Mais um 9 de Julho está chegando e com ele vem à tona a história dos revolucionários constitucionalistas.

Porém este feriado ainda é um mistério para várias pessoas. Por que é feriado? O que foi a Revolução Constitucionalista? O que esta Revolução significou para o Estado de São Paulo? Esses são os tipos de indagações que qualquer pessoa corre o risco de fazer a si próprio.

Feriado estadual desde 1997, a Revolução Constitucionalista explodiu em 1932 quando a população paulista se rebelou contra o governo ditatorial do então presidente Getúlio Vargas. São Paulo lutou por uma constituição ocasionando um dos grandes episódios da história do país. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados aliados ao Governo Federal. O resultado não poderia ser pior, mais de 850 pessoas vieram a falecer pelo ideal constitucionalista na cabeça e no coração.

Remo Randi – Herói de 1932 (clique para ampliar)

Para homenagear esta epopéia paulista, em 1942 iniciou-se a construção do Obelisco dos Heróis de 1932 sendo finalizada em 1970. Projetado pelo escultor italiano Galileo Emendabili (1898-1974) o Obelisco possui 70 metros e não é uma simples obra com a finalidade de homenagear os soldados constitucionalistas. Dentro do Obelisco estão os restos mortais de muitos combatentes tornando-se um Obelisco Mausoléu.

Possuindo diversas simbologias e inscrições, o Obelisco é tombado pelos órgãos CONDEPHAAT e CONPRESP, porém encontra-se em restauro e não está aberto para visitação, salvo no dia 9 de Julho.

O Obelisco é a última morada de diversos paulistanos ilustres que contribuíram pelo ideal constitucionalista como o poeta Guilherme de Almeida, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo que compoem a sigla MMDC, Ibrahim Nobre, General Ataliba Leonel e diversos voluntários como Ary Cajado de Oliveira e José Vicente Ferreira.

As homenagens para a Revolução Constitucionalista não se resumem apenas no Obelisco do Ibirapuera como é popularmente conhecido. Em cada canto de São Paulo tem algo que nos remete para o ano de 1932.

Presentes no cotidiano dos cidadãos paulistanos, as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho são exemplos de homenagens constitucionalistas. E estas homenagens não param apenas em nomes de logradouros. Sempre encontramos monumentos em praças públicas nas cidades de São Paulo enfatizando 1932, porém que as vezes passam despercebida pela maioria da população. Resgatar a história é fundamental para perpetuá-la pelas pessoas que derramaram o seu sangue em defesa de São Paulo.

O São Paulo Abandonada & Antiga pesquisou a história de alguns monumentos e túmulos espalhados pelo Estado de São Paulo passando por Araraquara, Piracicaba e a nossa Capital.

Em julho de 1932 no bairro de Santo Amaro, os estilhaços de um morteiro que explodiu acidentalmente matou o General Júlio Marcondes Salgado, que também leva nome de rua no bairro de Santa Cecília. Recebeu a condecoração de General Paulista pós morte. Major José Marcelino foi o responsável pelos testes do morteiro e também acabou falecendo.

Seus túmulos encontram-se no Cemitério São Paulo e possuem diversas simbologias heróicas onde aprendemos um pouco sobre a história constitucionalista apenas com o olhar.

Os Túmulos do General Júlio Marcondes Salgado e Major José Marcelino da Fonseca:

Túmulo do General Júlio Marcondes Salgado

O relevo que contempla o túmulo do General é de autoria do escultor Eugênio Prati. Vemos em primeiro plano uma mulher seminua envolta por uma mortalha segurando a bandeira do Estado de São Paulo o que significa a Pátria. Logo acima o General Júlio Marcondes comanda um exército de soldados constitucionalistas com a espada em punho, o que significa proeza. Ao fundo encontramos muitos detalhes especiais. O edifício Martinelli contempla o relevo junto com uma parte do monumento Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo que se encontra no Páteo do Colégio, autoria de Amadeu Zani e a palavra LEX que significa lei em latim, ou seja, este relevo nos mostra a soberania do Estado de São Paulo perante a constituição que tanto proclamou.

Túmulo do Major José Marcelino da Fonseca

Ao lado do túmulo de Júlio Marcondes Salgado, encontramos o de seu companheiro Major José Marcelino da Fonseca. Também de autoria de Eugênio Prati, o jazigo possui um relevo com a face do Major e acima, outro relevo com um soldado constitucionalista de perfil tendo em seu punho uma baioneta fazendo referenda para a pátria paulista simbolizando apenas por uma mão e um ramo de café, símbolo supremo da economia paulista. Ao fundo encontramos a bandeira do Estado de São Paulo.

