O município de São Paulo possui cerca de 400 monumentos públicos que estão espalhados pelos mais diversos cantos da cidade. Esses monumentos são testemunhos de um passado que deveriam ser preservados e cada vez mais valorizados pela sociedade, e principalmente pelos nossos governantes. No entando, a realidade destas obras de arte ao ar livre é bem triste. O São Paulo Antiga percorreu alguns bairros da capital onde encontramos monumentos sofrendo com descaso, abandono, pichação e falta de manutenção. Listamos aqui apenas sete para não alongar muito o texto, mas a lista poderia ter sido bem maior.

01 – ÍNDIO PESCADOR:

A antiga fonte tornou-se um verdadeiro “pombal” (clique na foto para ampliar).

Inaugurado em 1928, está localizado na Praça Osvaldo Cruz bem no começo da Avenida Paulista. Feita em bronze fundido, a obra é de autoria de Francisco Leopoldo Silva, irmão do primeiro Acerbispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo Silva.

A fonte simplesmente não funciona mais, pois sua aparelhagem foi furtada há tempos. Está sempre suja e a noite serve de dormitório para moradores de rua. A lança que havia na mão direita do índio desapareceu há muitos anos. Mesmo assim, a obra merece toda a contemplação. O problema é disputar lugar com as pombas que simplesmente tomaram posse da praça. O chão está completamente infestado de fezes desse animal.

Curiosidade: Em 1922, a escultura foi ganhadora da Pequena Medalha de Ouro do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Veja mais fotos deste monumento (clique na miniatura para ampliar):

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

 

02 – BARTOLOMEU BUENO DA SILVA, O ANHANGUERA:

Recuperada pela Rádio Bandeirantes, já sofre com atos de vandalismo.

Localizada em frente ao Parque Siqueira Campos, conhecido popularmente como Parque Trianon, o Bandeirante que tanto é aclamado na Cidade de São Paulo, parece pedir um pouco de paz defronte aos atos de vandalismo que vem sofrendo.

Esculpido por Luigi Brizolara na década de 1920, o Anhanguera foi conhecido como Diabo Velho. A obra causa impacto visual, pois ela mede mais de 4 metros e não consegue passar despercebida pelas pessoas. Ela está em um pedestal de rocha onde cada lado possui um alto relevo contando o cotidiano histórico do bandeirante. O problema é decifrá-los, pois a maioria das figuras dos relevos tiveram suas cabeças arrancadas.

O Anhanguera foi o primeiro monumento da capital recuperado pelo projeto da prefeitura “Adote uma obra artística” em iniciativa da Rádio Bandeirantes que bancou o restauro.

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Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

 

03 – MONUMENTO A ALFREDO MAIA:

Faltando pedaços, este monumento está diante da Secretaria Estadual de Cultura.

Um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento ferroviário brasileiro, Alfredo Maia recebeu, como homenagem, uma escultura diante de uma importante estação ferroviária paulistana. De autoria do escultor Amadeo Zani a obra está localizada na Praça Júlio Prestes, cuja estação leva o mesmo nome no bairro da Luz. O mais curioso é que no local não há somente a estação ferroviária. O endereço é sede também da Secretaria Estadual de Cultura.

O relevo abaixo da escultura foi totalmente retirado. Não se sabe que desenho havia ali, mas as marcas do descaso estão expostas. A escultura possui duas placas de identificação, sendo uma na frente e outra na parte de trás da obra, onde a placa original foi furtada, e no seu lugar foi colocada outra em granito polido contando a trajetória de Alfredo Maia. A placa que está a frente da escultura, por milagre não foi furtada, e preserva os dizeres “o homem passa, as conquistas do progresso ficam”. Realmente, o homem passa, mas o bronze foi furtado e provavelmente derretido.

Este monumento que simboliza o progresso do Brasil, não consegue enxergar nenhuma evolução em torno preservação do patrimônio cultural paulistano.

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Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

 

04 – DISCÓBOLO:

Sem água em volta, o monumento parece equilibrar-se sobre um pires.

Um dos símbolos das Olimpíadas, o Discóbolo, é um dos mais belos monumentos paulistanos e está localizado na Praça General Polidoro no bairro da Aclimação. Se a estátua fosse praticar o seu esporte olímpico teria muitas dificuldades, pois seus dedos não existem mais já que estão completamente quebrados.

