Uma cidade grande como a nossa São Paulo tem problemas proporcionais ao seu tamanho. E a dificuldade e falta de tato em lidar com estes inconvenientes cotidianos é algo que vem desde o tempo de nossos avós e mais além.

Enquanto estávamos fazendo a digitalização de uma edição da Revista da Polícia, de 1947, encontramos um texto muito interessante e que trazemos aqui para vocês conhecerem.

Leiam o texto (para ampliar o tamanho é só clicar nas imagens) e vejam que muita coisa mudou em São Paulo, mas outras permanecem da mesma maneira.

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Após ler o texto comente: Para você o que está igual e o que mudou ?

Sobre a publicação: Dedicada aos crimes que aconteciam em São Paulo e também em outros lugares do Brasil, a Revista da Polícia foi editada entre a segunda metade da década de 40 e a primeira metade da década de 50 e era conhecida por abordar mostrar os crimes e assassinatos com imagens chocantes e sem censura.

Concorria com uma outra publicação, esta bem mais longeva, e que também fazia muito sucesso: a Repórter Policial.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • J.C.Cardoso 13/02/2015 at 15:08

    Impensável hoje.

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  • rodrigopires 13/02/2015 at 15:31

    “Comentando as derrotas do Palestra” … algumas coisas não mudam 🙂 hehe

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    • Douglas Nascimento 13/02/2015 at 15:37

      Eu não ia falar nada… mas você tem razão! ahahahahah

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  • Alberto Ferreira 13/02/2015 at 15:41

    Eu me interessei em ler pois o assunto era de 1937, ano em que eu nasci, mas minha surpresa a folha da de junho de 1947???

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    • Douglas Nascimento 13/02/2015 at 15:41

      Digitei errado e escapou na revisão, já está arrumado 😉

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  • Fernando Teixeira da Silva 13/02/2015 at 16:02

    Se alguma coisa mudou?!… sim, a árvore já se foi, os cidadãos que aparecem nas fotos já morreram, o saco de amendoim esvaziou e desapareceu, a única coisa que restou é o prédio Martinelli, que me me traz grandes recordações da minha juventude pois ali trabalhei na década de 1960.

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  • Paulo C Domenici 13/02/2015 at 16:03

    Algumas coisas mudaram, outras se potencializaram nos dias de hoje… Mas o legal mesmo é a viagem que você nos proporcionou nessa leitura,…Uma viagem no tempo para uma São Paulo antiga, em que eu nem sequer era nascido… Caro Douglas, parabéns pelo seu trabalho! Cada vez mais brilhante!

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  • Claudio Moreira 13/02/2015 at 16:28

    Relato dinâmico e interessante. O “Cidade Alerta” da época. Dá pra ver que a “alma da cidade” é a mesma. São Paulo – decifra-me ou devoro-te !

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  • João Guimarães filho 13/02/2015 at 16:45

    Na minha opinião…o que mudou e que antigamente…as coisas eram…digamos…era mais calmo…haviam um roubo ali…uma batida de carteira acolá…São Paulo parece curva de rio….tudo que e tranqueira aparece por aqui…e depois da infeliz decisão de acabar com o Carandiru esse câncer também se espalhou pelo nosso interior,pois o Governo infestou de penitenciárias cidades onde nem roubo de varal existia.Agora então estão chegando gente de todo lado do mundo em sua grande maioria trazendo mais problemas para nos,e só ver as noticias nas paginas policiais.
    O Pais esta a beira do caos…sem rumo sem ordem,se não acontecer um basta…não sei onde vamos parar.

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    • SavianoMarcio 19/02/2015 at 09:17

      Temos que dar um basta no nosso individualismo, na nossa omissão, no nosso comodismo e na nossa preguiça em exigir mudanças. O Carandiru era só um monte de concreto, retrato estragado da nossa incapacidade de dar soluções, ainda bem que lá existe hoje algo muito melhor e produtivo.

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  • Jose Carlos Mota Recacho 13/02/2015 at 16:52

    É fantástico, um retorno ao passado, e observamos que as pessoas não mudaram muito ou melhor quase nada!

    Parabéns pela pesquisa, precisamos saber mais do nosso passado, passado da nossa querida cidade, é muito importante para que possamos entender melhor o presente.

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  • Jânio Pires (@janiopires) 13/02/2015 at 16:54

    Inconcebível nos dias de hoje. Os texto redigido, com comentários preconceituosos levaria o editor da ‘Revista da Polícia’ a responder processo por discriminação.

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    • Rodolpho Neto 25/02/2015 at 00:59

      Inconsebivel é tratar um Bandido Assassino como Menor Infrator ,Excluido Social,Ser Marginalizado ,Pobrezinho E falar que Quem é contra Bandido é Preconceituoso rsrsrs Triste fico em Saber que existe pessoas assim aqui na Minha Amada São Paulo muito Triste

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      • danielpardo2015 08/03/2015 at 21:31

        Concordo plenamente com você, porém, os presídios que temos hoje não regeneram ninguém, pois na verdade são um depósito de bandidos e isso não se trata de discurso esquerdista querendo defender vagabundo, o que eu quero dizer é que precisamos de presídios onde não se tenha a superlotação e que os presos trabalhem de verdade para pagar o alimento que consomem (e se não trabalhar, não come, simples assim), mas eu digo trabalho árduo… em que ele pegue no pesado mesmo para aprender a dar valor ao mesmo, porém, aqui no Brasil eu não tenho esperança de q

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        • danielpardo2015 08/03/2015 at 21:33

          (continuando…) porém, aqui no Brasil, eu não tenho esperança de que algo assim vá acontecer, pois quem deveria por essas ideias que falei em prática, também rouba.

