Grande São Paulo

Vila Michele Anastasi

Comments (43)
  1. J.C.Cardoso disse:

    Eu sempre me esqueço que Danielle, Gabrielle e Michelle em italiano são nomes masculinos.
    No caso, Michelle (deve ser “Miquéle” a pronúncia) é o nosso “Miguel”.

    1. Renata disse:

      Corrigo.. MICHELE… e nao Miquele. nao existe o “qu” em italiano…
      Assim como existem homens que tem como nome ANDREA, SIMONE….

      Abcos.
      Renata Amalfi

      1. J.C.Cardoso disse:

        Eu sei, Andrea.
        Só botei o QU (entre aspas) para caracterizar como seria a pronúncia figurada em português: “/miquéle/”; do contrário, imagino que a tendência do brasileiro seja ler à francesa: “/mixéle/”.
        Até onde sei, quando aparece QU em italiano – coisa rara, antes de E, o U é pronunciado. É o caso do Orestes QUercia (pronunciado como “QÜercia”…)
        Sim… Andrea e Simone também são nomes masculinos.

      2. Jacqueline disse:

        J.C. Cardoso acertou na pronúncia, pois em italiano o dígrafo “ch” tem som de “q”.

        1. J.C.Cardoso disse:

          E olha que não falo italiano!…
          😉

          1. Ernani Nocciolini disse:

            Aqui em São Paulo, antigamente a influência era italiana devido a grande imigração vinda daquele país. Os bairros do Brás, Bixiga, Cambuci, Bom Retiro, e outros, era uma italianada que não acabava mais. Até hoje ainda encontramos alguns italianos nesses bairros, mas são poucos, temos os descendentes, filhos, netos e bisnetos. ( Na língua italiana, o ch vale de qu) Ex: Batalha, (Baglia) (Franceschini em italianoa) (Francesquini em português.).

  2. Jacque disse:

    Só não consegui entender por onde os carros tem acesso..Mas achei incrivel uas descobertas..Obrigada por compartilhar!

    1. Dan disse:

      Dá pra entrar carros pelo corredor, mas somente carros pequenos, como aquele gol e uno na imagem… passa, mas bem apertado.

      1. J.C.Cardoso disse:

        Imagino enguiçar enquanto passa…
        Por sorte, o Gol tem “porta” atrás.

        1. J.C.Cardoso disse:

          Provavelmente, quando a vila foi feita, somente carrinhos europeus como Hillman, Morris, Fiat Topolino…

      2. Pardo disse:

        Mas pelas fotos parece que ali só passam pessoas.

      3. Ricardo Lugão disse:

        Mas tem um Corolla antigo alí também…

  3. Silvia lopes disse:

    Que agradável surpresa, espero que conservem…

  4. Eduardo Carvalho Banharelli disse:

    Poxa q lugarzinho lindo, e que história bonita, parabéns pela descoberta e pela pesquisa, um dúvida são os carros passarem nesse corredorzinho estreito, incrível.

  5. sergio disse:

    Meu Deus! Fantástico… agora eu viajei no tempo e no espaço… Maravilhosa reportagem e fotos. Me vi a 30, 40, 50, 100 ANOS atrás!… Apesar de que tenho 45 anos, mas deu para sentir um pouco de nostalgia de minha infância, há mais de 35 anos atrás. Quando cliquei na primeira foto, ampliando-a, parece que entrei num incrível túnel do tempo… fantástica reportagem. Parabéns ao autor. E que saudades desta tranquilidade destes tempos…

  6. Conhecí muitos italianos chamado Michelle,que a pronúncia em português é Miquélle !

    1. Gualberto Cappi disse:

      Olà gente!
      direto da Italia, a pronuncia de todos os digrafos “qu+vocal” è sempre doce (nao tenho a dieresi no meu teclado), ou seja come no portugues “quando”, onde a vocal “u” è pronunciada (ex.: quello, questo, quando, quercia, quoto, qui, etc.: pron. kuello, kuesto, kuando, kuercia, kuoto, kuì, etc.); outro erro comum è considerar as palavras e os nomes de pessoas com final em portugues “el” e “al” finalizadas em italiano com “alle” e “elle”, nao està certo, o correto seria “ale” e “ele”, ex.: normal=normale, animal=animale, miguel=michele, manoel=manuele, gabriel=gabriele, etc.
      E’ certo que o italiano ainda conserva muitas palavras com dupla consonantes (tudo=tutto) em quanto o luso-brasileiro està cada vez mais perdendo muitas delas, mas a logica com que as duplas consonantes sao presentes è similar à do portugues e do espanhol.
      Bom, gostei muito deste serviço da Vila Anastasi, desde a primeira vez que visitei Sampa, fiquei muito encuriosido destes bairros (bras, bom retiro, ecc.) operarios logo fora do centro; sempre pensei que seria boa coisa recuperar a memoria deste passado recente que construiu a cidade caotica de hoje.
      Um abraço
      Gualberto

