Você já imaginou erguerem um edifício que tampe a visão do Vaticano ? Ou então um edifício diante da Torre Eiffel o cartão postal de Paris ? Ou ainda algum arranha-céu diante de alguma pirâmide do Egito ? Claro que não, você vai dizer, isso seria um absurdo. E é mesmo. Mas aqui na capital paulista esta regra não é muito seguida, pelo contrário, é desafiada constantemente. Apresentamos a vocês o Monstro da Penha.

Não, não se trata de nenhum assassino em série, pé-grande ou alguma espécie de monstro do Lago Ness penhense. Estamos falando do Lister Tower, um enorme edifício comercial que está sendo erguido no número 216 da rua General Sócrates, pela Porte Construtora bem próximo ao centro histórico da Penha.

Com 17 andares mais um grande espaço na sua cobertura o edifício está para parte dos moradores da Penha como um exemplo de mau gosto, desrespeito a história do bairro e como se isso já não fosse suficiente, sua construção interviu diretamente na vista de uma das mais belas construções religiosas do Brasil, a Basílica Nossa Senhora da Penha.

Se você vem do centro de São Paulo rumo a Penha, esta é a visão da Basílica que você irá ter a partir de agora (clique para ampliar):

Fotos: Douglas Nascimento

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Fotos: Douglas Nascimento

    Independente da basílica ser tombada ou não, o fato é que a colina da Penha nunca mais será a mesma depois deste edifício, que está recebendo de parte dos moradores do bairro o simpático apelido de “Monstro da Penha”, devido ao tamanho exagerado da construção e pelo fato do mesmo estar agredindo visualmente em um marco histórico da cidade de São Paulo.

    “Antes quando voltávamos do centro da cidade de metrô ou trem, a Basílica Nossa Senhora da Penha era a nossa referência, de longe” diz um morador do bairro que não quis se identificar. Ele continua: “…agora, pouco depois da igreja ter finalizado as suas duas torres, ao invés de vermos as mesmas somos tomados pela visão deste prédio enorme e sem graça”.

    “Como pode a prefeitura autorizar a construção de um prédio nesta altura sem falar com os moradores do bairro ? “ É o que questiona Seu Frederico, 75 anos idade e o mesmo tempo de Penha. E ele emenda: “Não somos contrários ao progresso, e até acho interessante para o desenvolvimento local um prédio de escritórios, mas deste tamanho é um absurdo!”.

    De fato é preciso apoiar o desenvolvimento e o progresso, especialmente em regiões mais afastadas de São Paulo como a Penha, Vila Carrão, Tatuapé. Isso alivia o trânsito, encurta a viagem das pessoas de suas casas até seus escritórios e dinamiza o comércio da região, mas até que ponto um edifício tem o direito de intervir tão drasticamente em uma região ?

    O mais curioso é que a construção do “Monstro da Penha” se dá praticamente diante de um hospital e a sua rua estreita não parece comportar o tráfego que um prédio deste porte parece exigir. Como a prefeitura se prepara para isso ? Como será que os motoristas irão se comportar quando o trânsito desta rua entupir ? Buzinar diante do hospital ?

    Ao que parece o poder público não segue critérios claros ao conceder alvarás para este tipo de obra. Um prédio gigantesco numa rua majoritariamente residencial e ainda por cima quase diante de um importante hospital é a receita perfeita para o caos urbano.

    Quando mencionamos no início deste texto o Vaticano, a Torre Eiffel e as Pirâmides do Egito não exageramos, são marcos históricos de outros países e protegidos por leis severas e claras.  Sobre a Basílica da Penha alguns podem até dizer “é só uma igreja”, mas se pensarmos assim nunca teremos nossos patrimônicos históricos protegidos e preservados. A construção civil parece cada dia mais cega e surda ante a cultura dos locais onde erguem seus empreendimentos.

    Confira outras fotos do “Monstro da Penha”, clique para ampliar:

    Fotos: Douglas Nascimento

    Fotos: Douglas Nascimento

    Fotos: Douglas Nascimento

    About the author

    Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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    Comments

    • Cesar 08/09/2009 at 17:23

      Mais um “neoclassico” pra cidade… sao paulo eh a cidade onde as regras sao ditadas pelo dinheiro e pelo mercado imobiliario… do jeito q vai vai pro buraco. Londres e Paris tem politicas inteligentes de ocupaçao da cidade, o governo q autoriza… aki qualquer um compra onde ker, cerca os quarteiroes com poder de decisao de poder levantar algo la e a vila ou a casinha do lado ser sufocada e ter q ser vendida pra mesma construtora… eh uma cidade tao sem lei q aparece situaçoes como essa e outras piores. Em vez de pensar em recuperar a cidade onde eh necessario se constroi onde ker… eh uma festa do caqui mesmo! hehe

      Reply
    • Eduardo Britto 08/09/2009 at 20:16

      O MONSTRO DA PENHA, O MOOONSTRO DA PENHA, O MOOOOOOOSNTRO DA PENHA! O que dizer mais? É o monstro da Penha.

