A rua Anália Franco curiosamente não está situada no bairro homônimo, mas sim na Vila Regente Feijó. Por outro lado o Jardim Anália Franco fica distante apenas alguns poucos quarteirões do término desta rua.

O que é bem curioso, pois se formos analisar os folhetos e sites de incorporadoras e construtoras atuantes na região, vamos acreditar (eles tentam) que o bairro Jardim Anália Franco começa junto ao Tatuapé indo até quase na Penha, já que muitos omitem os nomes reais dos locais como, por exemplo, a vilas Diva e Invernada.

Confusão de dimensão de bairros à parte, a rua Anália Franco ainda lembra bastante do que era a região até pouco tempo atrás. Ali ainda é possível encontrar muitas casas antigas, com terrenos amplos e fachadas graciosas.

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Esta preciosidade da foto acima está localizada no número 410. Com um arquitetura típica das casas paulistanas construídas entre os anos 1930 e 1940, a residência é um dos mais belos imoveis da rua Anália Franco.

Chama atenção o amplo terreno, dividido por duas construções sendo uma casa e a outra ao que parece – caso não seja outra casa – um pequena oficina. A originalidade da casa está totalmente preservadas, com seu muro baixo, portões e gradis de ferro originais. A casa ainda possui em piso de cerâmica vermelha no quintal e entrada (não são caquinhos) e um pequeno jardim bem ao lado da entrada de pedestres.

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Jorge Roberto Coelho Ferreira 06/08/2018 at 17:38

    Não é de hoje que os incorporadores e a imprensa, os primeiros como propaganda para seus lançamentos e a segunda para chamar atenção para sua publicação, vem deturpando os nomes dos bairros de São Paulo. Aqui onde moro quando se lança algum empreendimento, eles tiram umas fotografias do São Paulo Golf Club, Jardim Belgica e até mesmo ao Alto da Boa Vista, que ficam a quilômetros de distância, e publicam nos seus prospectos. Outro exemplo é o pobre Capão Redondo, que foi um bairro de classe média e até de classe média alta pois hoje em dia, quando acontece algum crime, ainda que seja a uns vinte quilômetros de distância, eles publicam como se tivesse acontecido no Capão Redondo.

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  • Bolívar Pinta Júnior 06/08/2018 at 21:32

    …/… registro interessante … grato .

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  • Luiz Henrique 07/08/2018 at 07:56

    Olá, bom dia!
    É com grande satisfação que constatei no meu e-mail, novas publicações do São Paulo Antiga!

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    • Douglas Nascimento 07/08/2018 at 08:32

      Olá, na verdade ouve uma pane no sistema de emails e só descobri porque fui investigar após a sua reclamação semanas atrás. Problema resolvido.

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  • Elizete Torres 07/08/2018 at 20:56

    Oficialmente não existe o bairro Jardim Anália Franco…Ninguém quer mais citar que é morador do Tatuapé, mas sim do Anália! Felizmente, vc colocou o correto, pois passo semanalmente nesta rua p/ visitar m/irmã, que fica na Vila Regente Feijó. As construtoras também apelam para este tipo de propaganda: “me engana que eu gosto”, aproveitando-se do shopping como ponto de referência e às vezes bem distante dali!

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  • Emerson de Faria 08/08/2018 at 09:18

    Essa divisão territorial confunde mesmo até quem é daqui, a Vila Regente Feijó para mim sempre será a Água Rasa que eu conheci quando criança, e por acaso, fui vizinho desse imóvel, onde morava uma família de feirantes japoneses, fui amigo de infância de um deles, que tinham um filho excepcional, salvo eu autista, que vivia numa cadeira de rodas que ficava sempre na garagem da residência, isso lá pelos idos do início dos anos 80.

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    • Emerson de Faria 13/08/2018 at 00:36

      Há muitos anos não frequento mais o bairro, que está muito descaracterizado, com suas torres de apartamentos que tomaram conta dele. A casa em que morei, vizinha à da reportagem, já não existe mais, era um antigo sobrado com frente envidraçada, muro baixo de pedras vermelhas portuguesas, garagem e piso de caquinhos, onde moravam um sargento da PM, sua esposa e três filhas, e no fundo deste ficava a casa em que morava, estudei no colégio Wolny Carvalho Ramos fiz o prezinho numa escola adventista que havia ali próximo numa travessa da Avenida Sapopemba, frequentei o Clube 7 de Setembro ali na Rua Bom Jesus. Saudades de um tempo que não volta mais.

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  • Antoine Vallenoir 08/09/2018 at 16:44

    Há que se ter limites com saudosismos, principalmente daqueles que tem saudades do que nunca viveram pois suas idades não são compatíveis. As casas, geralmente, mas nem sempre, eram grandes e confortáveis: passavasse de um quarto para o outro, em sequência, sem nenhuma privacidade, a maioria dos banheiros (chamavam-se privadas)eram fora da casa e tinham apenas chuveiro (às vezes de lata de 20 litros de tinta adaptadas com a ducha e suspensas por rodízios e corda, bastante perigosos), o tanque de lavar roupas servia de pia e nem sempre tinha cobertura. A água não jorrava farta das torneiras. Quando chovia, acabavam os estoques de caldeirões, panelas e baldes utilizados para recolher as goteiras, que obrigavam à mudança de móveis e camas dos seus lugares. Não estou escrevendo sobre interior e sim sobre os bairros do Brás, Belém, Tatuapé, Vila Maria e tantos outros. Hoje, morando em Higienópolis, distante 50 mts da Av. Angélica, meu apartamento tem 145 mts quadrados, vista livre, ensolarado, 2 garagens (de 38 e 45 metros), aquecimento central na cozinha e em todos os 3 banheiros e enorme páteo ajardinado e com bancos, confortos a que tinham acesso apenas os muito ricos, pois á época não se utilizava o termo milionários. Nos alto dos meus 80 anos, não tenho saudades de agruras e me sinto bastante feliz com todos os confortos de que disponho.

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  • Daniel Pardo 11/10/2018 at 21:29

    E essa casa ainda parece ter o portão e as portas originais da época.

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