Abolida em 1888 e considerada uma das grandes contribuições para a queda do Império do Brasil no ano seguinte, a escravidão foi o fato mais obscuro da história do Brasil onde índios e, principalmente, negros eram tratados como animais e sem qualquer direito civil. Pessoas compravam, emprestavam e até alugavam escravos, em uma atividade que movimentava a economia brasileira no século 19.

Na gravura de Debret, feitor pune escravo.

Na gravura de Debret, feitor pune escravo.

Mas como eram feitos os negócios com escravos aqui na cidade de São Paulo ? Como se sabia quem vende, quem compra ou quem aluga ? Como se reportava a fuga de escravos, que cansados de sofrimento tentavam desaparecer da frente de seus proprietários ? Através de anúncios de jornal.

Fizemos uma seleção de 14 anúncios relacionados a escravos do jornal Correio Paulistano que foram veiculados entre os anos de 1857 e 1879. Considerados normais e corriqueiros naqueles tempos, os anúncios hoje causam repulsa e indignação, confira:

Anúncios de aluguel:

Haviam muitos proprietários que possuíam número excessivo de escravos. Estes publicavam anúncios de aluguel nos jornais, para que interessados pudessem aluga-los por um determinado período. Também era comum que pessoas interessadas em alugar publicassem anúncios pedindo escravos, como mostram os dois anúncios abaixo.

aluguel01

aluguel02_25jan1879

Anúncios de compra:

Quem estava interessado em comprar um escravo também deixava seu anúncio no jornal. Como mostra este anúncio de 8 de fevereiro de 1879.

compra01_8fev1879

Anúncios de fuga de escravos:

Mais comuns eram os anúncios de alerta de fugas de escravos. Na segunda metade do século 19, as fugas de escravos tornaram-se mais frequentes e os anúncios eram a maneira mais eficaz para tentar recuperar um fugitivo. Note nos anúncios a descrição das características do escravo, para facilitar a identificação dos mesmos.

Correio Paulistano 1882

29mar1879

Correio Paulistano 1872

Escravos

Escravos

Escravos

Escravos

Escravos

Escravos

Anúncios de venda:

A seguir, uma seleção de anúncios de pessoas interessadas em vender seus escravos.

Escravos

Escravos

Escravos

Escravos

Abuso e violência:

Por fim, não um anúncio mas um raro relato de viajante, publicado no mesmo Correio Paulistano, em 16 de setembro de 1857, onde o anônimo relata um absurdo caso de violência contra uma escrava na cidade de Bragança Paulista. Trata-se de um ultrajante caso de agressão contra uma pessoa que, uma vez na condição de escravo, não podia fazer nada para se defender, pois se o fizesse poderia até morrer.

Escravos

Estes anúncios não podem ser esquecidos, pelo contrário. São provas documentais de um passado triste da história do Brasil, cicatrizes em nossa trajetória que ainda irão demorar muitos anos para serem curadas.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Hugo 05/07/2013 at 11:51

    Discordo em parte das conclusões do autor.

    É claro que escravidão é um ato terrível que tem assolado as sociedades humanas desde suas origens, e devemos ser gratos pelo fato deste comportamento estar a desaparecer. Não tenho interesse em defender a escravidão, mas sim mostrar outras visões contidas nestes registros que não devem ser ignoradas.

    Estes registros não mostram apenas como era a sociedade paulista no passado, mostra também as mudanças que esta estava passando para melhor. Vemos no último texto a indignação do autor com relação as agressão realizada para com outra pessoa, mesmo esta sendo escrava. Num dos anúncios de venda, o dono de escravo deseja vender a escrava indesejada em condição sadia ao invés de espancá-la obrigando-a a trabalhar. Em outro anúncio o comprador destaca que irá dar de comer ao futuro escravo, indicando que não intenciona maltratar o mesmo.

    Todas esses detalhes mostram apenas não uma sociedade escravagista, mas também uma sociedade em mudança, que passou a ver os escravos como pessoas, seres com direitos, e futuramente seriam visto como iguais. Esses são passos essenciais para que ocorre-se a abolição e o fim da escravidão. Não basta libertar os escravos é necessário reconhecer que todos os seres humanos são iguais.

