Se tem um padrão de casas que nunca sai de moda são as casas geminadas. Elas existem há muito tempo e são uma maneira bastante inteligente de ocupar ao máximo o potencial construtivo de um terreno.

Ao longo de nossos anos no ar sempre mostramos algumas residências geminadas interessantes e desta vez apresentamos este conjunto bastante simpático:

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Localizadas na altura do número 3768 da avenida General Ataliba Leonel, no Tucuruvi, essas quatro residências geminadas são bem interessantes e encontram-se absolutamente preservadas.

Estas construções geminadas em bairros mais periféricos geralmente são empreendimentos tocados por pequenos investidores, normalmente comerciantes do bairro ou donos de terrenos que apostam em pequenas construções como esta para venda rápida.

Há algumas centenas de metros dali existe a Vila Pedro II, construída quase que totalmente neste padrão e que sofreu ameaça de demolição no início da década de 70 (falaremos sobre esta vila em breve).

A casa pintada em azul destoa das demais, mas até 2015 elas eram todas da mesma cor, como mostra a imagem abaixo:

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O que estraga a vista dessas casas nem é a pintura fora de padrão, elas até que ficam bonitas tanto em uma cor só quanto se fosse cada uma pintada em cor diferente. O que tira o charme das casas são estes muros grafitados. Embora não sejamos aqui contrários a esta arte, não é em todo lugar que cai bem.

No mais é bem louvável todas estas casas estarem tão bem preservadas, destacamos também os adornos feitos com telhas em suas fachadas, bastante similares a uma casa que vimos recentemente na rua Betari, bairro da Penha.

O que acharam destas casas ? Deixe seu comentário.

Abaixo mais algumas imagens (clique para ampliar):

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • FERNANDO TEIXEIRA DA SILVA 04/07/2017 at 12:33

    Soberbos mas simpáticos

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  • Jorge Roberto Coelho Ferreira 04/07/2017 at 15:48

    Às vezes ó grafiti é a única forma dos proprietários livrarem suas propriedades de pichações mais grosseiras, se é que há alguma que não seja.

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  • Luiz Henrique 04/07/2017 at 15:48

    Tempos de outrora! Como diz o título do maravilhoso livro do grande (que Deus o tenha!) Paulo José da Costa Jr. , “Meu São Paulo? …Nunca Mais!”

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    • Emerson de Faria 06/07/2017 at 19:26

      Verdade, de coisas simples e singelas, como a garoa que não existe mais, dos vendedores dos mais diversos artigos porta a porta que caminham para a extinção, de fazer compras na vendinha mais próxima de casa, daqueles velhos trólebus da CMTC de faróis redondos que andavam gemendo pelas ruas, enfim de bons tempos que não voltam mais e que só vivem em algum canto recôndito da memória daqueles que os viveram.

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  • Rafael 04/07/2017 at 15:52

    Belas casas! O morador da azul vende “gelinho”… pelo jeito, não é paulistano. O famoso sorvete caseiro é chamado de geladinho por aqui…

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    • Luiz Henrique 21/07/2017 at 08:22

      É interessante notar que, quando eu era criança, lá no início dos anos 80, falava-se(e escrevia-se) “geladinho”. Algum tempo depois, a palavra passou a ser “gelinho”, talvez por ser mais fácil. E assim ficou até hoje.

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  • Lidiane 04/07/2017 at 18:07

    De que ano seriam as propriedades?

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    • Douglas Nascimento 04/07/2017 at 20:26

      Não encontrei essa informação mas o desenvolvimento da Vila Pedro II e arredores se deu a partir da segunda metade da década de 40.

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  • carlos antonio lopes 05/07/2017 at 14:08

    Na 2a.casa da esquerda para a direita, morava uma prima minha .década de 50/60.Bons tempos em que a Ataliba Leonel não era ainda tão movimentada!

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  • Daniel Pardo 05/07/2017 at 20:51

    Bem simpáticas essas casas.

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  • Emerson de Faria 06/07/2017 at 19:17

    Com o devido respeito às suntuosas e magníficas construções do início do século passado que ainda hoje sobrevivem e são um marco referencial de nossa história, mas eu tenho uma queda por esses casebres antigos, mais simpáticos e aconchegantes até mesmo porque têm cara de casa de gente como a gente, mais simples e popular, e revela também que mesmo com poucos recursos a população mais simples tem um mínimo de bom gosto.

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  • Paulo Clístenes Vieira da Silva 07/07/2017 at 19:10

    Sempre existirão casas geminadas, não importando a época e nem os estilos, serão sempre atuais e oportunas!

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