Túmulo de Ibraim Nobre:

Túmulo de Ibraim Nobre

Também encontra-se no cemitério São Paulo. Executada em mármore pelo escultor Galileo Emendabili, este jazigo está em desuso depois que seus restos mortais foram trasladados para o Obelisco do Ibirapuera (veja destaque na foto) e hoje repousa ao lado do poeta Guilherme de Almeida.

Túmulo de Prudente Meireles de Moraes:

Prudente Meireles de Moraes (clique na imagem para ampliar)

Situado no Cemitério da Consolação, este jazigo é ricamente simbólico para os amantes da Revolução Constitucionalista.

Armando Zago, escultor que assina a obra, nos brindou com uma escultura do Apóstolo São Paulo. O olhar de contemplação perante o sepultado simbolizado pela bandeira do Estado de São Paulo, o ramo de café e o capacete constitucionalista modelo paulista. A espada baixada que se encontra na mão direita do Apóstolo significa dever cumprido e um detalhe muito interessante: A portinhola do jazigo é o Túnel da Mantiqueira, divisa de Minas Gerais e São Paulo onde o exército constitucionalista de São Paulo entrou em conflito com as tropas de Minas Gerais ocasionando diversos mortos. Prudente Meireles de Moraes era engenheiro e foi responsável por diversas obras para beneficiar a Revolução Constitucionalista. Era sobrinho do primeiro presidente civil brasileiro, Prudente de Moraes.

Túmulo dos ex-combatentes constitucionalistas – Cemitério da Saudade de Piracicaba:

Clique na foto para ampliar

Todo Estado de São Paulo se mobilizou em prol da Revolução Constitucionalista e a cidade de Piracicaba, berço da economia da cana-de-açúcar, não foi diferente. A história desta cidade se confunde com o desenvolvimento econômico da Capital.

Estão sepultados neste jazigo os soldados Natal Meira Barros, Sylvio Cervelini, José Homero Roxo, Ennes Silveira Mello, Romário Mello Nery e Francisco H. Souza. Neste cemitério também estão sepultados o presidente Prudente de Moraes e o pintor Almeida Júnior.

E simbologia constitucionalista é o que não falta neste túmulo, começando pela coluna partida que significa vida interrompida. Acima, vemos o capacete constitucionalista modelo francês apelidado de crista de galo. Este capacete está apoiado em um livro com a palavra LEX o que nos remete a luta dos combatentes piracicabanos pela constituição. Ao fundo, uma singela mão com uma espada em punho que significa símbolo da justiça e da decisão.

Túmulo do voluntário Clineu Braga de Magalhães:

Túmulo de Clineu Braga de Magalhães (clique na foto para ampliar)

Clineu era aluno do terceiro ano de engenharia no Mackenzie College. Pertencente ao BUP – Batalhão Universitário Paulista – que integrou-se ao Batalhão 14 de Julho. Este universitário morreu com um tiro no coração, e quase todo seu batalhão foi aniquilado.

O escultor italiano Júlio Starace, executou no Cemitério São Paulo 4 peças fundamentais para o entendimento da história de Clineu. A bandeira do Estado de São Paulo, o ramo de café e o capacete modelo paulista com as iniciais BUP 14 de Julho. Na parte superior, um braço estendido segurando uma tocha, que é o símbolo da força (vide foto abaixo).

Túmulo do voluntário Lauro de Barros Penteado:

Clique na foto para ampliar

Apresentou-se ao 14 de Julho e foi para Rio das Almas, próximo aos municípios de Ribeirão Grande e Capão Bonito (região sudoeste do Estado). Foi atingido por uma granada que explodiu sobre ele. Seus últimos dizeres foram: Sei que vou morrer por São Paulo. Quero ser sepultado com esta mesma farda com que vou morrer… Viva São Paulo!

Seu túmulo possui simbologias paulistas. Eugênio Prati destacou em primeiro plano, no relevo, o Bandeirante que é o símbolo da proeza e persistência do povo paulista. Ao fundo, encontramos o monumento de Amadeo Zani, Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, ao lado o monumento que se encontra na sede da Prefeitura de São Paulo, a Quimera, autoria do escultor italiano Nicola Rollo. Abaixo o capacete constitucionalista modelo paulista com o ramo de café e a palma que significa a glorificação celestial, representando o triunfo dos mártires sobre a morte.

