A Tragédia do Cine Oberdan
Artigos, Crimes — Por Douglas Nascimento em 12/01/2011 23:11Tweet
Atenção: Algumas imagens ao decorrer deste artigo poderão ser fortes para pessoas mais sensíveis a imagens de mortos, este material também não é recomendado a crianças.
Inaugurado em 1927, o Cine Oberdan foi projetado para ser majestoso desde sua concepção, um prédio magnífico na rua Firmino Whitaker, no então efervescente bairro do Brás.
Elegante e imponente, o Oberdan era um empreendimento da Sociedade Italiana Leale Oberdan e posteriormente foi vendido para a Empresa Teatral Paulista. O Oberdan foi um cinema que impressionava pelo luxo em suas escadarias, na sala de exibição, no hall e principalmente em sua fachada. No seu interior, o teto era decorado com azulejos portugueses, haviam estátuas decorando o hall e sua cúpula era muito semelhante a do nosso Teatro Municipal. O nome da sala, é uma homenagem ao anarquista italiano Guglielmo Oberdan, cujo busto ainda é encontrado na fachada lateral do velho cinema.

Rosto de Gugliemo Oberdan, mártir da unificação italiana, na fachada do cinema (clique para ampliar).
O que os proprietários do cinema não poderiam imaginar é que 11 anos depois de sua inauguração a sala seria palco da maior tragédia infantil de São Paulo, e que seria palco de mudanças nas regulamentações das salas de cinema de São Paulo, a Tragédia do Cine Oberdan.
A matinê do dia 10 de abril de 1938 não exibia um filme de terror, mas as cenas que foram vistas naquela tarde dentro do cinema, com certeza serviriam de roteiro para os típicos filmes-catástrofes. A sessão estava lotada, boa parte por crianças, e na tela era exibido o filme “Criminosos do Ar”.
Já estava quase no final do filme, quando uma cena mostra dois aviões chocando-se no ar. Foi neste momento que alguém na plateia gritou “FOGO!”, provavelmente em alusão ao filme e que foi o estopim para que iniciasse uma correria desesperada para fugir da sala (* esta é a versão oficiosa, veja a versão da polícia para o incidente logo abaixo).
A correria e o pânico tomou conta da enorme sala de cinema, que comportava 1600 pessoas. Apesar da sala ser assim grande, suas saídas não eram pensadas para situações de pânico e as saídas rumo ao hall se davam por duas estreitas escadarias. Não demorou para que crianças desesperadas fossem correndo para estas escadas, juntamente com adultos. Nesta hora, não houve cavalheirismo e nem gentilezas, foi um salve-se quem puder frenético. E o que aconteceu em poucos minutos foi um massacre ocasionado pelo pânico.
Até que percebessem que o alarme era falso, foram momentos de total loucura. Crianças se atiravam pelas escadarias tentando fugir do suposto fogo, mas eram ultrapassados por adultos que, mais fortes, tomavam a dianteira. Sapatos, chapéus, carteiras, tudo era deixado para trás.
Quando o socorro chegou ao local, a cena encontrada na porta do cinema era de um horror inimaginável. Inúmeras pessoas feridas pelo chão, muito sangue e um amontoado de cadáveres de crianças que não conseguiram correr e foram pisoteadas.
Brasiliense Carneiro, o chefe da polícia na época, foi imediatamente ao local e tratou de providenciar a remoção dos feridos para a Santa Casa de São Paulo, na região central. Algumas crianças ainda foram levadas com vida, mas acabaram por falecer no hospital. O impacto à tragédia foi tão grande que despertou reações por toda a cidade, do governador a populares.
Imediatamente após a tragédia, o cinema foi interditado e a polícia iniciou uma grande perícia no local aproveitando para interrogar alguns dos sobreviventes. Foi aqui que apurou-se um outro fato que talvez tenha levado ao pânico e aos gritos de “fogo!”.
A verdadeira versão para a tragédia:
Sempre que se pesquisa sobre a trágico acontecimento do Cine Oberdan, a razão do grito de fogo e o pânico que desencadeou-se em seguida sempre é atribuída à cena do filme onde há o choque de aviões no ar. Esta versão, no entanto, é equivocada. A polícia conseguiu apurar os fatos com rigor e descobriu que tudo começou devido a uma diarreia.