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  • Emerson de Faria 13/02/2015 at 18:35

    O que no passado era ruim hoje piorou. Em que pese as nostálgicas lembranças dos bons tempos que não voltam mais, a Pauliceia Desvairada escondia um lado sombrio hoje mais acentuado. Os problemas daquela época parecem briga de criança hoje em dia.

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    • J.C.Cardoso 13/02/2015 at 19:00

      Havia a figura “romântica” do bandido. Aqui no Rio também houve uns clássicos.

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      • Emerson de Faria 14/02/2015 at 19:18

        É verdade, JC, vide o mito do malandro carioca.

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  • Cleber 13/02/2015 at 19:35

    A av. São João e seus grandes cinemas… Que saudade do que não vi e vivi.

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  • Anonimo 18/02/2015 at 10:34

    Infelizmente São Paulo agoniza.

    Na semana passada, minha esposa e uma colega de trabalho voltavam pela Sé e entrando na estação foram assaltadas. Avisando a polícia, que pegou o vagabundo, somente consultaram todo o (longo) histórico dele e o soltaram, enquanto as ameaçava novamente.

    Se o melhor que podem fazer é deixar cada um por si, é questionável o quanto dá para confiar neles.

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  • SavianoMarcio 19/02/2015 at 09:10

    Isso acaba com o mito alardeado aos quatro ventos que São Paulo era melhor naquela época, os mesmos problemas, a mesma falta de preocupação com a vida em sociedade da população, melhoramos em alguns aspectos e pioramos em outros, não vejo muita diferença.

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    • Rodolpho Neto 25/02/2015 at 00:57

      Me Mata de Trizteza em Saber que a Petistas que Defendem Bandidos e Arruaceiros em São Paulo

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  • Rodolpho Neto 25/02/2015 at 01:07

    Hoje chamar de Zé Ninguem um pedinte que todo mundo sabe que o dinheiro que ele ganha sera para consumir drogas ou pinga É FEIO faz Dodoi nos esquerdinhas É Politicamente Incorreto rsrsrs Chamar um Sujeito que vive de trambiques de Malandro e Vagabundo Tambem Choca essa esquerdalha Intelctualizada que tem uma lingua Ferina e resposta para tudo parecem donos da verdade Maioria Extrema dessa turminha NEO SOCIALISTA não da um pulo da cama sem ganhar um dinheirinho do papai da mamãe tem faculdade paga carrinho zero na garagem e tudo o que quer e vem aqui pagar uma de “Antropólogo Sociólogo”

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    • Renato Nascimento 30/04/2015 at 17:05

      Caríssimo Rodolpho Neto,

      Não sou da esquedalha, muito menos direitista, mas:

      Achar que por qualquer razão tem o direito de menosprezar a existência de alguém chamando-o de zé ninguém, ou achar que todo “malandro” que está na rua é vagabundo é atestar que seus argumentos são carregados de preconceito e postura “higienista”

      os problemas de SP e do Brasil são de muito antes que 1947…. datam de aproximadamente 1500

      o que começou errado, só pode continuar e terminar errado

      a sociedade produz “monstros” como esses vagabundos citados, depois manda exterminar e varrer para debaixo do tapete.

      é lamentável.

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  • Gustavo Gonçalves 29/03/2015 at 20:46

    Acho que a principal diferença que vejo entre o passado e os dias de hoje é que naquela época, um jornal podia chamar um cara deitado na rua de “malandro” sem que um bando de gente fique revoltada com o comentário e comecem a choramingar na internet, que atualmente tem o glamuroso nome de ciberativismo… Hoje nossa sociedade é hipócrita e desocupada, comumente chamado de “politicamente correta”

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    • J.C.Cardoso 30/03/2015 at 12:50

      Isso, Gustavo. Acho qualquer ativismo uma péla-saquice só.

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    • Rodolpho Neto 30/03/2015 at 13:33

      Isso mesmo Gustavo hoje vivemos a Nefasta época do Politicamente Correto do Bundamolismo do Ativismo exdruxulo

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    • danielpardo2015 15/11/2015 at 22:34

      Hoje chegam ao cúmulo do absurdo de chamar mendigo de “homeless”…

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  • Bia 02/04/2015 at 23:17

    É o Datena da época? Rs.

    Mas definitivamente, parece uma matéria de hoje, com suas devidas proporções, é claro.

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  • Palumbo 11/04/2015 at 18:20

    Parabens Douglas pela sua perseverança. Reformei em 2011 um predio na rua do Carmo 56 , na frente do Poupatempo, e gostei das fotos dos casarões que ainda precisam de restauro naquela rua. Quando quiser venha nos visitar, somos um Instituto de Arte Totalmente Independente… Podemos fazer uma parceria para ganhar peso e procurarmos iniciativas privadas para reformar aquela zona. Meu contato: contato.paperboxlab@gmail.com

    Grande abraço
    Palumbo

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