    Por fim, eu gostaria de deixar registrado que cicatrizes nunca irão desaparecer. E que isso é a melhor coisa das cicatrizes, não devemos deixar esse passado sombrio cair no esquecimento, pois quando se esquece os erros se repetem.

    Reply
    • Matheus Braga 05/07/2013 at 16:57

      Me desculpe, Hugo. Mas isso que você disse não é sinal de “mas também uma sociedade em mudança”. É a mesma coisa que um sequestrador falar “olha, eu sequestrei, mas estou dando alimentação para a vítima” e comparar que este tem uma atitude melhor do que o sequestrador que sequestra e não alimenta a vítima.

      A finalidade de quem alimenta ou não é a mesma: a escravidão. Uma prova disso é que até hoje existe escravidão no Nordeste, nas carvoarias, etc. A sociedade então está demorando mais de 100 anos para “mudar”? Não é algo que possa ter melhorias em seu “processo”. Ou escraviza ou não escraviza. Não existe escravizar melhor ou pior.

      Reply
      • Heloisa Fernandes 14/01/2014 at 12:40

        Concordo com o Matheus. Pode não parecer, mas estes anúncios escondem tantos detalhes quanto os anúncios de hoje em dia. Infelizmente o marketing já existe há muito tempo. O senhorio espanca o escravo por insubordinação e resolve vendê-lo, para ter algum lucro com isto. Espera as feridas e ematomas se curarem, dá-lhe um bom banho e lhe coloca boas vestimentas. Agora o escravo está em perfeitas condições para venda e no anúncio só mostra as boas qualidades dele.

        Podemos achar que muitos donos de escravos eram bons com eles e que eram à favor do fim da escravidão, como geralmente mostra nos filmes, novelas ou livros, mas obviamente que a história se distorce sempre de acordo com o objetivo do diretor ou do escritor e não devemos criar uma conclusão 100% baseada nisto. Para isto temos os registros de nossa história, que vai muito além destes tristes anúncios de venda, compra ou procura de escravos fugitivos.

        Reply
    • Marcelo Pirani 05/07/2013 at 20:12

      Muito bem dito, e eu penso de forma parecida. Mais uma prova de que os fatos estão aí, mas podemos dar a eles uma interpretação negativa (vergonha de um passado que não podemos mudar) ou positiva (orgulho por termos mudado de lá pra cá, consciência de que podemos melhorar aidna mais).

      Claro que escravidão é terrível, claro que a gente se arrepia ao ler alguns desses anúncios (principalmente os de escravos foragidos). Mas temos que entender que, na época, essa era a norma; muitos desses senhores de escravos não eram monstros, como retratado por alguns dos anúncios (eu me espantei particularmente com aquele onde a pessoa quer vender a escrava porque esta não quer mais trabalhar para seus atuais senhores). Eles simplesmente achavam a escravidão perfeitamente natural. O que ela não é, claro, e felizmente havia quem questionasse e lutasse por mudanças.

      Acho que o texto mostra também isso: comoé difícil lutar por mudanças em algo que está obviamente errado, quando a maioria da sociedade ainda aceita aquilo como a norma.

      Reply
      • Marcelo Pirani 06/07/2013 at 18:47

        Só pra esclarecer: o “muito bem dito” no meu comentário acima foi dirigido ao Hugo.

        Reply
    • Estevão Gelio 23/07/2013 at 17:32

      Discordo Hugo, a sociedade não estava de mudança coisa nenhuma. Os escravos sempre foram tratados como objeto de compra e venda e não como seres humanos. O Brasil foi um dos últimos países a libertar os escravos e só o fez por imposição da Europa, que se recusou a comprar produtos produzidos pela mão escrava.

      Reply
      • Neuza Paranhos 19/03/2015 at 16:00

        É isso aí, Estevão.

        Reply
      • Frida nk 02/02/2017 at 08:59

        ” imposição da Europa, que se recusou a comprar produtos produzidos pela mão escrava.” não , imposição britânica que iniciava o processo de revolução industrial e não poderia concorrer com mão de obra escrava , já que pagava uma miséria aos trabalhadores ( explorando desavergonhadamente o trabalho de crianças e mulheres ) e isso já era algum custo .

