Na década de 1920 o Estado de São Paulo daria passos importantes rumo a modernidade. Na capital paulista, a Semana de Arte Moderna seria um marco definitivo entre o passado basicamente cafeicultor e o futuro industrial e progressista.

Novas indústrias surgiam em todos os cantos da cidade. E foi nesse clima de desenvolvimento que industriais corajosos buscavam novos locais para ampliar seus negócios. E foi assim , pioneiros, que os irmãos Carbonell  em 1923 inaugurariam na vizinha cidade de Guarulhos uma das mais importantes indústrias têxteis da época: a Fábrica de Tecidos Carbonell.

Se São Paulo ainda era pequena nos idos de 1923, imagine então a vizinha Guarulhos. Hoje, as duas cidades cresceram muito e suas divisas se fundiram de uma maneira tão peculiar que muitas vezes não sabemos se ainda estamos em São Paulo ou se já estamos em Guarulhos. Entretanto naquela época chegar até esta cidade era muito mais complicado, com ligações a capital basicamente pelo rio Tietê, trem da Cantareira ou pela Estrada da Conceição dos Guarulhos (atual Avenida Guarulhos e Rua Gabriela Mistral).

Isso tudo mostra a coragem e a determinação dos irmãos Hilário e Henrique Carbonell, homens que mesmo ciente das dificuldades que era transportar a produção para a capital apostou em sua cidade e desenvolveu a industrialização local.

Entretanto, 86 anos depois a cidade de Guarulhos não soube agradecer e respeitar estes grandes homens e o que sua indústria representou, e com a anuência da prefeitura da cidade o último resquício da família Carbonell e sua indústria guarulhense desapareceu. O último casarão dos Carbonell em poucos dias deixou de existir. O feito deplorável aconteceu neste momento em que a cidade de Guarulhos começa a preparar os festejos de seus 450 anos que ocorrerá em 2010.

Nossa equipe esteve no local desde o início da demolição e acompanhou tijolo por tijolo a morte dolorosa de um símbolo dos guarulhenses.

A Fábrica de Tecidos Carbonell no baixo terreno da propriedade já havia sido varrida do mapa há algumas décadas. A fábrica fechou suas portas na década de 90 e no seu lugar torres de apartamentos de luxo já preparam-se para serem erguidas por uma construtora que implementou um luxuoso estande de vendas no terreno.

Eram dois casarões no local, idênticos. Um já havia sido desconfigurado e o outro casarão resistia bravamente onde funcionava até pouco tempo o Colégio Eleonora Carbonell, cujo nome homenageia a esposa de Henrique Carbonell. O colégio, que não mais pertence à família aos poucos está se transferindo para outras unidades uma na Vila Hermínia e outra na Vila Augusta, que será inaugurada em 2012.

Não poderíamos deixar de citar este triste acontecimento que foi a demolição deste casarão que ainda restava, pois uma parte da história de Guarulhos acaba de ser apagada definitivamente, privando os guarulhenses de sua cidadania.  Em seu lugar, infelizmente, mais um prédio de apartamentos será erguido. No último dia que fomos lá a única coisa que restou do casarão foi a placa com a numeração do local jogada no chão , algumas árvores (várias foram derrubadas) e uma placa indicando que ali havia um parque para os alunos do colégio.

Nenhum jornal na cidade de Guarulhos noticiou o triste fim do casarão Carbonell, fato que choca tanto pelo silêncio como pelo provavelmente desconhecimento do fato pela imprensa local, a ausência de aulas sobre os bairros nas escolas formam legiões de pessoas que ignoram a história do local onde vivem, facilitando que incorporadoras apaguem suas histórias sem muita dificuldade.

Outros bens de guarulhos também correm risco de sumir:

Guarulhos possui outros bens históricos ou importantes que correm sério risco de desaparecer, seja pela especulação imobiliária, descaso das autoridades ou simplesmente abandono. Veja abaixo outros quatro locais da cidade que encontram-se abandonados:

– Stadium Dr. Lauro de S. Lima: Localizado em frente do recém restaurado Teatro Padre Bento, o estádio quase centenário é o exemplo do abandono e do descaso em um bairro onde faltam praças esportivas. Não distante dali a prefeitura investiu alguns milhões no campo do time de futebol local, enquanto este campo que, segundo dizem, é tombado pelo patrimônio histórico está em completo estado de penúria. Neste estádio, nota-se especialmente o lindo pórtico de ferro na entrada e a incrível arquibancada de madeira em estilo inglês, raríssima de se encontrar no Brasil.  Está apodrecendo cada dia mais.