      1. J.C.Cardoso disse:

        Em fonética, parece-me que o U com dierese pode ser substituído por W.
        Pelo menos, já isso em “gwanabara”…

        1. Gualberto Cappi disse:

          Olà Cardoso! Nao sou muito forte em convençoes internacionais de ortografia, pelo que eu sei a u com dierese, que para o portugues serve para pronunciar a “u” depois da “q”, em alemao por exemplo serve para uma particular pronuncia da “u” (com um toque de “i”), sendo que em ingles nao tem “u” com dierese; a “w” com pronuncia de “u”, sò em ingles.
          Obrigado pela atençao.
          Um abraço
          Gualberto
          PS quero parabenizar o importantissimo trabalho de Douglas, fundamental para educar uma mentalidade que tenha prazer da propria historia; na Italia se diz: que nao tem passado, nao sabe construir o futuro …

          1. J.C.Cardoso disse:

            Sim. A única língua em que o W tem som de U seria em inglês.
            Talvez quem usou tenha feito como recurso por não ter o sinal sobre o U…

          2. Gualberto Cappi disse:

            Olà J.C. (Josè Carlos?)! E’ assim mesmo, a ortografia jà foi dinamica, ou seja podia mudar no tempo, sò agora que estao regulamentando este campo. Ohla sò como ja mudou no portugues (o exemplo de gwanabara, mas tambem de “villa” por “vila”, “ypiranga” por “ipiranga”, etc.). Na minha lingua, o italiano, que perto de outras è bastante “estavel” no tempo, por exemplo, neste ultimo seculo sumiu a “j” que tinha pronuncia de “i” mais prolongada (tipo “ii”), tanto que ainda chama-se “i-longa”, e o nome da China era Cijna.
            Acho muito interessante pra mim poder participar ao vosso debate sobre o presente das vossas cidades. E’ um pais que amo e queria ver “dar certo”.
            Abraço
            Gualberto

          3. J.C.Cardoso disse:

            Todos acham que sou José Carlos…
            KKKKKKKKKKKKK
            Não. Sou João Carlos, mas já estou acostumado com a troca, “Gwalberto”…

            Quanto ao “J”, pensei que fosse “i-lunga”…
            Sei que o J, quando aparece em italiano (coisa rara, me parece), tende a ser pronunciado como I (semivogal): Juventus, lido como “iU-ventus” (o U mais forte que o I).
            E o X, quando aparece (coisa rara também)… é lido como? Sempre tive essa curiosidade. (Veja bem, não é o nome da letra X, mas quando aparece em uma palavra, como é lido?)

          4. Gualberto Cappi disse:

            Olà Joao Carlos (=Giovanni Carlo)! O senhor tem razao, o “j” è pra nos “i-lunga” (escrevi “i-longa” pensando de traduzir ..) e tem som de “i”, em quanto ao seu uso ela nao faz mais parte do alfabeto italiano e ficou sò em sobrenomes e nomes (ex.: o sobrenome Jannacci ou o nem Jacopo) ou em algumas poucas palavras (jella = trad. azar, fidejussione, etc.; onde è sempre mais usada a “i”: iella, fideiussione, etc.); ela era utilizada ou em posiçao intervogal ou como dupla “i” (“ii”), atè o final do seculo XIX era possivel ainda achar “savoja” ou “addj” (pron. addii) como plural de “addio” (trad. adeus), mas agora usa-se “addii”.
            Similmente a “x” tambem nao faz parte do alfabeto italiano, o sua presença è limitada à palavras italianas de origem grega, como por ex. “xenofobia” ou “xilofagia”; a “x” (“iks”) pronuncia-se, vindo daquela lingua, como no original grego, ou seja “ks”, entao “xenofobia” = “ksenofobia”. E’ interessante notar como esta letra “x” esistia sò em alguns dialeto italiano (o veneziano, o ligure e o sardo) e a pronuncia dela era differente, no veneziano pronunciava-se “z” (tanto que “veneziano” era escrito “venexiano” e “venezia” “venexia”), em quanto no ligure (dialeto da regiao liguria) e no sardo (dialeto da ilha sardenha) pronuncia-se com o mesmo som do “j” portugues: ex. o sobrenome Bixio = Bijo (onde a “j” tem som como no portugues).
            Abraço
            Gualberto

