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É oficial! Edifícios São Vito e Mercúrio serão demolidos

Comments (35)
  1. Jefferson disse:

    Realmente é lastimável, é no mínimo inacreditável… Ao lado como você fala existe o PQ D. Pedro, um verdadeiro lixão abandonado, agora pra que ao lado mais espaço ( mais uma praça) ocioso? seria melhor reaproveitar o edifício, mas é difícil…. L A S T I M Á V E L!

    1. Angelo disse:

      Concordo com o Jefferson, na área da demolição será criado mais um espaço para abrigar todo o tipo de gente ociosa…exatamente como fizeram em 1988 com o Anhangabaú.

  2. Klaus disse:

    Fala Douglas,

    Na verdade, em termos de urbanizãção e revitalização do centro a demolição é uma boia notícia. A recuperação dos prédios é muito provavelmente inviável economicamente e certamente colocar moradores de baixa renda, como vc mesmo cita, não contribuiria para a revitalização. Por outro lado SP é uma das grandes cidades com menor área verde por habitantes do mundo. Ai sim resta a dúvida de se essa área seria bem cuidada pela prefeitura. Mas se vc juntar a restauração do mercadão com a instalação da estação do expresso tiradentes na área nota-se uma movimento no sentido da modernização e recuperação. E o Kassab tem se mostrado sério no quesito de melhorar a aparência da cidade.

    Eu encaro como uma boa notícia.

    abraço!

  3. Fernando disse:

    Eu concordo com o autor, acho que os prédios devem ser conservados. Eu sei que a maioria não concorda, mas eu acho esse prédio bonito, ele faz parte da história e da arquitetura de São Paulo. É muito triste saber que um prédio desses vai ser demolido só porque é uma solução rápida e barata para esconder décadas de negligência e de falta de respeito por esse exemplar da arquitetura de São Paulo.

    1. Rossja disse:

      Esperiencia social com o dinheiro de Quem ? Pra arrastar outra divida social no centro de São Paulo ! Pessoas pensem a divida é alta demais para a população pagar ! Que pena com essas ideias o Centro vai ser o que é sempre !!!

  4. Rosana Dantas disse:

    Douglas estou terminando o curso de Arquitetura e meu trabalho final será a requalificação de um edifício modernista em Recife.
    O trabalho que me inspirou foi justamente a requalificação apresentada por Roberto Loeb para o São Vitto. Um projeto lindo, premiado em Veneza inclusive. Ser assim descartado? Uma pena, nossos politicos não tem a sensibilidade de perceber que uma cidade é um complexo organismo composto de fragmentos de várias épocas. O Mercado Central teve seu tempos e é hoje reconhecido, por isso foi preservado. A nossa arquitetura modernista vai aos poucos perdendo seus melhores exeplares que estão cedendo seus espaços a novos projetos,deixando uma lacuna na melhor fase arquitetonica brsileira a Modernista.

  5. Ana Amelia disse:

    Caro Douglas, foi – entre outras coisas – a partir de seu bom artigo que fui visitar o edifício Mercúrio sábado passado. Há vários problemas quanto ao despejo, dentre eles, um suposto desvio de verbas destinadas aos inquilinos, que deveriam receber cheques de 2.400 reais. Sou contra a demolição dos prédios e a expulsão de moradores de baixa renda do centro da cidade, empurrando-os para habitações ilegais e de baixa qualidade. A defensoria pública do Estado entrou (em 11/12) com uma ação para garantir mais direitos a esses moradores. Abraço.

    1. Daniel disse:

      essa segrehação socioeconômica é um problema grave, querer “esconder” trabalhadores humildes na periferia (expondo os filhos à tentação do crime por conta da ausência do poder público que só entra pela mão da polícia e olhe lá) e ainda por cima obrigá-los a gastar mais com transporte (eventualmente alguns acabem recorrendo a carros velhos e malcuidados para piorar ainda mais o trânsito em são paulo) é algo inadequado…

  6. Benedito Roberto Barbosa disse:

    A demolição destes imóveis é uma afronta para una cidade que necessita de mais 700 mil moradias populares só na região central para atender moradores de cortiços.

    Há um projeto arquitetônico que demonstra a vialibidade da reforma do Ed. São Vito e demonstra que é possível reurbanizar o Parque Dom Pedro garantindo famílias no local. Desta forma garantindo uma cidade inclusiva.