A obra fica no meio de uma grande fonte inativa. A mesma atualmente só serve de pista para crianças pedalarem suas bicicletas. A obra tem cerca de 3 metros de altura e não só está com partes quebradas como sempre está suja de fezes de pássaros. Há um grande perigo para adultos e crianças que frequentam a praça: A caixa de força está aberta e destrancada, com vários fios expostos (veja na foto da galeria abaixo).

Para finalizar, a identificação do autor da obra está escrita errada. Ela está como Ottone Borlini, porém o nome correto do escultor é Ottone Zorlini. Simplesmente uma falta de respeito com a escultura e também com o seu criador.

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Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

 

 

05 – ÍNDIO UBIRAJARA:

Mais uma escultura de Francisco Leopoldo Silva que está degradada.A obra Índio Ubirajara é do ano de 1925 e esteve por muitos anos exposta na esquina da Avenida Paulista com a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Com a reformulação da Avenida Paulista, que ocorreu na década de 1960, a obra foi transferida para o Largo Ubirajara, no bairro do Belém.

Na placa de revitalização não há qualquer menção ao monumento.

Hoje a obra possui diversas partes danificadas. Seu pedestal em granito polido está totalmente inclinado e torto possuindo vãos entre uma peça e outra o que está ocasionando uma séria infiltração. A lança que simboliza a subsistência do povo indígena foi quebrada. Pichações no granito realçam a ignorância de alguns populares e o descaso com a obra pública. É importante ressaltar que a o Largo do Ubirajara está passando por um processo de revitalização e manutenção no valor de R$30.565,25 (veja foto anterior). Será que vai sobrar algum troco para a recuperação do monumento?

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Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

 

 

06 – MONUMENTO A AMIZADE SÍRIO LIBANESA:

Produzido pelo escultor Ettore Ximenes em 1922, o Monumento a Amizade Sírio Libanesa foi uma doação à cidade de São Paulo pela comunidade destes dois países e que tanto prosperou comercialmente em São Paulo, especialmente na região da Rua 25 de Março.

Com 14 metros de altura, a obra está localizada na Praça Ragueb Chohfi bem próximo do Parque D. Pedro II. Rica em detalhes, o monumento expõe o cotidiano dos povos sírio e libanês tendo como foco a vinda deles ao Brasil, a confecção de tecidos e um barco fenício que simboliza o comércio.

Mas basta aproximar-se do monumento (não muito, ele está gradeado) para notar detalhes que nos chocam, quando começamos a perceber que algumas esculturas não possuem mais os braços, a cabeça, pernas e pés. O monumento encontra-se todo pixado. O que era um símbolo de orgulho das colônias sírio e libanesas e poderia ser um atrativo turístico virou sinônimo de descaso. Na foto a seguir, você confere como era o monumento no final dos anos 1960.

 

O escultor desta obra, Ettore Ximenes, também é autor do Monumento à Independência, no Ipiranga, e da estátua de Dante Alighieri em Washington DC, além de outras obras espalhadas pelo Brasil e outros países.

Veja mais fotos deste monumento (clique na miniatura para ampliar):

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

 

07 – OBELISCO ARMÊNIO:

Este pequeno obelisco que está uma praça no bairro do Bom Retiro, possui uma grande representatividade a comunidade armênia que chegou a São Paulo a partir de 1915, fugindo do massacre patrocinado pelos turcos. O grande problema é que não existe ali nenhuma placa identificação explicando este triste fato histórico ou identificando o monumento.

Localizado na Praça Armênia, onde há uma estação do metrô com o mesmo nome, durante a semana o obelisco é usado como suporte para segurar algumas barracas de camelôs que trabalham no local. Poças de água e o forte cheiro de urina que dominam a praça fazem parte do cotidiano deste obelisco. Além da sujeira que impera onde está o obelisco, o mesmo sofre com atos de vandalismo pois possui pichações e colagem de desenhos.

Quem sabe no futuro este obelisco seja recuperado, como foi feito com seu vizinho histórico, O Monumento ao Povo Armênio, obra de José Jerez Recalde que estava completamente abandonada e foi restaurada após uma denúncia pública feita pelo site São Paulo Antiga, e que se encontra na mesma praça.

Veja mais fotos deste monumento (clique na miniatura para ampliar):

Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho
Foto: Glaucia Garcia de Carvalho

Qualquer monumento, esteja onde estiver, deve ser preservado, pois ele nos permite uma leitura de nosso passado. Valorizar os monumentos é valorizar a nossa história para entendermos a importância de momentos marcantes perante a história de nossa sociedade.

