Imóveis Antigos

Portão em Art Noveau – Rua Vitória, 595

Comments (25)
  1. Janice disse:

    Me esclareça uma dúvida, o prédio Sampaio Moreira , foi o primeiro prédio a ser construído em São Paulo, por que os créditos de primeiro prédio sempre vão para o Martinelli? que aliás é lindo, tive a oportunidade de ir até o terraço , é lindo a visão de São Paulo lá de cima….E sempre é uma pena saber que imóveis tão lindos vão abaixo, numa cidade que tem tudo para fazer a preservação….

    1. Olá Janice, na verdade nem um e nem outro.
      O primeiro é o Edifício Guinle, na rua direita, inaugurado em 1913.
      Por sua vez o Sampaio Moreira foi inaugurado em 1924 e o Martinelli em 1929.

      1. Janice disse:

        Que interessante, ele ainda existe?
        Obrigado pelo esclarecimento.

        1. Sim, fica ao lado do Mc Donalds da Rua Direita e hoje é uma loja de calçados nos andares mais baixos.

  2. Maurício Faria disse:

    Pelo que se entende do texto acima, o problema é falta de fiscalização e de punição. O problema não é a lei, mas sim fazer cumprir a lei. Foi nos oferecido um paradoxo: não pode onerar o proprietário, mas também não pode onerar a prefeitura? Ora, quem vai ficar com o ônus, então? O processo de tombamento tem que ser revisto por completo, mas isso resolveria esta questão?

    1. Maurício, em países desenvolvidos não há “ônus”. Salvo raríssimas exceções nestes lugares os proprietários sentem orgulho de possuir um bem histórico.
      Além disso a incentivos do governo para que os donos mantenham suas residências preservadas e há uma consciência em relação a importância do bem.
      Essa consciência passa pela educação em sala de aula, que nunca existiu por aqui e existe até em países como Peru, Colômbia e Uruguai.
      Abraços

  3. Marcelo disse:

    Puxa glórias aos céus por pelo menos o Castelinho da Brigadeiro ter sido poupado…ele é muito lindo e está muito bem preservado, se ainda não está tombado pelo Patrimônio Histórico o deveria ser, urgentemente, antes que alguém mande derrubar e construa um estacionamento no lugar ! Abraço Douglas !

  4. Ernani disse:

    Essa mocidade, em vez de protestar em favor de fazer rolezinho, deveria lutar e protestar contra essa barbaridade que estão fazendo com a cidade de São Paulo.
    A cidade já não aguenta mais a construção de tantos prédios e nem o excesso de carros.
    Estão acabando com tudo o que é antigo e belo. Tudo por dinheiro!

  5. Luiz Henrique de Souza Alineri disse:

    O edifício Sampaio Moreira não é simplesmente o “primeiro prédio”,mas sim o primeiro com uma altura mais elevada,por volta de 50 metros.Porém,o Martinelli,surgido mais tarde,chamou mais a atenção,destacou-se,por ter pouco mais que o dobro de altura.
    Quanto ao portão,acho que o dono do estacionamento “não percebeu” que ele é antigo.Esses indivíduos não sabem diferenciar as coisas.Para esses idiotas,são simplesmente casas,muros,paredes e…portões velhos.

  6. Vinicius Campoi disse:

    Puxa, sempre quis saber a história por trás desses portões! Já passei várias vezes por ali e imaginava mesmo um casarão art nouveau no lugar. Muito parecida com a história de um outro casarão em Campos Elíseos, contada no passeio do SP Antiga, do qual tb só sobraram as grades. E vejam só a nossa mendicância cultural: ambos demolidos nos anos 80 (pouquíssimo tempo sob uma perspectiva histórica) sem deixar uma foto sequer!
    Agora sobre a questão da política de preservação, concordo que muita coisa tem quer ser mudada, a começar pela ineficiência dos órgãos públicos (in)competentes. Mas, criar ou mudar leis, órgãos, conselhos etc nada disso resolve se não houver consciência da população sobre o preservacionismo. A esmagadora maioria da população não dá a menor bola para o patrimônio histórico, e isso se reflete nas atitudes dos políticos, empresários, funcionários públicos, do povo em geral que quando tem oportunidade detona seus imóveis antigos, demole, bota janelinha de alumínio…Não adianta culpar só o Estado, somos nós de uma maneira geral. O Sp antiga, a gente que comenta e fica indignado com essas barbaridades somos minoria. Façam um teste, comentem sobre algumas dessas demolições com familiares, amigos, colegas de trabalho e verão um pouco da indiferença, quando não até discordância com a questão da preservação. Ah, é só uma casa velha mesmo! Nesse sentido, só a educação patrimonial resolve, é um trabalho lento, de gerações.

