As profissões surgem de acordo com as nossas necessidades cotidianas. Algumas delas até persistem através de décadas e séculos, outras desaparecem após poucos anos e algumas, por sua vez, se modificam tanto que até lembram pouco de suas origens.

Fizemos uma seleção de algumas profissões bastante comuns em São Paulo nos últimos 120 anos para você poder conhecer um pouco de como era a vida do trabalhador em nosso passado. Será que conhece ou se recorda de alguma delas ?

O Limpa Trilhos

limpatrilhos

Conhecido também como engraxate de trilhos, a figura do limpa trilhos foi muito comum nas cidades que mantinham linhas de bondes, como este na foto, aqui em São Paulo. Além de observar eventuais defeitos ou problemas nos trilhos, eles caminhavam com um tambor de óleo nas costas para manter a linha de bondes lubrificada. Esta profissão hoje é extinta.

Vendedor de doces / Doceiros

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Esta é uma profissão antiga, mas que ao invés de ser extinta conseguiu adaptar-se aos tempos modernos. Presença constante nas ruas de São Paulo e de qualquer cidade brasileira, os vendedores de doces fazem a alegria da garotada. O do recorte de jornal acima, datado de 1914, vende sonhos. Já o da imagem abaixo, de 1919, vende de tudo um pouco.

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Vendedores Ambulantes

Quem hoje tem a facilidade de um supermercado, atacado ou sacolão perto de casa sabe que basta pegar o carro e ir até a loja para comprar o que precisa. Antigamente, a coisa não era tão fácil assim e ou você iria em uma mercearia ou dependia dos famosos ambulantes.

Os vendedores de rua caminhavam pelos bairros cada um vendendo o artigo de sua especialidade. De panelas a cebolas, trazemos alguns deles até aqui:

Vendedor de Bananas - Década de 30 (clique na foto para ampliar)

Vendedor de Bananas – Década de 30 (clique na foto para ampliar)

Vendedor de Cebolas e Alho - Ano de 1919 (clique para ampliar)

Vendedor de Cebolas e Alho – Ano de 1919 (clique para ampliar)

Vendedor de Galinhas - Ano de 1919

Vendedor de Galinhas – Ano de 1919

Peixeiro - Década de 40

Peixeiro – Década de 40

Vendedor de Vassouras - Ano de 1919 (clique na foto para ampliar)

Vendedor de Vassouras – Ano de 1919 (clique na foto para ampliar)

Vendedor de frutas em São Paulo (ano de 1958)

Vendedor de frutas em São Paulo – Ano de 1958

Reparador de urnas eleitorais

Já tem um bom tempo que nossas urnas eleitorais são eletrônicas, entretanto houve um tempo em que as mesmas eram confeccionadas em madeira. Isso requeria a existência de um profissional exclusivamente dedicado à manutenção das urnas, de maneira que elas estivessem prontas para a próxima eleição. Esses profissionais geralmente eram carpinteiros, como o da fotografia a seguir:

carpinteiroeleitoral

Tendas de ex-escravos

Após o fim da escravidão o Brasil se viu com milhares de ex-escravos espalhados por todas as cidades. Infelizmente não houve uma preocupação de dar um emprego decente a essas pessoas e boa parte delas se viram sem um trabalho. Alguns tinham algum dinheiro e abriram pequenos negócios para se manterem.

As chamadas tendas faziam parte do cotidiano de muitas grandes cidades brasileiras, como São Paulo. A foto abaixo, dos derradeiros anos do século 19, mostram a Tenda do Pai Ignácio, que vendia aves, pássaros, gaiolas, arapucas e cordas. Com o tempo muitas fecharam e outras viraram mercearias ou armazéns de secos e molhados.

tendapaiignacio-ervelho

O Jornaleiro

Ainda presente nos dias de hoje, a figura do jornaleiro mudou bastante do início do século 20 para o século 21. Se antes era comum encontramos os jornaleiros nas esquinas das ruas mais importantes, aos berros, anunciando e vendendo os jornais, hoje eles ficam bem confortáveis em suas bancas.

Muitos jornaleiros eram crianças, o que rendeu até a idealização do monumento Contando a Féria, localizado na Praça João Mendes. Entre os jornaleiros a figura mais famosa no centro de São Paulo foi Clóvis, que virou até cartão postal:

jornaleiro

Vendedor(a) de bilhete da loteria

Hoje temos uma grande diversidade de jogos disponíveis nas casas lotéricas. Mesmo assim sempre nos deparamos com a figura do vendedor de bilhetes, geralmente da loteria federal. A foto abaixo é da década de 50.

vendedoradeloteriaanos50

Entregador de leite a domicílio

Apesar de rara, essa é uma profissão que permanece na ativa tanto na cidade de São Paulo como muitas outras cidades. Antigamente muitas das casas tinham em seus muros além da caixa do correio a caixa para entrega de pão e leite (clique aqui para ver um bom exemplo).