          5. J.C.Cardoso disse:

            Eu já havia feito um teste com palavras com X no Google Translator pedindo-o para traduzi-las para italiano (minha ideia depois era pedir para o Google Translator pronunciá-las já traduzidas, mas o programa sempre fugiu de grafar alguma forma de X no seu idioma…
            Até mesmo “raios X” ele traduziu para “raggi Roentger” (aliás, existe esse nome em português também, homenagem ao descobridor dos raios).
            De qualquer forma, obrigado pela explicação do X (que eu nem sabia que xenofobia em italiano era com X… imaginava que fosse “senofobia”, como acontece com as outras palavras que costumam usar X nas outras línguas…)

            Quanto ao meu nome em italiano, achei que era Giancarlo. Como disse, eu não sei italiano, e, por observação, pensava que a forma “Giovanni” fosse somente para “João” sozinho. Para “João” composto com outros nomes (João Carlos, João Luís, João Pedro…), eu tenho observado que é Gian (ou Giam, se o nome seguinte for com P ou B… talvez mesma lógica do português…) + o segundo nome, junto, numa palavra só: Giancarlo, Gianluigi, Gianfrancesco, Giampietro…

            Bom… de qualquer forma, obrigado. Vivendo e aprendendo…

            P.S.: se a letra “J” tivesse esse nome em português, certamente, seria “I longO” (e não “longA”), pois o nome das letras em português é masculino e não feminino, como em espanhol e, pelo visto, também em italiano (deduzo…). Enfim…

          6. Gualberto Cappi disse:

            Ola Giancarlo! (e obrigado ao site do Douglas pela hospitalidade!) Na verdade os nomes com Gian(Giam)-carlo-luigi-luca-paolo-pietro-etc. sao mais um francesismo entrado na nossa lingua que uma junçao de Giovanni+outro nome, embora sabendo que antigamente tinham tambem os nomes Giovan Pietro, Giovan Battista reduzidos em Giampietro e Giambattista. A maioria desses nomes vem do Jean+nome (Jean-Luc, Jean-Paul, etc.), tanto que o nome Giampiero, uniao de Gian com Piero, è um “duplo” sinal de francesismo, tendo nao sò o Gian (Jean) mas tambem o Piero (Pierre), ou seja a italianizaçao do nome frances que està por Pietro (Pedro). E nao se pense que esta “moda” franzesa seja coisa recente; basta sò saber que o nome Francesco (Francisco) do nosso santo mais querido, padroeiro do pais, significa leteralmente “o francesizado” (ou “a la moda francesa”). Concluindo, è interessante ver como nas nossa linguas tao pertas, acontece as vezes uma mudança de genro entre masculino e feminino (lettera=fem.; la fine=o fim; etc.).
            Obrigado a vocè pela troca.
            Um abraço
            Gualberto

          7. J.C.Cardoso disse:

            Não sabia dessa variante para “Pietro”. O único caso em que vi algo diferente foi “Pier Paolo Pasolini”…
            😉

          8. Gualberto Cappi disse:

            E’ mesmo. Piero (vindo do frances Pierre=Pietro) è raramente usado sò, mais frequntemente num nome duplo: Pier Paolo, Pier Maria, Pier Giorgio, Pier Ferdinando, etc. Outra curiosidade è que è muito presente nos sobrenomes da regiao Marche onde fica no plural, ex. Pieralisi, Pierantoni, Piergiorgi, Pierantozzi, etc.
            Pier Paolo Pasolini, escritor, poeta e regista cinematografico que amo, è da minha cidade Bolonha e meu pai o conheceu bem.
            Fico muito satisfeito quando encontro gente curiosa como eu. E, pra ficar na troca, amo o jeito e a cultura lusa.
            Um abraço
            Gualberto

  7. Edda Frost disse:

    Uma pena que essas vilas não sejam bem conservadas por seus ocupantes, pois são preciosas, como você diz: há um silencio muito agradável ao entrar. Dá vontade de mandar restaurar as fachadas…

  8. Dan disse:

    Vilas assim, deveriam ser protegidas por Lei, pois são locais históricos, seja para a história da cidade e também, faz parte da história da imigração. Quantas famílias que mal falavam português que moraram em locais assim pela cidade? Italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, libaneses entre outras que não eram de famílias nobres, devem ter morado em locais assim…

  9. petrafan disse:

    guardadas as devidas proporções – e nem é necessário guardá-las tanto assim, pois a semelhança é grande – lembra bastante a Whitechapel do final do século 19.

  10. Roberto Martins da Silva disse:

    Passei durante anos nesta rua e não sabia que tinha uma vila neste lugar, deveriam fazer uma pesquisa mais profunda em ralação as vilas ainda existente, seria muito bom

  11. Bianca Sturlini disse:

    Douglas, parabéns pela sua “investigação” e pela matéria. Eu sou bisneta do Michele Anastasi. Infelizmente não tive o prazer de conhecê-lo, porém uma das filhas dele, minha avó, ainda é viva.
    Tenho certeza que ela ficará muito emocionada ao relembrar muitos fatos que vc descreve acima. Parabéns mais uma vez!