Um garoto estava passando muito mal e precisa ir urgente ao banheiro, mas o lanterninha não aparecia. Ele teria começado a ficar tenso porque no final da exibição todos vão ao banheiro e o mesmo fica com grande fila. Cansado de esperar, ele decidiu aproveitar os minutos finais e se dirigiu até o sanitário, mas não chegou a tempo fazendo parte de suas necessidades pelo caminho. Ao chegar no banheiro, encontrou outra surpresa: as luzes estavam desligadas. Foi ai que o garoto teve a ideia de pegar um fósforo e colocar fogo em um punhado de jornais para poder enxergar o que estava fazendo, deixando a porta do banheiro entreaberta para também pegar um pouco da luz da tela. Teria sido neste momento que alguém viu as chamas pela porta do banheiro e gritou “fogo”. No banheiro, a perícia realmente encontrou os jornais queimados e a bermuda do menino que serviu para a conclusão do caso.
Famílias destruídas:
O trágico acontecimento destruiu inúmeras famílias. Muitos pais perderam um filho, e houve até quem perdesse dois. As mortes que mais chocaram foram a dos irmãos Pricolli (de 12 e 8 anos) e do menino Enrico Mandorino, cuja morte sua mãe sentiu-se culpada vivendo enlutada até morrer no início dos anos 1980.
Em entrevista décadas atrás, sua mãe contou que o jovem Mandorino queria naquela tarde ir ao jóquei, que na época ficava no bairro da Mooca. Ela achou perigoso e deu a ordem que fosse divertir-se no cinema, ele não voltaria mais.
Na tragédia do Cine Oberdan morreram 31 pessoas. Destas, 30 eram crianças. A única pessoa adulta a falecer no terrível incidente do Brás foi uma mulher chamada Maria Pereira. A história da morte desta mulher é um caso de uma mãe que instintivamente fez de tudo para salvar um filho da morte. Ela estava no cinema junto de sua pequena filha de colo, chamada Joanna. Quando começou a correria ela também tentou fugir mas foi derrubada próxima das escadarias do cinema. Para que sua filha ainda bebê não morresse esmagada ela ficou curvada no chão protegendo sua filha sob seu corpo. Maria Pereira, mãe de sete filhos, morreu esmagada, mas conseguiu salvar a pequena “Joaninha”.
Como o fato deu-se numa matinê, muitas das crianças que morreram eram das vizinhanças. Era rápido e fácil chegar ao cinema, veja abaixo a relação dos mortos do Oberdan e onde eles moravam:
- Francisco Trento (13 anos) – Endereço: rua Claudino Pinto, 167
- Walter Pricoli (12 anos) e Pedro Pricoli (8 anos) – rua Maria Joaquina, 90
- Nelson Paulo de Souza (10 anos) – rua Oriente,599
- Waltova Gonçalves (17 anos) – rua Carlos de Campos, 82
- Apparecido Bertolato (15 anos) – rua Müller ,23
- Waldermar Silva (11 anos) – rua Oriente, 567
- Maria Pereira (45 anos) – Residia em Guarulhos
- Armando Vavá (8 anos) – rua Coronel Cintra, 67
- Rubens (14 anos) – rua Coimbra, 43-B
- Mario da Conceição (16 anos) – rua Coimbra, 39
- Ferdinando Machado (14 anos) – rua Coronel Machado, 105
- Joaquim de Souza (13 anos) – rua Ricardo Gonçalves, 70
- Salvador Aurungo (11 anos) – rua Visconde de Parnaíba 1993
- Waldomiro Lima (12 anos) – rua Itaquera, 8
- Nicolau (12 anos) – rua Almeida Lima, 171
- Jayme (10 anos) – rua Rio Bonito, 22
- José (14 anos) – avenida Celso Garcia, 1130
- Antonio (10 anos) – rua Barão de Ladário, 270
- Plácidio (9 anos) – rua Claudino Pinto, 167
- Orlando (11 anos) – rua Rio Bonito, 58
- Miguel (12 anos) – Travessa Particular, 12
- Armando Alegre (15 anos) – rua Oriente, 31
- Miguel Garcia (13 anos) – rua Durvalina, 6
- José Moreno (11 anos) – rua Santa Rita, 382
- Adelino Fontes (15 anos) – residia no bairro de Itaquera
- João Fontes (sem idade declarada) – residência desconhecida
- Antonio Bonifacio (13 anos) – rua Maria Carlota, 6
- Milton Casale (12 anos) – rua Celso Garcia, 221 – casa 10
- Enrico Mandorino
- Dados desconhecidos
- Dados desconhecidos
O Funeral:
Todos os corpos foram levados para o necrotério do Cemitério do Araçá, onde passaram por perícia. À medida que foram sendo liberados os corpos constatou-se que muitos dos pais não estavam preparados para enterrar seus filhos. Foi ai que o poder público decidiu por um enterro coletivo e todas as vítimas fatais foram sepultadas em uma cerimônia única em uma área do Cemitério do Brás (Quarta Parada).
