Para ser uma casa importante ou um patrimônio histórico (mesmo que informal) não é preciso ser uma grande mansão, um palacete ou mesmo a residência de um ilustre cidadão do passado. Basta que a casa seja protagonista de algo relevante, seja para a história do país, da cidade ou mesmo do bairro. Ou até que seja apenas um imóvel peculiar. E peculiaridade não falta nesta casa abaixo.

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Localizada na Rua Sousa Caldas, esta residência é um belo e raro exemplar em art decó da região do Belenzinho e Pari. Está bastante deteriorada, é verdade, mas ainda assim mantém bastante preservado todos os detalhes originais da residência, como os detalhes do frontão, a caixa de cartas, pão e leite, além do portão e o vitral sobre ele.

É realmente uma arquitetura bastante incomum nesta região da cidade, que é bem abastecida ainda de construções antigas, mas raras são as que nos remete aos belos traços do art déco. Abaixo, mais duas fotografias com detalhes da fachada:

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

Evidente que nem todos conseguem enxergar beleza em casas que não estão conservadas. Mas nem todos os proprietários tem condições de manter suas fachadas intactas, preservadas. Sabemos que o IPTU em São Paulo é cada vez mais alto e morar em uma casa é cada vez mais proibitivo, e justamento por isso que sempre defendo a ideia de isenção de tributos a imóveis antigos, desde que o valor correspondente seja aplicado na conservação e restauro da casa.

Isso geraria mais retorno para a economia, trazendo mais restauradores ao mercado de trabalho e donos ainda mais orgulhosos de suas belas residências. Entretanto, no Brasil, isto parece ser ainda uma realidade muito distante.

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Sobre o autor

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, é presidente do Instituto São Paulo Antiga e membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comentarios

  • LUCIANA CANDIDO DE LIMA ___ 11/12/2013 at 02:06

    No Glicério existe uma vila com casinhas bem interessantes fica numa travessa da Conde de Sarzedas

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  • Pardo 25/02/2015 at 20:34

    Minha bisavó na década de 60 morou nessa rua e minha avó também morou nessa mesma época, só que em outra rua e já naquela época o Brás, infelizmente já era “bocada” e deserto a noite, hoje está mais deserto ainda a noite, pois o grosso do movimento do bairro ocorre mesmo até umas 18, 19 horas.

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    • Lucia Godoy 17/05/2015 at 21:56

      NOs anos 60 – 70 eu tinha 10 a 20 anos e saia muito, gostava de ir ao teatro e ao cinema nos fins de semana. Voltava à noite, sózinha, e era muito seguro e tranquilo.

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  • Lucia Godoy 17/05/2015 at 21:52

    Eu morei na Souza Caldas de 1961 até mais ou menos 1972. Nossa casa era um sobrado, onde morávamos na parte térrea e em cima viviam os donos da casa. Os filhos dos donos eram o Salvador Jr. (Dodô) e o Sérgio. Não lembro o número mas era no fim do quarteirão quase chegando na rua Cachoeira. No lado direito de quem desce da rua Rio Bonito. No lado esquerdo morava D. isolina e seu filho de 5 anos que imitava o Moacir Franco o tempo todo. Do lado direito morava a D. Elsa, sua mãe, sua filha e sua netinha. E ao lado delas uma família de italianos: a vó que fazia as massas todos os dias, o avô, as filhas Edwiges e outra ( não lembro o nome) e os filhos da Edwiges, Cláudio e Ricardo. Só eles sabiam falar português. Frente a nossa casa morava a D. Maria e o marido, 6 filhos e uma filha, a Celeste. Minha irmã se casou com o filho caçula, o João A. Vieira. Na esquina da Souza com a Cachoeira tinha um bar onde serviam o aperitivo típico da época. A fofoca era que a Dona do bar convivia em um triângulo amoroso com o marido e o sócio deles em santa harmonia!! Kkkkk lembro também da mulher que morou no sobrado em frente minha casa que cortou os pulsos e depois os envolveu com vendas e ficou na sacada exibindo as vendas que se encharcavam de sangue….é claro que ela não morreu porque rapidinho chamaram uma ambulância…. Ou foi a polícia????

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