Cada vez que uma casa desaparece em São Paulo, desaparecem junto parte da memória e da identidade de um bairro. Apesar disso, não é possível reter o progresso e impedir que algumas, sem significado histórico, sejam demolidas. Cabe a nós documentar a existência delas para a posteridade.

Na Rua Galatéa, altura do número 1619, estes imóveis abaixo foram demolidos.

Eram duas casas, sendo uma térrea e a outra um antigo sobrado. Ambas foram demolidas juntas no mês de outubro de 2012, e os dois terrenos tornaram-se um só o que indica que no local em breve deverá surgir um empreendimento único. Pelas dimensões do terreno não acredito que no local sairá algum prédio, mas provavelmente um novo estabelecimento comercial ou algum estacionamento de veículos, para atender a demanda local.

O imóvel da esquina era misto, com uma residência à esquerda e ao fundo, além de uma serralheria na porta comercial. Já o antigo sobrado da direita funcionava como residência no andar superior e uma pequena loja de informática no térreo.

Abaixo, duas outras fotografias dos imóveis (clique na foto para ampliar):
Crédito das imagens: Google Street View

Conheça o local através de nosso mapa:

Visualizar São Paulo Antiga em um mapa maior

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Bullitt Kowalski 21/11/2012 at 22:09

    http://youtu.be/6C6ezqRYWug

    Si o senhor não “tá” lembrado
    Dá licença de “contá”
    Que aqui onde agora está
    Esse “edifício arto”
    Era uma casa véia
    Um palacete assombradado
    Foi aqui seu moço
    Que eu, Mato Grosso e o Joca
    Construímo nossa maloca
    Mais, um dia
    Nóis nem pode se alembrá
    Veio os homi c’as ferramentas
    O dono mandô derrubá
    Peguemo todas nossas coisas
    E fumos pro meio da rua
    Aprecia a demolição
    Que tristeza que nóis sentia
    Cada táuba que caía
    Duia no coração
    Mato Grosso quis gritá
    Mas em cima eu falei:
    Os homis tá cá razão
    Nós arranja outro lugar
    Só se conformemo quando o Joca falou:
    “Deus dá o frio conforme o cobertor”
    E hoje nóis pega a páia nas grama do jardim
    E prá esquecê nóis cantemos assim:
    Saudosa maloca, maloca querida,
    Dim dim donde nóis passemos os dias feliz de nossas vidas
    Saudosa maloca,maloca querida,
    Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidas.

    Reply
  • Gustavo Campos 30/03/2015 at 18:19

    Por incrível que pareça, virou uma lanchonete, e não um condomínio.

    Reply
  • Marcos 01/02/2016 at 00:49

    oi tudo bem,meu nome e Marcos e eu vivi ate meus 10 anos de idade na rua Jacuna isto em 1979, se eu não estiver enganado era um empório uma vendinha, o lugar mudou muito desde que sai de São Paulo isto a 32 anos, a rua jacuna pouca coisa ficou daquela época.

    Reply
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