Nesta rua e nas demais ruas próximas deste bairro, não é difícil encontrar resquícios de uma São Paulo de outra época, como casarões antigos, marco de divisa, respiros de gás e até armazém antigos como este que encontramos no número 1164 desta rua, bem na esquina com rua Tangará.

Apesar de fechado já tem algum tempo, é um belo exemplar dos antigos armazéns comerciais que haviam em São Paulo no passado, típico estabelecimento onde geralmente o próprio dono do imóvel tocava o negócio. No lado direito da construção, é possível notar que há uma pequena residência (aparentemente ainda habitada) que é geminada ao armazém. Era comum o dono morar nestas residências ao lado do comércio, que podiam ser padarias, mercearias, quitandas, açougues ou até um bar.

Os detalhes na fachada são bem caprichados, tanto no centro da construção, como em pequenas estrelas vermelhas que são parte do adorno do imóvel. Em algumas fotos da galeria abaixo é possível ver o contraste entre esta simpática construção e o moderno condomínio residencial ao fundo.

Resquícios de uma São Paulo Antiga.

Confira outras imagens deste armazém:

Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento
Foto: Douglas Nascimento

Conheça o local através do nosso mapa:

Visualizar São Paulo Antiga em um mapa maior

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Alexandre Giesbrecht 09/11/2010 at 16:28

    Tem certeza do local da divisa? A Avenida dos Bandeirantes, a divisa mais famosa, do Jabaquara ao Rio Pinheiros, fica bem longe dali.

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    • Douglas Nascimento 09/11/2010 at 17:38

      Confundi marco da meia légua com marco de divisa! Pensei uma coisa e escrevi outra, já arrumei! 🙂

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  • Renata 09/11/2010 at 20:29

    Este armazém parece grande. A casa ao lado sempre me faz tentar imaginar como era esta época em que as casas não tinham muros e suas portas e janelas logo davam de cara para a calçada. As pessoas se conheciam melhor e os índices de violência eram menores.

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    • Fernando 26/02/2011 at 16:49

      Renata, no início do sec. XX eram comuns esse tipo de construção na V.Mariana. imigrantes compravam terrenos nos bairros e construíam armazéns e pequenos comercios, com a chegada de novos familiares esses terrenos eram divididos. O comércio ficava na frente, haviam dois cômodos no máximo e uma pequena cozinha e o banheiro sempre fora da casa. As vezes não haviam muros por ser todos parentes e apenas uma cerca de madeira dividia o imóvel no fundo. Os muros externos eram baixos e grades bem decoradas guardavam a casa. As pessoas se conheciam e o contato era muito diferente de hoje. Violência? pouca só qdo a italiana se pegava à tapa.rs

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  • Fernando 26/02/2011 at 16:57

    Ah! Se eu me lembro, chegou a funcionar uma padaria alguns anos atrás. A Vila Mariana até o final da década de 70 era sensacional, pessoas passeando á noite ou indo tomar sorvete nas padarias. afiador de facas apitava, vendedor de algodão doce, uma buzina! E quando tinha procissão da Igreja Sto Inácio era barulho de matraca, que tbm confundia com barulho do vendedor de bijú..

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  • gladys russo 17/06/2013 at 12:25

    você fala dos respiros de gás que podem ser confundidos com postes de luz abandonados…onde ficam?? em que lugar da vila mariana?

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