O leite era entregue em garrafas de vidro retornáveis e depois foram substituídas pelas embalagens em sacos plásticos. Atualmente o leite a domicílio é entregue ou em garrafas plásticas ou nas embalagens longa vida. A fotografia abaixo é de um entregador do Leite Vigor na década de 30.

clique na foto para ampliar

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Transporte Escolar

Engana-se quem pensa que o transporte escolar é algo das últimas 3 ou 4 décadas. Levar e trazer alunos para a escola é uma profissão bem antiga. A fotografia abaixo, dos anos 1910, mostra um tio da perua, ou melhor, da carruagem, levando de volta para casa crianças do extinto Colégio Des Oiseaux, em São Paulo. Não parecia ser um transporte lá muito seguro…

transporteescolar

O fotógrafo e a ovelha colorida

De todas as profissões citadas neste texto, resolvi deixar esta por última pois já julgava que estivesse extinta, ao menos em uma cidade grande como São Paulo. Entretanto, me surpreendi ao encontrar esses dois homens caminhando junto de uma ovelha colorida na zona leste de São Paulo.

Sim, eu acho uma maldade pintar a ovelha de rosa e amarelo, e também acho indigno ao animal leva-lo por vários quilômetros para trabalhar. Mas é inegável que o fotógrafo da ovelha colorida é algo completamente curioso e perdido no tempo.

Quando conversei com o fotógrafo ele me contou que herdou a profissão do pai e trabalha com isso há mais de 30 anos. A fotografia sai por R$10,00 e ele anota o nome e endereço do cliente em uma pequena caderneta, passando 15 dias depois no mesmo local para receber e entregar a foto, que é feita em uma velha câmera de filme.

Há muita gente que fez foto com essas ovelhas no passado.

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De todas estas profissões que mencionamos aqui qual delas você se lembra e de qual você nunca ouviu falar ? Já tirou foto com a ovelha colorida ? Mande para nós publicarmos!

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Sandra 04/11/2015 at 18:42

    Eu lembro do vendedor de quebra queixo, era um doce branco e rosa,duuuuuro que só mordendo hahaha,saudades boa.

    Reply
    • Igor Nascimento 05/11/2015 at 01:09

      Mas ainda existe vendedor de quebra queixo.

      Reply
      • Douglas Nascimento 05/11/2015 at 07:54

        De quebra queixo eu vejo, mas não desse colorido mencionado aqui, que parecia um chiclete…
        Aliás se alguém sabe onde tem esse eu ia adorar ir atrás para comer e saber como se faz!

        Reply
        • Marina 05/11/2015 at 14:04

          Eu sempre via la na região do Bom Retiro, hoje em dia eu não sei se ainda tem.

          Reply
    • danielpardo2015 06/11/2015 at 21:03

      Na década de 80, quando eu era criança tinha esse tipo de quebra-queixo rosa, acho que eu fui da última geração a comer quebra queixo desse tipo, mas o que mais me surpreendeu é que em 1919 já existia vassouras como conhecemos hoje e inclusive tinha a vassoura de pelo.

      Reply
    • Maria de Lourdes Miranda 16/05/2016 at 16:47

      Lembro do cabeleleiro debaixo de uma árove: o cabeleleiro, sempre do sexo masculino, vinha com uma maleta preta, um banquinho e cortava o cabelo de meninos e meninas , ele colocava um lençol pequeno no pescoço pra não sujar. Lembro também que na sequencia, pelo menos uma vez na semana, tinha um vendededor de gibis usados, ele vendia ou trocava, ele vendia tambem uma deliciosa geleia de mocotó de corte. Doce tempos.

      Reply
  • Fulvio 04/11/2015 at 19:21

    E os desentupidores autônomos que ficavam na Rua Riachuelo? Sobre os vendedores de bilhetes da loteria, até 2013 tinha um senhor que oferecia bilhetes para funcionários de empresas em Pirituba, Jaraguá e região. O que mais me impressionava era a memória dele, pois se cliente falasse um número preferido, o bilheteiro sempre trazia o bilhete com os números preferidos. Infelizmente eu não sei o nome desse bilheteiro, pois sempre o chamávamos de Tio do Bilhete, sei que ele morava em Santana de Parnaíba.

    Reply
  • Rogerio 04/11/2015 at 19:26

    Sensacional!

    Estou compartilhando como sempre!!

    Parabéns Douglas!

    Reply
  • Jayme Correa 04/11/2015 at 20:07

    Vendedor de Biju também já era.