  • Stadium Dr. Lauro de S. Lima
  • Arquibancada guarulhense em estilo inglês

– Mansão de José Maurício de Oliveira: Residência do ex-prefeito da cidade José Maurício de Oliveira (1919-1930 e 1940-1945) o belíssimo casarão encontra-se em estado de completo abandono e não deverá demorar muito a ruir. Localizada na região central de Guarulhos diante do antigo prédio da prefeitura, está em uma esquina de alto valor imobiliário. Futuro incerto.

  • Casarão de Maurício de Oliveira

– Casarão Eclético: Este casarão da região central de Guarulhos também está há muito tempo abandonado e à venda. Pouca informação existe sobre quem morou ali. Pelo estilo de sua construção e pelo fato de ser bem mais baixa que o nível da rua onde está localizada percebe-se que se trata de uma das mais antigas construções da cidade de Guarulhos que ainda está de pé. No local, inúmeras faixas de imobiliárias vendendo a área mostra o risco deste casarão desaparecer como o de Henrique Carbonell.

  • Casarão Eclético

– Estação de Vila Augusta: Uma das últimas estações do extinto Tramway da Cantareira que ainda resiste ao tempo, a estação de Vila Augusta está abandonada. O local, em uma avenida de grande movimento e em franco crescimento urbano, poderia ser aproveitado como um museu do trem da Cantareira. Segundo vizinhos desde a década de 70 o local está invadido.

  • Estação de Vila Augusta
Bibliografia consultada:

VÁRIOS. Guarulhos Espaço de Muitos Povos, 1a ed. Guarulhos: Editora Noovha America, 2007

RIBEIRO, Silvio. Destino… Guarulhos, A História do Trem da Cantareira, 1a ed. Diadema: Editora Germape, 2005

VÁRIOS. Guarulhos Tem História, 1a ed. Guarulhos: Ananda Gráfica, 2008

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

Deixe uma resposta

Comments

  • Eduardo Britto 28/03/2009 at 19:19

    Parabéns pela investigação no vizinho município. Quem sabe o século XXI só nos permita esse tipo de fruição dos imóveis históricos: a fruição virtual, através desses registros visuais e da saudade. Ao menos que seja assim, e se vocês não realizarem esse trabalho, NINGUÉM ficaria sabendo desses três imóveis que AINDA sobrevivem em Guarulhos. Valeu!

    Reply
  • Antonio Madela 29/03/2009 at 12:11

    De fato. em Guarulhos existem poucas pessoas que dão valor ao que fora nossa Cidade. O cuioso é que pessoas nascidas em outras paragens, se dedicam a “escarafunchar” a história desta Cidade. Será que os que se importaram com nossa história se cansaram de pesquisar e procurar preservar nosso passado?

    Reply
  • Marcelo Bruno Rodrigues 29/03/2009 at 16:05

    Caro Douglas,

    observando todas as fotos, consegui chegar a várias conclusões, das quais destaco as seguintes:

    1 – da casa de Henrique Carbonel, além de aparentar em perfeito estado de conservação, dói até de ver a placa com o número no chão;

    2 – o pórtico do estádio realmente é bonito, mas é deplorável ver o madeirame da arquibancada apodrecer e os assentos pichados;

    3 – a casa do Maurício de Oliveira ainda tem o destaque de ter uma janela ogival com vidros coloridos, o que sugere um período de construção anterior à introdução dos vitrais na região metropolitana de São Paulo (se não me engano, apenas no Rio é que já havia uso disto nas construções como, por exemplo, a Confeitaria Colombo);

    4 – a casa eclética realmente merece ser melhor pesquisada (destaco entre outros os detalhes dos tijolos aparentes, as colunas brancas, a platibanda do telhado, a varanda poligonal da entrada e, acima do centro desta, a janela oval;

    5 – a estação férrea é mais um exemplo dos tantos e vários que o Brasil tem feito de abandonar o quanto possível o transporte terrestre mais seguro e não-poluente; sabe se o Ralph Giesbrecht já incluiu este imóvel na relação das Ferrovias Paulistas no site que ele tem, o http://www.estacoesferroviarias.com.br?

    Um abraço

    Marcelo

    Reply
  • William de Queiroz 30/03/2009 at 08:21

    Caro Douglas,

    Infelizmente nossa Cidade está a desejar com relação aos patrimônios históricos que restam. Só mesmo que interesse para virar algum Espaço Público que dão valor…
    Bom Trabalho Douglas e Equipe.

