O número de casas a venda em SP aumentou de forma significativa nos últimos anos, o que é uma clara evidência de que a procura por imóveis aumentou e, consequentemente, é representativo do quanto o mercado imobiliário da cidade cresceu. De forma lenta e progressiva, não só na cidade de São Paulo mas no estado como um todo, a recuperação do mercado imobiliária tem acontecido perceptivelmente.

Essa é uma das informações mais importantes levantadas pelos Indicadores de Registro Imobiliário, que foi devidamente divulgado pela Associação dos Registradores de Imóveis de São Paulo (Arisp), em uma parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE)

Mas como esteve o nível de crescimento do mercado imobiliário em SP nesses últimos trinta anos? Mais importante ainda, como esteve e como tem estado o crescimento imobiliário de SP nesses últimos anos? Quais as perspectivas para o futuro? É o que será abordado nesse artigo.

O panorama do crescimento imobiliário de SP nos últimos 30 anos

Atualmente, na economia brasileira, há uma certeza que virou um verdadeiro paradigma, tanto para os estudiosos acadêmicos, quanto para os especialistas em geral no mercado: o momento de crise, assim como o de euforia, acabaram. Esse pensamento também é válido para o mercado imobiliário.

O mercado imobiliário em São Paulo, assim como no país em geral, sofreu diversas oscilações, por conta da situação econômica distinta no país nesses últimos 30 anos. Vale lembrar que há 30 anos tínhamos Fernando Collor no poder e a difícil situação, aliada posteriormente a instabilidade política devido ao processo de impeachment causaram uma imensa retração no mercado imobiliário. Afinal, com os casos alarmantes de corrupção e o confisco das poupanças o cenário era inseguro e desfavorável.

Posteriormente, com o advento do Plano Real, o país conseguiu, ao menos por um determinado período, a tão sonhada estabilidade econômica. Além disso, com o incentivo a atração de capitais, o país estava com um bom fluxo de recursos financeiros. Tudo isso deu uma animação imensa para a população e para imobiliárias e corretores. A demanda por imóveis aumentou vertiginosamente.

O mesmo se observou em São Paulo. A cidade havia crescido muito ao final da década de 1970 e 1980 havia sofrido uma expansão gigantesca, tornando-se uma verdadeira megalópole. O afluxo de pessoas que a cidade recebeu, por conta de migração interna no país, impulsionou sua expansão.

A princípio, isso fez com que a demanda aumentasse de forma gigantesca e os estoques de imóveis se reduzisse drasticamente. Em outras palavras, começou a ter mais pessoas procurando por imóveis do que unidades disponíveis no mercado. Nesse primeiro momento, isso incentivou a construção de inúmeras unidades e a especulação imobiliária crescesse.

Todavia, o fluxo populacional para a capital paulista foi tão grande que a cidade sofreu um verdadeiro “inchaço” populacional. Em outras palavras, ela passou a ter mais pessoas do que a sua capacidade de comportá-las. As periferias aumentaram vertiginosamente, pois os bairros centrais já não tinham espaço suficiente.

Entretanto, de forma surpreendente, mesmo as periferias por si só também não davam contas sozinhas de abarcar esse excedente populacional. Encontrar um apartamento em São Paulo era um verdadeiro sufoco. Isso representou um problema do ponto de vista econômico, social e, obviamente, imobiliário.

Com o passar do tempo, ainda que São Paulo continuasse sendo um dos principais polos atrativos de migrantes, o fluxo populacional mudou um pouco. Devido em parte a esse inchaço da cidade e também ao crescimento das cidades médias e outras regiões, uma parte das pessoas começou a procurar essas cidades médias.

Já na década de 2000, em seu início, o mercado imobiliário na cidade e no estado de São Paulo se aqueceu bastante e obteve uma ótima lucratividade. O período de 2008 a 2014 foi um período de enorme crescimento no mercado imobiliário de SP e de todo o país, período esse em que o preço dos imóveis simplesmente disparou.

 No estado de São Paulo, a alta nos preços dos imóveis foi de 200%. Esse extenso período de crescimento foi profundamente abalado pelo reflexo atrasado de uma crise econômica mundial, que causou uma estagnação imobiliária.

A situação do mercado imobiliário de 2008 em diante

As instituições financeiras começaram a promover uma intensa restrição ao crédito a partir do ano de 2013, reduzido os financiamentos pela metade.

O amargo período de baixa, que durou cerca de cinco anos, finalmente se encerrou. Segundo informações do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o setor da construção civil conseguiu movimentar 57,7 bilhões de reais no ano de 2018, o que representa um aumento de 33% em comparação com o ano de 2017, por exemplo.

Para se ter uma ideia, apenas no estado de São Paulo a pesquisa do Sindicato de Habitação verificou a existência de 29,9 mil novas unidades construídas em 2019, o que representou um aumento de 26,9% na oferta de imóveis.

De 2019 para cá, a situação se transformou. De acordo com a Secovi, as vendas acumuladas de imóveis residenciais entre meados de 2018 e meados de 2019 atingiram a casa dos 32,6 mil, um aumento de 19,4% a mais do que o período precedente. Estes números ultrapassam e muito as vendas totais do ano anterior ao recorde da década anterior (2007-2008).

O cenário econômico brasileiro atual aponta que a temporada 2019-2020 significa a chance perfeita para os potenciais compradores obterem negociações favoráveis. Para os locatários, é o momento chave para conseguir apartamentos para alugar em SP com contratos que sejam vantajosos, dado que a tendência é que os valores dos aluguéis passem a aumentar.

Cabe um destaque aqui para os micro-apartamentos, que são uma tendência fortíssima para os próximos anos, devido ao aquecimento da economia, que leva profissionais para as grandes cidades.

Agora você tem um panorama completo e detalhado a respeito do crescimento imobiliário em SP nesses últimos 30 anos e principalmente na última década.
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Comentarios

  • Paulo Clístenes Vieira da Silva 08/07/2020 at 17:43

    Boas perspectivas para o setor imobiliário do o próximo ano, mesmo com as consequências do momento em que estamos passando.

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