    Reply
    • Douglas Nascimento 04/11/2015 at 20:31

      Vi um no Butantã tem poucas semanas, com aquela famosa matraca pra chamar a clientela (clac clac clac)

      Reply
      • Ricardo Sacco 05/11/2015 at 11:57

        Tem um em pleno cruzamento da Rua Camargo com a MMDC, assim como eventualmente onde termina a Av. Waldermar Ferreira e inicia a Afrânio Peixoto. Tudo no Butantã.

        Reply
        • Douglas Nascimento 05/11/2015 at 21:40

          Se for o cara do biju eu já comprei dele, é um senhor…

          Reply
      • Rodrigo 05/11/2015 at 17:58

        Na vila Leopoldina/Hamburguesa sempre passa um aos sábados

        Reply
      • Saulo Agostinho 06/11/2015 at 16:50

        Douglas,

        Com a matraca eu também ainda veja de vez em quando, mas eu nunca mais vi vendedor de biju com aquele latão alto onde pendurado nas costas onde guardava o biju.

        Abçs

        Reply
  • patricia 04/11/2015 at 20:52

    parece que tudo que se passava na Antiga SP era maravilhoso!!!

    Reply
  • heitor felippe 04/11/2015 at 22:35

    Douglas, simplesmente ESPETACULAR, voce está de parabens pelo artigo. Heitor (78 anos)

    Reply
  • Mitsuo 04/11/2015 at 22:46

    Tem também o afiador de facas com aquele apito que fazia um barulho unico e reconhecivel a quarteirões.

    Reply
  • Marcos Silva 04/11/2015 at 23:06

    Me lembro dos garotos que vendiam pirulitos em forma de cone.

    Reply
  • Sergio Massaro 05/11/2015 at 00:42

    Caro Douglas
    Vc sempre é demais! Mas frequentemente “exagera”, como nessa coletânea das velhas ocupações… fiquei felicíssimo com esse post !
    Como complemento sonoro, aconselho seus leitores a ouvirem a marchinha carnavalesca de 1942 chamada “A mulher do leiteiro”; há registro da mesma no youtube na voz da Aracy de Almeida.
    No carnaval do mesmo ano a dupla “Joel e Gaucho” lançou a “A mulher do padeiro” ! A marchinha da Aracy fala mais especificamente da profissão sofrida, já a música da dupla é mais maliciosa … mas vale ouvi-las !

    Reply
  • Edson 05/11/2015 at 00:42

    Parabéns Douglas por esse maravilhoso trabalho que vc faz!

    Reply
  • Doris Bonini 05/11/2015 at 02:02

    Voce já foi em Aparecida do Norte ? Na Basilica antiga existe um fotografo que fotografa as crianças em cima de um cavalo ( de brinquedo ) com pele de onça… Gosto de fotografar e tenho uma pequena coleção desses personagens de rua. Tenho uma foto de um vendedor de “espanador” que é muito parecida com a que vc postou do vendedor de vassoura. Agora, a foto que deu origem a “minha série” foi um senhor, em belo horizonte, consertando , na rua… sombinhas !

    Reply
  • Patrícia 05/11/2015 at 03:58

    Todos os dias na rua de casa passa o vendedor de alho e temperos , as vezes o vendedor de pamonhas e panelas de alumínio. E como me recorda a infância!

    Reply
  • Luiz Henrique 05/11/2015 at 08:05

    Existia também o fotógrafo que ia de casa em casa oferecer o serviço, que poderia ser ampliado e colocado em moldura. Também era comum que essa foto fosse pintada. Fazia-se um “desenho” da fotografia, emoldurava-se e lá ia ela para a parede.

    Reply
  • silvia 05/11/2015 at 08:38

    Não foi citado o amolador de facas e alicates, nem o que tirava a sorte com um periquito, tocando música girando manivela.

    Reply
    • Douglas Nascimento 05/11/2015 at 09:15

      Vamos fazer mais outro artigo sobre isso, incluindo outras profissões.
      O homem do periquito ainda existe, todos os sábados à tarde um deles fica caminhando com seu realejo dentro do Shopping Center Norte.

      Reply
      • SavianoMarcio 05/11/2015 at 11:08

        Tem um que ainda fica na praça da Liberdade aos domingos, acho que sábado também.

        Reply
      • Rodrigo 05/11/2015 at 18:00

        Douglas, você tem em seu acervo algo sobre as lavadeiras da cidade? Ficavam às margens do Rio Tamanduateí… tenho uma lavanderia (Antiga Lavanderia de Bairro) e gostaria de fazer uma homenagem àquelas senhoras. Abs

        Reply
      • Paulo Schwartz 06/11/2015 at 13:51

        Dentro do shopping? frequentei durante algum tempo esse shopping, ficava num hotel próximo, parei de ir em março desse ano se não me engano, nunca cheguei a ver. Abç.