      Reply
    • Rogério Magalhães 08/09/2009 at 20:41

      Putz, realmente a modernidade ergue coisas horrendas e destrói coisas belas… quer dizer então que mesmo passando pela Viaduto da Aricanduva (que eu sempre esqueço o nome) a visão da igreja estará maculada por essa coisa aí?

      Pobre da cidade que não sabe respeitar seus símbolos…

      Reply
      • ALBERTO 24/02/2010 at 11:25

        Desculpe Mas isso ai nao é Modernidade nem aqui nem na China.. !! é uma aberração… a cultura da maioria paulistana esta ultrapassada, acha que essas coisas que remetem ao passado são belas. na verdade são bregas..

        Reply
        • Ricardo 11/03/2010 at 09:13

          Brega e não ter explicação para a sua propria existencia, com é o seu caso.

          Reply
        • valdir 17/01/2012 at 20:58

          cara! acho que voce entro no site errado o da globo.com…. eh outro vai ler o bbb, isso é moderno né!?

          Reply
    • Maria de Fatima 09/09/2009 at 00:03

      É lamentável, percebi essa babárie quando vinha pelo viadto Aricanduva no sentido Penha. Fotografei com o celular, mas as fotos não ficaram boas. É uma modernidade que agride o patrimonio histórico de nosso Bairro.Verdadeiramente um monstro!

      Reply
    • Mario Amaya 09/09/2009 at 00:17

      Além de pessimamente situado, o prédio tem uma arquitetura positivamente medonha. Porte Construtora, vocês são patéticos. Serrano, você é um néscio.

      Reply
    • João N. Telles Jr. 09/09/2009 at 01:19

      Há somente motivos para se lamentar… triste é saber que após ele virão muitos outros, infelizmente.

      Reply
    • Pedro Paulo Penna Trindade 09/09/2009 at 02:00

      Em nome do progresso, a cidade de São Paulo está aos poucos perdendo sua memória histórica. Infelizmente seu desordenado crescimento vai apagando a antiga e bucólica paisagem que nossos olhos acostumaram-se a contemplar. É certo que a cidade precisa crescer, mas com a observância dos ditames legais previstos não só pela Lei do Zoneamento, mas pela “Lei do Bom Senso” que toda autoridade competente ao assunto deverá trazer consigo, na sua essencia de responsabilidade para com as tradições de um bairro, de tal sorte a impedir que aconteçam aberrações na urbanização de determinados locais, como no caso ocorrido na Penha. A construção de um gigantesco prédio, apelidado de “monstro da Penha”, acabou com a alegria do povo do bairro, sem falar dos problemas de trânsito que sem sombra de dúvida decorrerão. Sucede-se que este gigante de concreto roubou a cena do seu tradicional outeiro, escondendo atrás de si a tradicional Basílica de Nossa Senhora da Penha. Com efeito, o edifício “monstro” com seus 17 andares conseguiu esconder o tradicional Santuário, num verdadeiro desrespeito á memória histórica de todos os paulistanos residentes naquele local. Há de se achar uma saída honrosa para todos, construtores e moradores, com a participação da Subprefeitura local, para que seja esta obra embargada, quiçá derrubada caso esteja em desacordo com a legislação vigente, ou outras irregularidades sejam constatadas. Na rua Tucumã, no Jardim Europa, há um prédio sendo construído em desacordo com as normas legais em face de sua altura, embargado há quase vinte anos. Leis existem para serem cumpridas! O povo tem que gritar contra a inobservância da tradição histórica da Penha. A visão que se tinha para os que vinham do centro da cidade era a majestosa Basílica, que de sua esplanada abençoava a todos que por alí passavam, cenário que injustamente acaba de ser-nos roubado! A despeito dos esforços para a preservação do pouco que restou da antiga Penha, diante das exigências da modernidade e da tumultuada vida material, só nos resta relembrar o poeta Paulo Bomfim, quando referindo-se ao Bairro-Santuário diz: “Penha de França, Penha saudade, Ave-Santuário pousando encanto no outeiro atento que nos vigia, na luz de um bairro que é som de sino chamando histórias de romarias!”

      Pedro Paulo Penna Trindade – membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

      Reply
    • William de Queiroz 09/09/2009 at 08:18

      Só aqui em São Paulo para se ter isso….não existe um planejamento correto, toda construção nova vai engolindo o que vem sobrando da antiga e bucólica capital paulista. Os arranhas-céus vão pegando os melhores lugares, os “camarotes” da Paulicéia.
      Lamentável !

      Prof. William de Queiroz – Técnico do Lab. de Geoprocessamento UnG e Professor da Rede Pública.

      Reply
    • Andre Delamata 09/09/2009 at 08:30

      Lamentavel.. Agora para ver a Basilica somente indo até lá ou de cima do viaduto da Aricanduva.