    Reply
    • amanda araujo 04/07/2013 at 10:33

      Na rua onde moro tem uma casa de encher os olhos de qualquer um que aprecie esses tipo de construção, onde uma palmeira sai do meio da casa, por aqui tem fama de ser assombrada por seu completo abandono e hoje muito triste vi uma placa de que haverá um prédio naquele local, pela estrutura se vê que pelo um simples restauramento ela estaria perfeita! =(

      Reply
  • Elizabeth Florido 30/03/2009 at 23:14

    Um portal maravilhoso e uma arquibancada digna de ser mantida de pé.

    Reply
  • Luis M. Sarmento 31/03/2009 at 18:02

    Estou gostando muito deste site que tanto luta para presevar a memória e cultura desta metropole que, ao contrário de outras, sempre se orgulhou em derrubar tudo que envolva o seu passado (salvo as rarissimas e honrosas exceções).
    Parabens Douglas!!!!

    Por outro lado… não concordo que se deva preservar tudo que tenha mais do que 50 anos a qualquer custo… Veja que a degradação/decomposição na casa de José Mauricio de Oliveira e na estação de trem é de tal ordem que realmente não se justificaria uma enorme despesa do erário para preservar, mesmo porque dentro da minha não especialização não vejo traços arquitetonicos assim tão significativos.

    Como se deixou chegar a este ponto, aí sim, poderiamos pensar em como evitar, talvez através de pesados impostos e/ou adicionados a subsidios para os propietários cuidadosos, a exemplo de outros locais onde existem verbas a fundo perdido para os proprietários manterem determinadas construções em bom estado.

    Reply
  • Douglas Nascimento 01/04/2009 at 11:32

    Luis, obrigado por suas palavras.

    No caso de Guarulhos, creio que todos estes bens citados no artigo precisam ser preservados, pois a cidade em questão é muito carente de patrimônios históricos. Estes exemplos citados mais alguns outros são os poucos exemplos que a cidade tem para poder contar a sua história.

    Reply
  • Fernando Antonio Ippolito Carbonell 27/04/2009 at 12:12

    Realmente a saudade aflora e nos faz pensar em como o tempo voa!!!
    Quando era criança, faz cerca de 45 ou 50 anos, cansei de brincar naquele jardim enorme que hoje seria um grande luxo alguém dizer que tinha em casa!!
    A Tia Maria, irmã da Vovó Eleonora, ainda morava no casarão com o Tio Hilário, irmão do Vovô Henrique, e tinha sempre muito prazer em me fornecer a “bóia”, um farto almoço feito com o carinho vêneto que as duas colocavam na panela!!!
    Tudo isso sem contar quanto me divertia passear pela fábrica e ver, desde pequeno, como funcionava uma indústria têxtil.
    Bons tempos….

    Reply
  • Mônica Carbonell 27/04/2009 at 15:09

    Caro Douglas,
    Nem sei por onde começar, pois a tristeza que sinto é muito grande. Creio que não serei capaz nunca mais de passar pela rua onde havia nossas casas. Mas a vida passa, as coisas mudam e as pessoas que um dia habitaram essas casas e fizeram dela um lugar tão especial, já não existem mais. Gostaria de retificar algumas das suas informações.
    Eram 2 os casarões: em um morou meu tio-avô, Henrique Carbonell e sua família. Muitos anos depois quando ele já não morava mais em Guarulhos, EU morei naquela casa com minha família. No outro casarão, meus queridos avós, Hilário Carbonell e Maria Bisognin Carbonell. Meu pai e meu tio (ainda vivos)nasceram nessa casa. Nós, os netos, a desfrutamos durante toda a infância e juventude, foram muitos aniversários, Natais, almoços de domingo. O que não nos falta são boas memórias e lembranças.
    Apesar de você não tê-lo mencionado uma vez sequer, meu avô, Hilário Carbonell, teve tanto ou ainda maior importância que meu tio-avô, pois juntos eles construíram a Carbonell Fiação e Tecelagem, juntos contribuíram para o desenvolvimento social e econômico da cidade e mesmo quando meu tio-avô mudou-se de Guarulhos, meu avô, junto com minha avó continuaram ajudando com dinheiro, com trabalho, com dedicação diversas obras sociais da cidade de Guarulhos. Gostaria que não se esquecessem de seus nomes e de tudo o que fizeram pela cidade – a meu ver muito mais importantes que dois casarões.
    Última coisa: a fábrica fechou suas portas na década de 90 e não em 70 como você mencionou.
    Para finalizar quero parabenizá-lo pela reportagem e pela preocupação em tentar resguardar um pouco de nosso passado, num país tão sem memória.
    Abraços,
    Mônica Carbonell

