O Bixiga é uma região paulistana onde há uma grande presença de casas antigas. Em virtude disso a diversidade que encontramos neste tipo de imóvel é igualmente grande, tanto no que se refere a variedade de estilos arquitetônicos quando ao estado de conservação.

E se referindo a preservação (ou falta de) encontramos este caso bastante curioso no número 780 da Rua Conselheiro Ramalho:

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Sempre nos deparamos com casos de casas destruídas ou parcialmente demolidas por donos irresponsáveis, construtoras ou mesmo pela simples ação do tempo após anos de abandono. Porém no caso desta construção mais que centenária, o principal agente causador do dano foi simplesmente uma árvore.

No caso uma árvore que não está mais no terreno do casa, pois se ainda tivesse é possível que ela já tivesse causado o desabamento da mesma. Abaixo duas cenas onde mostramos a fachada com e sem a dita árvore. Arraste a régua para os lados e confira o antes e depois:

Atribuir culpa a uma árvore é correto ? Evidente que não, esteja ela ali desde antes da construção da casa ou mesmo depois o fato é que ela remete para um problema crônico e constante na capital paulista e que possivelmente se estende por outras cidades: a falta de critério na escolha de árvores para quintais e calçadas.

Muitas árvores escolhidas pelas pessoas para ornamentar suas residências, especialmente até os anos 1980 foram selecionadas sem pensar no tipo de raiz que a mesma acaba por criar e também pelo tamanho que esta árvore acaba por adquirir ao longo dos anos. A consequência disso são calçadas destruídas ou intransitáveis e mesmo casas com estruturas comprometidas pela raiz dessas plantas que crescem muitas vezes mais do que as pessoas previam.

O caso dessa charmosa residência é um exemplo de como uma árvore mal escolhida pode ser danosa. Embora não seja possível afirmar que a árvore não seja nativa e tenha sido plantada posteriormente a construção da casa, é fácil observar a ramificação de suas raízes por todo o jardim e até por da casa causando possivelmente danos permanentes. Até mesmo o muro da casa foi pressionado pelas raízes.

Infelizmente na maioria (ou na totalidade) dos casos quem leva a pior é a arvore, e neste caso não não foi diferente. Ficamos na torcida aqui para a casa vir a ser recuperada.

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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