Localizada ao lado da ponte dos Remédios, na rua Silva Airosa, esta enorme fábrica está abandonada há muitos anos contribuindo para a deterioração da região.

clique na foto para ampliar

A grande área da fábrica está com suas construções praticamente intactas apesar de esquecida. Apenas uma parte da construção que curiosamente é mais recente que as demais está sem telhado, que aparentemente ruiu.

O local é bastante arborizado e agradável e é possível notar que devido ao relativo sossego que o abandono proporciona há muitos pássaros no local. No lado de fora o abandono é refletido pelas calçadas cheia de mato e pela sujeira proporcionada não pelo imóvel, mas por vendedores de pallets. Os vendedores fazem as transações na calçada mesmo e, ao repararem os pallets danificados, descartam os restos de madeira na rua tornando o local um lixão a céu aberto.

Apesar de abandonado, chamou a atenção que dentro do imóvel estão jogados dezenas de orelhões rodoviários da empresa Autovias (veja galeria abaixo).

O nome da rua da fábrica homenageia Antonio Marques da Silva Airosa, proprietário das terras da região dos dois lados do rio Pinheiros e que no passado erigiu e posteriormente ampliou a antiga capela de Nossa Senhora dos Remédios, hoje uma grande igreja.

Sobre qual fábrica ocupou o local, os comentários no texto são muitos e como não foi possível apurar se estão corretos ou errados deixamos aqui os nomes que nos enviaram:

  • Cotonifício Nossa Senhora dos Remédios
  • Siderúrgica Barra Mansa
  • Tecelagem Chenille

Se você, leitor, tiver outras informações sobre esta antiga fábrica deixe um comentário e ajude-nos a montar a história deste imóvel.

Veja mais fotos desta fábrica (clique na miniatura para ampliar):

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Ralph Giesbrecht 22/06/2010 at 12:41

    Duas coisas: ainda acho que a Schlumberger – empresa francesa – tinha atividades no local. Mas posso estar enganado. Outra coisa: essa ponte dos Remédios de 1958 ainda era outra… veja que ela cruza o rio em posição diversa da atual, dando não na av. Remedios, mas possivelmente na rua que hoje é acesso de quem sai da ponte atual para a Marginal sentido Castelo.

    Reply
  • Douglas da V. Souza 25/06/2010 at 20:37

    Boa Noite,

    Parabéns pelas excelentes fotos! Me parece que os galpões eram ocupados pela Siderúrgica Barra Mansa, mas posso estar enganado. Conheço o local e obtive esta informação consultando o Guia Cartoplam 2005…

    Reply
  • Adilson Guaiati 06/07/2010 at 08:26

    OI

    Minha familia mora ate hoje nos arredores e meus pais e tios trabalharam nesta fabrica nos anos 50- 60
    chamava_se tecelagem chinili( nao sei se escreve assim, mas se pronuncia chinili)
    vou tentar verificar e passo mais informaçoes
    parabens pelo site
    eu sou geografo doutando em urbanismo aqui em paris
    se quiser mantenha contato
    abraços
    adilson Guaiati

    Reply
  • leonardo 04/08/2010 at 09:44

    Eu vivi os melhores momentos da minha infancia em uma casa na rua Major Paladino,em frente a esta fabrica,hoje moro no interior de São Paulo,mas como Paulistano espero que o progresso volte a Vila Leopoldina.

    Reply
  • Rony 02/09/2010 at 16:02

    Boa tarde.
    Ha muito tempo acompanho o site, as fotos e reportagens. É uma pena o que o poder publico e a população em geral fazem com a nossa memória!!!
    Uma dica: Também na Vl Leopoldina, Esquina da R Carlos Weber x R Carneiro da Silva ha uma fabrica que, aparentemente, esta ha muito tempo abandonada.
    Boa sorte e continue com o trabalho!!!!!

    Reply
    • Maria da Gloria Bach Goncalves 09/05/2015 at 00:39

      Nao seria a Gianinni?

      Reply
  • miguelitto 10/09/2010 at 11:02

    Será q pode entrar ai pra tirar umas fotos!?

