Memorial Penha de França é nosso novo parceiro

Notícias — Por em 25/05/2009 12:08

Através da parceria firmada entre o memorial e o nosso site, a cidade de São Paulo ganha uma cobertura ainda maior dos imóveis e monumentos da cidade de São Paulo. Os imóveis antigos e monumentos localizados na região da Penha de França e arredores estarão mais protegidos sob olhos atentos do curador do Memorial e nosso colaborador Francisco Folco.

O São Paulo Abandonada passará a divulgar a agenda de eventos, cursos, palestras e passeios fotográficos do Memorial Penha de França e passa a disponibilizar para download gratuito todos as edições do fanzine Bossa Antiga, produzido pelo memorial.

Logo do Memoria Penha de França

Conheça um pouco mais sobre o Memorial Penha de França

Por causa de tanto conteúdo histórico excluído da história paulistana, a necessidade de preservar, relembrar e pesquisar este passado, um grupo de idealizadores que faziam parte de um fórum de preservação do patrimônio na Casa de Cultura da Penha, fundou o Memorial Penha de França, em 2004, numa casa antiga de 1930 da família Folco, em terreno adquirido em 1925 de Dna. Maria Carlota, uma ilustre personagem pioneira no bairro, proprietária de terras que iam da Pça. N. Sra. da Penha até a Vila Matilde.

ACERVO

O Memorial Penha de França não tem qualquer intenção de um museu. É um centro de pesquisas e já possui um grande acervo totalmente digitalizado.

São dezenas de gravações de depoimentos de moradores antigos. Centenas de imagens, desde 1890, que foram “garimpadas”, digitalizadas em alta resolução e que recebem um tratamento de restauração, suprimindo sujeira, manchas da ação do tempo, contraste e cromatismo. Cópias de vários documentos e até cartazes de filmes dos antigos cinemas Penha-Palace, Príncipe, São Geraldo e Júpiter.

DESCOBERTAS

Os depoimentos, a iconografia das fotos antigas, as pesquisas de documentos e várias navegações pela internet, onde temos colaboradores de várias regiões e instituições de preservação da memória, trouxeram uma grande quantidade de informações que até então eram inéditas para a comunidade. Citamos algumas bem curiosas:

- A primeira cerveja fabricada na província de São Paulo foi na Penha. Chamava-se Cerveja da Penha. Fabricada por João Bohemer, em 1840, no início, era apreciada apenas pelos penhenses. Depois, o alemão Henrique Schomburg passou a comercializá-la no Bar “ O Corvo” no centro de São Paulo.

- O primeiro vinho tinto brasileiro a ganhar um prêmio na Europa foi um “Isabel”, de uva americana que se adaptou bem ao nosso clima, também conhecido como Colonial, produzido na Penha. Chamava-se “Vinho Penha de França”.
O concurso foi em Berlim, em 1888.

- O tão famoso pastel de feira, ícone da cultura paulistana,  foi inventado na Penha, por um japonês chamado Yamashiro, da colônia do vale do Tiquatira. Ele começou fritando suas delícias numa espiriteira na feira de domingo da Rua Pe. Benedito, em 1959.

- A passagem de Pedro I pela Penha, quando viajava para Santos, pouco antes da independência, não foi apenas um pernoite e assistir a uma missa. Como fizera no Vale do Paraíba, foi uma visita política, pedir apoio à sua intenção de independência. Da Penha chegou a despachar ordem de prisão para revoltosos em São Paulo.

ATIVIDADES

Preservação do Patrimônio

Em 2004, no início das atividades, o Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo esteve no centro histórico do bairro, a chamado do Memorial Penha de França, para mapear o patrimônio que era de interesse de preservação. Esta tarefa foi acompanhada por técnicos voluntários da Penha.
O resultado foi a resolução 26/CONPRESP/2004, que regulamenta a área como uma Zona Específica de Preservação.
Foi uma grande conquista para o patrimônio da região, tão mutilado por governos anteriores. (temos material específico sobre o magnífico patrimônio perdido nos anos 60 e 70, alguns pela própria prefeitura de S. Paulo).
Ainda em 2004, O Memorial fez um trabalho junto aos comerciantes da região no sentido de retirar os front-lights que escondiam as fachadas históricas. Alguns estabelecimentos entenderam a proposta e deixaram suas lojas muito mais atraentes. Outras acabaram seguindo este exemplo quando a lei “Cidade Limpa” obrigou a todos que fizessem o mesmo em 2007.