      Reply
    • José Morelli 09/09/2009 at 10:38

      Quem poderia dizer que a região dos jardins não reconhece sua importância por ser preservada em suas características. Qualidade de vida pode coexistir de diversas maneiras. A beleza está na diversificação das formas. O importante é que cada bairro mantenha sua própria originalidade e encontre maneiras de se valorizar comparativamente aos outros. A Penha tem sua peculiaridade e merece ser aprimorada naquilo que lhe é de raiz. Um pouquinho de boa vontade e de cuidado já é suficiente para se encontrar o lugar ideal para muitos empreendimentos dentro do bairro, sem agredí-lo de forma alguma.

      Reply
    • DAISE CRISTINA MORAES 09/09/2009 at 12:59

      É… como diz Caetano: “A força da grana que ergue e destrói coisas belas…”. É, infelizmente, a cara de Sampa.

      Reply
    • rimadu 09/09/2009 at 13:39

      Como que a regional da prefeitura permite a construção deste tipo de edificação tão perto de um patrimonio como este. Só podem ser uns energuminos, os que autorizaram e os que construiram.

      Reply
    • Maria Zelia Wolff 09/09/2009 at 14:42

      Chocante…Lamentável…Meus avós paternos moravam na R da Penha, bem pertinho dessa Basilica…Passá
      vamos nossas férias escolares lá e
      frequentamos essa Igreja que nos trás agradabilíssimas recordações!!
      Nela fomos batizados e varios primos casaram-se lá tb. Seu local
      privilegiado nunca poderia ter sido
      invadido e desreipeitado dessa for-
      ma, aliás, como tudo que acontece nesta SÃO PAULO ABANDONADA!!!!
      Vamos esperar que “algo” seja feito
      p/corrigir esta barbárie! Parabens
      Douglas, mais uma vez, por esta re-
      portagem.

      Reply
    • Kelly Lima 09/09/2009 at 15:10

      Meu Deus, que prédio horroroso! O tal do Plano Diretor permitiu uma construção dessas encobrindo a igreja?

      Reply
    • Marco Antonio Lacava 09/09/2009 at 15:31

      Há muito que já alinhei-me ao movimento CANSEI!
      CANSEI – De ver prosperar a lei do jeitinho ($) brasileiro!(Por isso que conseguiram os Alvarás para construir)
      CANSEI – De tantas mentiras dos hipócritas políticos de plantão!
      CANSEI – De conviver com um povo que em suas veias corre água (ou alcool)!
      CANSEI – De ver triunfar o mal …. (como já disse Ruy Barbosa)
      Embora em 1980 fui um dos que lutaram pela preservação do Antigo Santuário alinhando-me à inúmeros outros Valiosos Penhenses que na oportunidade deram um exemplo ao País. Quando na oportunidade preservamos o que a especulação imobiliária e a própria Curia já havia condenado.
      Permito-me dizer CANSEI !!!
      É melhor dizer :
      Viva o PuTrefato LUiz LAdrão !!!

      Reply
      • Dr.Elcio 15/09/2011 at 20:40

        Prezado Amigo Marco Lacava !

        Gostaria de saber onde vc se encontra e tbm de fazer contato contigo, abraços do estimado Amigo Elcio

        Reply
    • Ralph M. Giesbrecht 09/09/2009 at 15:44

      Agora, acho que a solução é demolir a igreja (essa velharia, mesmo!) para não enfeiar o “belíssimo” prédio…

      Reply
      • gabriel carvalho 08/04/2010 at 20:25

        essa foi boa rsrsrs

        mas não pode nem dar a ideia.. já pensou… rsrsrs
        um abraço a todos

        Reply
      • Marcos Galesi 05/03/2011 at 18:08

        Mais um atentado à história da nossa cidade, infelizmente o poder público se esqueceu de que a memória de um país é tão importante quanto a inovação e o progresso, concordo com meu xará Lacava e com meu amigo Ralph que faz um belíssimo trabalho no site estações ferroviárias que resgata a memória ferroviária no nosso Brasil. Por falar em estações Ferroviárias, quem não se lembra da estação PENHA ou Guaiaúna??? ah sim Ralph, o Brasil mata a memória em nome do progresso de São Paulo.

        Reply
    • Luis M. Sarmento 09/09/2009 at 16:45

      Chocante, descabido e horroroso como uma bola encestada no bolso certo, faz perder os poucos marcos de identidade na cidade que já são minimos…
      lastimável continuarem a dilapidar as pouquissimas referencias da sociedade nesta cidade. Esta falta de raízes reflete-se direta e pesadamente no comportamento da sociedade que por aqui vai vivendo sem saber de onde veio e muito menos para onde vai….