    Reply
  • cleiton 04/03/2011 at 21:52

    Eu acho um absurdo o que fizeram com a cidade de são paulo,fechando fabricas que moviam a economia da cidade e geravam empregos para a população.Hoje só tem predios e mais predios,areas industriais dando lugar a condominios luxuosos.Tem que voltar a era da industrialização paulistana de novo,pois sp é uma cidade industriaria,não de serviços como Nova York.

    Reply
  • 04/05/2011 at 14:38

    É com muita tristeza que tomamos conhecimento de que a Prefeitura desapropriou essa Fabrica e por esses dias darão inicio a demolição e construção de residencias populares no estilo “Cingapura”.

    A chaminé e o arco de entrada da Fabrica são verdadeiras obras de arte da arquitetura, os quais ao invés de serem demolidos, deveriam ser preservados e tombados como patrimonmio arquitetonico do municipio, mas os empreendimentos imobiliarios falam mais alto, e eu sou somente mais um Zé. Lamentável.

    Reply
  • GILO 02/07/2011 at 21:47

    Lamentavelmente,nosso pais é um verdadeiro descaso, principalmente no que se diz MEIO AMBIENTE e odesmatamento desenfreado, para não dizer sobre os lixões, infelizmente onde eu resido Jardim Humaita, um terreno que outrora foi uma fabrica onde deu empregos a dezenas de famílias hoje ( DESCASO) virou um lixão a céu aberto, VERGONHA, e este lixão na cara de tudo e de todos, mas como já frisei é o pais do descaso, não se pode fazer nada, deixe o lixão onde esta, pois não esta na frente da casa de nenhum politico ou autoridade, pois se assim tivesse já teria resolvido a questão
    Fica aqui um pensamento ( LUGAR LIMPO NÃO É AQUELE QUE MAIS SE LIMPA , MAS SIM AQUELE QUE MENOS SE SUJA ) SEJA UM CIDADÃO JOGUE O LIXO NO LIXO

    Reply
  • Elder 05/01/2012 at 07:48

    Eu nasci na Vila dos Remédios e creio que minha tia trabalhou neste local na década de 50. Aí funcionava se não me engano uma fábrica de lona e tapetes.

    Reply
  • Douglas da V. Souza 08/01/2012 at 21:57

    Olá a todos,

    Passo pela região constantemente e pude constatar, com tristeza, que a demolição está em ritmo acelerado…só não consegui descobrir o que farão ali…

    Continuem com este excelente trabalho!!!

    Abraços…

    Reply
  • Edcarlos Oliveira 13/02/2012 at 13:13

    A fabrica que ocupava esse terreno era a antiga Siderúrgica Barra Mansa, onde era fabricado cabos de aços. Meu pai trabalhou até julho/ agosto de 1994 quando suas portas fecharam (corrijam-me se eu estiver enganado). Cheguei a conhecer a fabrica em funcionamento quando tinhas uns 7 anos de idade. Fico até desacreditado que a aquela fabrica que na época estava a todo vapor hoje se encontra nesse estado de abandono. Segundo uma moradora vizinha (amiga de minha família), no local será erguido um condomínio para moradores de renda baixa, igual um CDHU, para as famílias que residem a favela atrás do Ceagesp.

    Reply
    • reginaldo gallo 17/05/2012 at 22:24

      Eduardo quem era seu pai,qual setor que ele trabalhava?

      Reply
  • Fernanda 03/04/2012 at 01:50

    Alguém pode me dizer se ela já foi demolida? Grata!

    Reply
  • vivian 11/05/2012 at 12:03

    É possível ter acesso ao local? Gostaria de fotografar lá…

    Reply
  • reginaldo gallo 17/05/2012 at 22:21

    Estou com os olhos melejados. A Barra Mansa foi o meu primeiro emprego em 1986 eu era office-boy do escritório o meu chefe era o João Begóti. Depois fiz um curso no senai e fui para mecânica trabalhar com o seu João Murauskas. Todos estes galpões eu conheço como a palma da minha mão. Essa foto de 1958 não mudou nada, até hoje é assim. Mas tudo isso vai acabar tudo isso vai virar singapura. Que saudade daqueles colegas, a fábrica tinha uns mil funcionários de vez em quando o Antonio Ermirio de Moraes aparecia por lá me lembro como se fosse hoje o empresario chegando de opala diplomata sem nenhum segurança, e cumprimentava todos que passasse por ele. A barra mansa me deixou muitas saudades.