Neste dia, de grande comoção, a Associação Comercial de São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Empregados das Indústrias entraram em acordo e praticamente a cidade parou para que todos acompanhassem o funeral. Segundo o relato de jornais da época foi uma multidão gigantesca.
O Cinema:
Apesar do triste incidente, o Cine Oberdan ainda continuou em atividade por muitos e muitos anos, encerrando suas atividades no final dos anos 1960. O prédio ficou fechado por alguns anos até que em meados nos anos 1970 foi transformado em uma loja da Zêlo. Eles mantém o prédio preservado até os dias de hoje.
Uma tragédia como esta provocou mudanças nas leis municipais relacionadas aos cinemas. Até o incidente, as travas das portas das salas de cinema eram muitas vezes pelo lado de fora, sendo que não era raro encontrá-las trancadas durante o filme para que impedir que algum malandro entrasse sem pagar. A lei exigiu que não se trancasse mais as portas e que as travas eventuais fossem pelo lado de dentro. Também aumentou-se o rigor quanto a segurança do público e a iluminação de corredores, mas para o Oberdan e seus 31 mortos isso veio tarde demais.
Veja outras fotos da tragédia (clique para ampliar):
Atenção: Algumas cenas são muito fortes, não recomendado para pessoas sensíveis e crianças.
Veja o Cine Oberdan na sessão Antes & Depois, clique aqui.
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41 Comentaram
Realmente muito triste ver que tantas vidas foram perdidas em meio ao desespero. Parabéns pela pesquisa.
Matéria Magnifica!,está de parabéns mesmo,e a tragédia é muito chocante,ainda bem que o estabelecimento foi adequadamente conservado,se não viraria muitos locais “fantasmas” no centro de São Paulo
Pena que não ouve o critério: primeiro crianças e mulheres.
Que comentário infeliz!
Para mim foi um comentário normal. ‘-’ Nada de infeliz.
O seu “ouve” , está na 3 pessoa do singular do tempo presente do indicativo do verbo “ouvir” , “ouve” no sentido de existir , tem um “h” na frente : “houve” , do verbo haver.
Se não sabe escrever, então não comente.
Tenho dito.
Falta neste País uma educação que valorize sistematicamente prevenção e previsão de acidentes, além de prática de primeiros socorros, convenções sociais. Aqui em Brasília, onde moro desde 1995, sinto que, principalmente, as convenções sociais são o item mais descumprido e, quem sabe, desconsiderado.
Triste tragédia num local tão bonito.
Meus parabéns pela matéria. E meus parabéns por mostrar para todos os Crimes que abalaram São Paulo.
Meus parabéns pela magnífica reportagem. Parece que revivemos a tragédia do CINE OBERDAN em toda a sua plenitude.
Nossa fiquei impressionada com a matéria nunca tinha ouvido falar,pensei que era outro caso que li no num livro não lembro qual, mas que coisa maluca essa como pode as pessoas se desesperarem a esse ponto.
Muito triste,parabéns pela matéria.
Caro Douglas.
Muito legal esta reconstituição. Gostaria de informar que o ano retrasado meus alunos fizeram um trabalho, TCC em que fui ator, sobre o “Crime do Poço”, uma reconstituição com atores no gênero de uma fotonovela eletrônica. Eu tenho o vídeo. São fotos com narrações. Não sei se v. gostaria de ver.