      Reply
    • Marcelo Bruno Rodrigues 09/09/2009 at 17:52

      Eu aprecio construções que não destoem dos originais do conjunto que integram: este monstro é realmente execrável e tinha que ser suspensa de todo a sua construção. Aqui em Brasília tenho acompanhado outras atrocidades que viraram notícia: a mais chocante foi o incêndio da primeira igreja local, a de N. S. de Pompéia da Vila Planalto, feita em madeira e queimada intencionalmente após ser untada com óleo mineral.
      Outro caso foi a demolição dum dos primeiros hotéis do Setor Hoteleiro Sul, um daqueles nanicos de porão + 2 pavimentos: tudo com consentimento do governador anterior, “Sêo” Joaquim Domingos Roriz, que ainda conseguiu a façanha de ser eleito senador: lembrem-se de que ele é o rei analfabeto funcional de Luziânia, cidade por assim dizer fundada pela família dele.

      Reply
    • Francisco Folco 09/09/2009 at 18:34

      Não tenho palavras para comentar. A reação de indignação das pessoas nestes comentários falam mais do que qualquer argumento de modernidade que com certeza já está pronto no colete dos empreendedores.
      Vou lembrar aos defensores da modernidade e do progresso, de que tivemos a destruição da pça. 8 de Setembro, que tinha flores e chafariz em nome da modernidade. Hoje é um lixo. A retificação do Tietê também, para favorecer a zona sul de chegar mais rápido à Airton Sena, e não temos nem um acesso direto à ela. Tiraram os bonde que subiam as ladeiras da Penha e nos deram um metrô que nos jogam no pé da colina e ainda chamam a estação de Penha. Tiraram nossas duas estações de trem em nome da modernidade para os bairros distantes. No fim, ficamos sem a modernidade, não participamos dela e sem o patrimônio, sem dignidade.

      Reply
    • VENTURA 09/09/2009 at 21:37

      Cada monstro desses criado em pontos indesejáveis de São Paulo, além de quebrar a história da cidade, traz algo muito ruim: os moradores desses prédios, criando “cidades dentro da cidade” com todos os problemas que acarretam, dificultando o trânsito, problemas de escola, enfim um verdadeiro caos.

      Reply
    • Eunice Siqueira 16/09/2009 at 12:04

      Incrével! è para não acreditar que há pessoas formadas (de que forma???)em engenharia e fazem uma monstruosidade destas. Em que faculdade deve ter se formado engenheiro responsável? Qual seu senso de beleza, de arte, de istética? E mais,
      – como a prefeitura aprovou essa planta? Quem são os que trabalham neste serviço lá na prefeitura?
      O Kassab está preocupado somente com a eleição do Serra, podem que é isso. O povo mesmo, que se dane…Imagine as obras de arte?!?!?!

      Reply
    • Angold 18/09/2009 at 01:50

      Eu aprecio construções que não destoem dos originais do conjunto que integram: este monstro é realmente execrável e tinha que ser suspensa de todo a sua construção. Aqui em Brasília tenho acompanhado outras a5rocidades que viraram notícia: a mais chocante foi o incêndio da primeira igreja local, a de N. S. de Pompéia da Vila Planalto, feita em madeira e queimada intencionalmente após ser untada com óleo mineral.
      Outro caso foi a demolição dum dos primeiros hotéis do Setor Hoteleiro Sul, um daqueles nanicos de porão + 2 pavimentos: tudo com consentimento do governador anterior, "Sêo" Joaquim Domingos Roriz, que ainda conseguiu a façanha de ser eleito senador: lembrem-se de que ele é o rei analfabeto funcional de Luziânia, cidade por assim dizer fundada pela famípia dele.;

      Reply
    • Josiane 23/09/2009 at 17:53

      Aqui em Porto Alegre algo parecido está acontecendo em um dos mais charmosos bairros da cidade: o Moinhos de Vento. Um shopping gigantesco e horroroso engoliu uma das mais charmosas ruas do bairro: a travessa Dona Mercedes. Com pequenos sobrados numa rua de paralelepípedo antigo, ela se vê soterrada pelo vai-e-vem de caminhões sobrecarregados de material de construção. Além disso o gigantesco edifício(que está sendo construído há mais de 15 anos devido aos embargos colocados pelo ex-prefeito Olívio Dutra e liberados pelo atual Sr. Fogaça) fez com que a rua ficasse completamente na sombra. Muitos moradores já abandonaram suas casas, algumas já foram demolidas. Um belo edifício dos anos 40 localizado na Rua Félix da Cunha também está sendo engolido pelo dinossauro de pedra. Não só isso: uma figueira belíssima foi totalmente engolida pelo prédio! Quem quiser ver fotos desta tragédia acesse: http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=f%C3%A9lix%20da%20cunha%2C%20734%20porto%20alegre&sourceid=navclient-ff&rlz=1B3GGGL_pt-BRBR315BR316&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

      Um forte abraço a todos!

      Reply
    • Cesar 23/09/2009 at 22:30

      Fizeram a mesma coisa com a igreja do Largo da Matriz na Freguesia do Ó.

