Aqui no site do São Paulo Antiga temos uma categoria de busca dedicada exclusivamente a armazéns. Seja de pequeno, médio ou mesmo de grande porte este tipo de estabelecimento antigo sempre é uma fonte de nostalgia.

São os armazéns que muitas vezes nos fazem recordar da infância, de tempos mais tranquilos onde não se via tantos supermercados espalhados pelos bairros e estes estabelecimentos, junto com as mercearias ou mesmo um pouco mais antigamente, com as lojas de secos e molhados eram as opções de compras.

Aqui mesmo já publiquei um artigo mostrando a mercearia que meu pai teve no querido bairro de Vila Matilde.

Hoje o armazém, infelizmente fechado, que mostro é esse a seguir:

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Localizado na Rua General Calado, região da Vila Regente Feijó, este pequeno armazém é uma grata viagem ao passado. Sou capaz de imaginar essas portas abertas, com uma vista do antigo balcão em madeira e uma série de produtos à venda que hoje não encontramos mais por ai, como o óleo de cozinha sendo vendi à granel (leve o seu vasilhame, por favor), a saudosa soda Gini e até mesmo os doces da Bela Vista, que existe até hoje mas se dedica mais à produção de biscoitos.

Datado de 1928 o armazém que está muito bem preservado ostenta o ano da construção em sua fachada. Que seja preservado e, tomara, reaberto com algum estabelecimento comercial.

Sobre o autor

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, é presidente do Instituto São Paulo Antiga e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comentarios

  • Tony Costa 20/08/2020 at 18:26

    Peculiar que voce menciona como se vendiam alimentos a granel…..

    Hoje em dia, é praticamente impossível se comprar o café fresco de grao na saca, quanto menos verde.
    Praticamente esta se comprando uma marca de café, sem que se possa sentir o aroma do mesmo antes de comprar-lo. Cafe torrado e moído na hora tem aroma, sabor e consistência que e praticamente impossível de se reproduzir com o produto pre embalado…

    Outra coisa que me irrita e a falta do Leite engarrafado.  O material das embalagens de hoje, plásticas ou de papelão revestido, soltam substâncias (polyethylene terephthalate )  no leite que sao impossiveis de se detectar a olho nu, porém maléficas a saúde, as quais afetam negativamente o nosso sistema endocrinológico.

    Infelizmente, com relação ao Leite, a distribuição de porta em porta ( o antigo Leiteiro ), e incompatível com a forma que se vivem na urbe.  Leiteiro e Prédio de Apartamento nao sao compativeis.  E e no leiteiro, com entregas agendadas e regulares, que se podia obter manteiga, ovos, leite, suco de laranja de qualidade.  

    O crescimento urbano na grande São Paulo forçou o desaparecimento de Granjas na periferia.  De onde obtinha se leite nao pasteurizado, ovos frescos, frango abatido na hora, e por ai vai.

    Aliás, a Zona Leste, no Aricanduva e Carrão, la habitavam uma concentração de Açorianos, de onde era possível se “encomendar o porco” de onde podia-se produzir no esquartejamento, linguiça temperada e defumada, chouriço ( chamado de Morcela ), torresmo.  

    Em outras paragens, cada grupo étnico tinha a sua versão de enchido/linguiça.   O Português era a Linguica apimentada e defumada, o Polaco tinha a sua Kielbasa, o Italiano linguica cozida e adocada ou Calabresa.

    Se fosse uma venda Arabe, Iogurte, grão de bico, e acougue halal não poderia faltar.  

    Delicatessen judaica, não e digna de nome sem bom pastrami kosher, feito nos fundos, e batatas. 
    Vinho de botija, às vezes feitos na pipa, seja de italianos ou Portugueses, então nem me fale.

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    • Emerson de Faria 22/08/2020 at 13:49

      As pequenas mercearias, assim como as farmácias e alfaiates de bairro estão em plena extinção, cada vez mais raros de se ver.

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  • Elza Alcione Marin 20/08/2020 at 21:32

    Você esqueceu de citar os Armarinho onde eu ia comprar linhas, agulhas e zipers pois minha mãe era costureira. Mas tinha também brinquedos, loucas, panelas, cadernos, lápis, borracha, tinteiro e as antigas canetas, enfim de tudo um pouco. É aqui na zona do mercado, eu moro na rua 25 de Janeiro, paralela à rua São Caetano, aonde estão ainda algumas construções que eram os depósitos. Na rua Mauá, nesta parte, ainda existem alguns onde os grandes caminhões descarregam as mercadorias e os pequenos caminhões carregam para distribuir na cidade.

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  • jorge ferreira dos santos 21/08/2020 at 10:47

    realmente muito bacana a sua lembrança!!!

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  • Alberto Wynne Nonato 21/08/2020 at 11:54

    Bom Dia, sei bem do que esta falando, convivi com quitandas, armazens, açougues e pequenos mercados, coisa do tempo em que ao comprar ovo, o quitandeiro colocava em frente a uma lâmpada para ver se estava normal.

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  • Paulo Clistenes Vieira da Silva 25/08/2020 at 19:25

    Lembra as antigas Mercearias muito populares por serem frequentadas pela população do bairro, estabelecimentos sempre de propriedade na sua maioria de portugueses, que com seu caderninho e lápis na orelha, anotava os valores das compras feitas pelos fregueses, para pagarem depois.

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  • Jefferson Eduardo 30/08/2020 at 16:16

    Perto de minha casa, no Ipiranga, há uma padaria que ainda vende café moído na hora.

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  • Walkiria Claudete Pintucci 01/09/2020 at 08:40

    Voltei,cheguei da Califórnia dia 19 de agosto e só hoje estou entrando na internet.Adorei as lembranças do passado.
    eu lembro da venda que ficava na rua Barra do Tibagi na esquina da rua Neves de Carvalho, era só atravessar a Barra do Tibagi, minha casa ficava enfrente…Obrigada! por suas postagem ,este foi o primeiro e-mail que abri.

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