Monumento em homenagem aos combatentes da cidade de Americana:

Monumento em homenagem aos combatentes

Além do Obelisco e das magníficas obras cemiteriais, existem outros monumentos em homenagem a Revolução Constitucionalista de 1932 espalhados por todo o Estado de São Paulo. Um deles está em Americana.

Monumento erguido em 1984 na Praça Comendador Müller em frente à Biblioteca Municipal em homenagem aos combatentes Fernando de Camargo, Aristeu Valente, Jorge Jones e o Capitão Manoel dos Santos Sobrinho.

Executado em granito e bronze, ao longo dos nove degraus (alusivo ao dia 9 de julho) o monumento possui a figura de um soldado abraçando a bandeira do Estado de São Paulo onde o combatente serviu e morreu pela pátria paulista. Nas quatros faces do monumento estão os relevos dos combatentes americanenses.

1932 é Eterno:

 

 

A Revolução constitucionalista de 1932 corre risco de cair no esquecimento. Como cidadãos, temos o dever de reestabelecer um sentido de ordem e continuidade frente às realidades históricas que enfrentamos. É restabelecer nosso encontro com a história como parte do impulso vivo ao invés de um mergulho cego ao desconhecido. Como sociedade, caminhamos para o futuro na grande dinâmica da história. E é esse painel grandioso que devemos preservar e compreender o sentido do resgate histórico da Revolução.

Agradecimentos aos colaboradores: Gustavo Daniel Randi e Sérgio Righi – Site Última Trincheira.

About the author

Licenciada em História, é pesquisadora e professora da rede pública e particular em Guarulhos. É co-fundadora da Associação Guarulhos tem História e Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC). Co-autora dos livros "Guarulhos tem História" e "Guarulhos: espaço de muitos povos".

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Comments

  • Ferpa 05/07/2010 at 22:56

    Muito bom seu site, parabéns ! Moro em Cruzeiro-SP, a 25 km do túnel da Mantiqueira e sou voluntário numa associação de preservação ferroviária. No túnel existe uma estação (no lado mineiro) você já deve ter visto fotos dela com o nome Túnel e posteriormente ”Coronel Fulgêncio”. Quando reformamos ela, retiramos o reboco das velhas paredes e eis que veio a grande surpresa: Ela estava completamente perfurada, marcada e CHEIA de balas cravadas, parecia uma peneira ! Nossa intenção imediatamente foi deixar tudo original os buracos das balas e as balas ! Mas o povo da comunidade e das cidades quando soube fizeram um verdadeiro estrago 🙁 e destruíram tudo para arrancar as balas. Salvei algumas comigo e como estragaram as paredes acabamos por rebocar elas novamente.

    Reply
    • Caetano 09/07/2012 at 08:06

      Que pena! Mas bem interessante, obrigado por compartilhar!

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  • Roberto 06/07/2010 at 11:20

    Todos os paulistas têm o dever de conhecer nossa História.
    Hoje não temos um ou dois Estados contra nós, parece que o Brasil inteiro nos inveja e mesmo sente raiva por sermos o que somos, mercê de nossa Fé e de nosso trabalho incansável para tornar o Brasil um país justo e magnânimo, mas não da forma que querem aquêles que elegemos para nos liderar nessa empreitada.
    Mas podemos consertar isso tudo, se fôrmos corajosos e valentes para expulsar a malta embriagada pelo poder.

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    • Caetano 09/07/2012 at 08:05

      Que discurso mais xenofóbico! Vai me desculpar mas discordo totalmente do ponto de vista. Conheço e convivo com gente de todas as partes do país e, ao contrário, vejo muita admiração e respeito à cidade.
      Falta de valorização à cidade vemos em nosso atuais representantes, o que é total responsabilidade nossa.

      Reply
      • adilsom 25/08/2015 at 14:31

        parabéns caetano..foi uma batalha por um ideal..mas o resultado alcançado foi pouco,e as mortes foram muitas…será que valeu a pena?…um abraço

        Reply
    • Rogerio 27/10/2013 at 18:56

      Apoiado!
      Estamos precisando valorizar e defender o que é nosso.
      Quem chega de fora ou nos vê, realmente age de forma nociva.
      Tem sua exceção mas o estrago é grande para o nosso estado.
      Xenofobia inclusive para o país, é bem vindo.