Parabéns
Luciano
Douglas,
parabéns pela matéria.
Já havia lido muita coisa sobre essa triste história que escuto desde garoto. Mas nunca com essa versão oficial,
sensacional sua pesquisa.
parabéns mesmo
Laercio
guia da Caminhada Noturna.
Muito bem escrito e pesquisado!! Que milagre o edifício estar ainda por lá.
Minha avó, Purificacion Bonillo Gimenez, que amava cinema chegou a comentar repetidas vezes esse episódio.
Realmente impressionante e triste! Fiquei consternado com a sua matéria, mesmo se tratando de algo ocorrido há tantos anos. Curioso observar que excluindo-se a Sra. Maria Pereira e Waltova Gonçalves todas as outras vitimas eram do sexo masculino, ou haviam poucas meninas no cinema ou na hora do empurra-empurra elas foram deixadas para trás e por isso acabaram sobrevivendo.
Fico pensando em como estariam essas crianças hoje, muitos seriam até bisavôs e bisavós…
Como é hoje o interior deste prédio? Estas escadas ainda existem? Existe algum resquicio do cinema?
As maiores tragedias sao,sem duvida,aquelas que envolvem crianças…Muito triste!Parabens pela materia e pelo excelente trabalho ao qual vc tem se dedicado!
Douglas : belissima matéria. Pouca gente conhece essa história. Eu, particularmente, conhecia apenas parte dela. Parabéns.
Muito boa a matéria. Resgate histórico de uma coisa que pouco se ouve falar. Eu nasci no Brás e escutei essa história desde a infância. Por outro lado o prédio é muito bonito e teve mais sorte que o Teatro Colombo, ali pertinho no Largo da Concórdia.
Ótima matéria, com boas informações sobre esse fato tão importante ocorrido na nossa cidade e sobre o qual não se vê comentar tanto. Só gostaria de tomar a liberdade de realizar uma crítica construtiva sobre o texto: ele apresenta alguns problemas, como “versão verdadeira” (versões dos fatos não são os fatos em si, por definição) e sobre o número de mortos que deveria estar logo nos primeiros parágrafos, pela relevância da informação. De todo modo, excelente matéria, muito informativa.
Excelente trabalho: criterioso, tocante e essencial. Parabéns, Douglas!
Abraços da equipe Paranormal Praxis
Meu tio estava presente enssa trágica sessão, e lembro-me dele contar o que rpesenciou.
O que o salvou foi estar na plateia superior, e segundo ele, quando ouviu os gritos de “fogo” e os espectadores correndo em fuga, ele ficou apavorado e ficou colado em sua poltrona, não conseguindo esboçar reação.Foi o que o salvou.
Ele esperou todos sairem do cinema, e ao descer as escadas ficou impressionado com a quantidade de calçados das pessoas, o que pode ser comprovado nas fotos raras do artigo.
Contava ele que viu as crianças mortas, e uma delas, sua vizinha.
A morte já é triste, e ainda mais com crianças nessas circunstâncias, horrível e tudo por causa de um mal entendido.
essas fotos são bem chocantes e pelo fato de serem preto e branco ainda ficam mais dramáticas.
Excelente Matéria!
Oi Douglas,
Realmente sua pesquisa é ótima.
Eu sou cantor lírico e deois de ler a sua pesquisa e movido pelo interesse que tenho por patrimônio e arquitetura estive ontem lá no Oberdan.
Fiquei muito empolgado de ver um teatro tão maravilhoso que resiste ao tempo e que pode a qualquer momento recuperar os seus dias de glória e transformar uma antiga tragédia numa nova história de alegria para as pessoas. Reabrir suas portas para para uma humanidade tão castigada pela violência , pelo descaso e pela mediocridade e dár -lhes novamente o direito de sonhar e acreditar num mundo melhor com mais coloridos e infinitas possibilidades.
Adoraria começar um movimento para o renascimento deste teatro.
Vc sabe se existe mais material iconográfico do interior do teatro?
Um forte abraço e até mais!