    1. cleuton oliveira disse:

      Ola Bianca, tudo bem ? você poderia me fornecer mais informações sobre esta vila ?
      Me chamo cleuton estudo arquitetura e estou desenvolvendo um estudo sobre a mesma ficarei muito grato se puder me ajudar com qualquer coisa que sua familia se recorde desta época da vida de vocês.

  12. Ernani Nocciolini disse:

    Como esta, existiam muitas vilas assim aqui na cidade de São Paulo, e isso nos traz grande nostalgia.
    É uma pena o que aconteceu com a cidade, principalmente após os anos 60 (sessenta). O progresso e as construções de torres com mais de trinta andares tomaram conta de nossa metrópole. A ganância pelo dinheiro foi cruel, e, foram passando como um trator e demolindo tudo aquilo que era mais belo. Restam poucas coisas como essa vila aqui em nossa cidade.
    O centro da nossa capital ficou feio e parece que está cada dia mais deteriorado.
    A mendicância e o número de viciados é um espanto!!!
    Pobre São Paulo!

  13. Luciano disse:

    Dougla, muito legal essa vila! Eu não sou de São Paulo, mas sempre que vou pra ai com um amigo que faz compras no Brás, e eu vou para a Sta Ifigenia, passo por um local que tem acesso pela rua São Caetano ou Rua da Cantareira. Estava olhando no Google Maps e o nome da rua é Economizadora. No acesso pela São Caetano exite um guarita e é fechada por corrente. Dá pra passar a pé. Gostaria de saber se ali é outra vila e sua história. Pode ser interessante para o site. Abraços!

  14. Douglas, parabéns pela pesquisa. Viajei no tempo. Apesar de nunca ter conhecido meus bisavós italianos, as histórias que a família sempre conta, falam de vilazinhas assim, como essa da sua postagem. Viajei em um tempo que não conheci. Obrigado por essa aventura. Abraços e ótimo 2014.

  15. Ton disse:

    o interessante desta vila é que as casas estão pouco descaracterizadas, assim é uma típica vila operária dos anos vinte…dá até para usá-la como cenário para algum filme ou série de época.

  16. Marcelo Martins disse:

    Douglas parabéns pela matéria, fui morador da Vila até os meus 12 anos tendo em vista que estou com 42 anos , a trinta anos atrás, morei na casa 7, a rua de paralelepípedo apresentada na foto continua intacta para quem desconhece a Vila é uma surpresa aquele corredor e a luz no fim do túnel, a banca de jornal na esquina tem história e é antiquíssima. Parabéns e foi bom recordar pela fotos apresentadas.

    Abraços

    Marcelo

    1. Que legal Marcelo você morou lá? sabe se pertencia ao tal MICHELLE? se era para os operários da fábrica, poderia nos contar um pouco mais?

    2. cleuton oliveira disse:

      Ola Marcelo, tudo bem ? você poderia me fornecer mais informações sobre esta vila ?
      Me chamo cleuton e estou desenvolvendo um estudo sobre a mesma ficarei muito grato se puder me ajudar com qualquer coisa que se lembre desta época que habitou a vila.

  17. Ros disse:

    Eu morei nessa vila de 1980 até 1994 naquela época nossos vizinhos eram judeus e italianos a vila era muito especial fazíamos nossa própria festa junina saudade infância privilegiada.

  18. cleuton oliveira disse:

    Bom dia.
    Sou estudante de Arquitetura e Urbanismo em Ribeirão Preto – SP, estamos desenvolvendo um projeto de habitação coletiva este semestre e gostaria muito de utilizar esta vila como base para o conceito do meu projeto, se vocês obtiverem alguma informação sobre a mesma seria incrivel
    e me ajudari a bastante.

    Desde já agradeço.

  19. Leandro Barbosa disse:

    Boa noite, Douglas
    Parabenizo-o pelo site. Parei aqui por um assunto distinto à Vila, porém resolvi procurar o sobrenome Anastasi por curiosidade. Fiquei muito feliz em encontrá-lo.
    Meus bisavós moraram na Vila por volta de 1910. Fiz uma breve busca sobre o local e seu dono. Encontrei muito pouco – basicamente Diários Oficiais de 1912 a 1940 (registro de marca; transferências de capital; falecimento; comunicado de vacina). Em 2011, data de minha busca, fiz uma visita e tirei algumas fotos. Caso tenha interesse, disponibilizo este pequeno conjunto de informações à você.
    Um abraço

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