realmente não tenha, mas quando lembramos que o bairro de Moema hoje é basicamente composto de espigões a história muda completamente de figura.

São poucas – poucas mesmo – as casas térreas que ainda sobrevivem neste bairro. E o São Paulo Antiga decidiu percorrer as ruas de Moema e fotografar todas as casas que ainda estão resistindo a especulação imobiliária. São lembranças de um passado bem mais pacato deste agitado bairro paulistano.

Então, quando olhamos por este prisma, esta pequena casa amarela localizada no número 649 da Avenida Moaci, passa a ter uma importância muito maior do que parecia ter inicialmente. Ela é uma das últimas remanescentes.

Em um futuro próximo, será que ainda estarão por lá ?. Quantas casas como esta, simples e pequena, haviam no bairro de Moema ? Quem viveu por ali ?

Bem, infelizmente será muito difícil falar daquelas que não existem mais. Mas que tal contarmos a história das que ainda resistem e que lembram a todos que passam diariamente em suas calçadas, que o bairro hoje repleto de prédios, trânsito e barulho do pouso de aeronaves foi uma tranquila localidade paulistana. Tranquilidade esta que está cada dia mais distante de todos os bairros de São Paulo.

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Vitor 27/01/2012 at 22:11

    Adorei essa casa,mas está abandona ou reside alguém lá?
    Observando na entrada,são duas portinhas para o relógio de Luz ou o outro é da leitura da água?

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    • Douglas Nascimento 27/01/2012 at 22:13

      Vitor, a casa é usada para fins comerciais.

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      • Vitor 27/01/2012 at 22:17

        Obrigado pela informação Douglas!

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  • Cezar Tromboni 03/10/2013 at 11:41

    Essa casa foi construída por Alfiere Tromboni e seu filho Renato Tromboni no fina da década de 40, antigos moradores de Moema, hoje o imóvel ainda pertence a família e confirmando o texto acima está alugada para fins comerciais.

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  • Suzete Tromboni Senna Soliman 04/10/2013 at 17:17

    A primeira moradora dessa casa foi minha mãe Luzia Tromboni Senna no ano de 1951 quando se casou com meu pai, e por sinal, ela ainda é viva, e bem lúcida, com 87 anos!

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    • Míriam Rossettini 06/06/2014 at 21:55

      Puxa, e por que não fazem uma reforma básica, uma pintura, p/ deixa-la bonitinha? Iria valorizar o imóvel e também o entorno e o bairro…

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      • CEZAR 03/10/2014 at 12:17

        Olá Miriam, a casa está alugada para fins comerciais, não vale financeiramente a pena uma vez que o inquilino não tem interesse e não temos incentivo de nenhum órgão.

        Cezar Tromboni.

        Reply
  • Sergio Oliveira 07/04/2014 at 16:10

    Eu cresci em Moema da década de 70. Saudades do bairro basicamente de casas… da fabrica de tintas… de fogões… da Barbara Metalúrgica…
    Na avenida Jurucê, perto do número 300, ainda existe uma casa remanescente. Era de um amigo meu. Corram e fotografem… logo vai virar outra coisa.

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  • roberto 16/01/2015 at 00:25

    em que rua estava a fábrica de tintas? e também a de fogões e a metalúrgica Barbara?

    Reply
    • Cezar Tromboni 28/01/2016 at 18:09

      Olá Roberto,

      A Metalúrgica Barbará ficava entre a Jamaris e a Jandira tendo saída para a Jurupis.
      A Fabrica de tintas (Sherwin-Williams) ficava na Jurucê (Altura do número 300), mesma rua da fábrica de Fogões Junkers.

      Espero ter ajudado.

      Cezar Tromboni.

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  • Gustavo Campos 01/04/2015 at 11:19

    A casa já foi demolida, restando apenas parte da fachada. E a casa vizinha da direita deve ter o mesmo destino, já que a foto no Street View consta uma placa “à venda”.

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  • Eduardo 15/07/2015 at 16:36

    Tenho 45 anos , paulistano de nascimento mas carioca desde os meus primeiros meses. Mas não esqueço das férias nos anos 70 na casa da minha avó na Maracatins , ao lado de uma padaria que ficava na esquina com a Aratãs. O terreno não era largo , mas profundo. A ponto de improvisarmos um gol para jogar futebol. A casa foi vendida nos anos 80 e , para minha surpresa , ao passar por lá anos atrás , tinha virado um estacionamento.
    Lembranças deliciosas de uma época maravilhosa !

    Abraços e parabéns pelo belíssimo trabalho !!!

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