Continuando nosso giro pela cidade de Guaratinguetá, encontramos na Rua Marechal Floriano 32, um pequeno prédio antigo que nos chamou a atenção pelo estilo em art déco, muito destoante das demais construções vizinhas.

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A primeira coisa que observamos foi a péssima ideia de pintar de tinta azul este prédio antigo. A pintura original, que ainda está no andar superior da construção, é feita com massa de pedra, técnica muito comum nas contruções em art déco.

Entretanto, para baratear os custos de pintura, muitos proprietários de imóveis antigos desistem de manter a pintura original com o massa de pedra e acabam por passar uma tinta comum, que é incompatível com o estilo do prédio deixando-o com um aspecto estranho. Pintar só metade do imóvel piora ainda mais a situação.

Um outro detalhe chama a atenção no prédio, na porção mais alta da fachada:

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

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Observando a inscrição sobre a janela, é possível ler “Posto de Puericultura” o que indica que o local é um antigo posto médico. A puericultura, como subespecialidade da pediatria, preocupa-se com o acompanhamento integral do processo de desenvolvimento da criança. Era muito comum que toda cidade contasse com uma unidade dessa, principalmente na primeira metade do século 20. Com o passar do tempo foram sendo incorporados aos postos de saúde pública.

Estar atento aos locais que caminhamos, nos permite observar e encontrar detalhes que passam batido pelo caminhar apressado de nosso cotidiano, não é mesmo ?

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Paulo Henrique 28/07/2013 at 09:19

    Uma pena que o prédio além de descaracterizado em algum momento foi ‘dissociado’ da sua tarefa original provavelmente com alguma alegação de ‘concentração de recursos’ e ‘logística… provavelmente sem consultar os usuários e sem um retorno econômico adequado ao capital investido em sua edificação… e a memória segue sendo distorcida e destruída e assim não se forma um capital cultural e cívico necessário para a evolução da sociedade e não apenas a sua ‘mudança/agitação’… afinal… as vezes se mexe em tudo para que tudo possa continuar a mesma coisa… como dizia aquele personagem de “O Leopardo”…

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