    Reply
    • Sandra Domiciano 06/09/2012 at 14:16

      Ola

      estou fazendo um trabalho de faculdade, vou fazer no local dessa fabrica um lindo parque urbano, vou manter varias das edificaçãoes.
      gostaria muito de saber mais sobre a antiga fabriga, poderia me ajudar?

      Reply
  • Douglas da V. Souza 22/07/2012 at 20:36

    Olá a todos,

    Passei sobre a Ponte dos Remédios dia desses e, infelizmente, a maior parte da velha fábrica já foi demolida. Sobrou apenas a chaminé e um “prédiozinho” anexo que deveria ser a sala de caldeiras (isso há mais ou menos uma semana). Para mim, é triste mesmo, já havia me afeiçoado a ela…

    Abraços…

    Reply
  • domicio 11/10/2012 at 13:26

    Parabéns a todos.Hoje tirei as duvidas que prescisava.
    Trabalho do lado desta antiga siderurgica e realmente la vai ser um conjunto habitacional.(singapura).

    Reply
  • wilson 27/10/2012 at 17:51

    Está sendo demolida para construção de um conjunto habitacional da prefeitura

    Reply
  • Bellini 16/11/2012 at 23:44

    Caros,
    Esse local foi a fábrica de tecelagem e hoje novembro de 2012 esta sendo construído vários conjuntos habitacional.

    Reply
  • NELSON 01/12/2012 at 21:58

    MINHA IRMÃ MARIA TRABALHOU NESTA FABRICA NOS ANOS 58/59
    EU LEVAVA MARMITA PRA ELA NO ALMOÇO
    MOREI DURANTE 1953 ATÉ 1983 NA V. DOS REMEDIOS
    NOS CHAMAVAMOS ESTA FABRICA DE LONA
    QUE SAUDADE DESTE TEMPO, TINHA A PONTE VELHA
    ABRAÇOS

    Reply
    • Lurdes 26/09/2014 at 21:11

      Lembro-me bem disto. Atravessei esta ponte levando marmita tambem. Minha irmã, tias e primas trabalharam no antigo LONA. Inclusive minha esta irmã conhecida na época por Mariazinha, trabalhava na sessão dos menores sua chefe era a Zefa, nos anos 58 e 59. Ela gostaria de encontrar as amigas (Lurdinha e Dalva) que sempre fala com carinho delas, mas não tem lembrança dos nomes completos. A Dalva morava na V. dos Remedios perto da ponte, a Lurdinha morava no antigo “Sacrificio” onde ficava o Lona, hoje Vila Leopoldina ou Remedios, sei lá. Minha irmã chama-se Maria Sebastiana Gonçalves.

      Reply
      • Marcos Antonio monticelli 14/05/2018 at 13:07

        D. Lurdes, talvez eu seja sobrinho da “Lurdinha” sobrenome Abibe. Nesses anos mencionados pela senhora ela estava com 17 anos de idade. Minha mãe, Therezinha Abibe irmã mais velha da “Lurdinha” ou Maria de Lourdes Abibe, também trabalhou como fiandeira por muitos anos, nesta tecelagem, conhecida na época como “lona lapa”. Eu, nascido em 59, filho da Therezinha irmã da “Lurdinha”. era levado por uma outra tia (Maria das Graças Abibe) até a tecelagem, para ser amamentado em um pequeno intervalo oferecido pela tecelagem e mamãe voltava novamente ao trabalho. Quando completei 6 anos de idade, estudei os dois primeiro anos na escola primaria “Sesi” situada dentro da área da fábrica de tecelagem, …Quantas recordações…

        Reply
  • Germana 17/12/2012 at 15:57

    Esta fábrica passou a pertencer a Siderurgica Barra Mansa após 1976 e após 2002 a Votorantim Mineração e Metalurgica Ltda.
    Estas construções são anteriores a 1958, conforme já verificado e segundo alguns relatos dos antigos moradores, funcionava uma tecelagem.
    Neste local será construído um conjunto habitacional, mas não se parece nada com o modelo Cingapura (claro que isto irá depender da nova gestão da prefeitura em janeiro/2013). Será um grande conjunto com ruas arborizadas, abertura de novas ruas, comércio local, praça pública, creche e algumas construções serão preservadas p/ serem utilizadas como equipamento público.