Além destes sete escolhidos, existem muitos outros (muitos mesmo) monumentos abandonados pela cidade. São pequenos bustos como alguns localizados na Praça da República ou outros gigantes como a Fonte Monumental, uma obra maravilhosa feita toda em mármore de carrara que vai se destruindo há anos sem qualquer preocupação por parte de nosso prefeito.

Se nada for feito, o que sobrará para as futuras gerações?

O vídeo abaixo realizado em fevereiro de 2015 mostra que passado quase 3 anos, nada mudou:

Conheça outros monumentos em situação de abandono na Cidade de São Paulo:

About the author

Licenciada em História, é pesquisadora e professora da rede pública e particular em Guarulhos. É co-fundadora da Associação Guarulhos tem História e Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC). Co-autora dos livros "Guarulhos tem História" e "Guarulhos: espaço de muitos povos".

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Comments

  • joao josé 08/03/2012 at 20:33

    O monumento da amizade sirio-libanesa ficou por décadas no jardim frontal ao Palácio das Industrias. Éra so atravessar a rua do Gasômetro, que nessa época seguia, após o próprio gasômetro, em linha reta até a praça Ragueb Chohfi. Quando garÕto costumava brincar nêsse monumento, mostrado pela sua foto de 1960.

    Reply
  • André Tezzei 09/03/2012 at 01:53

    malditos vândalos pixadores

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  • Sullivan Rodrigues 09/03/2012 at 09:26

    O vandalismo no monumento a Bartolomeu Bueno da Silva é muito triste por que acredito que recuperar algora é praticamente impossível, arrancada os detalhes tão delicados.

    Esse monumento a amizade Sírio Libanesa eu tive privilégio de conhecer no ano passado quando visitei São Paulo, e fiquei maravilhado com ele, com tantas figuras, e a imponência. Mas já estava cercado, não só pela grande, mas por mendigos drogados, flanelinhas e muito xixi (o cheiro era muito forte).

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  • BullittKowalski 09/03/2012 at 23:20

    Pôxa, será que os pichadores poderiam respeitar ao menos as esculturas? Eles deveriam saber que representam algo ou alguém importante para a cidade.

    Se fossem ao menos vandalizar tipo o Banco Central, Prefeitura, Câmara dos Vereadores, em forma de protesto, mas nem isso sabem fazer. Bando de ignorantes e covardes.

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  • francesco 10/03/2012 at 20:56

    Olá,
    Gostaria de saber onde posso encontrar fotos antigas de monumentos de São Paulo? digital ou papel, como o Monumento Amizade Sírio Libanesa neste belo artigo? Estou disposto a comprar alguns.
    existe uma loja que vende imagens antigas em SP? ou um arquivo, mas que não é ou Arquivo Público do Estado de São Paulo que agora está fechado?

    por favor contacte-me no meu e-mail o mais rápido possível: frankvontillen@gmail.com

    Obrigado, espero ter uma resposta.

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  • Cristiano 12/03/2012 at 18:11

    Sensacional o site…virei fã no primeiro acesso, já está nos favoritos!!! Gde Abraço!!!

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  • Katiucia 07/05/2012 at 15:06

    Se houvessem mais parcerias público-privadas para cuidar desses monumentos….para uma grande empresa não custa tanto assim fazer uma pequena reforma e colocar um vigilante para tomar conta.

    É triste ver como, mesmo os monumentos abandonados aqui da Europa não tem pichações ou depredação. E também não tem segurança nenhuma! Abandonados, mas belos e preservados. E muito visitados por turistas.

    Parece clichê, mas a coisa neste país só vai mudar quando aprendermos todos a votar em políticos que valorizem a educação formal antes de qualquer outra prioridade. Mas infelizmente virão aí mais uma ou duas gerações antes de consertar o erro já sacralizado.

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  • Katiucia 07/05/2012 at 15:09

    Ficaria até bem para a empresa ter seu nome exposto próximo ao monumento, pois dá um ar de preocupação e cuidado com a paisagem urbana. Isso já existe em algumas praças de SP e seria um ponto a mais se se estendessem aos monumentos.
    Não é obrigação de ninguém suprir a segurança de um objeto público, mas quando o Estado não funciona…uma parceria, pelo menos.

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    • FERNANDO ALMEIDA 09/07/2012 at 12:04

      no monumento do indio ubirajara se ve um simbolo de um time de futebol …. esse time deveria ser responsavel pela limpeza desse monumento ja que sua torcida e suja e nao conserva

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      • Luis 07/08/2012 at 15:53

        Não deixe a amargura clubística interferir em sua racionalidade. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. A verdade é que o brasileiro na média é porcalhão, egoísta, casuísta, irresponsável e acomodado. Além de votar mal, se preocupar em demasia com o futebol e entregar as praças e parques aos moradores de rua.