Muito triste mesmo. Lamentavel saber que mesmo naquele tempo tinha um povo tão ignorante, afobado e egoísta que não se importava nem com a vida de crianças inocentes! Então alguém grita fogo e só por causa de uma tocha acesa todos já saem feito uma manada de bois sem nem ver fumaça e sentir o calor? Quanta estupidez, tem hora que o ser humano é pior que um animal irracional. A polícia devia ter indiciado aqueles adultos por crime culposo (onde não se tem a intenção de matar mas deixa acontecer devido a imprudência).
Pois é, é fácil se colocar fora de um contexto e bancar o soberbo.
Mas na hora do desespero, sem segurança alguma, o instinto fala mais alto.
Foi assim em todas as tragédias e sempre será.
Acostume-se com isso pois numa hora qualquer pode acontecer o mesmo contigo.
Não julgue.
muito triste
Imagina só você planejar uma bela tarde com muita diversão em um cinema e resultar em uma tragédia sem precendentes… É extremamente lamentável ;((((
Por que as matérias não continuaram? Não era pra ser uma série?
Vitor, não pararam. Os crimes são bimestrais e o próximo, O Crime do Poço, é neste mês de março. Pode esperar!
Que triste! Bela pesquisa, Mário. O curioso é que só meninos morreram. As meninas não iam ao cinema?
Triste mesmo, leio a história e entendo um pouco mais sobre minha família… Um tio avô meu faleceu neste dia aos 11 anos, Salvador Aurungo.
parabéns pelas informações tão importantes
se não fosse por vocês algumas coisas seriam quase impossível saber!
eu sempre soube que tinha algo relacionado ao meu nome e que era essa tragédia, mas nunca tinha lido assim com detalhes…fiquei impressionado mesmo….
Esta cidade é fantástica e esconde histórias desconhecidas até de seus mais antigos cidadãos.
Eu não sabia desta tragédia ocorrida.
Meu sempre comentou sobre uma tragédia em um cinema de São Paulo em que alguém gritou “fogo” e provocou um grande numero de mortos. Só agora eu estou sabendo dos detalhes.
Fiquei muito comovida com esta historia. Confesso que estou sempre fazendo compras na Zelo e nunca imaginei ter pisado em um local que antes foi um cinema e que aconteceu esta catástrofe. Pode ter certeza de que na minha proxima compra na Zelo, entrarei na loja, tentando imaginar o que aconteceu. Olharei para todos os lugares, todos os cantos para poder sentir o que estas pobres crianças sentiram neste dia de horror. E aproveito também para parabenizar o dono deste site maravilhoso. Confesso que adoro historias antigas, fotos que nos faz lembrar e imaginar os antepassados. Parabéns!
Sensacional o post. Parabéns pelo material pesquisado!
Tenho muita sorte de ter uma bisavó linda e lúcida que me conta histórias de um tempo tão glamuroso.
Acho engraçado ver o quanto se preocupavam com a estética das fachadas e dos interiores e não se davam conta da importancia da segurança e que por melhor que seja uma construção ela sempre será passível de acidentes.
Visto o Oberdan, o Titanic e outras obras faraônicas que acabaram de forma trágica.
Oi Douglas, eu admiro muito o seu trabalho.Vc não tem dados historicos sobre o castelinho da rua Apa? muito famoso…no centro de São Paulo.
Se tiver poderia compartilhar com a gente. Por incrível que pareça, converso com muitas pessoas que nunca ouviram falar. Seria interessante.
abraços.
Excelente relato do triste Caso do Cine Oberdan.
Parabéns pelo enternece de preservar a historia e a memoria destes muitos jovens/Maria Pereira que infelizmente perderam a vida nesta matinê.
Forte Abraço
MEU PAI CONTAVA ESSE TRISTE ACONTECIMENTO, POIS SEU SOBRINHO DE APENAS 11 ANOS ESTAVA LÁ E MORREU.
SEU NOME ERA ORLANDO.
A FAMILIA FICOU ABALADA.
MUITO BOA A MATERIA…FOI EXATAMENTE ASSIM QUE ACONTECEU
UM ABRAÇO
Nao sabia que ocorreu essa tragedia.Quantas crianças desencarnaram. Muito triste!
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