O território brasileiro é conhecido pela sua vasta floresta amazônica, habitat de 20% das espécies conhecidas no mundo.

A Amazônia é habitada por mais de 40 mil espécies de plantas, 2.5 milhões de espécies de insetos e mais de 400 espécies de mamíferos, no entanto, estima-se que esta vasta floresta tropical sul-americana possa ter ainda cinco milhões de espécies ainda por descobrir, segundo especialistas.

O Brasil é um país vasto em diversidade animal dadas às suas condições ideais para crescimento e desenvolvimento de ecossistemas, acabando por ser uma das maiores concentrações de vida selvagem do mundo.

O que uma vez foi um país vasto apenas em fauna e flora, é agora ocupado por zonas urbanas e metropolitanas que reduziram consideravelmente o espaço florestal do Brasil. Sendo um dos países que perde mais zonas florestais por ano devido ao desmatamento, que cada vez mais ameaça as diversas espécies animais e de plantas presentes ao longo do território nacional.

Em 1500, a região de São Paulo era ocupada por uma floresta tropical com uma enorme variedade de espécies, sendo um ponto de encontro de diversos biomas, e uma das zonas mais ricas em biodiversidade daquele que viria ser o território do Brasil.

Não é de estranhar que essa zona tão rica e abundante fosse habitada também por nativos antes da chegada dos primeiros europeus. A Mata Atlântica é um exemplo de zona florestal cuja área tem decaído nas últimas centenas de anos.

A mata que abrange o leste do continente sul-americano, contendo-se no Brasil, Paraguai, Missiones e Argentina, reduziu em cerca de 88% de área florestal, perdendo mais de cem milhões de hectares de áreas verdes.

São Paulo e Rio Tamanduateí nos século 19 – O verde ainda predominava na cidade

Como tal, entidades governamentais brasileiras têm investido na prevenção e desenvolvimento das zonas florestais depois das estatísticas anuais apresentadas que demonstravam a constante perda florestal no Brasil.

Entre 1985 e 2015, o município de São Paulo contribuiu para a regeneração de 23 mil hectares da Mata Atlântica, uma área correspondente às cidades de São Caetano e Santo André juntas. Sendo que inicialmente a mata ocupava 69% de São Paulo, esta área foi agora reduzida para apenas 13%, estimativas que preocupam ambientalistas que documentam a importância destas zonas florestais para a saúde do planeta.

Números apresentados pela Fundação SOS Mata Atlântica mostram que nos últimos 30 anos o bioma da Mata Atlântica teve uma redução de 83% de desmatamento. De fato, a diretora-executiva da fundação, Marcia Hirota, indicou que sete dos dezessete estados que compõem a Mata Atlântica já apresentam valores de desmatamento iguais a 0.

No entanto, continua a haver uma urgência para a regeneração florestal, pois apesar da necessidade da população brasileira para ter acesso a diversos recursos oferecidos pelas árvores, a taxa de árvores cortadas é extremamente superior ao número de árvores plantadas.

Fiscalizar o aumento do desmatamento é dos principais focos deste tipo de instituições que se focam na educação da população e que esperam envolver toda a comunidade de São Paulo, desde o grupo público ao privado, na tentativa de regenerar as regiões florestais perdidas.

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Comments

  • Roger 07/01/2019 at 19:31

    Para São Paulo encontrar o equilíbrio entre meio ambiente e urbanização é necessário levar o desenvolvimento para o interior do Brasil criando fluxos migratórios naquela direção. Foi a migração desenfreada dos últimos 60 anos que fez a faixa que vai de São Paulo ao Rio de Janeiro a maior concentração populacional urbana do hemisfério sul.

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  • MARINI 08/01/2019 at 01:25

    IRRESPONSABILIDADE GALOPANTE

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  • Marsuete Luís 08/01/2019 at 08:06

    Linda matéria…

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  • Paulo Clístenes Vieira da Silva 08/01/2019 at 18:04

    Com esses dados fornecidos, mostra que estamos perdendo para o desmatamento. a não ser que haja uma conscientização urgente!

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  • Chico Lobo 09/01/2019 at 02:13

    Essa amada cidade de São Paulo já foi modelo de meio ambiente.
    Depois de seguidas administrações irresponsáveis se tornou na maior balburdia da America latina.
    Aqui não se respeita nem sua história e tradições, quanto mais o meio ambiente.
    Que vergonha

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