        Reply
  • Doris Pinheiro 05/11/2015 at 09:33

    Moro no Brás e ainda temos afiador de faca, vendedor de biju, de vassoura. Quando criança, recebíamos o pão em casa e havia também o peixeiro, que vinha numa carroça com compartimento fechado recheado de gelo e puxada por um cavalo. Havia também o vendedor de algodão doce.

    Reply
  • Antonio Lagoa Filho 05/11/2015 at 10:30

    O leiteiro. Lembro de entregadores de leite em carroças puxadas a cavalo e de vendedores de leite que tinha a vaca no curral. Na Rua Cotoxó, Pompéia, tinha uns dois desses currais. Quando eu ficava na minha avó, eu ia la buscar.

    Reply
  • flavia r s franco 05/11/2015 at 10:40

    Super interessante . Parabens

    Reply
  • Eduardo Oliveira dos Santos 05/11/2015 at 11:10

    Meu tio vendia cocadas por S. Paulo na decada de 60. Até hoje tem um moço que vende pudim de leite na Praça da Sé, na esquina com a Barão de Paranapiacaba. E tem um senhor bem velhinho que vende cocadas na Rua frei caneca, próximo a Avenida Paulista

    .

    Reply
    • Emerson de Faria 07/11/2015 at 08:28

      Meu tio e meu avô vendiam churrasquinho no Tucuruvi nos anos 70. Minha mãe vende cosméticos de porta em porta até hoje.

      Reply
  • SavianoMarcio 05/11/2015 at 11:16

    Adorei a matéria, parabéns! Me lembro bem da ovelha colorida, tenho até foto com minha irmã e primos nela, hehe.

    Amei o anuncio do vendedor de sonhos “engogitar um estomago que não esteja habituado com essas violencias” hilário!

    E ocupações que vocês poderiam pesquisar se existiam antigamente são os vendedores de produtos de limpeza e de caranguejos

    Reply
  • JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA 05/11/2015 at 11:20

    È, estou ficando velho mesmo. Exceto a “van a tração animal” e o reparador de urnas, vi, ao menos uma vez alguém exercendo essas profissões. Quando pequeno eu ficava curioso para saber o que fazima aqueles sunjeitos com aqueles rolos enormes bambu na Rua Riachuelo ao lado sa SABESP. Só mais tarde percebi que eram desentupidores. Poderia ser citada, também, entre as profissões extintas, os técnicos que consertavam maquinas de escrever. Alguns iram aos escritórios e domicilios prestar o serviço. Houve um que, durante trinta e cinco anos reparou minhas velhas Remington e Royal portátil que me serviram bravamente durante quarenta anos.

    Reply
  • Simone Valerio 05/11/2015 at 11:46

    Para ilustrar os entregadores de leite, lembro do lindo poema de Carlos Drummond de Andrade – “A Morte do Leiteiro”. Esse poema fez parte de meus estudos de Língua Portuguesa na 7a. série em 1980. Nunca mais me esqueci. É belíssimo, vale a pena ler.

    Reply
  • Enrico 05/11/2015 at 13:44

    O que mais me chamou a atenção é que em todas as fotos as ruas estão limpas, sem presença de papéis, guimbas de cigarro e lixo em geral, retrato de outra época, outra educação…

    Reply
  • heitor felippe 05/11/2015 at 14:53

    Na rua Catumby, no Belemzinho, tinha um japones que carregava um pequenio tambor, nas costas, pintado de verde e que vendia pizzas em pedaços. era feita com uma massa grossa e tinha com dois sabores: aliche ou mussarela.Era uma festa quando ele chegava.Eu devia ter uns 10 anos de idade.

    Reply
    • Douglas Nascimento 05/11/2015 at 21:41

      Que época isso Heitor ?

      Reply
      • heitor felippe 09/11/2015 at 23:54

        Douglas, deve ter sido entre 1946 e 1947.

        Reply
  • Hiram Rodrigues de Almeida 05/11/2015 at 15:02

    Eu conhecí pessoalmente algumas delas.

    Reply
  • Alziro de Paiva 05/11/2015 at 17:58

    Douglas, boa tarde.
    Mais uma excelente e simpática matéria, parabéns.
    Não li todos os comentários então não sei se já foi lembrado, mas tem 2 profissões que não vejo a muitos anos.
    Amolador de facas e tesouras, com aquele assobio tradicional e o homem do Realejo.
    Grande abraço.

    Reply
  • JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA 05/11/2015 at 20:27

    Suprimiram-se alguns comentários, inclusive o meu. Há algum problema com o Site ?