        Reply
    • Pedro 10/11/2013 at 17:41

      Eu discordo Hugo, eu não acredito que a sociedade estava mudando, e um indicio disso, é o seu post que tenta justificar e humanizar o injustificável, nós brasileiros fomos educados para não admitir os horrores da escravidão. É claro que na época a pratica é era normal, mas isso não significa que estava havendo mudanças mesmo porque pelas leis da época o dono de escravos tinha a obrigação de alimenta-los, e o que se vê nos comentários não é sinônimo de evolução, mas sim de acordos comercias.
      Em minha opinião o melhor é reconhecer as atrocidades da escravidão e admitir que nossa sociedade não mudou muito de lá pra cá, só assim iremos mudar ao invés de ficar tentando justificar as nossas falhas.

      Reply
    • Márcio Xavier 13/05/2015 at 15:44

      Um anacronismo frequente a respeito da escravidão é generalizar “escravidão” a todos os tipos de escravagismo que existiram.

      É preciso ter clareza de que a exploração colonial europeia foi uma desgraça histórica que conseguiu destruir tanto a Africa como colocar os africanos raptados em diáspora forçada. A consequência centenária é a de que os negros no mundo todo compõem os filões mais pobres das populações.

      As “mudanças” e as abolições só ocorreram por exigências econômicas pois, entre outras coisas, a manutenção de escravos inviabilizava a industrialização.

      Por essas e outras que defendo programas sociais e cotas, como reparação.

      Reply
    • Juliana 20/08/2015 at 21:46

      Me indigna o fato de você que dizer que dar de comer era dizer que não ia maltratar. Você alimenta até um animal. Aliás os negros eram tratados como tal.

      Reply
  • Bento Pereira Bueno 05/07/2013 at 16:09

    Parabéns Hugo!

    Reply
    • VANDERLEI 24/09/2013 at 22:38

      PARABENS O QUE ???E AS INDENIZACOES MOÇO ATE HOJE ??????

      Reply
      • Antonio 18/10/2013 at 15:12

        Indenização pra quem? Somos descendentes, na maioria da vezes, de brancos, negros e índios. Apenas a tonalidade da pele serviria de critério de seleção?

        Reply
  • Esse Mann 08/07/2013 at 08:45

    É dificil acreditar que só existam aspectos negativos em qualquer periodo historico.
    O que houve de bom raramente é noticiado.
    No caso especifico da escravidão vale lembrar que os barcos negreiros eram a unica via de fuga dos negros aprisionados por conflitos tribais e etc.
    A alternativa teria sido a matança e massacres sistemáticos como bem se conhecem, ainda hoje, em Africa.

    Reply
    • Daniel 22/09/2013 at 06:22

      Muitos dos que mais lucraram com a escravidão eram na verdade negros, sobretudo da costa oriental islamizada da África. Um exemplo disso é o uso da expressão árabe “kaffir”, que significa “infiel” e normalmente é usada por muçulmanos de forma pejorativa contra não-muçulmanos, como uma designação comum para os negros na África do Sul, pois quando os mercadores muçulmanos vendiam escravos aos afrikaners os anunciavam como “kaffir”.

      Reply
    • Marília 08/01/2014 at 09:29

      Puxa, então ainda bem que eles tinham a escravidão como uma chance de viver, né?

      Que comentário absurdo, rapaz.

      Reply
      • Esse Mann 08/01/2014 at 11:49

        Se o seu pensamento que alguém morto esteja melhor, parabéns.

        lecione e divulgue seu, por nenhum modo absurdo, ponto de vista…
        quem sabe já não consegue seguidores no Oriente Médio…
        quem sabe até fundar uma nova religião tão do agrado dos brasileiros..

        Reply
  • Jefferson Eduardo 08/07/2013 at 13:00

    E pensar que o ilustríssimo dr. Ruy Barbosa quis apagar esse passado, mandando destruir todos os livros de registros e mais documentos atinentes à escravidão, quando a República foi proclamada!