Turismo Urbano

Numa parceria com a Escola Técnica Estadual Aprígio Gonzaga, o Memorial recebe os estagiários do curso técnico de turismo para estudos do potencial turístico urbano da Penha, sendo que algumas excursões de turistas do SESC Paulista já aconteceram aqui, com resultados muito positivos, alem de passeios fotográficos e outros.
Ainda no tocante ao Turismo Urbano, o Memorial promove viagens a centros históricos com o intuito de fazer com que os penhenses vejam o que outros lugares fizeram para o resgate do patrimônio com uma conseqüente revitalização, com atração de vários negócios voltados ao turísmo. Um exemplo é o passeio ao Centro Histórico de Santos.

Centro Cultural

No âmbito artístico cultural, o Memorial se tornou uma referência de pesquisa para as festas e restauração do patrimônio. Uma vez ao mês, o espaço se transforma num “Pub”, onde os artistas da região têm a oportunidade de mostrar sua arte.

Oficina de Fotografia e Memória

Uma das especialidades do espaço, reconhecida no meio fotográfico, são suas oficinas de fotografia com ênfase no “olhar fotográfico”, com conteúdos expressivos. Nesta oficina também se ensina a restauração da imagem de fotografias antigas, conseqüência da experiência obtida nesta técnica na recuperação de imagens históricas de seu acervo.

História da Arte

Com a iniciativa da Casa de Cultura da Penha, o Memorial Penha de França mantém um curso de História da Arte para leigos. A idéia inicial foi possibilitar que a comunidade e o público em geral pudessem compreender melhor o valor do patrimônio artístico/cultural da região e os ícones que simbolizam sua própria identidade. Mas o curso cresceu, e hoje é procurado até por arte-educadores.

DE ONDE VÊM OS RECURSOS

O Memorial Penha de França não recebe qualquer ajuda oficial. O trabalho é voluntário em nível de curadoria.
As despesas para seu funcionamento e pesquisas vêm da comercialização de alguns produtos que são vendidos por comerciantes da região: o CD ROM “Penha de França”, cartazes de fotos antigas e artesanato. Outra receita vem das oficinas de fotografia e curso de História da Arte realizado no estúdio do Memorial.

VISITAS AGENDADAS

O público que visita o espaço, em sua maioria, são estudantes (arquitetura, história, jornalismo e estudantes de primeiro e segundo grau), pesquisadores, artistas e moradores antigos. Mas como o espaço só funciona com trabalho voluntário, e não dispõe de uma estrutura que possibilite abrir em horário comercial ou cultural, as visitas precisam ser agendadas por telefone.

Serviço:

Memorial Penha de França

rua Betari, 560 (próximo ao centro histórico do bairro, shopping e estação Penha do Metrô)

Telefone: (11) 2092-2319

email: bondepenha@terra.com.br

site: http://www.memorialpenha.com.br

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2 Comentaram

  1. vicente sobreira bezerra disse:

    Voces me salvaram de um colapso.
    Eu estava morrendo de saudades de minha penha querida.
    Achei a solução, encontrei o endereço e estou salvo.
    Grato a voces por salvar nossa memoria.
    Vida eterna a nossa querida Penha.
    Irei visita-los.

    Vicente

  2. MILTON ALVARO SILVA POSSA disse:

    SOU SOBRINHO TETRA NETO DE JÕAO BOHEMER, BISNETO DE PAULINIA BOHEMER(TRAVESSA DA AV. GABRIELA MISTRAL),NASCI E MORO NA PENHA, TENHO 54 ANOS, E UMA GRANDE CURIOSIDADE.
    O BAIRRO DA PENHA NÃO TEM UMA BANDEIRA? O BAIRRO DO TATUAPÉ
    QUE É BEM MAIS NOVO QUE A PENHA, CONHECIDO COMO DISTRITO DA PAZ ATÉ 1932(SE NÃO ME ENGANO) TEM.
    GOSTARIA DE TER UMA RESPOSTA.
    OBRIGADO.

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