Rua curta no centro velho da cidade de Salto, a José Galvão é um prolongamento da José Weissohn (antiga rua do Porto) que, após chegar à rua 9 de Julho, muda de nome. Segue até a ponte sobre o rio Jundiaí, tendo apenas três quadras de comprimento.

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Essa rua tem algumas particularidades que merecem destaque: É nela que se localiza o Museu da Cidade de Salto e o antigo Teatro Verdi – mas não é somente por isso que a mencionamos aqui. No século XIX era chamada de rua Alegre ou rua da Estação e, em 1908, foi dado oficialmente a ela o nome de José Galvão de França Pacheco Júnior.

Nascido em Itu em 19 de janeiro de 1834, Galvão foi o pioneiro da indústria têxtil em Salto. Iniciou a construção de sua fábrica em 1873 – mesmo ano da chegada da ferrovia, com a instalação da estação de Salto – inaugurando-a em 1875 e dando-lhe o nome de Fortuna. Na comunidade saltense que então se avolumava no final do século XIX, muito em virtude dos braços trazidos para trabalharem em seu empreendimento, Galvão era figura de destaque. Faleceu em 30 de março de 1889.

Atualmente, o movimento da rua não é dos mais intensos, mas a tendência é que a alegria e o vínculo com a antiga estação ferroviária retornem ao cotidiano dessa rua, com a instalação do Trem Republicano – um projeto que interligará as cidades de Itu e Salto por meio de uma maria-fumaça. Ocorre, no entanto, que o potencial desse trecho vem sendo subestimado. Atrás da José Galvão se encontra o Bairro da Barra, com um potencial todo particular que merece uma reflexão numa coluna à parte.

Algumas das mais antigas edificações de Salto se encontram no quarteirão da rua José Galvão que antecede a ponte sobre o rio Jundiaí.

A casa de número 32, de fachada amarela e vistosa, chama especialmente a atenção por suas janelas com arcos ogivais. .Esta casa há muitos anos encontra-se abandonada, estando inclusive à venda.

Veja outras fotos deste imóvel:


Texto e fotografias:  Elton Frias Zanoni

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Comments

  • Passado Brasileiro 26/07/2010 at 09:35

    Muito bom mesmo… S.Paulo esta me surpreendendo com prédios antigos… Muito legal mesmo…
    Estou querendo fazer algumas fotos daqui do RJ, mas me falta tempo!!! e tb $$$$$ rsrsrs Mas ja estou bolando um projeto que vou colocar em pratica em breve.

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  • Danilo Tófoli 27/07/2010 at 21:19

    Nossa essa casa esta a venda, podem ter certeza que quem comprar vai querer demoli-la, isso seria mesmo lamentável se acontecesse, dias melhores para o Casarão.

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  • guilherme salles de campos 24/01/2012 at 19:27

    BELA FACHADA ,POSSIVELMENTE AS BANDEIRAS OGIVAIS DEVERIAM TER BANDEIRAS EM MADEIRA COM VIDROS,AS FAIXAS DE CIMENTO PROVAVELMENTE FORAM COLOCADAS NOS ANOS 60 DA EPOCA DAS JANELAS DE METAL ATUAIS UM BELO IMOVEL DO COMEÇO DO SEC. 20 QUE MERECERIA SER RECUPERADO E REUTILIZADO,BOA SORTE CASARÃO!

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  • Marcelo Bruno Rodrigues 17/06/2012 at 12:48

    À parte o acabamento ogival, vejam a platibanda à maneira de ameias.

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  • Alcione Braga 07/12/2012 at 16:09

    As vezes passo por este belo casarão. Torço para que ele seja recuperado. É uma pena o poder público de Salto-SP não ter conscientização da necessidade de preservação do patrimônio histórico. Acho que a administração local deveria parar de ficar criando “parques” em áreas degradadas e insalubres ‘as margens do Rio Tietê, onde a fauna dominante é de urubus e voltar-se a preservação dos poucos casarões que ainda restam na cidade.

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