    Reply
    • Esse Mann 09/07/2013 at 08:08

      Teria, talvez, sido melhor.
      Os resgastes de passados são, invariavelmente, ainda mais hediondos.
      A Europa se livra aos poucos disso agora.
      No Oriente Médio e Distante há sementes de desgraças para o próximo milenio, com sobras.
      Havia de se proibir contar estorias de guerras e guerreiros ….Biblia/Torah/Koran inclusive.
      A amnésia coletiva, talvez seja, bom cicatrizante de feridas.
      Novos começos, sem as bolas de ferro do passado nos tornozelos, corações e mentes.

      Reply
      • Demétrio 09/11/2013 at 18:37

        Não acho, se isso tivesse acontecido o preconceito e o racismo que já existe na nossa sociedade só ganharia mais força, alimentado pelo esquecimento ou maquiamento desse episódio odioso na nossa história.

        É necessário sim, sempre lembrar o que aconteceu com os nossos antepassados, é necessário que a lembrança esteja viva para que as discussões sobre o que atualmente vivemos nunca termine, a escravidão deixou grandes feridas que estão longe de serem cicatrizadas e o antídoto para que isso se cure é a história e a lembrança para que possamos fazer um remédio eficaz para os dias de hoje.

        É válido lembrar, que em Tel Aviv todos os dias em determinada hora do dia as sinagogas ecoam seus sinos para que a cidade toda pare em respeito e lembrança aos mortos do holocausto.

        É esse tipo de cultura que é necessária aqui no Brasil, lembrança, consciência e respeito.

        Reply
  • André Siqueira 10/07/2013 at 10:28

    A minha maior vergonha é o fato que o Brasil foi o ÚLTIMO país a acabar com a escravidão. Sempre que leio sobre este tema, algumas perguntas me vêm a cabeça: Que solidariedade houve para os escravos após a libertação? Que dinheiro e propriedade tinham? Para onde foram? O que fizeram? Eles foram socialmente aceitos? Qual o reflexo desta parte da história nos dias atuais? O que podemos fazer hoje?

    Reply
    • Eduardo 08/08/2013 at 11:15

      Ola Andre

      Vale lembrar que apesar de nos livrarmos da escravidão tarde, ela foi feita sem guerra como nos EUA, nossa escravidão durou menos tempo sendo um Brasil independente do que durou nos EUA também.

      Vale colocar que não fomos o ultimo pais a se livrar da escravidão, apesar de ser um dos últimos, muito outros vieram depois.

      Vale ressaltar também que a escravidão foi abolida no Império do Brasil e o governos imperial tinha um plano de ressarcimento dos escravos e terras para os mesmos, porem com o advento da Republica tudo isso foi jogado de lado, até pq os republicanos eram escravocratas.

      Então diria que tão triste quanto a escravidão, é a forma como a republica imposta tratou os negros libertos, o que gerou a criação de uma condição que temos muito hoje: as favelas.

      Ou seja, o que temos hoje é reflexo do tratamento mal dado para essa questão tão delicada.

      Reply
      • Daniel 22/09/2013 at 06:35

        Ainda existe escravidão tanto na própria África quanto na Península Arábica, além da escravidão por endividamento ainda acontecer no Brasil. A propósito: os negros não foram os únicos a serem trazidos ao Brasil como escravos, visto que após a abolição muitos dos colonos europeus eram submetidos a uma escravidão por endividamento.

        Reply
  • JEFFERSON 10/07/2013 at 15:06

    Com todo o respeito ao “Esse Mann”, mas, sua palavras são absurdas;

    Ao meu Chara Jefferson Eduardo, meus parabéns, você disse tudo…
    Ruy Barbosa “quase” que prejudicou ao extremo parte da história do Brasil…

    Ótimo Post esse, parabéns ao Douglas que o elaborou!

    Reply
    • Esse Mann 10/07/2013 at 18:51

      Jefferson, voce deveria ver os absurdos ainda vicejando no que foi a Iugoslávia, deveria também passar no que foi a Armenia…..idem idem na Palestina ocupada….as sementes da desgraça estão todas lá….em orações, cantigas, poesias e alucinações de velhos soldados sendo replantadas….magoas coletivas de quem quer que seja……negros, judeus, amarelos, brancos, catolicos, protestantes, muculmanos, indios e etc não deveriam ser replicadas e perpetuadas.
      O melhor modo de não reproduzir o passado é esquece-lo coletivamente.
      É só o meu inocuo e final ponto de vista.