  7. Tatiana Oliveira disse:

    Caro Douglas,

    Ao ler os comentários não pude ficar quieta diante do debate acionado pelo seu texto. Portanto, se ‘no quesito de melhorar a aparência da cidade’ não seria uma boa abrigar moradores de baixa renda no centro, na qual ‘e certamente colocar moradores de baixa renda, como vc mesmo cita, não contribuiria para a revitalização’ do centro da cidade; a quertão seria: então qual o “direito à cidade” dessa camada injustiçada, fadada ao suburbio e a periferia, conforme afirma a própria arquiteta urbanista Raquel Rolnik, dessa nossa fragmentada sociedade?

    Se, infelizmente a cidade é ‘um complexo organismo composto de fragmentos de várias épocas’ mal aproveitado pelas gestões políticas -está faltando iniciativa popular, para que todas essas questões sejam colocadas em pauta, a cidade e a paisagem urbana é antes de mais nada composta de atores sociais, não é possível que se pense a arquitetura enquanto obra de arte bem como a cidade, sem pensar políticas públicas, nas quais as relações sociais que dinamizam esses espaços são intrínsecas em devem implicar sofistuicados projetos urbanísticos – não para o luxo mas para que se possa fruir a cidade; a não ser que seja essa, apenas obra de deleite visual, não? ou quem sabe um abrigo burocrata de escritórios ou um novo campus de universidades públicas elitistas.

    Essas questões precisam sair da web e ir mais adiante. Se você quiser eu posso sugerir.

    T.O.

  8. Marcia disse:

    Não querendo ser pessimista, mas não consigo mais encontrar soluções para a cidade de São Paulo. Tenho pena das famílias que alí viviam, mas também o Ed. São Vito é um lugar inabitável. Demolir ou implodir? Não sei se é a melhor solução, mas por outro lado vai reaproveitar de que forma? Concordo que a região toda é um lixão e qualquer coisa que se construir ali, vai ser difícil da região melhorar.

    1. Luiz Carlos Hummel Manzione disse:

      Marcia voce não é pessimista, apenas realista. Não há o que
      fazer por SP , é uma cidade destinada ao caos. Também não
      adianta culpar os administradores da cidade. A culpa maior é
      da população , formada em sua maioria por pessoas egoistas e
      ignorantes. Se deixar os tais predios por lá no estado que
      estão é pessimo , se reformar e devolver ao povo vira uma
      favela em tres tempos, se demolir e fizer parque será uma
      extensão do Parque D. Pedro. Vá a Hamburgo e veja o que foi
      feito com os antigos predios da região portuaria. A zona se
      chama “Landungsbrüken”. Bem, a diferença é que em Hamburg
      vivem alemães. Grande abraço , Luiz Carlos.

      1. André Leonardo disse:

        Realmente, é duro viver entre pessoas egoístas e ignorantes. Elas bem podiam ir para seus paraísos de cidades idealizadas no exterior, onde as pessoas sabem viver. Lá, elas poderão esquecer o Brasil de vez, e o Brasil as esquecerá de volta.

    2. fran disse:

      Marcia vc ñ sabe nada sobre o são vitor ali havia gente havia solidariedade e havia muitos proprietários como eu q hoje ñ tem aonde morar

  9. Milton disse:

    Bom saber que ainda tem gente sensata nesse mundo, mas é triste saber que tem muita gente burra.
    São Paulo precisa de mais areas verdes? Então derrubem ele, mas também os terminais (incluindo o metrô e também o mercado!

  10. João Uzzum disse:

    Considero que a recuperação do citado edificio para a construção de habitações populares, não obstante ser louvavel do ponto de vista social, é totalmente inviavel economicamente. As pessoas, especialmente as que trabalham, moram e circulam pelo centro de São Paulo, necessitam sim de mais praças e verde especialmente em uma metropole como São Paulo, que sofre com o efeito estufa, a impermeabilização do solo, além do extresse do dia-dia da cidade, agora por obvia será necessário que a Prefeitura instale na praça um posto da GCM com policiamento e sistema de filmagem 24 h, sob pena do local se tornar um reduto de assaltantes e usuários de entorpecentes. O São Vito, de fato faz parte da história da capital paulista, porém não podemos virar as costas para o problema que se transformou o edificio e a propria degradação do centro da cidade.Parabéns a prefeitura pela iniciativa, estou torcendo que saia do papel.

    1. Daniel disse:

      segurança não é brincadeira mesmo… realmente não adianta demolir tudo, jogar umas mudas no terreno e chamar de “área verde” ou “área de lazer” se não tiver segurança para as famílias usufruirem do local… esse mesmo problema acontece em porto alegre no parque da redenção, onde há um posto da brigada militar (mas em algumas partes do parque predomina o abandono por parte do poder público e a consequente degradação patrimonial e moral)…

  11. Rodrigo disse:

    Se a prefeitura reformasse os edificios e colocassem a venda, seria muito mais prudente…, sem falar que esses dois edificios a muito tempo estão precisando de mãos firmes,que tomem atitudes que beneficiem toda a população e demoli-los,na minha concepção nao é o mais certo.