    Reply
    • Douglas Nascimento 05/11/2015 at 21:42

      Já foram pro ar, todo mundo ficou fora do escritório hoje! 😀

      Reply
  • William Lima 06/11/2015 at 00:41

    Aqui onde moro, em Itapira-Sp, tem um elegante senhor que anda á pé pela cidade levando uma grande caixa com variados doces caseiros para vender, que são muito bons, por sinal..

    Reply
  • Renato 06/11/2015 at 09:13

    Parabéns por mais este excelente artigo.

    O que me surpreendeu foi o limpa trilhos.

    E me lembrei do garrafeiro que, a princípio, não andava a pé, mas quando sua carroça ficava cheia de sucatas como garrafas, jornais e outros itens a nós inserviveis, passava a caminhar puxando o cavalo pelo cabresto.

    Reply
  • Rogerio Kezerle 06/11/2015 at 09:52

    Quando eu era pequeno e morava em Pirituba e depois na Vila dos Remedios, passavam vendedores de tudo. Quebra queixo, sorvete Skimel (delicia), peixeiro, fruteiro, verdureiro, etc…
    Depois mudei de SP e quando voltei fui morar em predio e não vi mais isso. Agora moro em uma casa de rua no Butantã e voltei a conviver com esses vendedores. O peixeiro foi proibido. Mas verdureiro, fruteiro, vendedor de ovos, sorveteiro, amolador de facas, vendedor de bijú, de ovos, produtos de limpeza, vendedor de pães, ainda passam por lá. Acho ótimo esse comercio.

    Reply
  • Luiza Mafalda Guasco Peixoto 06/11/2015 at 10:39

    Na rua em que morava no Carandiru, isto mais ou menos em 1962,comprávamos carne, peixe, pães,bolachas, roupas tudo na rua. Minha mãe vendeu jóias de porta em porta.

    Reply
  • Paulo Schwartz 06/11/2015 at 15:37

    Não sei aí em Sampa mas aqui no Rio havia o tripeiro, vendia figado e tripa de boi em um carrinho na rua. Aquela foto do vendedor de galinhas é no Rio, no bairro de Santa Teresa. Abç.

    Reply
  • Emerson de Faria 06/11/2015 at 15:48

    Matéria brilhante que retratou muito bem o quanto éramos felizes naquele tempo e muitas vezes nem dávamos conta. Faltaram apenas o vendedor de raspadinhas que fazia a alegria da molecada e o vendedor de produtos de limpeza e sua indefectível C10, este último ainda hoje visto em algumas regiões da cidade. Outro tipo bastante comum na periferia eram os moleques que faziam carreto com seus enormes carrinhos de rolemã nas feiras livres e alguns supermercados.

    Reply
    • Douglas Nascimento 06/11/2015 at 16:12

      Minha avó mora na Vila Granada e lá compra produtos de limpeza de um homem chamado Vagner e que passa pelo bairro com um C10. E o jargão ? “Sabããão, Cera líquida, pasta de brilhoooo” rs

      Reply
      • Emerson de Faria 07/11/2015 at 08:04

        Pois é, na Vila Guilhermina também tem um do qual a minha mãe também compra produtos de limpeza. Trata-se de um clássico paulistano ainda em plena atividade.

        Reply
        • Douglas Nascimento 07/11/2015 at 12:25

          Se bobear é o mesmo, já que é a mesma região (desde que atravesse a linha do trem e metrô)

          Reply
          • Emerson de Faria 07/11/2015 at 20:35

            Será o mesmo? É bem provável!

  • Emerson de Faria 06/11/2015 at 15:53

    Na Vila Guilhermina havia até pouco tempo um vendedor de pães que percorria as ruas do bairro numa bicicleta, hoje de vez em quando eu vejo um de moto mas não é o mesmo que andava de bicicleta.

    Reply
  • danielpardo2015 06/11/2015 at 21:05

    Aliás, a Praça Clovis no centro de São Paulo tem esse nome em homenagem ao jornaleiro???

    Reply
    • Douglas Nascimento 07/11/2015 at 12:23

      Olá Daniel, não…
      A praça é uma homenagem a Clóvis Beviláqua, que foi jurista, legislador, filósofo e historiador brasileiro.

      Reply
      • danielpardo2015 10/11/2015 at 21:29

        Putz !!!! é mesmo!!!!!, “Brisei”…

        Reply
  • JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA 06/11/2015 at 21:21

    Lendo novamente este post, lembrei-me que também exerci profissões extintas. Era datilógrafo (ate hoje não me entendo muito bem com teclados, basta ver alguns lapsos nos meus comentários). Mas, antes disso, era vendedor de rolos de barbante e “durex” em lojas de bairro. Quem tem mais de 40 anos deve lembrar que não existiam as malfadadas sacolinhas plásticas, tudo era embrulhado com papel e fixado com fita adesiva (“durex”) ou amarrado com barbante. Nos supermercados levávamos os produtos dentro de grandes sacos de um papel pardo e grosso. Incômodos para transportar, mas eram bem melhores que as tais sacolinhas de hoje.