      Reply
      • FILAFRO 28/08/2013 at 16:52

        Adorei a pesquisa e o grande trabalho do jornalista.

        Acredito que esses senhores apóiam as barbaridades ocorridas na Europa contra os judeus, russos, poloneses, armênio… ou pior são como meninos, querendo se aparecer.

        Poderia aqui tecer vários adjetivos a estes senhores, mas vou me ater para que eles leiam o poema abaixo por favor:

        “Primeiro levaram os negros,
        Mas não me importei com isso.
        Eu não era negro.

        Em seguida levaram alguns operários,
        Mas não me importei com isso
        Eu também não era operário.

        Depois prenderam os miseráveis,
        Mas não me importei com isso porque
        Eu não sou miserável.

        Depois agarraram uns desempregados,
        Mas como tenho meu emprego
        Também não me importei.

        Agora estão me levando,
        Mas já é tarde.
        Como eu não me importei com ninguém,
        Ninguém se importa comigo.”

        Bertold Brecht (1898-1956)

        Abç&Art&Alegria…

        Reply
  • VANDERLEI 24/09/2013 at 22:41

    PASSADO TRISTE E CRUEL DO BRASIL E DO MUNDO GENTE NAO SE ESQUEÇAM DISSO !!INDEPENDENTE DAS ORIGENS

    Reply
  • Sandra 23/10/2013 at 01:04

    Matheus Braga o nosso colega foi infeliz na sua declaração,lamentavelllll !! Respeito,mas não não concordo com o comentario do nosso amigo Hugo.Talvez se ele tivesse sido um escravo na época entenderia melhor,a escravidão o proprio nome diz e ponto !

    Reply
  • Diego Oliveira 29/11/2013 at 14:42

    Excelente trabalho de pesquisa.

    Percebemos, também, que as atitudes mesquinhas dos homens (nem todos) não mudaram muito: o que mudou foram as restrições a estes atos, que antes eram permitidos e hoje não são mais. Mas ainda tem muita coisa errada por aí que, talvez daqui a um século, seja visto de forma tão hedionda quanto os escravos de outrora.são vistos hoje.

    Tive apenas uma dúvida: o que seria um rosto com ‘sinais de bexiga’?

    Reply
    • Vitor 24/12/2013 at 01:19

      Diego,

      Naquela época era comum a doença da varíola (também conhecida por “bexiga”, pois se formam pequenas bolsas espalhadas pelo corpo.)

      Os escravos não eram muito bem tratados da doença e muitos morriam. Os que conseguiam sobreviver ficavam com marcas/sinais da doença, facilmente reconhecíveis. Daí o termo “signaes de bexiga”

      Reply
  • erika 13/05/2014 at 21:06

    achei eses artigos muito importante escravos nao se vende ele sao um ser humano

    Reply
  • José Rabah 25/11/2014 at 09:21

    Quando é que a maioria dos negros deixarão realmente de serem escravos?

    Reply
  • José Rabah 25/11/2014 at 09:32

    Discordo totalmente do Daniel, porque os escravos eram vendidos e transportados por judeus em seus navios.
    Na verdade 99% dos escravos eram muçulmanos, você esta distorcendo a verdade, acredito que seja judeu.
    Como sempre, aparece um racista para tentar jogar a culpa no opositor. Os escravos eram muçulmanos ou Gauxos na África e no sul do Brasil (Gauchos).
    Gáuxos significa : Muçulmanos menos que usam bombachas ao invés de “vestidos”

    Fonte: http://reacionalizacao.blogspot.com.br/2013/05/os-livros-de-historia-sao-omissos.html