  12. Marcio Leandro disse:

    Eh um verdadeiro absurdo as deciçoes do poder publico, que quase nunca estao de acordo com a vontade popular.
    Provavelmente teremos mais uma enorme praça que sera abandonada com o tempo.

  13. Macia Soares disse:

    Por gentileza, gostaria de receber foto(s) deste edifício, e saber se é o mesmo que fica próximo ao Mercado Municipal de São Paulo.
    Atenciosamente,
    Marcia.

  14. Gilmar disse:

    O Crescimento planejado da cidade de São Paulo ia muito bem até o início dos anos 60. Dai por diante varios fatores contribuíram para a degradação dos imóveis. O Brasil passou por um longo período de desinteresse pelas questões sociais. Foram mais de vinte anos de repressão dos direitos civis. Nos momentos derradeiros desse período surgiu um anseio coletivo pelo novo e moderno. Outras regiões da cidade tornaram viáveis economicamente e houve uma migração de empresas e escritórios para edifícios adequados as questões de segurança, acessibilidade e fluidez do trânsito. Alguns bairros proximos ao centro tornaram-se caminho de passagem apenas. Corredores de ônibus afastam o transeunte do comércio local e inviabiliza o mercado imobiliário. A classe média não quer habitar em uma região degradada. A população de baixa renda não faz manutenção e conservação de forma eficiente. Á solução então é reurbanizar a area degradada, de modo que atraia novo contingente para o entorno.
    Corretissima a decisão da prefeitura. Mas praça não!!!! Acho que mais um centro de prestação de serviços prúblicos seria ideal!

    1. André Leonardo disse:

      São Paulo em algum momento teve “crescimento planejado”? Só se foi planejado pelo lucro a curto prazo…e o tal anseio pelo novo foi algo do tipo…”ok, vamos procurar novos lugares para faturar absurdamente”. E os velhos veios, já exauridos, foram abandonados.

  15. Luiz Eduardo disse:

    Até que enfim uma solução plausivel !

    Deviam cobrar para assistir a implosão , de preferência fazer a noite junto com um show pirotécnico!

    Hasta la vista,favelas verticais….

    1. SPA disse:

      @Luz Eduardo

      E as demais favelas verticais da cidade que não servem de vitrine para a prefeitura ?
      Porque permanecem intactas ?
      Dê uma rodada na rua Paim e verá um prédio que fará o São Vito parecer coisa de criança…

      1. Daniel disse:

        não servem de vitrine por enquanto, mas agora sem o são vito vão ter que procurar outra vitrine para amedrontar a classe média (rico mesmo anda com “trocentos” seguranças, alguns até armados) e conseguir uns votos em 2012 ou 2016…

  16. Rafael Legramandi do Prado disse:

    Olá,

    Considero preconceituosos os comentários de que reformar esses prédios abandonados para moradia popular não revitalizaria o centro. É claro que esses moradores não teriam condições de arcar com a manutenção dos mesmos e seria necessário que a prefeitura desse uma ajuda.
    Porém, a construção de conjuntos habitacionais na periferia sairia muito mais caro porque seria necessário, além de construir os prédios, levar até lá redes de água, luz, esgoto, escolas, transporte e etc, e no centro tudo isso existe, inclusive o prédio.
    Outro grande problema que seria evitado com o repovoamento do centro seriam os deslocamentos, porque a população utilizaria menos o transporte individual e até mesmo o sistema de transporte coletivo, já que seria possível para muitos irem ao trabalho a pé.
    Mudando de assunto, a área embaixo do viaduto poderia ser transformada num bosque, sem a necessidade de demolir o prédio.
    Outra coisa, que precida mudar em São Paulo é esse estilo americano de lojas enormes e com estacionamentos enormes. Isso faz com que a classe média se desloque (de carro, é claro) para comprar um punhado de coisas. Isso é muito estúpido. Em Buenos Aires, cada bairro tem seu próprio comércio e os moraradores se deslocam ao centro quase sempre para acessar algum serviço público ou cultural muito específico que haja no centro, geralmente de taxi (que lá é muito barato), de “colectivo” ou de “subte”.
    Pode até paracer que eu tenha desviado o assunto para trânsito, mas um dos fatores que degrada áreas urbanas é o transito carregado, porque isso resulta na construção de viadutos e alargamento de avenidas e o pedestre fica em último plano. Isso faz com que seja impossível viver no local e o comércio não atrai tantos clientes, ao não ser que seja do seguimento popular.