      Reply
  • MAGALÍ BARROS DE OLIVEIRA 06/07/2010 at 22:26

    PREZADO DOUGLAS E GLAUCIA,

    PARABÉNS, PELO BELISSIMO TRABALHO REALIZADO POR VOCÊS.

    ATUALMENTE, O DIA 09 DE JULHO, QUE MARCA O INICIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, É A DATA CÍVICA MAIS IMPORTANTE DO ESTADO DE SÃO PAULO E FERIADO ESTADUAL. NÓS PAULISTAS CONSIDERAMOS A REVOLUÇÃO DE 32 COMO SENDO MAIOR MOVIMENTO CÍVICO DE NOSSA HISTÓRIA.
    COMO COORDENADORA DE EDUCAÇÃO E CULTURA DA ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE SÃO PAULO, 2010, CONSIDERO DE SUMA IMPORTÂNCIA ESSE ENTENDIMENTO POR TODOS, INDEPENDENTEMENTE DA FAIXA ETÁRIA.
    MEU PAI NESSA ÉPOCA ESTAVA COM 5 ANOS E ATÉ O SEU ÚLTIMO SUSPIRO, CONTAVA-NOS QUE NA CHÁCARA DA FAMÍLIA, EM AVARÉ, AJUDAVA A TIA MARIA (ENFERMEIRA VOLUNTÁRIA), A CUIDAR DOS SOLDADOS FERIDOS.
    BRAVO!!!! HERÓIS SÃO ETERNOS, PORTANTO NÃO PODEM SER ESQUECIDOS.

    MAGALÍ BARROS DE OLIVEIRA

    Reply
  • Fernando 07/07/2010 at 12:17

    Parabens pelo trabalho. São Paulo e seus herois não podem ser esquecidos.
    Falta uma homenagem ao Gal. Marconmdfes Salgado com foto ilustrativa.

    Reply
    • rosangela salgado 05/07/2011 at 22:49

      e mesmo fernando pois sabemos quem ele era…. rosangelas

      Reply
    • Elyseu Guilherme Salgado Rocha 19/11/2011 at 13:31

      Prezado Fernando, sou neto do General Salgado. Minha falecida Mãe era sua filha caçula – Jandyra. Ela teve um irmão, também falecido, Waldemar. Sou Coronel inativo da Polícia Militar e depositário de Fotos, documentos e troféus do meu Avô. Além de ser o Herói de 32, foi exímio cavaleiro- Campeão Brasileiro de Salto a Cavalo em 1929 no Rio de Janeiro, obteve medalhas de Polo a Cavalo e Esgrima. Estou a disposição. Atenciosamente, Cel. Rocha.

      Reply
  • eraldo afonso zampa 07/07/2010 at 19:26

    Gostaria de parabenizar a Autora e poder couperar, já que estudei no Colégio Heitor Pentiado, que aparece aos fundos do obelisco de Americana – SP e ainda dizer que a data do referido obelisco encontra-se colocada erroneamente, acreditando ser de 1944 ou 54. Uma vez que sou de 55 e sempre comemorei desde os meus tenrros anos saudosos a nossa Revolução de 32, já que apenas SP sabe sobre a Revolução; Pois nem um outro estado ensinam nas escolas sobre o que levou nós Paulistas ter nos Levantados contra o governo gv e aí é que nasce o ranso entre Paulistas e Cariocas assim como a honroza palavra e fio de bigode dos mineiros….. Parabens mais uma vez por montar o referido site o qual deveria ser passado em todas as escolas Paulistas, para que os jovens de hoje, tenham honra em serem Paulistas; é o meu pensar.

    Reply
  • 9 de julho é feriado – e também aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 | A Vida Como A Vida Quer 09/07/2010 at 08:59

    […] Hoje os paulistas comemoram mais um aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 e nesta semana teve um especial no blog São Paulo Abandonada & Antiga, com uma série reportagens e entrevistas especialmente dedicados ao 9 de julho. A estreia teve artigo da historiadora Glaucia Garcia de Carvalho com o tema: 1932 – A Arte da Revolução nos Cemitérios Paulistas. […]

    Reply
  • Paulo Amadei 16/01/2011 at 15:46

    Existe no Brás,uma rua em homenagem ao Major Marcelino.
    Começa na rua Bresser e termina na rua Cachoeira.

