Uma triste notícia para os amantes e admiradores do patrimônio histórico paulistano e para os moradores do bairro do Ipiranga, um dos mais importantes da capital.

Casarão localizado na rua Leais Paulistanos começou a ser demolido nesta semana. O imóvel foi cercado por tapumes alguns dias atrás e no momento encontra-se já sem suas janelas e outras partes.

Datado do início do século 20, o imóvel abrigou por décadas a Estamparia Graziani, fundada pelo imigrante italiano Luigi Graziani. Posteriormente a empresa e imóvel pertenceram a Alberto Ceron e família.

Neste link você confere mais fotos e informações sobre o casarão, em nossa reportagem produzida em 2011.

Abaixo, você confere o casarão antes e depois da demolição (arraste a barra para os lados):

Nossos agradecimento aos leitores João da Luz e Fábio Canova pelos alertas e envio de fotografias.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comments

  • Norma caraman 10/09/2015 at 15:26

    País sem história, um absurdo.

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  • gualberto cappi 10/09/2015 at 16:48

    Vixi! Passava sempre por là! Aquela torre de esquina era muito bonita e bem visivel, caracterizava mesmo aquele angulo de bairro.
    Um outro pedacinho do velho Ipiranga que se foi, em seu lugar predios sem alma nem historia, o anonimato em formato de caixao.
    Os predios como representaçao do povo que querem construir …

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  • RS 10/09/2015 at 16:54

    falando em casarões sendo derrubados, o que aparece no link abaixo, na esquina da Rua Pamplona com a Rio Claro foi colocado abaixo pelo grupo Allard, dentro do projeto de “restauração” do hospital Humberto primo.
    Pelo jeito que cuidam do patrimônio histórico do entorno dão mostras de que como cuidarão do bem tombado.
    lamentável que o condephaat tenha permitido isso.
    https://www.google.com.br/maps/@-23.5602431,-46.65179,3a,75y,318.76h,88.54t/data=!3m6!1e1!3m4!1sZeQ2OXXVD8GYiHea8fS4YA!2e0!7i13312!8i6656?hl=en

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    • Luiz Henrique 10/09/2015 at 17:45

      Alguém poderia explicar, por favor, qual o critério de trabalho do Condephaat?

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  • João Augusto Jordão 10/09/2015 at 17:42

    Que pena, me lembro bem, é muito bonito

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  • Jeronimo Pantas 10/09/2015 at 18:09

    Meu carro foi roubado na frente dele !!! muita saudade el vai deixar !!! kkkkkkkkkk

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  • emidio 10/09/2015 at 20:47

    que desgraça para a cidade de São Paulo! jà tão destituida de suas ‘memòrias’ Agora vai mais uma vez ser traida pelo vil metal, que pena que os proprietarios sejam tão sem visão, e ignorantes do valor deste belissimo imovel!
    uma lastima à mais para os paulistanos, jà tão calejados de tanats perdas!

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  • emidio 10/09/2015 at 20:50

    Será que o sub-prefeito do Ipiranga e demais moradores e pessoas de influencia do bairro, nada podem fazer para salvar essa ‘jóia’ São Paulo precisa tanto de mais oferta cultural de qualidade!

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    • Luiz Henrique 22/10/2015 at 08:55

      Para que serve um sub-prefeito? Quem fiscaliza o seu trabalho. se é que ele faz algum?
      REFORMA POLÍTICA JÁ!

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  • Walter Ferreira 10/09/2015 at 22:33

    Absurdo

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  • Juliana 11/09/2015 at 13:55

    Não tem como impedir isso? Será que um processo no CONPRESP? Se precisar um abaixo assinado ou alguma ação, podem contar comigo! Estou revoltada com o que estão fazendo no Ipiranga, é um absurdo esse mercado imobiliário maldito.

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    • ernani 13/09/2015 at 11:17

      O bairro já está se estragando com tantos edifícios. Tenho minha casa e se esses do mercado imobiliario vier me oferecer o dobro do que vale não vendo!
      O bairro onde era a Chácara Klabin, Jardim da Glória, também está estragado. É um prédio quase colado com outro.
      Daqui de minha casa dava para se ver o por do Sol, agora está tampado com uma cortina de prédios.

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    • ernani 13/09/2015 at 11:49

      A cidade de São Paulo vai ser tornar uma cidade somente de arranha-céu, e, carros em alta velocidade por todos os lados!
      O Parque da Independência já está quase que total deteriorado!
      A alameda onde fica a Casa do Grito, aos domingos não se pode passear. Virou pista de Skate. Até os anos 70 era uma alameda com paralelepípedos bem mais estreita da atual. Muito gramado e arbustos de azaleia de todas as cores.
      Será que a prefeitura não tem outro lugar, para fazer uma pista para os skatistas?
      Muitas muralhas estão caídas ao chão há vários anos!

