Certa vez publicamos aqui uma matéria onde falávamos daquela que provavelmente é a casa mais antiga de pé no bairro do Bixiga, região central de São Paulo.

Construída em 1889 – mesmo ano que a nossa república nasceu – o velho sobrado resiste ao tempo de maneira heróica, já que não está em suas melhores condições de preservação.

Ao lado da residência, um armazém muito antigo e talvez quase tanto quanto a casa sobrevive nas mesmas condições:

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Este armazém – que também já viu tempos melhores – é datado pela base de dados do IPTU paulistano como de 1919, mas creio que é possível que seja até um pouco mais antigo.

A propriedade pertence à família Panzardi, a mesma que é dona da casa mencionada no início deste artigo e tal qual também é tombada como patrimônio histórico de São Paulo.

Abaixo a fotografia com ambos os imóveis:

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Sobre o autor

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, é presidente do Instituto São Paulo Antiga e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comentarios

  • ZILDA FERREIRA 06/05/2020 at 12:58

    PENA que tudo é demolido!

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  • Tony Costa 06/05/2020 at 13:18

    Lindo e imponente, não obstante o estado de conservação.  Com um decente trabalho de restauracao autentico, seria sui generis. Para o futuro ou atual proprietario se gabar em festas de cocktail.

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  • Paulo Oliveira 06/05/2020 at 16:10

    Que tipo de incentivo seria necessário fazer para que estes tesouros fossem conservados?

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  • FRANCISCO ANTONIO ROXO SANTOS 06/05/2020 at 17:26

    Porque empresas em troca de desconto fiscal não restauram essas verdadeiras obras de arte.
    Isso chama-se memória!

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  • FRANCISCO JOSE PENTEADO DOS SANTOS 06/05/2020 at 17:40

    Não existe algum tipo de financiamento para restauro? Isso é uma loucura esse país….aff

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  • Luiza Mafalda Guasco Peixoto 07/05/2020 at 17:03

    Trabalhei durante 17 anos na Rua São Domingos 224, bem na frente do sobrado. Já entrei nele e é muito interessante. Uma pena que esteja abandonado pela família que poderia batalhar parcerias para restauro. Quanto mais demorarem mais cara ficará a restauração. O inquilino faz o que pode mas as condições estruturais não favorecem.

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  • Paulo Clístenes Vieira da Silva 13/05/2020 at 14:03

    A política de tombamento de imóveis históricos, precisa, adequar-se ao tempo atual, urgentemente, senão continuarão tombando literalmente!

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