    Reply
  • Rogerio 04/08/2011 at 20:19

    Tenho o movimento de 32 como um exemplo de que o Brasil não mereceu a nobresa do ato desses heróis.
    Jornalistas como Paulo Henrique Amorim tem a coragem de escrever o seguinte sobre o movimento em seu blog conversa fiada.
    Isso devido ao movimento separatista paulista.

    http://www.conversaafiada.com.br

    ****
    O movimento vem desde o Partido Republicano Paulista, no fim do século XIX.
    E embainhou a espada em 1932, com a “Revolução (sic) Constitucionalista (sic)” que queria derrubar Getúlio Vargas e re-instalar um presidente paulista.
    Levou uma surra.
    Ou melhor, não levou.
    Correu antes de levar.
    Paulo Henrique Amorim
    ****

    Veja na integra o texto e comentários.
    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/07/09/movimento-separatista-de-sp-sai-do-armario-parece-pouco-mas-nao-e/

    E muitos outros Brasileiros de vários estados ainda fazem pouco do que ocorreu, por pura ignorância eu espero.
    Já o jornalista que citei não.

    A grandeza do movimento se dá pelos monumentos levantados na época para jamais deixar cair no esquecimento por quem viver nesse estado.

    Espero que consigamos conservar sempre viva essa lembrança, através de todas essas obras feitas com o maior respeito a quem defendeu o movimento.

    Reply
  • esio antonio pezzato 10/10/2011 at 09:53

    Ode ao Nove de Julho

    Esio Antonio Pezzato

    Os grandes heróis Paulistas
    Tombaram – porém, em pé!
    E o pendão das treze listas
    Mostrou o poder da fé.
    – Foram heróicos soldados
    Que tendo sonhos dourados
    Mostraram o seu valor…
    E agachados nas trincheiras
    Ergueram mil cordilheiras
    Com a base feita de Amor!

    E todo o povo paulista
    Com a força do coração,
    Foi constitucionalista
    Com ardor e devoção…
    Mesmo sendo injustiçado
    O paulista ergueu seu brado
    Que hoje em dia ainda se vê.
    E quatro jovens tombando
    Deixaram todos clamando
    O M.M.D.C.!

    Vai, Miragaia – valente!
    E Martins – vai se rival!
    Dráuzio – na linha de frente!
    Camargo – vai triunfal!
    Na sigla audaz e radiante,
    São Paulo segue confiante
    Rumo aos páramos de luz!
    E com sobranceiro orgulho
    Bradam o Nove de Julho
    Que o brasíleo céu seduz!

    Que importa se houve vingança,
    Ódio, rancor e desdém?
    – Se ainda temos a Esperança
    De ver triunfar o Bem,
    Para nós isso é o que importa,
    O resto é paisagem morta
    Repleta de ingratidão…
    – Medalha que expele fogo,
    Profano e maldito jogo,
    Negra e lívida oração!

    Mas o povo Bandeirante
    Que mostrou se colossal
    E que seguiu sempre avante
    Com denodo magistral,
    Dando à morte sua vida
    Mostrou sua alma aguerrida
    Aos rincões desta Nação!
    E cada soldado altivo
    Clamou em coro cativo:
    –“À Pátria o meu coração!”

    Mártires dessas jornadas,
    Em cada peito febril
    Cintila em letras douradas
    Um nome apenas – Brasil!
    E com triunfante orgulho
    Dizeis que o Nove de Julho
    Representa o que hoje sois.
    E quais grandes timoneiros,
    Sois Soldados brasileiros,
    Soldados de Trinta e Dois!

    09.07.1980

    Reply
  • Patria Paulista 07/12/2011 at 12:15

    Parabens!!!! Cada vez mais me orgulho de ser paulista… Nos tivemos herois e coragem pra enfretar as injustiças politicas da epoca… Acho q esse espirito guerreiro do paulista nao morreu, so esta adormecido. abs

    Reply
  • Dário Bizzo 12/07/2012 at 15:51

    Seja mencionado que foi o Sr. Mário Covas quem reconheceu a importância da date e oficializou o feriado

    Reply
  • Diego 30/10/2012 at 15:16

    Muito interessante. Eu tenho fotos do monumento de São José do Rio Preto – SP.

    Reply
  • Kalina 09/07/2013 at 23:16

    Adoro esse site, e fiquei mais feliz por ver o Monumento da minha tão querida cidade – Americana.
    Fernando de Camargo é o nome da rua que fica em frente a praça Comendador Muller, uma das principais ruas de Americana.