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      • danielpardo2015 15/09/2015 at 22:27

        Não é verdade Ernani, pois os carros aqui em São Paulo não podem andar a mais de 50 Km/h graças ao “nosso excelentíssimo” prefeito Suvinil mais conhecido também como “Radard”. 😉 😉 😉 😉

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  • ernani 13/09/2015 at 11:08

    A Juliana falou tudo! Mercado Imobiliário maldito!
    Conheço esse casarão desde criança. Era uma marco ali naquelas redondezas e no bairro também.
    A cidade está se tornando um paliteiro! Está se tornando feia com tanto concreto e cimento armado. Daqui mais uns anos então esses prédios irão envelhecendo e mais feio então irão ficar.
    Muitos se tornarão uns escombros como estão alguns prédios no centro velho de São Paulo.

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  • João Aparecido da Luz 15/09/2015 at 11:56

    É Douglas, nossos empreendedores imobiliários não têm um mínimo de consideração com o Ipiranga, com São Paulo e com o Brasil, porque o Ipiranga é São Paulo, é Brasil. Aqui nasceu nossa independência. A construtora perdeu uma grande oportunidade de demonstrar apreço aos ipiranguistas, qual seja, manter ao menos a torre do casarão e, numa jogada de marketing, usar este argumento na venda dos apartamentos: “nós, além do interesse financeiro pelo bairro zelamos também pela memória do Ipiranga”. A antiga proprietária chorou copiosamente quando viu a destruição da torre. E o castelinho localizado no início da av. Ricardo Jafet (Vasa Barril) terá o mesmo fim?

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  • Fernando 17/09/2015 at 20:03

    Vivo no Ipiranga há 30 anos e é muito triste ver a impotência dos moradores com relação ao capitalismo.
    Houvi muitas vezes que não mais poderia ser construído em um raio de 3 km do monumento do parque da Independência, mas infelizmente o dinheiro fala mais alto e com ajuda do atual prefeito que necessita de dinheiro alheio para tapar buracos do orçamento feito por eles, estão rifando os imóveis mais importantes do Ipiranga.
    É muito triste ver isso, sem nenhum advogado ou movimento de bairro com algum instrumento legal fazer nada.
    Eu ainda terei alguma lembrança do Ipiranga, mas meus filhos e netos jamais terão, pois haverá prédios por todo lado sem regra e coordenação da Prefeitura.
    Pois é, esta recordação já era e daqui mais alguns dias serão outros imóveis que desaparecerão da história.

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  • Ricardo 04/10/2015 at 22:52

    Compartilho aqui uma carta que redigi para minha mãe enviado à um jornal do bairro:
    “É triste o que está acontecendo com o Ipiranga. Meu filho e eu ficamos indignados com esse “progresso” ao qual o bairro está se submetendo. É desrespeito com a nossa história, com os nossos antepassados e com a nova geração, que não terá a oportunidade de conhecer o que os antigos fizeram por nós. Com tristeza lembro também de fatos recentes de desmemorização, como o caso da seringuera que ficava próxima à 17a. delegacia e da rua greenfed de muitas lembranças, apenas para citar dois exemplos. Infelizmente, a história é escolhida segundo interesses comerciais, nem sempre por critérios nobres.
    Madalena Tanganelli, ipiranguista.

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  • Eduardo 05/10/2015 at 22:56

    Já era, não sobrou nada. Derrubaram a casa.

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  • Vera Cristina dainese 28/10/2015 at 16:24

    Que pena que o nosso bairro do Ipiranga não escapa da “Draga Imobiliária”. Demolição de patrimônios, que fazem parte da história do bairro, a troco de quê???? Mais um empreendimento imobiliário???? Ouço muitos falarem: “Aquilo lá é velho, não serve para nada”, quanta ignorância com a memória nacional. Fico triste, vendo tudo isso acontecer em detrimento dos interesses de muitos….lamentável.

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  • Marcelo 23/06/2016 at 18:06

    Vejo que o que há são duas contradições:

    1 – puna-se quem preserva;
    2 – permaneça impune quem destrói.

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  • Wallace Jr. 01/11/2016 at 18:32

    Costuma almoçar lá entre os anos 1999 a 2002 quando trabalhava no bairro, tinha um restaurante self-service que era conhecido como ” Castelinho”, estava querendo passar dia destes lá pra almoçar, pena que não tem nada mais lá.

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