    Reply
    • Emerson de Faria 07/11/2015 at 20:34

      É verdade. Mas esses sacos de papel não podiam ser reaproveitados como sacos de lixo tal como as sacolinhas plásticas.

      Reply
  • Antonio Augusto Pedroso 06/11/2015 at 22:54

    Morei no bairro do Carandiru muitos anos, próximo à estação do metrô e à antiga Casa de Detenção, nos 70 e 80. Nessa época havia um rapaz que vendia carnes de porta em porta em um velho Jeep, com um compartimento refrigerado na parte traseira. Anos depois soube que ele faleceu, até de forma trágica. Ele era conhecido como “João da Carne”.

    Reply
  • Ricardo W. Fonseca 07/11/2015 at 00:27

    Muito saudosa a reportagem. Fui criado em Goiânia, Goiás. Meu pai era dono de um hotel no centro da cidade desde os anos 50 até a metade dos anos 70, Hotel Fonseca. Era fornecido refeições aos hóspedes e pessoas de fora. E com isso havia muito resto de comida que ia sendo jogado em uma lata (lata mesmo, não havia plástico) e todos os dias passava um senhor em sua carroça que tinha criação de porcos e coletava em latões aquela que chamávamos de “lavagem” para alimentar seus porcos. Curiosidade, um deles era pai de uma dupla que viria a ficar famosos cantores de música sertaneja. Me desculpe prometo lembrar o nome deles e coloco em uma futura pastagem. Minha infância foi nos anos 60. Havia também os vendedores de leite com seus latões enormes que derramavam em nossas vasilhas também de lata. Direto da fazenda. Tempos bons.

    Reply
  • Emerson de Faria 07/11/2015 at 08:23

    Outro clássico que muitas vezes acordavam a gente nas manhãs de sábados e domingos é o vendedor de pamonha – “Pamonha, pamonha caseira, pamonha de Piracicaba, pamonha do mais puro creme de milho…”

    Reply
  • Mariza Saccomandi 07/11/2015 at 13:12

    Com 64 anos de idade, sim, me lembro de várias dessas profissões! Show de trabalho, Douglas! Tendo nascido e crescido em uma casa no começo da Rua Voluntários da Pátria em Santana, pude coviver com o vendedor de bananas, o peixeiro, o verdureiro, o leiteiro.. Um tempo de simplicidade, sem tanta ” frescura “, que é muito bom lembrar… Ah! E tinha o ” Realeijo “, com o periquito que tirava a sorte! Esse, de vez em quando, surge em algum ponto da cidade… Muito bom!

    Reply
  • Antonio Augusto Pedroso 07/11/2015 at 20:41

    Na Vila Maria ainda tem um senhor que passa nas ruas a pé vendendo bambus…seu jargão é “bambuzeirooooooo”…

    Reply
  • Luciano 08/11/2015 at 05:04

    Ahhhh… aqui onde moro (interior de são paulo) ainda é muito forte a figura do vendedor de porta em porta. Tem vendedor de: Ovo (que passa com um carro com uma gravação hilária), produtos de limpeza, Doces (hoje em dia trufas, doce de leite, cocada, bala de coco, etc), Panelas, tem também a figura icônica de um senhor que anda com uma perua combi, que é o consertador de panelas. O senhor carrega uma mini oficina dentro da combi. Tem também vendedor de frutas, e de vez em quando aparece o peixeiro, ao berros no microfone… olha a sardinha, sardinha, sardinha fresquinha… tem corimba, tilápiaaaaaa, cascuuuuuudo… olha o peixe, peixe, peixeeeeeeeiro… vendedor de churros, vendedor de vassouras… ufa… e mais um monte que esqueço ou se for ficar citando tudo aqui dá uma lista enoooorme.

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  • Marcio Cezar Rodrigues 08/11/2015 at 11:03

    Por ter nascido em uma região mais para a periferia de São Paulo pude conviver e saber de muitas destas profissões. Ainda lembro de algumas como as senhoras que vendiam cocadas com tabuleiros na cabeça, as cuidadoras de crianças, os gelinhos ou sacolés feitos em casas, os tintureiros e alfaiates de bairro, mas lembro do meu avô paterno que era consertador de panelas e fogões nas ferias da Vila Prado, Santa Maria e Vila Nova Cachoerinha. Ah e minha vó Ofelia também trabalhava na feira vendendo temperos e pimenta moída na hora com moedor preso nas caixas de entregas de laranja. Lembro que comprava-se de tudo na região da 25 de Março e Rua Santa Rosa e depois vendia-se em casa !!! Muito bom esse relato Douglas !!! Parabens!!!!