    Reply
    • wellington 22/01/2014 at 10:07

      Germana, vc sabe me dizer como esta o andamento das obras?

      Reply
  • sandra tavares 11/02/2013 at 20:48

    A prefeitura esta procurando areas para creches e hospitais, este poderia ser um local …

    Reply
  • Raimundo Valente 24/03/2013 at 23:29

    Esta fábrica chamava-se Cotonifício Nossa Senhora dos Remédios e no final da década de 50 eu levava almoço para o meu padrinho, Sr. Heliotrópio Silva,que trabalha lá. O local chamava-se vila “SACRIFÍCIO”.Época maravilhosa e inesquecível da minha infância,juventude e de muita saudades.Forte abraços.

    Reply
  • Izilda Azevedo 17/05/2013 at 22:47

    Passei minha primeira infância nessa Vila Sacrifício, Rua Dois, atual Tocantinópolis, depois morei do outro lado da ponte, na Vila dos Remédios. Meu pai trabalhou também nessa fábrica, ele dizia LONA.

    Reply
    • William 17/05/2015 at 23:47

      Por favor gostaria de mais informações sobre a localização da vila sacrifício. Descobri que foi Romana quem a fundou. Willdylan@ig.com.br obrigado

      Reply
  • Marcos 30/05/2013 at 01:12

    Infelizmente é isso: Uma construtora ( Schahin ) que não respeita limites de horário de trabalho, barulho o dia todo e vai sair uma construção para urbanização de favelas e certamente muita gente se mudando daqui. Depois de disputas por empresários da construção de olho nos valores dos imóveis aumentando na região e um monte de outras coisas que nem convém expor para não dar nojo, veio o pior!!!. Voltei para o bairro e assim que for possível saio para nunca mais voltar. Acabaram com São Paulo, na Leopoldina o trânsito está insuportável por conta de tanto prédio e todo o dia é um verdadeiro martírio o trânsito entre a Gastão Vidigal e a ponte dos Remédios. Os imbecis ainda continuam remendando a ponte dos Remédios ao invés de fazerem um acesso direto para as marginais e Castelo Branco por trás do Ceagesp.

    Reply
    • wellington 25/06/2014 at 10:57

      Marcos vc sabe me dizer como esta o andamento dessa obra?

      Reply
  • Luis Bruno Silva 30/03/2015 at 16:57

    Boa tarde, meu nome é Bruno, sou produtor de filmes em SP, estou a proucura de um espaço
    como esse, uma Fabrica Abandonada em SP, alguem pode me ajudar? Recompensa!!! rsrsrsrs
    bruninhoprodutor@gmail.com

    Reply
  • Eliane 27/05/2015 at 11:39

    Daria um excelente cento cultural, não? Mas possivelmente um dia se tornará um condomínio de prédios 🙁

    Reply
    • Eliane 27/05/2015 at 11:42

      ai… só depois li. A prefeitura está construindo um condomínio popular… Que triste fim, menos um lugar preservado…

      Reply
  • Adriana 10/03/2016 at 19:13

    Sim, havia construções de predios, que por algum motivo parou a obra…

    Reply
  • Rocha 06/09/2017 at 11:22

    A obra voltou, moro ali do lado, no humaitá. Porém já faz 7 anos que começou, e está em 80% ainda…
    Acredito que quando entregar, muita gente vai mudar. Já tem varias casas ali a vende e para alugar, e o preço caiu muito. Infelizmente vai ficar um inferno ali…mas vir muitas famílias, são dois predios de no minio 300 aps casa.

    Reply
    • Elizeu Junior 14/09/2017 at 12:15

      Rocha, Boa tarde, Fora os outros dois prédios construidos como você disse, já há algum outro sendo levantado no momento ?

      Reply
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