    Obrigado

  17. Bianca disse:

    Li esse post agora que a demolição foi oficialmente iniciada.
    Vi que muitos estudantes de arquitetura responderam que é uma pena que os belos projetos de restauração sejam descartados, que é falta de sensibilidade dos políticos.
    Pois bem, venho como estudante de Economia e Política da USP defender o ponto de vista dos políticos: Todos os belos projetos de reforma acarretam custos muito altos para o governo. E após a reforma pronta, a manutenção de um edifício desse porte por moradores fica muito custosa, também. Ou seja, as classes baixa ou média, a quem o projeto se dirigiria, não seriam capazes de manter a estrutura da reforma. Por isso, compreendo o argumento de que é uma pena que a cidade perca um ponto de história, concordo que a construção de uma praça no local deveria ser discutido. Porém a região precisa sim ser revitalizada. Os prédios abandonados são um lugar ainda mais chamativo para indivíduos perigosos do que as praças e, se reformados, em pouco tempo estariam novamente degradados, pois não poderiam ser mantidos pela população. E eu me sentiria mais feliz em saber que o dinheiro público está sendo usado pra educar a população, de forma que ela conquiste um espaço na cidade, do que para reformar e manter um prédio que se tornará um ‘favelão’ vertical.

    1. Pardo disse:

      Bianca, NESSE CASO do Edifício São Vito eu concordo plenamente com você, pois a última matéria que vi sobre esse edifício quando ainda estava de pé é que lá tinha mais “gato” na fiação elétrica do que fiação elétrica em sí e tudo exposto sujeito a qualquer um tomar uma descarga elétrica, elevador ali só funcionava um e ainda “daquele jeito”, os outros dois, um não funcionava e o outro estava com a porta encostada bastando apenas uma pessoa desavisada abrir a porta para cair no poço do elevador e também tinha o agravante de esse prédio ser muito grande pois ele tinha 25 andares, 625 apartamentos e 25 por andar imagina o custo para reformar tudo isso???, e isso porque nem vou falar dos problemas “crássicos” de todo imóvel decadente do centrão, ou seja, ali tinha travecos, prostitutas e traficantes, falo isso porque uma falecida amiga minha já morou ali. Ah!!!!! e tem outra coisa… eu me lembro que quando eu era moleque e tinha lá pelos meus 10 anos de idade na década de 80, esse prédio já era deteriorado e um favelão vertical, meu primo que então morava em Brasília quando viu o prédio ficou espantado com o que viu e realmente o prédio impressionava (no mau sentido) já naquela época, logo, NESSE CASO, eu concordo plenamente que o São Vito tenha sido demolido, não por causa dos habitantes, mas porque no meio de travecos, prostitutas e traficantes também haviam cidadãos comuns que não tinham a mínima segurança para morar lá.

      1. Valter disse:

        “Travecos” (travestis) e prostitutas são cidadãos também.

  18. MaGioZal disse:

    Bom, como já disse aqui noutro post, eu sou a favor da demolição destes prédios. Mas também sou a favor da reconfiguração da área ao redor: do jeito que está, com o canalzão do Tamanduateí como um esgoto a céu aberto e a Av. do Estado como uma nada convidativa estrada com muretas e sem faixa de pedrestres, fica complicado.

  19. Roseli disse:

    Foi aberto só o processo licitatório, que hj encontra-se como prejudicado e está a espera de uma nova abertura, ou seja, não vai acontecer tão cedo a demolição desses prédios.

  20. paulo disse:

    Melhor no chão do que mais uma favela vertical. As pessoas insistem em discutir teorias enquanto o centro de são paulo é uma experência prática com bom track record. Basta parar nas calçadas dos edifícios revitalizados a preço de ouro e doados às “famílias” para perceber o desastre. As calçadas estão cheias de pessoas jogadas em estado lastimável, as janelas com rádios no último volume e roupa suja, o entra e sai de “nóias” denuncia que se alguma família ainda está lá será por pouco tempo, pois traficantes são implacáveis. As verdadeiras famílias humildes vivem em prédios simples, afastados do centro, comprados por valores baixíssimos, mas que são limpos e cuidados, numa Cohab ou Cidade Tiradentes da vida. As teorias que apaixonam as pessoas (Marta=esquerda; Serra=Centro; Kassab=Direita) deram errado, temos que ter a humildade de admitir.

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