Imóveis Antigos

Diversos – Alameda Nothmann 268 a 316

Comments (7)
  1. Nenhum desses imóveis, >pelo menos aparentemente<, tem valor histórico ou arquitetônico, mas, pela preservação da paisagem, seria interessante se as fachadas fossem mantidas, ou os imóveis novos respeitassem o estilo e a altura dos outros sa rua.

    1. Em arquitetura e urbanismo isso se chama “tipologia urbana”.
      É mais ou menos como se a rua fosse um texto: tente ler um texto em que cada letra tem um tamanho e cada palavra tem um estilo – Arial, Times New Roman, Comic Sans, etc. Esse texto seria desagradável de ler, e na 2ª ou 3ª página você estaria com os olhos cansados. Nas ruas acontece a mesma coisa. Se uma casa tem estilo portugês, a outra é um prédio neoclássico, a outra é modernista de vidro e aço… os seus olhos vão ficando cansados de olhar pra essa rua. Isso fora a memória e a personalidade que vão se perdendo.
      Respeitar isso é MUITO importante pra fazer da cidade um lugar agradável.

      1. Mario Amaya disse:

        Interessante que o seu exemplo, seja proposital ou não, cite somente fontes tipográficas consideradas ruins ou banais. Note apenas que a palavra tipologia não é usada por padrão em design gráfico, somente tipografia (atividade) e tipo (o design das letras).

  2. Betty disse:

    Gente, vai abaixo tudo mesmo, se não me engano, a demolição começará no final de junho…. Aliás, há vários imoveis na região do Bom Retiro e Campos Eliseos que estão prestes a serem demolidos…
    Douglas, estou muito triste, simplesmente estão colocando a baixo a história de Santa Terezinha (Santana, Zona Norte, vários imóveis sendo derrubados, quarteirões inteiros, alguns desse imóveis é do tempo que ainda tinha o Trenzinho da Cantareira…. Está nascendo um novo Tatuapé, agora em Santana!

  3. Marcelo Dias disse:

    Acho que regiões decadentes como a cracolândia, salvo algumas exceções de imóveis bem conservados e em uso ainda, devem ser demolidos. Não há uma política de gentrificação eficiente pra resolver problemas de regiões onde não há valor imobiliário arquitetônico. Deveria haver um plano diretor planejando regiões onde casas históricas deveriam ser tombadas e outras demolidas para “construir” uma cidade menos caótica e mais organizada, como Nova York e Tóquio.

  4. Chico Lobo disse:

    Morei por 37 anos nos Campos Elíseos. Eu me lembro que na década de 60 na Al Nothmann, 314 era a eletrotécnica do Vivarelli, um italiano que recondicionava motores elétricos de todos os tamanhos e finalidades.

  5. grezonaro disse:

    Pelo visto você estava certo Douglas… Fui checar no Google Street View e parece que a Porto se apoderou de quase todo o quarteirão e essas casas aí do post, não existem mais, para hoje darem lugar a um “monumento” (lê-se construção) cinza, sem graça e nada a ver que é parte do prédio deles (Espaço Cultural Porto Seguro). A construção em si é um conjunto modernista de salas verticais espelhadas e envidraçadas, bem modernas por sinal, dignas de Av. Paulista, mas que ao andar pelo bairro e ruas vizinhas, como a próxima esquina entre a Alameda Barão de Piracicaba x Alameda Ribeiro da Silva, nota-se uma outra construção antiga interditada, caindo ao pedaços (que já foi belíssima) contracenando com esse arranha-céu. Ver construções antigas indo ao chão desse jeito, independente de tamanho, ou se o imóvel é tombado ou não é de chorar.

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