São Paulo tem uma longa história relacionada à presença de cassinos e casas de jogos. E não estamos falando de casas clandestinas, mas sim de espaços históricos, grã-finos e de
qualidade, anteriores à proibição do presidente Dutra de 1946.

Na ladeira de São João, região que viria a originar mais tarde a avenida do mesmo nome, funcionou o Cassino Paulista, que foi demolido em 1914.

Cassino Paulista, na antiga Ladeira de São João

Se este espaço tinha características mais próximas de um cabaré do estilo francês, em Santos tinha um cassino no estilo moderno: o Monte Serrat.

Na baixada santista tinha outros estabelecimentos do mesmo tipo, como o Atlântico e o Parque Balneários, também em Santos, o Grande Hotel La Plage em Guarujá ou o cassino da Ilha Porchat em São Vicente.

Apesar de contar com a oposição da bancada evangélica, o movimento de legalização parece imparável. Só falta saber onde São Paulo poderá ir para poder jogar na roleta ou no bacará.

Será que alguns dos antigos espaços será recuperado? O mais provável é que
apareçam novos estabelecimentos, adaptados às exigências do século 21.

INVESTIDORES JÁ ESTAVAM EM ALERTA

O movimento político que está se concretizando agora já vinha sendo falado em anos
anteriores. De um jeito que vários empresários e investidores logo começaram se preparando para o momento em que a legalização fosse aprovada. É certo que isso é como uma bandeira verde no início de uma corrida: se você não estiver pronto para largar na ponta logo que a corrida comece, vai ficar logo para trás.

Os opositores da legalização certamente dirão que esse movimento resulta de pressões econômicas, mas é fácil observar que se trata de uma questão moral e ideológica que vai muito além dessa explicação fácil.

Monte Serrat antes da proibição dos cassinos

Fácil, na verdade, é entender como o jogo pode dividir a sociedade, principalmente em um tempo em que você pode facilmente acessar cassinos online ou sites de apostas esportivas, como o Redbet.  A capacidade da proibição sai muito reduzida e se levanta a questão de poder ser trocada pela regulação.

Já em 2016 o Estadão noticiava que empresários de Las Vegas vinham estudando
localizações para instalar um cassino em São Paulo logo após a liberação, e que o Anhembi era uma possibilidade.

No caso de Silvio Santos, o investimento é tão antigo que só se pode falar que ele preparou tudo para possibilidade da legalização. De acordo com O Dia, o resort projetado por Silvio Santos em 1998 já vinha com tudo para esse momento: shopping center, quadras esportivas, restaurantes e uma arena com capacidade para 5000 pessoas que pode ser coberta, virando casino. Seu sócio nesse investimento era precisamente um empresário de Las Vegas.

Veremos quem consegue o jackpot nessa jogada.

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Comments

  • Denise Armitnao C. 18/12/2017 at 17:01

    Muito interessante!

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  • Daniel Pardo 23/12/2017 at 21:28

    Outra proibição besta que deveria acabar aqui no Brasil é a de ter carros de passeio movidos a diesel no país, sendo que até na Argentina os carros já usam esse combustível há décadas e hoje com as tecnologias que se têm na fabricação de motores, esses motores a diesel em carros de passeio são muito econômicos e beeem menos poluentes do que há 30 anos atrás, por exemplo.

    Reply
  • Luciano 21/02/2018 at 04:48

    “Apesar de contar com a oposição da bancada evangélica, o movimento de legalização parece imparável.”

    Sabe o que eu acho mais engraçado nessa história? Igrejas de certa forma (permita uma licença poética) são cassinos, onde vende-se sonhos, o fiel paga o dízimo e em uma outra certa igreja, leva o melhor milagre aquele que paga mais. Então… eles podem faturar, as deixar as pessoas que queiram gastar seu dinheiro em outro lugar não. É realmente interessante esse ponto de vista da bancada evangélica.

    Oras pois pois… o dinheiro é meu, eu gasto-o como bem entender, não é um pastor que tem dizer se eu gasto meu dinheiro num cassino no na tenda dos milagres dele.

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