Em um passado não muito distante, onde terrenos disponíveis para a construção civil não eram poucos e caros como atualmente não se havia a necessidade de erguer enormes edifícios residenciais com 20 ou mais andares para abrigar novos moradores. Eram outros tempos, onde os prédios eram menores, charmosos e com apartamentos amplos.

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E ainda hoje, muitos destes antigos prédios pequenos ainda existem espalhados pela cidade. Vários deles são encontrados nos bairros mais ao centro como Campos Elíseos, Luz, Bela Vista, Vila Buarque e Liberdade.

No número 120 da Alameda Ribeiro da Silva, bairro de Campos Elíseos, na mesma rua onde está localizado o belo e abandonado Palacete do Barão do Rio Pardo, encontramos um destes pequenos edifícios residenciais antigos, o Prédio João Carrieri.

Este prédio de dois andares é uma construção de meados do século XX e que tem tudo que os prédios antigos oferecem de bom e que hoje é tão difícil encontrar nos novos: apartamentos amplos, pé direito alto, janelas grandes e construção robusta. Aparentemente são 8 apartamentos, distribuídos em três em cada um dos andares superiores e duas unidades no piso térreo.

Fachada lateral do edifício

Ao observar uma construção elegante como esta em pleno centro de São Paulo, não é difícil se deixar levar pela imaginação para um cenário bem europeu, onde este tipo de construção é bem mais comum do que por aqui. A cada esquina que desbravamos a Cidade de São Paulo nos surpreende cada vez mais.

E quem teria sido João Carrieri, que dá nome ao edifício ? Se você tem alguma informação, não deixe de entrar em contato conosco e deixe seu comentário.

Veja mais fotos deste prédio (clique na miniatura para ampliar):

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Ugo Barberi Gnecco 06/02/2012 at 21:13

    Boa noite. Não sei até que ponto é uma necessidade construir prédios enormes, com pequenos e muitos apartamentos em cada andar. Na Europa, há um “cinturão” verde ao redor das cidades e elas apenas podem crescer até esse “cinturão”. Não se pode demolir construções antigas e onde pode-se demolir há um número limitados de construções, ou seja, se demolir dois prédios, poderá construir no máximo dois, de mesmo tamanho que os anteriores. E ninguém diz que isso é “frear o progresso” ou que é necessário mais e mais prédios…Se a Torre Eiffel ou o Coliseu fossem daqui (apenas p/ citar 2 exemplos), já teriam sido demolidas faz tempo, em nome dessa “necessidade” ou de sei lá o que. Obrigado.

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    • Joicy 08/02/2012 at 14:31

      Realmente no Brasil tudo é demolido…. Os casarões sempre caem em mãos erradas..Lamentavel.

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  • Rafael 01/03/2012 at 18:39

    Olá. João Carrieri foi meu avô e o predio até hoje pertence a nossa família. Meu avô era imigrante italiano e veio para o Brasil no começo do século XX. O predio foi construído em 1939 e tem 9 apartamentos ao todo, com 3 apartamentos por andar de 2 dormitorios e 70 metros quadrados (no terreo um deles tem só um dormitorio). A duras penas temos tentado manter seu estado original, mas como voces podem ver nas fotos, pixaram toda sua lateral. Com exceção da grade de ferro que tivemos que colocar por causa de assaltos, o predio é praticamente o mesmo há 70 anos.

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    • Daiana Carla Oliveira 18/03/2014 at 15:23

      Parabéns Rafael, continuem preservando, ele é lindo demais!

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    • Micaela Lopes 18/03/2014 at 15:34

      Que lindo pedaço da historia de nossa cidade, parabéns, espero que continue a preserva-lo.

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    • Carlos Villalba Racines 17/07/2014 at 21:17

      Sr. Rafael Carrieri, meu nome é Carlos Villalba, sou morador do predio que seu avô construiu, gosto de morar aqui, devido a sua localização e arquitetura. Mas tem um problema que deve ser resolvido com os moradores de rua que ficam o dia inteiro ao lado do predio, na Alameda Dino Bueno, fazendo barulho e sujando a calçada. O barulho é o mais invasivo já que se alonga no transcurso da noite, entendo que devem ser tomadas providencias na Prefeitura para conseguir solucionar esta situação. Gostaria de ter o apoio do Sr. para exigir da Prefeitura a solução deste problema.

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  • Rodrigo 28/03/2013 at 13:24

    O local é muito bonito, pena que a chinelagem acaba por tornar o local inseguro. A noite até tem o traficante colado na esquina do lado oposto. Maldita chinelagem, onde pisam, não nascem mais flores.

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