    Reply
  • Joana Aparecida Canatto 14/05/2009 at 01:55

    Minha gente, quando passo em frente desses casarões,rolam algumas lágrimas dos meus olhos em minha face,pois nasci e cresci nesta cidade maravilhosa por nome “Guarulhos”,acho que isso que está acontecendo é tudo culpa dos nossos governantes,pois poderiam realizar um tombamento Hístórico Patrimonial pois pertence à nossa linda cidade,nós que somos cidadãos ao ver a degradação,é muito angustiante,será que eles precisam de tanto dinheiro assim?derrubando para levantar prédios?é muito doloroso,lembrar o que foi lindo sendo degradado pelo tempo,o que poderia ser restaurado,ou doando para alguém restaurar,não tenho mais palavras, um sentimento profundo assola minha mente com crise de choro,que Deus perdoe esses seres humanos que só pensam em dinheiro,não tendo sequer um pouquinho de sensibilidade para com essas arquiteturas históricas e secular,pois hoje não se constroi mais esse tipo de propriedades e sim somente prédios,pois para eles se tornam mais barato,pelo pouco espaço ocupado sem ter contato com vizinhos,tornando-se pessoas amargas sem sentimento uma para com a outra sem alegria de vida,como erámos na nossa infância,aqui termino muito triste,abraços!Joana

    Reply
  • Douglas Nascimento 26/07/2009 at 13:09

    Confiram mais sobre o Casarão Carbonell, hoje no São Paulo Abandonada:

    http://saopauloabandonada.com.br/casarao-carbonell/

    Reply
  • DIOGO LEITE DE CARVALHO 31/07/2009 at 23:12

    oi tudo bem?meu nome é DIOGO moro em guarulhos e faço parte de um grupo de historiadores e pesquisadores que estão estudando o bairro de gopoúva vila galvão e vila augusta,e a história do trem da cantareira fizemos um passeio pelos bairros e constatamos que a prefeitura e o governo não se preocupam com o patrimônio queria manter saber se você tem fotos do trem da cantareira abraçosss

    Reply
  • Sérgio 06/08/2009 at 16:59

    Puxa, pintou uma saudade!!!! Um dos primeiros imóveis que me chamaram a atenção quando cheguei mudando da Capital(que aqui ainda a chamavam de “cidade”)para Guarulhos em 1970, foi o casarão, ou solar(fica mais bonito chamar assim, né? rs)dos Carbonell, na rua Ramos de Azevedo. Tinha apenas uns 10 anos de idade na época, e achava a casa muito bonita…tinha todo um charme e estilo próprios! Fiquei comovido com o depoimento dos antigos moradores, membros da família Carbonell, os quais conheço de vista. Aliás os fundadores da tecelagem são dos industriais pioneiros da cidade, ajudando a engrandece-la…
    Guarulhos, infelizmente perdeu muitos pontos de referencia daquela que outrora era uma cidade com ares de interior, ainda com muitos terrenos baldios e ruas de terra(nos quais ainda cheguei a jogar bola!)quando me mudei, mesmo na região central; uma felicidade que durou pouco para mim, pos a cidade foi crescendo desordenadamente a partir dos anos 70, assim como muitas outras cidades antigas do Brasil. Ainda temos o Bosque Maia(uma benção para a região cenral da cidade), o Lago dos Patos, o Parque Fracalanza, o Horto, que são heranças da natureza, mas as edificações antigas infelizmente, não tiveram a devida atenção, caindo no abandono ou engolidas pelos empreendimentos das grandes construtoras. Sei que a verticalização é inevitável, com o vertiginoso aumento da população guarulhense(que há trinta anos, não se imaginava que passaria do milhão de habitantes tão rapidamente)visto que praticamente não há mais terrenos vazios na área urbana, mas PRESERVAR a HISTÓRIA e a MEMÓRIA da cidade é tão importante quanto verticalizar-se…hoje, na cidade onde me radiquei, fito o horizonte o qual está repleto de arranha-céus(que termo mais anacronico! rs), mas que, imaginando-me retoceder quase 40 anos, ainda me vem a lembrança da Guarulhos dos bons tempos…