  7. Tininha Romeu Corrêa disse:

    Por gentileza eu sempre fiquei mt curiosa para saber da história, e da data em q foi construído o castelinho da Brigadeiro, vc teria maiores informações?
    Mt obrigada

  8. Daniel disse:

    Douglas,

    Gostaria de parabenizá-lo por esse belo trabalho de divulgação. Encontrei essa página após efetuar
    pesquisas sobr o famoso “Catelinho da Rua Apa”. Também sou fascinado por essas “belezas do passado” porém acho, que, infelizmente, caso não haja uma significativa mudança na consciência das atuais e futuras gerações, essas perdas serão cada vez mais frequentes. Fica aqui uma sugestão: por que não organizar um site para os apreciadores dessas maravilhas da arquitetura, onde possam ser postadas fotos, relatos, enfim todos os detalhes relevantes, para, pelo menos no “mundo virtual”, essa memória fique registrada? Hoje essas informações estão dispersas na imensidão da rede, em sites que ora aparecem e desaparecem (cito aqui, por exemplo o site: Piratininga.org, o qual fui pesquisar sobre o Castelhinho da rua Apa, que segundo relatos desse site possuía fotos do mesmo, porém atualmente não se encontra mais no ar. Também gostaria de aproveitar para citar uma antiga lembrança pessoal: morei vários anos no Brooklin, e nos anos 70, me recordo de haver uma belíssima casa na esquina da rua Princesa Isabel com a rua Gabriele D’Annunzio. Essa casa também possuia o estilo de um “castelinho” o que fascinava as crianças, que como eu, residiam na região. Infelizmente, nessa época, crianças (eu devia ter 8 ou 9 anos) não tinham fácil acesso a máquinas fotográficas, (celulares com câmera, imagina!) tão acessíveis atualmente. Acabei por não registrar imagens dessa beleza. Saí do Brooklin em 2010, porém muito antes, imagino que já em meados dos anos 90 a tal residência já havia sido demolida, para dar lugar a mais um prédio como tantos outros… Durante anos
    procurei na rede alguma possível imagem/informação sobre essa casa e não encontrei nada. Se você conhecer algum site ou tiver alguma referência/informação sobre essa casa agradeceria muito! Abraços.

  9. Jorge Hidalgo disse:

    se já nos tempos da “revolução “””gloriosa”””” com todas as aspas, já foi assim, que dirá hoje que a democracia está mais para “demo” que cracia???? coisas dessa triste são paulo em que a lei não serve para nada, infelizmente…este é o desabafo de quem como eu ainda acredita que sem lei vivemos na barbárie…a prova aí está…

  10. Eu cheguei a ver esse casarão em pé, e tb fiquei surpreso quando passei lá um dia e o vi demolido.

  11. Marcio Jesus Hohenfeld Angelini disse:

    Douglas Nascimento quero antes de tudo parabenizá-lo pelo gesto de generosidade em virtude de querer defender com carinho toda a história de São Paulo através de seus antigos casarões.
    Se não houver memória, como contaremos a história desta nação? Será que só por palavras?
    Fica então a consciência de que é preciso preservar a memória de nosso país.

  12. resiak74 disse:

    Ontem passei pela rua Vitória e reparei nesse portão, lembrei de pesquisar e mais uma vez o São Paulo Antiga deu a resposta. Pela data de demolição do imóvel acredito que foi mais uma vítima das demolições que ocorreram após o Condephaat divulgar lista de tombamentos em junho de 1982.

  13. Helio disse:

    há fotos do casarão antes da demolição?

    1. Procuro há anos mas nunca encontrei, Helio…

  14. resiak74 disse:

    A Folha registrou a demolição em 1982 (ver acervo digital de 10 de julho de 1982 pag. 13) e na matéria há uma foto do casarão ainda de pé, a foto foi tirada pelos fundos do terreno (provavelmente de algum edifício da rua Aurora), dá pra se ter uma idéia de como era. No dia seguinte saíram mais duas fotos com a demolição em curso. O ideal seria recuperar essas fotos.

    1. Realmente, fui até o acervo e encontrei. Vou atualizar a matéria com aquela foto, que infelizmente está em péssima resolução.
      Obrigado pela dica.

  15. Cristiane disse:

    Olá Douglas,
    Moro do lado do terreno que tinha o casarão e fiquei muito triste de saber desta história, pela minha janela eu vejo vestígios do casarão. Sou uma pessoa comum, mas sei o valor que tem a história passada para o nosso futuro e sinto uma pena tão grande quando acontece essas coisas. Hoje ainda é estacionamento e tem duas saidas o portão ainda está la firme e forte mas o tempo é implacável vc sabe.
    Se quiser posso te mandar fotos dele do meu angulo,
    Parabéns pela sua matéria.
    Obrigada.

  16. João Ledo disse:

    Parabéns pelo artigo ! um único reparo : diz-se “Art Nouveau” (Arte Nova). A proteção do patrimônio edificado merece mais cuidados e carinho. Cada uma, ao seu nível, pode e deve agir para proteger estas jóias… Força ! E Feliz Natal !
    João Ledo

    1. Em Portugal escreve-se “arte nova” mas no Brasil usa-se “art nouveau” mesmo.

      1. João Ledo disse:

        Bem sei, mas o reparo é porque o Douglas escreveu Art Noveau, e não Art Nouveau.
        Desculpe fazer o comentário, mas não resisti por gostar muito dos seus artigos. (e para mais sou arquitecto e parisiense…) Feliz Natal para São Paulo e para os Paulistanos ! Um abraço !
        João Ledo

  17. LUIS ANTONIO TOBIAS DA SILVA disse:

    EU NASCI NA VITORIA E VARIAS VZS BRINQUEI AI NESSE CASARAO HOJE TENHO 48 ANOS ME ENCHE TRISTEZA SABER DISSO ,MORAVA EM UMA CASA ANTIGA TBM NO NUMERO 157 HOJE UM ESTACIONAMANTO NAO TENHO FOTO MAS ERA UMA CASA ENORME UM ABRAÇO

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