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        • Marilia 03/11/2012 at 18:32

          falou tudo

          Reply
  • wellington paulo 17/08/2012 at 08:51

    Os jornais do nosso estado deveria cobra da prefeitura esses monumentos nas praças do centro da cidade para ser bem visivel ao publico ao turista para saber nossa historia,eu achou engraçado quando esses politico va~a uotros paises e jonlista a lindo os monumentos la fora a mi popi tudo e historia para propri brasileiro gente vamos cuida empresa adotar e deduzir no iptu seria correto.

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  • Rubens Janes 05/11/2012 at 18:54

    Dá pena de ver o que o brasileiro faz com o passado. Parece que para a maioria do povo brasileiro, só é bonito o que é realmente feio. Vejam que muitas obras maravilhosas estão sendo destruidas pela ignorância do nosso povo. Pena que a juventude, na maior parte só achem bonito certas coisas ridiculas e mal feitas. Falta vontade das autoridades de botar ordem nas coisas; porém como podemos perceber a população também não está nem aí para a conservação das estátuas e pinturas e na hora de dar seu voto nem siquer procura saber se o candidato é bom, honesto, capacitado e com outras qualidades. Pelos governos que elejemos já sabemos que a educação jamais será usada para educar o povo.

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  • Derany Rosa Cabello 19/04/2013 at 16:49

    Curto muito o trabalho de voces e sobretudo no tocante aos monumentos da minha cidade. gosto muito da escultura Ubirajara, que, infelizmente quase nenhum local lhe da a devida importancia, nem mesmo no site do Mube (museu brasileiro da escultura) tem muitas informações sobre ela. Estou fazendo um TCC no curso de artes visuais sobre a “invisibilidade” dos monumentos de São Paulo pelos cidadãos, algumas das materia publicadasd este site foram de grande ajuda, a pesquisa de voces é seria e de muita qualidade, a unica coisa que gostaria de saber sobre as esculturas vandalizadas e necessitando de reparos que constam do material aqui publicado é: quem adquiriu a obra (prefeitura? em que gestão?) e por que razão foram expostas no local que estão? Estas informações fazem a diferença para contextualizar a historia de cada monumento. Tenho encontrado dificuldades em localizar estas informações, será que voces poderiam ajudar?

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    • mara 01/08/2014 at 18:35

      Derany que lindo esse TCC beijos Mara

      Reply
  • Pardo 13/04/2014 at 00:34

    As fontes de São Paulo já não têm mais água por dois motivos: o primeiro é por causa da dengue, pois como nossas “otoridades” não têm competência para erradicar uma simples doença, então para eles sai mais fácil e conveniente tirar a água das fontes e também porque essas mesmas “otoridades” não querem que as fontes sirvam de banheira para moradores de rua (que é outro problema que eles também não resolvem)

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  • João Guimarães filho 10/02/2015 at 22:13

    Estamos próximo do caos…como em 64.Anarquia….abandono..desrespeito…se nossa Bandeira Nacional não e respeitada….imagine o resto.

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  • Marcela 16/03/2015 at 18:51

    Por que os monumentos estão localizados em parques?????

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  • Luiz H. Tracanella 01/04/2015 at 16:38

    Esse é o Brasil o país do descaso, olha a quantidade de obras históricas que temos na nossa cidade, e estão jogadas as traças, patrimônio público, patrimônio histórico, a nossa história está ai, e os Órgãos Públicos estão vendo tudo isso e não estão nem ai, lamentável, São Paulo é linda, e poderia ser mais bela ainda com todas essas maravilhosas esculturas restauradas, com manutenções, limpas e com vigilância, todas essas obras poderiam ser Pontos Turísticos, iria engrandecer muito a nossa cidade, mais infelizmente a realidade não é essa, uma pena, nossa história esta sendo perdida pouco a pouco.

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  • solange 10/11/2015 at 20:25

    È muito triste constatar que o discurso de 2012, ainda é o mesmo em 2015. Passou da hora desse nosso povo verificar que educação é tudo, pois nos trás sabedoria, respeito e desenvolvimento pessoal e social.

    Reply
  • Renato Seixas 26/02/2016 at 11:48

    Obrigado pela pesquisa!!

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