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  • Jacques 11/11/2015 at 00:32

    Boa Noite para todos e em especial, parabenizo-te Douglas, por esse excelente trabalho de memória, pois creio que povo que não tem memória, não tem história.
    Sou gaúcho, e em São Leopoldo/RS, onde nasci e vivi grande parte da minha vida, a realidade existente era semelhante. Lembro-me do leiteiro, do verdureiro, do jornaleiro, do padeiro e de tantos outros ‘eiros’ com muita saudade.
    Atualmente, moro na cidade de São Carlos/SP e, embora seja uma cidade bem desenvolvida, ainda conta com figuras históricas, como afiador de facas, verdureiros e outros ícones do passado.
    Eu, particularmente, compro, semanalmente, verduras e frutas, “diretamente da porta de casa’, de um senhor, que todo sábado pela manhã, passa com sua velha e querida Kombi, surrada, mas recheada de frutas e verduras.
    É uma pequena volta à infância…bons tempos…

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  • Roland-José Scaff 11/11/2015 at 00:59

    O da Ovelha colorida eu vi ele uma vez numa dessas ruas perto do Itaquerão (foi nesste ano).
    Eu via um vendedor de réstias (coletivo de cebolas) nas déc. de 80 e 90 na Al. dos Maracatins x Av. dos Bandeirantes-Moema.
    Eu lembro da caixa do correio e da porta de lado dessa mesma caixa para receber o leite. De vez em quando e recentemente, vi um vendedor de Biju, só não lembro se foi na Av. Brasil- Jardins ou se foi na travessa da Av. dos Bandeirantes, próximo a ponte que passa na Ver. José Diniz para acessar o Brooklin Novo.
    No Guarujá na década de 70 tinha passeio de charretes na R- da Praia, Praia de Pitangueiras- Centro.
    Eu vi a alguns anos atrás um desses que tiram a sorte com um Papagaio e não é que ele tira certinho a sua sorte.
    Já vi esses vendedores de produtos de limpeza em carros velhos.
    Você não citou os Vendedores de Mandioca, que passam com carrinhos de mão.
    De vez em quando vejo o Vendedor de Pirulitos, vestidos de Palhaços.

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    • Jacques 11/11/2015 at 15:48

      Roland, Boa Tarde!
      É verdade!
      Esqueci muitos, mas realmente os vendedores de mandioca ( lá no RS, chamamos de aipim…kkkk ) são personagens que chamaram-me a atenção, pois eram peculiares. Lembro-me, que era guri novinho e ia com a minha avó Alice, escolher os aipins, para preparar aipim frito a fim de tomar com o café da tarde.
      Café da tarde ? O que é isso?
      kkkkkk

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  • Elisangela Marchioni Rojas 11/11/2015 at 12:25

    Muito bacana! Não sei se interessa: na rua 12 de outubro, na Lapa, há um homem que afia facas, alicates e outros metais na calçada. Ela está todos os dias lá com seus apetrechos e é bem conhecido na região.

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  • Daniel Fiodorovas 15/11/2015 at 00:11

    Olá Douglas !!

    Primeiramente Parabéns pelo site.

    Eu tenho uma foto com aquelas ovelhas, mas infelizmente é daquelas
    que se chamavam binóculos por isso não tem como publicar
    tenho 47 anos e na foto eu não tinha nem dois anos.
    Eu morava na vila carrão e todos os dias sempre passava vendedores
    ou prestadores de serviços.
    Vendedores da Barsa quem ai se lembra, aqueles que compravam
    garrafas me lembro de um senhor que morava perto da minha casa
    que tinha um carrinho que era uma mistura de bicicleta com maquina
    de fazer algodão doce ele parava e havia um sistema onde destravava
    os pedais das rodas e girava como se fosse um tipo de panela onde
    ele colocava o açucar o algodão começava a se formar, que saudade!!

    Douglas, uma dica havia os vendedores de barras de gelo quando
    não havia geladeiras elétricas.

    Valeu Grande Abraço !!!

    Reply
  • Claudio Bassi Elias 19/11/2015 at 21:45

    Me lembro do consertador de fundo de bacias de chapa galvanizada. Ele andava com uma frigideira na mão batendo com pedaço de ferro. Nas costa uma caixa de madeira cheia de pedações de folhas de flanders e um maçarico a gás para efetuar os reparos. As bacias furavam no fundo devido ao atrito com o chão. Daí esperava-se o dia em que o sujeito vinha batendo a frigideira e era feito o remendo.

