Imóveis Antigos

Casas Demolidas – Rua Gonçalo da Cunha

Comments (7)
  1. Alexandre Chulvis disse:

    Onde eu morava na Parada Inglesa, tentaram por no chão de uma só vez na Rua Dona Gabriela , 1 chácara de 1000 mts², e mais 5 imoveis, com um total de 4000 mts², só não conseguiram por irregularidades nas documentações dos imóveis, por essas e por outras me mudei para Atibaia interior de São Paulo.

  2. Cesar Castro disse:

    Além destas casas, ainda há a possibilidade das outras que sobraram, já que a negociação perdura. Também tem a rua Dr. Francisco José Longo, que perdeu a mesma quantidade de metros em demolições. Nesta última, passei a maior parte da infância e fiquei chocado quando vi a minha infância ser demolida.

  3. Wilson disse:

    EU VI O PANFLETO DESSE LANÇAMENTO. é hilário eles colocarem que fica perto de áreas verdes sendo que na fotro aérea só se vê cimento !!!

  4. Sandra Paduan disse:

    Absurdo mesmo, mas o melhor é o que voce disse, a “esticada” do bairro. Aí já é aquela baixada da Saúde, e eles adoram inventar nomes do tipo: “Altos da Vila Mariana”, kakakakakaka. Péssimo, heim construtora, péssimo…

  5. Wilson TK disse:

    Segue o link desse lançamento, no coração da VIla MAriana:

    1. Wilson,

      A política do site não permite a divulgação de links de construtoras e incorporadoras. Já sabíamos do link, mas optamos por não divulgar.
      Espero que compreenda. Abraços!

  6. Yara Maria Torro disse:

    Douglas Nascimento, antes de mais nada congratulações pelo magnífico trabalho de registro historiográfico da arquitetura urbanística de nossa cidade. Sempre que posso, gosto de visitar este espaço teu, para me embevecer das lembranças de minha cidade que trago na memória. Hoje, especialmente, uma emoção maior, ao deparar com esta página, que registra a demolição das casas de meus vizinhos por mais de 34 anos. Moro na Rua Dr. Francisco José Longo, desde 1981, e, venho resistindo a investida das construtoras em querer comprar a casa que comprei a duras penas, por financiamento da CEF em 25 anos (quitada com os recursos de meu FGTS de uma vida inteira de trabalho aos 12 anos do financiamento), onde iniciei a formação de minha família, criei filhos e netas, perdi o marido, e, a ganância de construtoras, querem por toda a força de achaques exterminar toda a minha história de vida. Não há preço que pague o meu direito de querer viver o final de meus dias em minha casa, que para mim, não tem valor de mercado mas afetivo e emocional. A demolição destas casas que você fotografou, para a construção do “cortiço vertical” (prédios), fez despencar até a rua, que por meses se manteve bloqueada, impedindo-me de entrar ou sair de minha própria casa, pois a cratera se abriu bem em frente a ela. A ganância do lucro imobiliário, como sói acontecer, em detrimento da qualidade de vida do munícipe, já vem trazendo mazelas de toda a ordem (que os administradores públicos e construtores chamam de valorização do bairro), com o paliteiro de prédios em profusão, espetados na Chácara Inglesa (Saúde), mormente nas ruas : Gonçalo da Cunha, Correa de Lemos, Francisco José Longo, onde, … pasme … li em reportagem paga que o “boom imobiliário” se dava em uma região de cortiços (o que não é verdade), pois a maioria dos moradores era constituída de profissionais liberais (advogados, engenheiros, médicos) e técnicos (enfermeiros, mecânicos, marceneiros), mas que se deixaram seduzir pelas ofertas em dinheiro feitas pelas incorporadoras e construtoras. Quais as mazelas ? De toda ordem, como por exemplo :
    a-) aumento do fluxo de trânsito, barulho e poluição:
    b-) queda constante de energia elétrica pela troca de dezenas de moradias por milhares delas empilhadas, gerando aumento de consumo;
    c-) queda recorrente de fornecimento de água, em distribuição não compatível ao aumento populacional;
    d-) aumento dos casos de crimes cometidos (assaltos, roubos, furtos, latrocínios) com bandidos atraídos pela alta capacidade econômica dos moradores do bairro, compradores das unidades ofertadas pelo preço na casa dos milhões de reais;
    e-) queda na qualidade de vida em razão de não se poder mais viver pacificamente, com os nem sempre educados moradores destes luxuosos prédios, pois dinheiro no banco não traz consigo o condão da boa educação,
    f-) desrespeito ao uso do espaço público, com cachorrinhos aos milhares defecando na frente dos portões dos moradores resistentes a se mudarem para outro bairro, longínquo de suas raízes, sem o bom senso do recolhimento dos excrementos;
    g-) a perda da paz dentro do próprio lar … o prédio construído na Correa de Lemos, que pela tortuosidade da via pública, dá para os fundos de minha casa, é habitado por crianças deseducadas que atiram pedras em meu cachorro e coelho que vivem em meu jardim de fundos (mataram meu coelho a pedradas), mulheres e crianças empoleirados nas grades do prédio, no local da piscina olhando para minha casa tirando minha privacidade ( e de minhas netas) em meu próprio quintal, dizendo impropérios e frases do tipo :”se não quer que olhe mande cobrir seu quintal” … e uma série de outras barbaridades, que me levaram a enfartar, veja você a gravidade do que se transformou um bairro residencial antes pacato.
    h-) as ruas são estreitas e o solo não comporta o peso de construção de tantos prédios, por ali corria um rio que fora canalizado, mas, exatamente na esquina de onde tirou estas fotos, ficava antigamente um pântano que foi aterrado, coisa que os compradores dos caros apartamentos nunca irão saber, e, não é improvável que, futuramente, aja algum desabamento pelo peso do edifício, como numa possível tragédia anunciada, mas que, até que ocorra, quiçá com vitimas, os administradores públicos e políticos que aprovam estes empreendimentos pensando apenas nos lucros (das construtoras e da prefeitura com aumento de arrecadação de IPTU) estarão bem longe do local e de seus postos por ocasião destas absurdas aprovações de ocupação do solo, sem um estudo eficiente e responsável de urbanismo e qualidade de vida.
    ….. Haveria outros aspectos negativos a elencar, mas, deixo de fazer, por desgaste emocional pessoal a evitar, pois que há quatro anos lido com este fator estressante. Só para terminar, o preço que pagam pelos imóveis, não dá para continuar morando no bairro. É o poder econômico vencendo a qualidade de vida humana!!

    PARABÉNS!! Pelo teu brilhante artigo. Sinto-me, com ele, acompanhada, solidariamente em minha indignação!!

    Saudações de *Yara Maria*

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