Localizado no bairro da Luz, na rua Brigadeiro Tobias, o Edifício Prestes Maia é hoje um dos inúmeros edifícios decrépitos e abandonados que encontram-se na região central de São Paulo.

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O edifício era sede da empresa Companhia Nacional de Tecidos e hoje é um dos maiores símbolos de abandono e descaso na região central de São Paulo.

O local era a sede da empresa que faliu em 1991. Desde então o imóvel iniciou um lento processo de degradação que já dura mais de duas décadas. Com a demolição do Edifício São Vito, este edifício ficou com o título de maior “treme-treme” da capital paulista.

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O complexo compõe dois edifícios integrados, sendo o principal, que é o menor, na rua Brigadeiro Tobias e outro, de 23 andares, na Avenida Prestes Maia.

Sem vidros, com a fachada bastante desgastada e com tapumes de madeira, o visual dos prédios é desolador. Lembra muito edifícios de locais onde onde há bombardeios, como em alguns locais do oriente médio. Atualmente ele está ocupado por movimentos de luta por moradia.

É bem possível que o prédio da Companhia Nacional de Tecidos esteja no fim de seu período como símbolo de abandono. As novas regras municipais para imóveis ociosos, com IPTU progressivo e futura desapropriação deve nos próximos anos permitir que este prédio seja recuperado e transformado em moradia. É inaceitável que edifícios enormes como este fiquem nesta situação.

Abaixo, mais duas imagens:

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Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Catarina 04/05/2009 at 12:26

    Meu Deus! Deveriamos demoli-lo ou restaurá-lo pelo local que é de fácil localização para todos os pontos!

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  • São Paulo Restaurada | Exclusivo: Sem tetos invadem casarão no centro de São Paulo 05/05/2009 at 19:01

    […] sem um lar, como o Dumont-Adams (hoje pertencente ao MASP) na avenida Paulista e o prédio da CIA Nacional de Tecidos na região da […]

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  • Danilo Bueno 28/08/2009 at 17:29

    Vamos transformar esses prédios todos em Habitaçãos Popular! Aonde estão as ZEIS da cidade? CAdê o PLano Diretor da Cidade?

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  • Reginaldo 24/09/2009 at 14:12

    A prefeitura e o governo deveriam dar incentivos fiscais para que investisse na recuperação desse prédio.

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  • Luiz Alexandre 13/10/2009 at 02:01

    Habitações populares? Já viu o que acontece quando vc coloca os “sem teto” em um lugar? Esse infeliz só pode estar querendo demolir a nossa história de vez! O ideal é financiar a iniciativa privada desde que a mesma esteja comprometida em conservar e reformar o edificio mantendo as características originais do mesmo.

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    • Viktor Juncker 11/12/2013 at 17:09

      Que bom encontrar alguém sensato! Até pode ser reformado para venda a preços populares, mas não “dado” de graça.

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  • Georgia 10/11/2009 at 16:50

    Vejam então o que acontece quando se coloca os sem teto em um lugar: http://www.rollingstone.com.br/edicoes/9/textos/118/ – matéria sobre a desocupação desse mesmo edifício em 2007. Já o dono do prédio não paga o IPTU há anos, e a dívida já chega ao valor do próprio imóvel.

    Engraçado vc citar a iniciativa privada, Luiz Alexandre, pois foi essa mesma iniciativa privada que deixou o prédio vazio há quase 20 anos, como também é essa mesma iniciativa privada que se recusa a investir na região (http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mercado-imobiliario-abandona-revitalizacao-da-cracolandia,457958,0.htm) – detalhe que as construtoras alegam que a meia-dúzia de quarteirões em questão virariam guetos com 40% habitações populares e outros 40% de habitações para famílias com renda de até 16 salários mínimos, o que não é pouca coisa!

    Mas a preocupação real é a pouca lucratividade dos empreendimentos, porque, afinal de contas, como você próprio sugere Luiz Alexandre, só rico tem direito a moradia nessa cidade. E se não tiver rico pra comprar, então que deixe abandonado.

    [WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ‘0 which is not a hashcash value.

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  • Luiz Carlos Hummel Manzione 08/01/2010 at 15:37

    O entrelaçamento do oportunismo politico ,da incomum rapacidade de um empresario e da sem vergonhice de uma população habituada a pensar que casa é para ser ganha de presente, criaram o quadro espantoso das seguidas invasões do Ed. da Cia. Nacional de Tecidos. Como tantos outros em identica situação nos dão uma mostra clara de como a canalhice está bem dividida na sociedade brasileira.

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  • amaury 27/01/2010 at 12:44

    dá até impressão que a iniciativa privada tem que fazer o que os outros querem. uai, ela não é privada?

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  • André Leonardo 27/02/2010 at 22:45

    pra esses prédios abandonados, devendo bilhões em IPTU, solução óbvia: desapropriação e conversão em moradia popular digna. atacam-se dois problemas de uma só vez. pq pobre só pode morar em Parelheiros ou em Cidade Tiradentes enquanto ótimos sites como este documentam a existência de imóveis sem função social? E ninguém dá nada pra ninguém, não, como insinuado aqui, existe algo chamado financiamento habitacional. mas o que a gente vê na vida real é o pobre sendo convidado a se retirar do centro (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100204/not_imp506065,0.php) em nome de um projeto de “revitalização” elitista.

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  • Shirley 17/03/2010 at 18:03

    Alguem sabe me dizer se esta empresa era a antiga Veonak estou procurando por que sem os dados desta empresa não posso me aposentar

    Obrigada

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    • ruy cyrillo 07/06/2013 at 20:52

      Sra. Shirley.

      Trabalhei em uma agencia bancária na R. Brigadeiro Tobias, de 1959 a 1969, e esta empresa (Cia. Nacional de Tecidos) tinha uma conta corrente no banco. Não acredito que se trate da empresa que a senhora está procurando.
      Ruy Cyrillo
      ruycyrillo@terra.com.br

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  • Reginaldo 04/10/2010 at 11:51

    Poder-se-á fazer um levantamento da divida total do prédio, posteriormente um leilão e dividir a arrecadação do leilão entre os credores, na mesma proporção da divida total do prédio.

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  • paulo roberto dutra 17/04/2013 at 18:14

    alguém tem uma foto do prédio nos anos 80?
    Estou fazendo um levantamento, e neste prédio funcionou uma unidade municipal.

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    • lucas 11/06/2013 at 04:47

      se vc conseguir, poderia me mandar? estou fazendo meu tcc sobre retrofit desse predio.

      lucasmartins11@gmail.com

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  • cristina consoni 05/11/2014 at 12:13

    Judiacao, dói tanto ver essas imagens, por acaso vcs tem fotos antigas desse predio

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    • Douglas Nascimento 05/11/2014 at 12:48

      Infelizmente não…

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  • Maria do Carmo Giannini Balekjian 27/01/2016 at 10:57

    Uma pena ver este e tantos outros prédios no centro de São Paulo de valor histórico e arquitetônico fadados à degradação…Isto é uma amostra do que é importante para a sociedade contemporânea tão preocupada com o que é imediato e que não pensa absolutamente na sua história. É muito triste não valorizar este legado

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