    Reply
  • Claudio 14/05/2015 at 10:11

    Caramba, a discussão ficou acalorada mesmo. Acho que temos razões parciais ou totais em quase todos os comentários. O único detalhe que gostaria de comentar é sobre a questão de paradigma. Os senhores brancos da época faziam o que faziam – comprar , vender e alugar escravos – porque isso era normal naquela época. Quando fazemos uma coisa que é vista como normal na sociedade dificilmente se faz um autoquestionamento. Trago isso para os Dias de Hoje: babás usam uniforme branco, empregados tem que usar o elevador de serviço e entrar no apartamento pela entrada de serviço. Ainda existe em alguns lugares o “quartinho da empregada”, que é sempre minúsculo. Tudo isso é “normal” hoje. Continuará sendo daqui a 100 anos ? Seremos vistos como abomináveis no futuro ? As convenções sociais e a religião nos enquadram em costumes nos dias de hoje, que não raramente são vistos como errados com o passar do tempo. Só deixando claro minha posição: branco , negro, oriental, muçulmano, cristão, rico, pobre, homem ou mulher – todo ser humano deve ser respeitado -e sempre. Vou até mais longe – todo ser humano e não humano também, porque animais e plantas também são seres vivos e não ficam foram disso.

    Reply
  • jarbas oliveira nobrega 05/05/2016 at 22:57

    Caro Douglas Nascimento, percebi seu interesse na história e relativamente ao período escravocrata estou fazendo uma pesquisa sobre alguns fazendeiros, como Francisco Jeronymo Bicudo e Jesuino Antonio Dinis, de Pindamonhangaba e Alferes Francisco Baptista Leite, de Jahu.
    Gostaria de algumas informações se eram conhecidos e o que mais você conseguir, se puder. obrigado!!!

    Reply
  • Paulo Junior 13/05/2016 at 12:13

    Mudou alguma coisa? Hoje não se espanca mais, mas se ofende psicologicamente, mesmo de forma inconsciente. Anúncio de precisa-se são iguais aos de hoje. Uma empregada ganha basicamente para o sustento (que antes lhe era fornecido). Eu, que não sou negro, tenho curso superior, sou classe média, burgues, reacionário, e tudo mais, tenho uma dificuldade enorme para encontrar um emprego, ganho para meu sustento. A maioria faz o que não gosta, vai ao trabalho por obrigação. Isso não é vida, é escravidão…

    Reply
  • Kyoshiro Segawa 10/11/2016 at 20:16

    Isso até nos dias de hoje acontece,nao escravidão mas sim semi-escravidão,onde se ganhando um salário miserável,é mais o suficiente para pagar hoje o que se comeu ontem,sou bisneto de senhor de fazenda,que por nao ser branco me chamava de “Bugre” so por ter pai negro e por ter nascido pardo,e ele dizia que naquela epoca,escravidão éra algo comum e normal,ter escravo era como ter um cachorro hoje em dia,com a diferenca que cachorro é até melhor tratado que um escravo naquela epoca,onde até criancas negras éram usadas para atrair oncas ou outros animais para acabar com pragas de fazendas,segundo ele,nos dias de hoje nao permanece o senso e o desejo de escravidão,mas sim uma certa repreensão ao negro,ao indio,ao asiatico….e a gente percebe isso alias andando as ruas onde as vezes vemos “Brancos Fidalgos” atravessando para o outro lado da calçada a ter de cruzar o caminho com alguem assim,lembro-me de uma vez no Metro,uma senhora sair de perto de duas mulheres negras e permanecer do outro lado da composição,fora tambem um dia em que um senhor dizia que deveria ter onibus pra Brancos e outro onibus para as “outras raças”,portano nao venham ninguem me dizer que isso nos dias de hoje nao acontecem,duvido dê-o-dó se a escravatura fosse liberada novamente no Brasil se cada Branco desse ou de outro estado nao estaria agora escravizando “seu negrinho” ou “seu Indiozinho”,tiro minha vida em praça publica se isso nao fosse verdade,São Paulo….a terra das oportunidades,vamos pensar nisso pessoal.

    Reply
  • fabop 23/10/2017 at 20:15

    achei uma pesquisa muito boa.. porém vc nao coloca as fontes dos jornais.. seria interessante para pesquisa… nao sabemos quais jornais vc usou nem as datas… nos proximos nao deixe de coloca-los

    Reply
    • Douglas Nascimento 24/10/2017 at 12:16

      Todos os recortes são do jornal Correio Paulistano.

      Reply
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