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  • Paty 26/11/2015 at 11:50

    Que ótimo!
    Vivo no Centro de SP há muitos anos, portanto quase não vi esses vendedores de porta em porta, mas em Sorocaba, Itapetininga e região ainda têm muitos vendedores, o senhor que conserta panelas, o vendedor de doces, de vassouras…

    Reply
  • Vinícius Ferreira 02/12/2015 at 23:55

    Na rua onde moro ainda existe o tintureiro, que passa todas as segundas-feiras pegando as roupas, e as quintas devolvendo. Além do vendedor de bambu e o de pães.

    Reply
  • Sebastião 06/12/2015 at 00:30

    Tenho uma foto da minha mãe e meu irmão mais velho com uma dessas ovelhas coloridas.
    A figura do charreteiro e do telegrafista também entraram em extinção.

    Reply
  • Sebastião 06/12/2015 at 00:40

    Tem também as datilógrafas, tão comuns nos escritórios e no serviço público de outrora.

    Reply
  • José Carlos Martinez Serrote 11/01/2016 at 17:12

    Fantástico !

    Reply
  • Junior Jr. 23/01/2016 at 22:36

    Uma figura curiosa era a do fotógrafo com cisnes, barquinhos e carrinhos no litoral de SP, principalmente em Praia Grande, Santos e São Vicente. Seu que não tem muito a ver com o cotidiano da Capital, mas certamente marcou a infância de muitos paulistanos (e paulistas).

    Reply
  • claudia claros 20/04/2016 at 12:39

    Na década de 90,passava na minha rua um senhor e sua Kombi de doces,depois q ele faleceu nunca mais vi.

    Reply
  • Ricardo Luis Silva 15/08/2016 at 21:26

    Olá Douglas. Parabéns pelo site, sempre dou uma olhada nas suas postagens. Sou professor de arquitetura e trato bastante da questão dos vendedores de rua antigos. Você saberia dizer quais os fotógrafos das fotos postadas?
    Abraço

    Reply
  • Alfredo Moya 05/04/2017 at 09:25

    Olá adorei seu trabalho… qualquer Paulista, em qualquer lugar que seja da grande São Paulo deve se lembrar do vendedor de Pamonhas ( “Olha aí, olha aí freguesia. São as deliciosas pamonhas de Piracicaba . Pamonhas fresquinhas, pamonhas caseiras. É o puro creme do milho verde”); também me lembro do vendedor de BOLACHAS, BOLACHAS, BOLACHAS, e, ainda, não tem como esquecer a carro (“perua”) que trocava garrafas por pintinhos.
    Parabéns e sucesso

    Reply
    • Nilton Divino DAddio 19/02/2018 at 14:52

      Aqui onde moro, no bairro do Tremembé, no extremo norte da cidade, que hoje é um exportador de febre amarela para todo o Brasil, anida passa o vendedor de de pamonha, pamonha quentinha, só que vem de automóvel e usa auto falantes elétricos. Mas a pamonha continua quentinha, feita na hora.

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  • Mariana Estevam 05/06/2017 at 11:41

    Bom dia, Douglas!

    É possível identificarmos o local onde foi fotografado o “vendedor de vassouras?.
    Muito obrigada.

    Mariana Estevam

    Reply
  • Nilton Divino DAddio 19/02/2018 at 15:02

    E o entregador de barras de gelo? Usavam um furgão e entregavam barras de gelo nas casas que possuíam geladeira, ou melhor dizendo, caixa de gelo ou icebox.
    Era um móvel que possuía duas partes independentes, sendo que na parte de baixo, guardava-se as barras de gelo e na parte superior, os alimentos que se pretendia manter refrigerados. Conheci uma dessas “geladeiras” na casa da minha vó, isso por volta de 1950. Será que a gente descobre uma foto dos entregadores, que usavam um ganchão de ferro e luvas grossas, para retirar o gelo do furgão e “jogá-lo” na porta das casas?

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  • Álvaro da Cunha Caldeira 20/02/2018 at 11:07

    Havia também o vendedor de leite de cabra tirado na hora. Ele andava acompanhado de umas 10 cabras com guizos no pescoço e lavava-lhes as tetinhas na água da sarjeta mesmo. Vi-o pela última vez na década de 60.

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  • Sílvia Furtado 18/07/2018 at 20:16

    Boa noite, Heitor, parabéns pela matéria, feliz em saber, pelos comentários, que aí vem mais! Cheguei a você pesquisando, tentando encontrar as memórias de minha mãe, de 90 anos. Em sua infância no bairro do Belém, segundo seu relato, passava no final da tarde um senhor com um carrinho de mão que proclamava o bordão: batata assada ao forno, batata assada ao forno, doce, doce! A criançada corria e lambuzava! Você tem algo sobre isso?

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