A Revolução Constitucionalista de 1932 conseguiu um feito em São Paulo que quase nenhum outro movimento político e/ou social conseguiu: a união de todos os paulistas, independente de suas ideologias em defesa da constituição e da liberdade.

Apesar desta revolta não ter causado tantos danos e mortos para os paulistas quanto a revolução anterior, de 1924, o movimento constitucionalista mexeu com o brio do povo de uma forma ímpar.

Tivemos batalhões de soldados negros, crianças se mobilizando para ajudar a causa revolucionária, mulheres trabalhando tanto quanto homens – algo incomum para a época – e até um pelotão de indígenas:

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Apesar de lembrados e mencionados em inúmeros livros, relatos e documentos da revolução são poucas as imagens que atestam a presença dos indígenas nos idos de 1932.

A imagem acima, extraída de um jornal paulistano, serve para ilustrar muito bem o esforço e dedicação dos índios na causa defendida pelo povo paulista.

De acordo com a nota, os soldados indígenas eram originários das tribos caingangue e guarani e ficaram concentrados para treinamento na já extinta Chácara do Carvalho, na região de Campos Elíseos.

Um importante achado!

Fonte:
Correio de S.Paulo – Edição 0059 –  23/08/1932 pp 06

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comments

  • PAULO GIMENEZ GONCALVES 07/05/2019 at 17:51

    De onde será que vieram esses indígenas?

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  • Carlos Antonio Lopes 07/05/2019 at 21:20

    Para os que não sabem, a Chácara do Carvalho ´localizava-se no que hoje é o final da Al. Barão de Limeira.

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    • Luiz Henrique 08/05/2019 at 08:16

      A Chácara do Carvalho ainda está no mesmo local. Algum tempo atrás, passei lá para contemplar o belíssimo imóvel mas praticamente não consegui: é que funciona no terreno um colégio moderno. Mas a construção antiga lá permanece e, com os portões da escola abertos, pude ver o casarão. Magnífico! Aliás, chegando lá, já próximo, da rua, pode-se ver as partes mais altas da construção.

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  • Nilton Divino DAddio 08/05/2019 at 08:06

    Arrisco dizer que vieram do extremo sul da cidade de São Paulo, região de Parelheiros, onde ainda existem alguns remanescentes.

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  • Aristoteles dos Santos Capucho 09/05/2019 at 19:48

    Muito interessante! Achei positivo!

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  • célia 09/05/2019 at 23:13

    Esta revolução foi cruenta e imbecil. Morreram muitos jovens, quase crianças. Você pesquise melhor o assunto e verá que jovens morreram de causas inglórias1

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    • Douglas Nascimento 10/05/2019 at 08:27

      Célia a Revolução de 1932, como qualquer conflito, teve suas baixas mas não foi um conflito sangrento como você diz. Pelo contrário, quem morava na capital, por exemplo, pouco notava a revolução em curso.
      Já o conflito revolucionário de 1924 por sua vez foi bem mais danoso e sangrento. Sobre a causa ser inglória, sugiro você pesquisar melhor. Abraços.

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  • vanialacerda2013Vania 10/05/2019 at 11:48

    Muito interessante saber desse pelotaão indigena!

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