      Reply
    • claudio lorenzo 25/09/2009 at 08:30

      Que tristeza ver o poder economico se impondo a nossa cultura!
      independentemente do credo religioso é um sacrilegio com a historia da cidade e o direito dos moradores de viver en paz.

      Reply
    • Leandro de Paula 03/10/2009 at 11:45

      E estes “empreendimentos” sempre têm que trazer odiosos nomes em inglês… Coisa mais imbecil!

      Reply
    • Mauricio Carvalho 16/10/2009 at 07:12

      Nossa é uma horroridade, pena que vai ficar ali por décadas ou séculos. Mais uma MERDA em São Paulo.

      Reply
    • Sandro Jardim 26/10/2009 at 12:34

      Infelizmente essa obra maravilhosa que é a Básilica da Penha que serve
      como referência para tantos paulistanos esta sendo engolida assustadoramente por esse prédio.
      È o sistema capitalista que nos encontramos que manda quem tem dinheiro e ponto final.
      E onde esta a fiscalização da cidade limpa do prefeito Cassab???

      Reply
    • Ismar Frango 29/10/2009 at 22:26

      O pior, além desse patético neocrrrrássimo na Penha, é ver esse Sr. Marco Antonio Lacava (9/10) não saber diferenciar o que é culpa da prefeitura (Ka$$ab) com aquilo que compete ao governo federal…

      Reply
    • Silvana 29/10/2009 at 23:25

      Pior que isso, só se demolissem a Basílica!

      Reply
    • Vivian 11/11/2009 at 15:50

      É de fato uma vista degradante, o edifício sobresaindosse diante de um de nossos poucos tesouros histórico-arquitetônicos.Infelismente a intensa especulação mobiliária e as leis que protegem está especulação, como exemplo posso citar a “Outorga Onerosa” do Direito de Construir, também conhecida como “solo criado”, que refere-se à concessão emitida pelo Município para que o proprietário de um imóvel edifique acima do limite estabelecido pelo coeficiente de aproveitamento básico, mediante contrapartida financeira a ser prestada pelo beneficiário ao”poder público”.Enquanto houverem leis que defendam o interesse de especuladores sempre nos teremos situações similares a está em nossa cidade.

      [WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ‘0 which is not a hashcash value.

      Reply
    • Beto Saglietti 16/11/2009 at 09:49

      Nada contra prédios neoclássicos (que sempre geram calorosas discussões), mas erguer um assim colado na Basílica beira a insanidade! Duvido que os construtores da Porte consigam ficar indiferentes diante desse absurdo. E como é que o poder público, geralmente um labirinto burocrático que só faz dificultar a execução de tanta coisa, consegue a proeza de conceder alvará para a construção desse monstro? É simplesmente inacreditável! Agora entendo porque a Catedral da Sé e tantas outras igrejas e monumentos da cidade acabaram sufocados pelas construções vizinhas. Sorte ainda conseguirmos enxergar a Estação da Luz e o Monumento às Bandeiras, por exemplo, sem interferências. Pelo menos, por enquanto…

      Reply
    • Niderce Teresa 01/12/2009 at 17:11

      É realmente um absurdo essa construção, aliás a ganância dessas construtoras é tamanha, que eles perderam completamente a noção do que é certo ou errado.
      O negócio é o lucro que vão obter, e eu só me pergunto aonde vamos com tudo isso?
      Niderce Teresa

      Reply
    • Marcos 07/01/2010 at 10:59

      Infelizmente a Zona Leste é terra de ninguém e há até quem diga Zona Lost.
      O Sr. Serra vai recuperar a igreja que desmonorou em Paraitinga “é um símbolo histórico” e não exigi de seu amigo Kasssab que tenha os mesmos olhos para a preservação de nossa história. Lamentável como o Kassab defende seus sub-prefeitos, e em especial o da região da Penha, não tem a menor idéia do dano que causou não embargando esta obra. Lamentável

      Reply
    • Leonel Bethancourt 07/01/2010 at 13:22

      Será que irão reclamar do barulho quando a Basílica tocar seus sinos?
      Será que esses “arquitetos” não deram uma paseada pelo bairro ANTES de começar a desenhar esse monstrengo?

      Reply
      • Thiago 20/03/2010 at 22:56

        Arquiteto atualmente serve apenas para decorar “móveis” que são fixos nas paredes.

        Reply
    • Tales 13/01/2010 at 17:01

      Por isso que a Penha é como Itaquera e tem uma lei de zoneamento extremamente bairrista, que inviabiliza projetos que trazem progresso e investimentos para a Região, a Basilica nem tombada é. Estilo Neoclassico, se gostam ou não é questão pessoal, o importante é saber que a cidade nao pára, que a penha assim como outros bairros, antigamente perifericos, hoje são alvos de investimentos, que por consequencia geram emprego, renda e etc.
      Dúvido que algum morador da região que esta a criticar o projeto, nunca tenha ido ao Shopping Penha. Ele modificou todo o entorno, alterou até o transito, e o que dizer das edificações históricas proximas a ele ? E voces frequentam o shopping ! Não sejam hipócritas !

