As ruas próximas da Câmara Municipal de São Paulo ainda possuem casas que são verdadeiras preciosidades que precisam ser preservadas para a posteridade. Infelizmente nem todas ainda são tombadas o que acaba gerando algumas descaracterizações.

Algo que chama a atenção em alguns destes imóveis são os loteamentos estreitos, algo relativamente comum nas primeiras décadas do século 20, mas que hoje não são mais permitidos.

Esta casa na Rua Japurá é um bom exemplo de lote estreito:

Construída em 1922 esta residência que ainda mantém boa parte de sua fachada original preservada parece espremida no meio de duas construções maiores.

Apesar disso ela vai sobrevivendo rumo ao seu centenário apenas com alterações parciais, como o porão que foi aberto e recebeu uma porta comercial e a portão de entrada lateral, que recebeu uma porta de madeira e teve a área superior fechada com uma parede, possivelmente para evitar invasões indesejadas.

Exemplos curiosos como este existem espalhados por ai como este sobrado igualmente estreito na Avenida Rio Branco e essa outro que existia na Avenida Rangel Pestana e que já foi demolido.

Na fachada está gravado o ano da construção

Conhece alguma casa em um lote muito estreito ? Mande aqui para o São Paulo Antiga.

Sobre o autor

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, é presidente do Instituto São Paulo Antiga e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comentarios

  • Vinicius Lauria 14/06/2019 at 11:03

    Parabéns pelo trabalho realizado Douglas, é muito importante o que faz pela nossa cidade!! Tem um caso desses na Rua Cipriano Barata, no Ipiranga, entre as ruas Clemente Pereira e Gonçalves Ledo. Passava todos os dias para ir para a escola por essa casa do Ipiranga

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  • MARCELO 14/06/2019 at 11:10

    Douglas, pelo que sei o nome da rua é Japurá, com agudo na última sílaba. Lembro também que na extremidade ao lado do viaduto sobre a 9 de Julho há um interessante condomínio de apartamentos.

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    • Douglas Nascimento 14/06/2019 at 11:37

      É Japurá mesmo, o corretor passou a faca no acento e eu não percebi.

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  • Aristoteles dos Santos Capucho 14/06/2019 at 15:10

    Meu pai nasceu em 1922!

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  • farolcom 15/06/2019 at 06:48

    Curiosamente o trecho final é uma vila com grade e tudo, antes da curva com a rua Bixiga. Há diversos sobrados bem interessantes.num bom trecho da rua.

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    • Emerson de Faria 16/06/2019 at 17:32

      Como a Rua Japurá termina sem saída junto à Ligação Leste-Oeste creio que os próprios moradores tomaram a iniciativa de fechar a rua, e como ela não dá saída mesmo para canto algum, a prefeitura não criou caso, mas há alguns esse gradil não existia, lembro-me muito bem.

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      • Emerson de Faria 17/06/2019 at 11:38

        Corrigindo há alguns anos esse gradil não existia.

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  • Emerson de Faria 16/06/2019 at 17:29

    A parte de baixo do Bixiga realmente esconde verdadeiros e preciosos tesouros arquitetônicos como este da matéria.

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  • Nat Bontempi 17/06/2019 at 19:47

    Essa é a casa do meu pai. Está na familia ha mais de 80 anos, certamente.

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    • Emerson de Faria 22/06/2019 at 12:15

      Que bom saber, Nat, conte-nos mais sobre sua história, e de como era o Bixiga daquela época.

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      • Natasha Bontempi 31/05/2020 at 23:11

        Bom, meu pai nasceu nessa casa, eu também. Meus avós a compraram logo que casaram (ela já tinha alguns anos de construída). Familia de imigrantes. A frente dela, onde hoje tem o Condomínio ArmandoArruda Pereira, tinha um grande cortiço, chamado Navio Parado. Havia mto mais cortiço na Bela Vista nessa época que hoje.
        O Mazzaroppi chegou a gravar uns 2 filmes na rua.
        Havia rixa entre o final da rua (pessoas com mais dinheiro) e o começo (os mais pobres). Que existiu pelo menos até a minha adolescência.
        Tem mtas famílias que moravam no cortiço e acabaram morando no prédio.
        Meu pai tem umas fotos, mas não sei onde estão e hj o velhinho está com Alzheimer…
        Uma curiosidade sobre a Bela Vista: chama-se Bela Vista pela visão que se tinha da cidade lá do morro dos ingleses.
        Mas Bixiga, parece que a história mais certa é a de que, na Praça da Bandeira havia uma parada para quem subia a serra se abastecer, dar água para os cavalos. O Seu Bixiga (que não se sabe o porque do nome) tinha uma hospedaria lá.
        Então o curioso é que onde hj chamam de Bixiga, foi onde originou a Bela Vista.
        E a parte mais baixa do bairro, fica mais próxima de onde se originou o Bixiga, mas chamamos de Bela Vista…

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        • Emerson de Faria 12/09/2020 at 16:53

          Que bacana, essa história do nome do bairro eu já conhecia, inclusive era na região do Morro dos Ingleses para onde fugiam os negros no tempo da escravidão, negros e italianos formam a gênese do Bixiga, o bairro mais emblemático de São Paulo.

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  • Lívia Conti 18/06/2019 at 04:58

    Parabéns pelo inventário! Excelente trabalho

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  • Maury guilherme rossito 25/07/2019 at 23:14

    Douglas, se o meu post não interessar vc apaga, mas apenas quero acrescentar curiosidades sobre essa foto, Como fui criado nessa rua, lá pelos anos de 40/50,lembro que nessa casa morava oi alfaiate Aurélio Bomtempi e sua família. Na parte de baixo funcionava a sapataria (consertos) dos irmãos Etelvino e Floriano. É que vendo essa foto fiz uma viagem ao passado. Que Bom.

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    • Natasha Bontempi 31/05/2020 at 23:14

      Maury, sim, Aurelio era meu avô e minha avó, a Helena. Eles mudaram para Santos em 1956 e voltaram na década de 70, desde então tinham uma lojinha la embaixo que ja vendeu de um tudo, de bala, jornais, a produtos importados e cigarros. Meus pais fecharam no começo dos anos 2000

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  • Sônia M. Pavan 26/07/2019 at 12:04

    Estou olhando pra essa casa de 1922. Moro em frente a ela. Linda!!! Parabéns pelo seu trabalho. Ando muito pela cidade e adoro essas construções!!!

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  • Daniel Pardo 21/09/2019 at 20:37

    E essas são casas que quando nós estamos passando nas ruas passam batido aos nossos olhos, mas ainda bem que existe esse site.

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