Uma ótima notícia para a cidade de São Paulo e para o patrimônio histórico municipal: foi anunciado pelo Conpresp o início do processo de tombamento do conjunto de casas localizado na Rua Normandia e arredores.

Rua Normandia, Moema (clique na foto para ampliar)

Construídas durante a década de 1950 este adorável conjunto de residências são resquícios de um passado não muito remoto do bairro de Moema e Vila Helena, como a região era chamada antigamente. São ao todo 54 imóveis localizados tanto na rua Normandia como na vizinha rua Gaivota.

O bairro de Moema (inicialmente chamado de Indianópolis) foi loteado entre 1913 e 1915, naquela ocasião não estavam previstas as casas das ruas Normandia e Gaivota. A rua não aparecia em mapas anteriores à década de 1950.

Inicialmente residencial, os sobrados foram ao pouco transformando-se em comerciais à medida que o bairro foi se verticalizando. A rua Normandia é bastante popular especialmente na época de natal, quando a via costuma ficar bastante decorada, lembrando o natal europeu.

Durante o processo de tombamento fica congelada qualquer possibilidade de alteração nos imóveis, bem como qualquer atividade de pintura que deve ser autorizada previamente pelo órgão municipal de preservação.

À medida que tivermos novidades traremos aos leitores.

Veja mais fotos de casas da rua Normandia (clique para ampliar):

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comments

  • Fábio Peres (@fps3000) 28/01/2019 at 16:34

    Quanto os imóveis perderão, em valor de mercado, depois do tombamento?

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    • Douglas Nascimento 28/01/2019 at 16:46

      Acredito que nenhum, no caso todos os imóveis pertencem a uma mesma família que já não tinha a menor intenção em modificá-los.

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      • JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA 28/01/2019 at 17:30

        Tens caro Douglas, se não fosse assim já teriam sumido do mapa ! Esse tipo de arruamento era muito comum até meados da década de 70. Os possuidores de um terreno grande, promovia um arruamento e construia casas de aluguel. no todo ou em parte. Há muitas dessas ruazinhas espalhadas pela cidade.

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  • Kemie Guerra 28/01/2019 at 16:56

    Será que o valor de mercado não pode subir, visto que os imóveis vão passar a ter um “certificado oficial” de que são genuínos representantes de determinado tempo e local ? Eu conheço uma das lojas e ela, por dentro, já não é original – foi toda aberta. Pode ser que o tombamento seja só das fachadas.

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    • Douglas Nascimento 28/01/2019 at 17:25

      Acredito que se valorização sim. Achar que tombamento desvaloriza é uma maneira atrasada de se pensar.

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  • Paulo Clístenes Vieira da Silva 28/01/2019 at 22:32

    É muito gratificante e bem vindo esse processo de tombamento, ganhando assim o patrimônio histórico da cidade e a cultura!

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  • Junior 29/01/2019 at 12:12

    Sou contra qualquer imposição do governo com relação ao meu direito patrimonial. Se o imovel é meu eu faço o que eu quero com ele. Derrubo, reformo, restauro. Quem decide é quem paga. Qualquer argumento a favor do tombamento é como pimenta no c* dos outros. Vou dar um simples exemplo: vamos supor que uma empreiteira queria comprar todas as casas da familia para lançar um novo empreendimento. Quer dizer que a familia, DONA dos imoveis, que pagou e ainda paga impostos e tudo o mais para manter-se dona legitima, não vai conseguir vender porque é tombado e a empreiteira não vai poder derrubar pra construir outra coisa. Financeiramente tombamento nunca é bom, um bom exemplo disso é Salvador. A cidade é completamente tombada e os predios são completamente abandonados. A fachada é linda mas por dentro ou ja caiu ou está caindo. Os donos abandonam o imovel até que ele caia e daí seja viavel gastar dinheiro com ele. Volto a dizer, manter predios ou contruir novos é questão de gosto. Tem quem seja nostalgico e tem quem seja futurista. Imaginem se fosse o contrario, se o poder publico obrigasse todos a derrubarem e construirem coisas futuristas. Imposição é sempre ruim, seja de qual for o lado.

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    • Douglas Nascimento 29/01/2019 at 13:10

      Esse é um pensamento atrasado, ignorante até. Apenas em países mais atrasados tanto socialmente quanto cultural e economicamente uma filosofia como esta que descreveu tem alguma voz.
      Nem mesmo na vizinha Argentina se pensa assim e todos sabem da importância da preservação histórica.
      Muitos acham lindo visitar Paris, Roma e Londres, por exemplo, para conhecer a história e o patrimônio. Mas quando é em seu país tem esta visão pobre e torpe da cultura.
      Mente colonizada ? Talvez… mas o que importa é que hoje em dia até mesmo empresários da construção civil estão mudando sua maneira de pensar, conciliando o patrimônio com o progresso.
      E no caso da Rua Normandia foi muito bem recebido pela família proprietária (são donos de todos os imóveis da rua), que já se manifestou dizendo que não havia a menor intenção de alterar seus imóveis.

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      • Renato Amaro 13/02/2019 at 10:19

        Paris foi inteiramente destruída e refeita na metade do século XIX, durante o reinado de Napoleão III e as reformas do Barão Haussmann. Não fosse isso, seria um imenso cortiço.

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  • Goueste Analia 30/01/2019 at 13:53

    Se os proprietários vivem dentro, gostam, porque recusar o tombamento ? Havera sempre alguém que ama Historia para comprar; poderiam fechar o acesso, de noite depois de 20h00, por exemplo, como um condomínio, para não serem prejudicados … e se houver estragos tipo Tags nas pinturas, deverão ser limpos pela prefeitura imediatamente. Devem zelar ja que foi tombado …

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  • Monica Bergander Zimbres 08/02/2019 at 20:40

    Ótima notícia, imagine isso tudo desaparecendo, quanto o bairro perderia !

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