      Reply
      • Robson Souza 29/01/2010 at 07:23

        Uma coisa é um shopping de dois andares, outra é um edifício de Deus sabe quantos andares. Não importa se a Basílica é tombada ou não, deve ser protegida. Muita besteira já foi feita nessa cidade em nome do progresso. Então vc é a favor, por exemplo, daquele edifício construído em frente ao aeroporto de Congonhas para ser um hotel do dono da “casa de tolerância” Bahamas bem na linha de pousos e decolagens dos aviões? Há muitas formas de progredir e gerar emprego sem acabar com o patrimônio ou com bairros tradicionais da cidade> Vide Londres ou Paris, onde pessoas moram em casas bem conservadas e já com mas de cem anos.

        Reply
    • Carlos Fatorelli 18/01/2010 at 14:34

      A bela “História da Penha de França”, marco importante da história paulistana e a “Padroeira da Cidade de São Paulo”, mereceriam o máximo respeito por parte dos legisladores.

      O alcaide-mor da cidade de São Paulo tem a profissão de corretor de imóveis e faz da cidade um feudo do setor imobiliário. “Nunca neste país” encheu-se tanto a “burra” deste setor em nome de uma expansão sem respeito pela história, anterior a estes administradores que aprovam projetos sem consulta ao plano diretor, mudam-no por interesses exclusivamente econômicos e políticos, aprovando projetos a revelia da população local, com estúpidas medidas. Parvos são todos do poder alimentados por uma Câmara Municipal presidida pela conivência de legisladores que se alternam no mando de decisões para manterem-se no cargo como profissionais vitalícios do ramo político administrativo, convertendo medidas em prol da cidade nas artimanhas beneficiárias aos envolvidos em aprovações ilegais ou obscuras.

      Os representantes municipais deveriam ser empossados somente para duas legislaturas como acontece para os cargos de governo em todas as esferas, evitando manterem-se manipulando o setor municipal (sem isentar de responsabilidades o estadual) como coisas de seu patrimônio subjetivo, não viciando a Câmara Municipal.

      Administrar não é tomar “posse para si”, mas assumir competências pelo bem coletivo, sem usar das atribuições para inchar a máquina administrativa com coronéis da reserva para assumirem subprefeituras em detrimento de profissionais de urbanismo eficaz. O repúdio aos que aprovam projetos em nome de insensatez administrativa parte de aconchavos bem articulado de gabinetes, mas que se deveria embargar para evitar aberrações como o “MONSTRO DA PENHA”, e outros tantos pela cidade afora.

      A Cidade de São Paulo pertence ao cidadão paulistano. Quanto e aos administradores, simplesmente seoutorgou a eles o “contrato social” através do voto para administração da cidade, não para benefício próprio, mas em nome das liberdades democráticas devendo ser substituído quando demonstrar incapacidade de gerenciamento.

      Reply
    • renata 27/01/2010 at 13:05

      Lamentável, será que pelo menos o “monstro” fará uma homenagem ao local em que está sendo erguido, contará a história do que havia em seu lugar e do que está ao seu redor?

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    • Alberto 24/02/2010 at 11:38

      Na verdade nao acho que o problema é o local onde foi contruido.. e sim o partido utilizado (neoclassico) poderia ser feito sim um predio que valorizasse ainda mais a vista.. e não estragasse.. mas é aquela coisa.. constroe-se uma planta retangular para ter maior eficiencia no aproveitamento, para se ganahr mais dinheiro, ai a pessoa me coloca umas moldurinhas pra não ficar um bloco quadrado.. e acha que ta bonito..!! só questiono.. se tinha coeficiente para contruir um predio tão alto em uma região residencial.. ou se molharam a mão da prefeitura para faze-lo.. simplismente um dos predios mais bregas que ja vi.. vou tentar mandar essa pagina para o e-mail da construtora.. isso é uma consequencia a desvalorização do trabalho do arquiteto e dos proprios arquitetos se prostituirem. as pessoas hj contratam o arquiteto para desenharem o que querem.. e não pra ele colocar em pratica o que estudou ou que tem experiencia trabalhada… a pessoa simplesmente quer do jeito dela.. e contrata o arquiteto para desenhar pra ele.. alem disso temos a pobre cultura dos paulistanos que ainda acham isso lindo e compram.. resumindo.. RIDICULO
      PARA MIM DEVERIA HAVER UMA LEI PROIBINDO CONSTRUIR PREDIOS NEOCLASSICOS OU POS-MODERNOS EM SÃO PAULO.. ISSO SÓ FAZ REGREDIR CULTURALMENTE.

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    • DJ Ranthom 09/03/2010 at 21:38

      Na Zona Leste o finado Covas desativou + ou – uma meia dúzia de estações de trem deixando-as completamente abandonadas, dentre elas 4ª Parada, Vila Matilde, Penha, Patriarca, XV de Novembro, Itaquera todas de importância vital para seus moradores, inclusive econômica.
      Vejam que estupidez acabou com estações de trem numa cidade caótica em relação a trânsito e transporte público.
      E, para completar a Marta retirou os trilhos e prolongou a Radial Leste numa das intervenções mais horrendas e mal planejadas que eu já vi, culminando com a DEMOLIÇÃO da Estação de trem de Itaquera um marco histórico do bairro, isso mesmo demoliram um prédio centenário sem consultar a população nem nada, hoje o que temos são cruzamentos que se tornaram verdadeiras roletas russas para quem precisa atravessá-los, sejam carros ou pedestres.

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    • Carlos E. A. dos Santos 28/03/2010 at 16:34

      Eui compartilho da mesma opinião, sou morador do bairro de Cidade Líder, durante toda a minha vida fui acostumado a sempre admirar a Basílica da Penha quando voltava do centro pela Av. Aricanduva. A construção é talvez o único cartão postal da Zona leste da cidade de São Paulo. A vista da Igreja era mais especial ainda vista da passarela do metrô Carrão, acima da Av. Radial Leste… Achei um absurdo, um absurdo mesmo qd vi aquele predio monstro sendo erguido, tapando a vista da Igreja da Penha, como é que a prefeitura aprovou um negócio desse? É um desrespito a essa construção histórico que sempre fez parte da paisagem de São Paulo, e a mim me resta aceitar isso

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    • Imira 30/03/2010 at 10:55

      Minha vó se casou na Igreja em 1942. É terrível que a ganância imobiliária ganhe força sobre a história da cidade.

      Parabéns pelo trabalho!

      Eu gostaria de ganhar na Megasena acumulada e reformar um monte desses belíssimos “capítulos” da história de São Paulo!

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      • Tânia 15/10/2012 at 13:58

        Imira,
        Você está falando do antigo Santuário da Penha. A Basílica, referida nos textos acima, não existia em 1942.

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    • Adalberto 13/04/2010 at 17:10

      Rua General Sócrates que já foi palco no passado de uma estação de trem que conduzia os fiéis ao santuário de N.Sra. da Penha agora apresenta este monstrengo. Até quando vamos pagar o preço da modernidade??

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    • JERSON 29/04/2010 at 16:03

      MARAVILHA ,JUNTO COM A FEIRA DAS BARRACAS NA AV. PENHA DE FRANÇA O QUE MAIS VOCES QUERIAO; MINHA PENHA JA ERA.
      FOI O TEMPO QUE RESPEITO LAZER E RELACIONAMENTO E A SAIDA DA MISSA ERA BOM RSSSSS

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    • Alberto 01/05/2010 at 13:22

      Lamentável. Voltar para casa depois de um dia estressante de trabalho e ver a Basílica da Penha no caminho parecia um alívio, uma mensagem de “estamos chegando”. Agora, resta ver esse montrengo medonho e pavoroso e continuar estressado. Pena para São Paulo, ponto para Paris, o Vaticano, Florença, cidades que tem mais noção do valor de seus patrimônios.

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    • Rafael Rea 11/05/2010 at 16:39

      Mas isso é só o começo…o começo do fim…esse já é fato consumado, quantos mais serão? Pobre das gerações futuras a conviver com essa horrível arquitetura monstruosa e pretensamente moderna, na verdade algo que só se preocupa em otimizar o espaço pra fazer mais dinheiro para o bolso desses especuladores implacáveis.

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    • Leonardo Dainez 06/08/2010 at 03:22

      Isso aí fica de frente para a residência da minha avó, alguém faz idéia da quantidade de rachaduras que se formaram nos arredores da casa? Pois é, só vendo mesmo, eu vi, e estou correndo atrás do infeliz engenheiro ou o responsável por essa porcaria, que além de cobrir a bela visão da Penha, tirar a privacidade dos moradores, também será um empecilho enorme para poder estacionar na porta da minha casa. É brincadeira????

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    • Rosemeire Dainez 09/11/2010 at 06:28

      Voces podem construir o que quiserem,desde que não danifiquem o que está ao seu redor.Estou me referindo a casa da minha mãe q fica bem em frente a esse prédio,com a construção dele,voces danificaram a casa da minha mãe,que nunca teve uma rachadura e agora quero q voces vejam o que fizeram o q causou a construção desse prédio a casa,ela ja reclamou com o engenheiro responsável,mas pelo visto ele não se importou e nem sequer se preocupou com esse problema .Peço que voces entrem em contato comigo,pois se não o fizerem,vou tomar providências quanto a isso.Meu email está aí para q voces entrem em contato ok.Ou tomarei a providência de ir até a construtora falar com esse engenheiro responsável pela construção.Estou aguardando o email resposta de voces.