    Reply
  • Ricardo 16/08/2009 at 22:40

    Boa noite! Passando da fase de diagnostico e partindo para a parte patrica, o que poderiamos fazer para evitar que estas construções sejam demolidas? Proponho que nós, que somos defensores dessa preservacao, tentarmos nos reunir pessoalmente e verificar possiveis alternativas para acionar o governo municipal e tentar alguma ação mais eficaz. Abraços,

    Reply
  • Andrea M. Mazoni Lourenço 25/09/2009 at 00:03

    Boa noite! Fiquei encantada com este site. Realmente fico feliz ao saber que há pessoas preocupadas em preservar a história da nossa cidade. Sempre que passo pela Mansão de José Mauricio fico abalada com tamanho abandono. Fico imaginando aquela casa reformada e com uma iluminação linda para valorizar ainda mais a construção. É uma pena!
    Bem, acabei de adquirir o Colégio Carbonell e gostaria muito de contactar a família para conhecer a história de Eleonora B. Carbonell. Não temos nenhum material sobre sua história.

    Abraços,

    Reply
    • Carlos 10/06/2011 at 17:15

      Foi seu pai que destruiu o casarão da familia Carbonell, ele foi vendido para a Imobiliaria Mediterraneo.

      Reply
      • sueli@hotmail.com 29/09/2013 at 17:14

        É demais tanta hipocrisia…não é Carlos? O duro é ainda falar que é uma pena…imagina o $$$ que a familia dessa criatura e agora se diz preocupada com a história…

        Reply
  • Mauro Costa 19/10/2009 at 18:08

    Em primeiro lugar parabeniza-los dessa atitude, de um cidadão que verdadeiramente zela pela memória de seus munícipes, e me disponho em ajudá-los, no que estiver em meu alcance, sou um amante do passado e certo que há espaço paro o futuro, ambos juntos.

    Reply
  • Adriana R. Fiorim 04/01/2010 at 22:30

    Realmente ,é muito dificil ver que o dinheiro falou mais alto.Conheci o Casarão ,era maravilhoso.Pois a minha mãe fundou o Colégio Eleonora Bisognini Carbonell, há 29 anos atrás, Eunice Rodrigues Fiorim.
    Nós todos sentimos muito, o canto dos pássaros, as árvores… me lembro que na Primavera ,as árvores ficavam cheias de flores, o manacá,a primavera, o ipê, algumas pessoas pediam para entrar somente para vê-las cheias de flores , pois não acreditavam que no Centro da cidade poderia existir uma paisagem tão bela…Quando minha mãe chegou no Casarão conheceu uma pessoa da família, que na oportunidade disse que faria uma homenagem a família,assim surgiu o nome do colégio.Infelizmente não fazemos mais parte desta história, a não ser no coração e na memória, o Casarão foi destruído e o colégio como já foi dito acima, foi “adquirido”.
    Mas acredito que não só a minha família, mas alunos, pais e amigos com certeza também guardam boas lembranças deste Casarão, ao longo de 29 anos…
    Parabéns pela atitude.

    Reply
  • GIOVANA CARVALHO JACOVANI 29/06/2010 at 11:52

    OI, HOJE ESTAVA NAVEGANGO NA NET PESQUISANDO ALGUMAS COISAS E DE REPENTE ME DEPAREI COM ESTE SITE…

    OLHA, PARA MIM NAO É NADA FACIL VER ESTA MATÉRIA. ESTOU DESCONSOLADA DESDE QUE VI A DEMOLIÇÃO DESTE CASARÃO.

    POIS ESTUDEI NO COLÉGIO ELEONORA BSOGNINI CARBONELL DE 1988 A 2000. SIMPLESMENTE FORAM OS 12 ANOS QUE ME ENSINARAM QUEM EU SOU HOJE, E FORMARAM MEU CARÁTER, MINHA OPINIÃO, MINHA POSTURA DIANTE AO MUNDO.

    TENHO MUUUUUITA LEMBRANÇAS DESTE LOCAL.

    VIVI OS MELHORES ANOS DA MINHA VIDA, ESTIVE AO LADO DE PESSOAS MARAVILHOSAS. GUARDO UM PROFUNDO CARINHO POR TODOS QUE FIZERAM PARTE DESTES ANOS. OS PROFESSORES, AS AUXILIARES DE LIMPEZA, AS RECEPCIONISTAS DA SECRETARIA, DOS ALUNOS, ENFIM….

    INFELIZMENTE NÃO PUDE ME DESPEDIR, MAS GUARDO NA MEMÓRIA TUDO DE BOM QUE VIVENCIEI NESTE LUGAR.