    Reply
  • Benedito Batista Dos Santos 31/08/2013 at 17:47

    meu sogro falecido em 1972 ,lutou em Piquete onde houve batalhas sangrentas…

    Reply
    • Benedito Batista Dos Santos 31/08/2013 at 17:54

      Por isso sinto uma enorme euforia de ser Paulista de ter visto ter conversado com HEROIS Paulistas e ter nascido no Vale do Paraiba…

      Reply
  • Ailton Sales Junior 27/10/2013 at 17:29

    Eu adoro esse site, sempre to por aqui viajando nas postagens, e principalmente desfrutando do conhecimento de quem o construiu. Parabéns à vcs.

    Reply
  • margarida storti 27/10/2013 at 17:33

    conheço os tumulos do cemiterio SÃO PAULO lembro quando era 9 de julho as honras que tinha no lugar mas pensava que depois que fizeram o obelisco não tinha mais ninguem ai

    Reply
  • Marina de Souza 27/10/2013 at 17:37

    Gostaria de saber qdo vai ter a próxima visita monitorada aos cemitérios de Sampa?

    Reply
    • Douglas Nascimento 27/10/2013 at 17:44

      Oi Marina, o calendário de passeios de novembro sairá amanhã e o de cemitério sai na próxima quinta.

      Reply
  • Carlos Marceu 13/01/2014 at 21:31

    RESPEITO MUITO ESSES HEROIS PAULISTAS DA REVOLUÇAO QUE LUTARAM CONTRA O PAÍS, TRAIDOS PELOS MINEIROS QUE ALEM DE TRAIR LUTARAM CONTRA OS PAULISTAS, QUE SEM ARMAS E MUNIÇÕES FORMA MASSACRADOS, SÃO PAULO SE FOSSE VITORIOSO NÃO ESTARIA CARREGANDO ESTADOS QUE TEM CARNAVAL O ANO TODO NAS COSTAS, SÃO PAULO É O ESTADO QUE PAGA MAIS IMPOSTOS E O QUE MENOS RECEBE DE VOLTA DA UNIÃO.

    Reply
  • CLOVIS 31/03/2014 at 10:31

    OS MINEIROS NOS TRAIRAM COMO JUDAS TRAIU CRISTO,E CONTINUAM TRAINDO.
    MAUDITO O PAULISTA QUE ACREDITA EM MINEIRO.

    Reply
  • Fernando 09/07/2014 at 16:57

    Corrigindo, o monumento de Americana não foi construido em 1984, mas sim na década de 30 logo após a revolução

    Reply
  • Elaine Telles Rodrigues 11/07/2014 at 09:48

    sou apaixonada pelo assunto! meu avô participou dessa guerra também. Enquanto lia o texto, fui me lembrando da Glaucia contando as histórias durante as visitas aos cemitérios.
    Parabéns a todos!!!!!!!!!!

    Reply
  • Professor Carlos Felipe do Nascimento 18/12/2014 at 21:15

    Eu pensei que era o único que tentava preservar a historia da revolução de 1932 no Vale do Paraíba, sempre que encontro algo eu envio ao Museu Local de Cruzeiro, sempre que posso e assim quando me procuram levo pessoas para atravessar o o túnel da Serra da mantiqueira assim como conhecer as trincheiras locais, e levo palestras em escolas também
    Participei deste ultimo documentário que fizeram sobre a revolução de 1932 e se depender de esta historia jamais sera esquecida

    Reply
  • Vinicius Ribeiro 29/01/2015 at 16:55

    Prezados, parabéns por essa grande iniciativa. Descobri esse site pelo rastreamento da google. Sou jornalista formado em Historia pela FIC, sou também de Cruzeiro/SP. Gostaria de um dia conversar com vocês e mostrar um pouco mais sobre o berço da Revolução de 1932. Como o amigo comentou sobre a estação Cel. Fulgêncio (Passa Quatro) temos mais informações sobre o tal fato, como também, as trincheiras e valas no alto da Serra. Em tópicos anteriores, ví uma matéria sobre os cemitérios esquecidos, incluindo o de Santa Cabeça na cidade de Silveiras, temos uma linha de conhecimento sobre os grandes barões do café e seus subordinados que sobreviveram alí até o inicio do século XX.
    Estou a disposição. meu contato é correio.cruzeirense@gmail.com

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