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    • Karin Peixoto 24/11/2010 at 21:21

      Daqui a pouco morar em uma casa em São Paulo será um crime!! Gente que absurdo isso!! Não me conformo com os comentarios que li, principalmente o ultimo da Rosemeire. Não respeitarem nem os moradores antigos do Bairro? o que essas construtoras pensão que são? Deus?
      O pior é que na Mooca esta acontecendo a mesmissima coisa, todas as vezes que vou visitar minha família alí vejo mais um Salsichão ou monstro (como queiram) erguido nas ruas da minha infancia… lamentavel mesmo!

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    • Francisco Jose Saidl 11/03/2011 at 17:45

      Realmente, e’ o monstro da Penha.

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    • daniel josé orsi 05/06/2011 at 13:07

      olá, não precisava colocar fotos com os dados da obra, só o nome da construtora, ficou parecendo “propaganda” da construtora, cuidado na edição abraços

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    • aquinaojacare 25/07/2011 at 07:22

      MONSTRO DA PENHA!2 VEZES POR DIA, indo e voltando do trabalho cansado… mas quando eu ouvia: estação Penha eu ja logo virava o rosto para ver aquela linda basilica! Ah como éra bom! Com tanto lugar pra contruir essa contrutora de mérda vai escolher logo em frente da basilica? Pelo amor de Deus até onde iremos??? Zona leste ja é feia pra dedéu e o que tem não da valor…. VERGONHA! VERGONHA!

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    • Paulo 31/08/2011 at 16:16

      É uma vergonha mesmo. Estamos indo na contramão da história. Me faz lembrar de Calígula, que desaprorpriou uma grande área pública em Roma para construir um palácio colossal. É, Kassab… não tá longe disso não.

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    • Peterson Henrique Freitas 19/11/2011 at 03:17

      mais um pra lista de “edificios que eu gostaria de demolir”

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    • Giovana 06/02/2012 at 22:04

      Inaceitável, só isso quepodemos dizer!

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    • Maria Rejane Soares 04/04/2012 at 21:41

      Estava escrevendo sobre a Penha e o medo que tenho de transformarem o bairro em uma selva de pedra. E olha isso aí! Esse monstro horrendo!
      As ruas da Penha são estreitas, não comportam um tráfego intenso como o monstro vai atrair. A Penha é (ou era, se continuar assim) um bairro bucólico, familiar simples e que eu gosto tanto.
      Que pena.
      É o monstro do consumismo e da corrupção.

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    • Rute Araújo 14/04/2012 at 01:51

      A Penha é um dos poucos bairros que ainda nao foi invadido por predios, e virou um favela na vertical….como o Tatuape e Carrao. E entao essa porcaria de predio vem e tira todo ar de “Vila” que nosso bairro tinha. Deveria ser impludido esse monstro.

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    • Filêmon 17/03/2017 at 14:27

      Deus queira que o pior não aconteça e que, mais do que isso, que o “Monstro da Penha” tenha seus dias contados. É inaceitável fazer isso com a Basílica Nossa Senhora da Penha. E vocês que moram no bairro estão certos em não ficarem quietos e levarem a reivindicação àqueles que podem fazer algo.

      Hoje em dia tem muito vagabundo com cargo vistoso e que só anda engravatado… me refiro a empreiteiras e engenheiros neste caso específico. Pessoas com toda uma estrutura, capital, influência etc. mas com uma mentalidade fortemente marxista, engolfados em pseudo-cultura e pseudo-consciência das coisas, ao ponto de passarem por cima de marcos religiosos e históricos sem dó nem piedade, à revelia da vontade de quem mora no local e que reconhece o valor daquilo que não pode desaparecer.

      Mentalidade marxista e ganância de lucro ditam as regras hoje em dia, não só entre empreiteiras, mas entre as operadoras de telefone, só para citar outro exemplo. São totalitários nos negócios que conduzem, e acabam lesando o mercado que deveriam ajudar a operar saudavelmente. Existe uma ou outra exceção, como a Porto Seguro, que se orienta de outra forma e, se não me falhe a memória, estão ajudando a preservar dois imóveis históricos na capital.

      Parabéns a todos os envolvidos, tanto aos penhenses quanto ao site São Paulo Antiga!

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    • Jeová Jacson Prates Santana 28/04/2018 at 08:39

      Levei um tremendo susto, quando buscando o nome do Arquiteto Responsável pelo projeto da Basílica da Penha e me deparei com o “Monstro da Penha”. Eu penhense que sou, em 1966, para receber o diploma do 4°.Ano, como se falava, o “Barão de Ramalho” preparou seus alunos para a “Primeira Comunhão” na Na. Sra. de Fátima, casei-me lá em 1977, meus cinco filhos batizados lá também, mas a doce lembrança da construção da Basílica, das brincadeiras de moleque e o progresso do término da Mesma, será eterno. Morador em Jacareí à 21 anos, vou pouco à Capital, não vi nascer “o” tal monstro… assustei e me indignei.

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