    LÁ HAVIA VÁRIOS AMBIENTES FORA AS SALAS DE AULAS, COMO GALINHEIRO, UM JARDIM MARAVILHOSO, SALAS QUE PARECIAM VERDADEIRAS OBRAS DE ARTE, ME REFIRO ASSIM, PORQUE ALGUMAS DELAS NÃO FORAM MODIFICADAS EM SUA ESTRUTURA, E QUANDO VOCÊ SE FAZIA PRESENTE DENTRO, PARECIA ESTAR EM ALGUM LUGAR PRESERVADO PELO TEMPO.

    TENHO VÁRIAS E VÁRIAS FOTOS GUARDADAS COM MUITO CARINHO QUE RECORDAM ESTES MOMENTOS.

    ENFIM, VER O CASARÃO DEMOLIDO, FOI COMO DEMOLIR MEU CORAÇÃO. CADA TIJOLO QUE CAIA ABAIXO, ERA COMO SE CADA UM DESSES TIJOLOS ATINGISSEM MINHA MEMÓRIA E MEU CORAÇÃO.

    SEMPRE VOU GUARDAR ÓTIMOS MOMENTOS….

    PARABÉNS AO SITE PELA MATÉRIA!

    E UM ABRAÇO A TODOS QUE CONTRIUIRAM UM DIA COM ESSE PASSADO.

    EM ESPECIAL QUERO DEIXAR MINHA MAIOR GRATIDÃO PRINCIPALMENTE A DIRETORA EUNICE, QUE ALGUNS ALUNOS NÃO SE IDENTIFICAVAM COM SEU MÉTODO DE ENSINO, MAS QUE SINCERAMENTE FOI UMA VERDADEIRA MÃE PARA TODOS OS ALUNOS QUE PASSARAM POR LÁ.

    gIOVANA cRAVALHO JACOVANI

    Reply
  • Stella Carbonell Seixas 31/12/2010 at 01:01

    Concordo com Mônica, posso nao ter passado minha vida la, ou nenhuma parte dela, mas adoraria poder conhecer ela, além do mais, é a história da minha familia, e adoraria poder contar as minhas histórias da fábrica e nao as da minha mae ou vó q escuto tanto

    Reply
  • Alessandra Santos Fuertes 17/03/2011 at 18:50

    Nossa parabéns Douglas pela matéria!Estava na net procurando saber o que aconteceu com o colégio pois passei em frente e vi construçoes enormes!!! Eu morei na casa amarela na IV Centenário.Meu avô era o chefe da estação.Que saudades que saudades que saudades.

    Reply
  • Marcos 19/07/2011 at 14:24

    Numa época em que se luta para preservar o que resta das matas no mundo, principalmente nas grandes cidades, carentes de verde, fiquei surpreso quando fui esta semana ao Teatro Padre Bento, recém reformado ( e diga-se, ficou excelente)e ví que três das Figueiras centenárias que lá haviam, foram cortadas!!! Disseram que estavam com cupim…!! Morei no local por 12 anos, e as árvores pareciam perfeitamente sadias, e pela localização não ofereciam nenhum risco de cair em cima de algo ou alguém, a julgar pelas enormes raizes que ainda estão lá no local. Será que não poderiam ter sido tratadas? Por que cortaram as 3 que ficavam na frente do terreno e deixaram apena uma nos fundos do Teatro? A que sobrou também não estaria contaminada? Saberemos os reais motivos assim que começarem alguma obra no local onde elas estavam. Perdeu a Cidade, perdemos todos nós!!

    Reply
  • Leo 27/10/2011 at 07:36

    Será que vocês teriam como recuperar as imagens? Estudei na decada de 90 no Carbonell… que saudades.
    =(

    Reply
  • sirlene 02/10/2012 at 12:35

    de vez em quando me pego pensando no colegio no parquinho era muito gostoso o fim de tarde ali ouvir a barulheira dos passaros a tarde ! em fim so ficou a lembrança de um lugar bom,e quando passo pelo antigo endereço vejo que não sobrou nem vestigio,infeslimente é muito triste

    Reply
  • Ralph Giesbrecht 12/11/2012 at 19:24

    Todas muito legais. Vejo que a materia é de 2 anos atrás. Algo já se foi? Agora, o estádio é hour-concours. Não sabia de sua existencia. Não pode desaparecer.

    Reply
  • luciano 01/01/2013 at 13:33

    boa tarde vcs ja ouviran falar do casarao 2 leao na av guarulhos. du lado da matrocar….

    Reply
%d blogueiros gostam disto: