Em uma cidade com mais de 4 séculos como São Paulo, é natural que existam inúmeros caminhos antigos para se chegar aos mais diferentes destinos, como bairros mais distantes, velhos cursos de rio, cemitérios antigos ou mesmo cidades vizinhas.

Havia no passado de São Paulo estradas e trilhas para todo tipo de função, como deslocamento de tropas, caminhos indígenas (peabiru) ou até mesmo para escoamento de ouro, garimpado em Guarulhos.

E justamente este vizinho da capital, o município de Guarulhos, cuja ligação com São Paulo perde-se no tempo, é que existe um caminho muito antigo, de possivelmente algumas centenas de anos e que poucos sabem a história: a Estrada da Conceição.

Mapa de 1929 - Sara Brasil (divisa SP-Guarulhos no círculo) - clique para ampliar

Mapa de 1929 – Sara Brasil (divisa SP-Guarulhos no círculo) – clique para ampliar

O mapa acima, do início do século 20, mostra o traçado completo da antiga Estrada da Conceição, que ligava a região norte da cidade de São Paulo (Santana, Vila Guilherme e Vila Maria) ao município vizinho de Guarulhos.

O mapa é bem diferente do atual pois um grande número de bairros da zona norte da cidade ainda não haviam sido loteados, como Parque Novo Mundo e Jardim Japão, não existiam também a rodovia Presidente Dutra, a avenida Paulo Freire e nem mesmo o rio Tietê tinha sido retificado. O círculo vermelho, indica o local exato onde era possível, pela estrada da Conceição passar de São Paulo para Guarulhos.

Já o mapa abaixo, mostra o mesmo local atualmente:

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O círculo vermelho mostra a mesma localidade do mapa antigo. Já a linha de cor preta mostra o traçado, hoje suprimido, da antiga estrada da Conceição, que caiu em desuso com novos caminhos .

Vários motivos colaboraram para o fim desta via, como principal acesso a Guarulhos vindo de São Paulo ou vice-versa. A crescente urbanização do Parque Novo Mundo e Jardim Japão, as melhorias na ligação com a Penha (Avenidas Gabriela Mistral e Guarulhos) são algumas.

Os dois maiores contribuintes para o fim deste caminho direto entre as duas cidades foram a abertura em 1951 da Rodovia Presidente Dutra (e sua duplicação em 1967), que cortou a velha estrada da Conceição e tornou sua travessia perigosa. E também o fim do Trem da Cantareira, em 1965, que abriu novas e largas avenidas ligando os dois municípios nas regiões de Vila Galvão (Guarulhos) e Tucuruvi (São Paulo).

Assim, perdeu-se o sentido em chamar a via de “estrada”, e em meados da década de 70 foi renomeada pela prefeitura paulistana para avenida Conceição. No lado de Guarulhos, o que se chamava estrada de Santana mudou para avenida Santana.

A ORIGEM DO NOME “CONCEIÇÃO”:

Muitas pessoas podem se perguntar ao ver o nome Conceição, tanto como estrada ou avenida e se perguntarem. Mas quem é esta Conceição que dá nome a este caminho tão antigo ?

Bem, para surpresa talvez de muitos, o nome não é referência a uma mulher, mas sim ao município de Guarulhos, que no passado tinha um nome um pouco diferente do atual, como se pode observar neste mapa abaixo, do século 18:

Recorte de mapa de 1766

Observem no mapa um ponto com o nome “Conceição”. Este nome é como era escrito nos mapas antigos a cidade de Guarulhos, então uma vila. O nome completo era Villa da Conceição dos Guarulhos, em alusão a padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição (dos Guarulhos), que é até hoje dá nome a igreja matriz guarulhense.

Na imagem abaixo, uma trecho de uma ata da câmara municipal de Guarulhos feita em 1905, que mostra o antigo nome:

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O nome era uma referência a ligação de São Paulo até Guarulhos, então mais chamada de Conceição. Por isso, surgiu o nome de Estrada para Conceição, depois modificada para Estrada da Conceição e, mais recentemente, avenida Conceição.

Com o tempo, os nomes cristãos das cidades foram em grande parte caindo em desuso. Foi assim que São Sebastião do Rio de Janeiro virou apenas Rio de Janeiro e Conceição dos Guarulhos virou apenas Guarulhos. Curiosamente, a capital paulista foi pelo caminho inverso e a antiga São Paulo de Piratininga perdeu o Piratininga e manteve apenas o nome cristão.

Sem toda este explicação, fica muito difícil ao cidadão comum saber a origem no nome da atual avenida Conceição, não é mesmo ?

REVIVER A VELHA ESTRADA DA CONCEIÇÃO HOJE EM DIA É POSSÍVEL ?

Se você está se fazendo esta pergunta, saiba que nós do São Paulo Antiga também fizemos esta mesma questão várias vezes. Seria possível ir da Vila Guilherme até Guarulhos seguindo apenas o caminho da antiga estrada ?

Para responder a esta questão, decidimos fazer o trajeto antigo original em grande estilo. Utilizamos um mapa de São Paulo de 1930 e um carro de 1929. Assim, teríamos ao mesmo tempo nossa resposta e uma divertida viagem simbólica no tempo.

Convidamos vocês leitores a viajarem conosco pela antiga Estrada da Conceição pelos caminhos atuais e descobrirem se é possível ou não chegar até Guarulhos por ela. Vamos lá ?

Caso você não tenha como ver o vídeo, colocamos abaixo algumas fotografias explicações do percurso:

1 – A pista acabou:

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Seguindo da Vila Guilherme, acabamos a primeira parte da viagem no Jardim Japão à beira da via Dutra. Este trecho do antigo caminho para Guarulhos atualmente chama-se rua Cabo João Fagundes Machado. Para seguir pelo caminho original, apenas pegando a passarela de pedestres que passa sobre a via Dutra e dá acesso ao outro lado.

2 – O fim da linha (ou melhor, da rua):

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Após darmos a volta por baixo da via Dutra e pelo Parque Novo Mundo, o caminho agora procede no trecho da antiga Estrada da Conceição que hoje atende pelo nome de rua Sargento Rodoval Cabral Trindade.A rua faz homenagem a um veterano da FEB e se não fosse pelos últimos metros da rua, que não foi rebatizada, seria muito difícil saber que ali é um trecho do antigo caminho.

Com todo respeito ao novo homenageado, mudar nome de rua é apagar o passado

No mapa acima, o trecho de pouco mais de 50 metros com o nome original

O fim do asfalto (foto acima) onde o Ford Modelo A 1929 está parado e o trecho seguinte em terra é o que resta nomeado como Estrada de Santana. Certamente hoje a mais curta estrada de São Paulo e a única que dá em lugar nenhum, uma vez que após a curva no trecho de terra, chega-se a um portão de uma propriedade particular.

3 – O lado de Guarulhos

Placa no município de Guarulhos (clique na foto para ampliar)

Placa no município de Guarulhos (clique na foto para ampliar)

O lado Guarulhense hoje começa alguns metros adiante da placa acima. Aos olhos e ouvidos de hoje, não faz nenhum sentido o local chamar-se Avenida Santana. Isso porque ela atualmente é uma avenida de quase 2 quilômetros que liga um muro a outro.

No passado, através de uma ponte sobre o Rio Cabuçú de Cima era possível seguir por esta avenida e cruzar para o lado de São Paulo que ainda se chama Estrada de Santana. Se você tentar fazer isso hoje vai se deparar com o cenário abaixo:

clique na foto para ampliar

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Não está claro se o trecho final da Avenida Santana em Guarulhos é uma propriedade particular ou pública (notem os postes de energia), mas os últimos 200 metros são isolados do público. Segundo um morador que reside quase em frente a este portão da foto, a área foi fechada pela empresa de energia há anos atrás.

4 – Os últimos 1.400 metros:

vista parcial da Avenida Santana, em Guarulhos (clique na foto para ampliar)

Vista parcial da Avenida Santana, em Guarulhos (clique na foto para ampliar)

Do portão da foto que vimos a pouco até o final da avenida Santana, são aproximadamente 1400 metros de uma via sinuosa e em subida até a Estrada Velha do Cabuçu, hoje uma rua de não mais que 200 metros.

Pelo caminho é possível observar casas muito antigas, cujo estilo de construção remete ao início do século 20:

exemplo de casario antigo da avenida Santana (clique na foto para ampliar)

exemplo de casario antigo da avenida Santana (clique na foto para ampliar)

Pelo trajeto final da longa jornada São Paulo-Guarulhos, é possível notar cerca de uma dezena de casas centenárias, boa parte delas com uma ou outra alteração, mas que fazem referência forte ao passado deste importante caminho antigo.

A da foto acima, é aquela típica construção residencial abaixo do nível da rua, erguida em uma época que o concreto não era acessível ao construtor pequeno. O concreto surgiu no Brasil em 1904 mas popularizou-se mesmo a partir do final da década de 20 e início dos anos 1930.

E assim terminou nossa jornada entre as duas cidades. Recomendamos que assista ao vídeo para uma melhor compreensão geográfica de nossas explicações.

CONCLUSÃO:

clique na foto para ampliar

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Não é possível deter o progresso, mas é possível deter a voracidade de nomear logradouros que existe entre os vereadores paulistanos. Muitos trechos que hoje não fazem referência a velha estrada são homenagens a outras pessoas que não possuem qualquer ligação com a história nem da via nem da região.

Mesmo que os novos nomes sejam de pessoas ilustres que mereçam a homenagem, é necessário que se pare com mudanças de nome que acabam muitas vezes por apagar partes importantes de nossa história.

O São Paulo Antiga defende a ideia que nome de ruas e logradouros em geral (avenidas, praças, viadutos etc) sejam feitos por uma comissão de historiadores e ligados a Secretaria Municipal de Cultura. E mesmo assim, que jamais seja retirado o nome de alguém seja lá quem for. A história está ai para ser contada e não para ser esquecida.

Nosso próximo “Caminhos de São Paulo” será também na Zona Norte: A rua do Imperador.

Você tem alguma sugestão de caminho, rua ou avenida paulistana que deseja conhecer melhor ? Deixe o endereço ai nos comentários.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Helen Carlotta 13/04/2015 at 17:58

    Excelente reportagem esclarecedora.
    Parabéns!

    Reply
  • Norberto Oliveira Rocha 13/04/2015 at 18:02

    Douglas, sobre a reportagem da Estrada da Conceição, quero ressaltar que no final da rua Rodoval Trindade e inicio da da estrada de Santana será construido uma garagem e oficina do metro e as obas já estão em andamento.
    Abraços

    Reply
  • vanialacerda2013 13/04/2015 at 18:36

    Muito interessante!

    Reply
  • Bruno 13/04/2015 at 18:50

    Sugestão: Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, que liga o Jabaquara a Diadema.

    Reply
  • Celso 13/04/2015 at 18:58

    Muito bom. Gostaria de registrar que existe outra av. Conceição, desta vez em Diadema. Começa no final da av. Armando de Arruda Pereira na divisa com São Paulo e finda junto ao terminal de ônibus de Diadema.

    Gostaria de ver uma matéria no local onde foi proclamada a independência do Brasil, o famoso ‘grito do Ipiranga’ às margens do riacho de mesmo nome, se é que ainda existe.

    Reply
    • danielpardo2015 18/04/2015 at 22:33

      Celso, o Riacho do Ipiranga existe até hoje, mas suas águas são tão podres quanto os políticos que deixaram as águas do mesmo ficar assim.

      Reply
  • GILSON DOS SANTOS SOARES 13/04/2015 at 19:29

    ADOREI A MATERIA!! MARAVILHA!!!

    Reply
  • Dan 13/04/2015 at 20:41

    Interessante que essa “estrada” poderia ser uma alternativa para o progresso até hoje, se tanto as autoridades da época, tanto de Guarulhos, quanto de São Paulo melhorassem ao máximo ela, mesmo se virasse uma via com características de rua ou avenida intermunicipal que ajudasse a desafogar o trânsito de outras vias próximas…

    Reply
  • ralphgiesbrecht 13/04/2015 at 20:53

    A av. Armando de Arruda Pereira chamava-se até os anos 1960 avenida Conceição.

    Reply
  • antonio carlos novelli 13/04/2015 at 21:13

    Gostei de mais, foi uma viagem ao tempo e com veículo da época! Parabéns por mais essa Douglas. Mas estive lembrando, quando meu que era marceneiro e estava fazendo bancadas e armários para uma fábrica de peças de tratores na vila Leopoldina, ele pegava seu Ford 1937 as vezes eu ia junto, e para chegar lá, ele pegava uma tal “estrada da boiada” rsrsrsrs a qual dava na rua Guaipá, o qual esse galpão, mais os do I.B.C (inst. bras. do café)ficava no final dessa mesma rua, depois dos trilhos de trem. Douglas, que “estrada da boiada” era essa? Abraço.

    Reply
    • Douglas Nascimento 14/04/2015 at 08:47

      A estrada da boiada é um dos próximos caminhos que vamos estudar. Mas adianto que os bois iam para o abate… rs

      Reply
      • Erik Borten 09/02/2016 at 17:13

        Quando cheguei a São Paulo nos idso de 1970, para trabalhar no meu novo emprego, os meus novos amigos falavam o tempo todo numa tal de “Estrada da Boiada”, onde eles, malucos, corriam (de brincadeira) juntos, com o José Carlos Pace, o Fittipaldi nessa estrada. A forma com a qual eles descreviam a tal Estrada da Boiada, eu nunca consegui localizá-la, mas ela sempre me pareceu algo como a Heitor Penteado ou Cerro Corá. Eu curtia muito esse negócio de corrida informal, dando cavalos-de-pau e outras loucuras onde pudesse (era outra época sem o tal do policial Haddad, mas tinha DKW e outras coisas. O carro mais usado era o fusca, com virabrequim roletado, e comando de válvulas “quente”. Bons tempos, tinha uns loucos que instalavam um motor de avião lá dentro do fusca, que batia o Dodge Dart na Anhanguera).

        Reply
  • Pedro Reis 13/04/2015 at 21:38

    Ficou excelente. Parabéns de novo.

    Reply
  • Leticia 13/04/2015 at 22:50

    Haha Legal! Não sabia! Sou da Vila Guilherme e não sabia da história da Avenida Conceição! Aliás o que eu conhecia da Conceição termina na esquina com a Cerejeiras perto do Costa Guedes que percorri de ônibus hehehehe não sabia o que tinha mais pra frente! Aliás, vou adorar saber mais sobre a Rua do Imperador 😉 já percorri boa parte a pé! Ajuda a emagrecer rsrsrs

    Reply
  • JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA 13/04/2015 at 23:00

    Penei um bocado, andando a pé nessa região, nos anos setenta, quando era office-boy. Há décadas que não passo lá. Mal reconhecí os lugares descritos. Sugiro, podendo ser, matéria sobre a Estrada de Itapecerica, antes “Estrada Circuito de Itapecerica”, onde se deu a primeira prova automobilística no Brasil, vencida, aliás, pelo Conde Silvio Penteado.

    Reply
  • Fernando de Castro Vieira 13/04/2015 at 23:23

    parabéns pela matéria

    Reply
  • Fernando de Castro Vieira 13/04/2015 at 23:26

    agora porque você não faz o caminho de São Paulo a Campinas pela estrada velha de Campinas começando no túnel da VL Anastácio na AV Raimundo Pereira de Magalhães

    Reply
    • Patrick Schio 18/04/2015 at 13:04

      Sempre tive curiosidade de conhecer esse caminho… Sou de Jundiaí, e não me sai da cabeça a idéia que a cidade “engoliu” um trecho dessa estrada rsrs
      Fica aí a sugestão do nosso amigo
      Abraços

      Reply
  • Elmi Omar 13/04/2015 at 23:34

    Que legal Douglas! valeu muito a pena ter feito essa viagem com você! obrigado por fazer esse caminho confirmando a hipótese levantada nos nossos estudos sobre a cidade … podia ter passado em casa pra tomar uma Germania … hehe abraços

    Reply
  • Sergio Massaro 14/04/2015 at 01:32

    Curti muito a reportagem … Depois que vi as fotos adorei mais ainda !!!
    Diadema também já foi “Conceição” … a igreja matriz desse, hoje município, da Grande São Paulo é da “Imaculada Conceição” e a Avenida Conceição, citada pelo Celso, já foi “caminho” e “estrada” com o mesmo nome. Eu acredito que a Avenida Armando de Arruda Pereira fez parte desse “Caminho para a Vila da Conceição”. A wikipedia diz algo a respeito. Mas eu acho que tem mais coisa aí! O Douglas ainda vai acabar nos ensinando, como o Bruno alguns minutos antes do Celso sugeriu, que a estação do metrô chamada “Conceição” lá no começo da Arruda Pereira tem algo a ver com esse velho caminho que a wikipedia diz que tropeiros e bandeirantes usaram …
    Vamos continuar aprendendo mil coisas por aqui !!!

    Reply
    • Douglas Nascimento 14/04/2015 at 08:45

      Vou pesquisar essa sua sugestão e em breve trago aqui o que eu tiver apurado.

      Reply
    • Celso 14/04/2015 at 19:29

      Meu caro Sergio Mascaro

      A companhia do Metrô de São Paulo fazia um trabalho importante de pesquisa histórica antes de batizar as estações. Porém inexplicavelmente, de algum tempo para cá as estações começaram a receber dois nomes, o que só confunde a população e os usuários. Como por exemplo explicar a um desavisado a denominação ‘Santos-Imigrantes’ na estação da linha verde na av. Ricardo Jafet? Santos está a 70 km dali e a rodovia dos Imigrantes começa muito além daquele local. E o que podemos deduzir da denominação Sumaré-Santuário N.Sa. de Fátima? O Santuário de Fátima fica em Portugal enquanto que em São Paulo existem várias igrejas com esse nome. Ou seja, uma confusão total.

      Pior é que muitas vezes a história do bairro e o significado dos logradouros é ignorada. Veja por exemplo a estação Alto do Ipiranga. O que significa isso? Mais parece nome de lançamento imobiliário de alto padrão. Teria ficado mais apropriado o nome do historiador paulista Gentil de Moura, uma vez que a estação dá acesso àquela tradicional rua.

      O Metrô está perdendo a característica de importante elemento de valorização da história de São Paulo. Precisamos reclamar.

      Reply
  • Alberto So 14/04/2015 at 02:09

    Excelente trabalho!

    Reply
  • Silvia Calçada 14/04/2015 at 03:52

    Muito oportuno bloquear a ganância nominalista de vereadores. O ideal, a meu ver, além da sua sugestão de critérios técnicos e pessoas gabaritadas, é necessário que uma lei nos proteja de tais mudanças, todas realizadas por motivos fúteis.

    Reply
  • Maria Fatima Goncalves Naslaniec 14/04/2015 at 06:55

    Adorei a matéria, as fotos e o vídeo! Amo a história de São Paulo e é maravilhoso vê-la contada dessa forma. Parabéns!!!

    Reply
  • Marta Felix 14/04/2015 at 06:59

    Muito bom! 🙂

    Reply
  • Marta Felix 14/04/2015 at 07:05

    Eu conheço a outra Av. Conceição da zona sul, mas quando fala na nossa linda e gigantesca sampa não tem como não querer conhecer sempre mais! Ótima matéria! 🙂

    Reply
  • José Edward Flaga 14/04/2015 at 10:12

    Parabéns pela matéria morei minha infância na Avenida Conceição…não conhecia sua história.

    Reply
  • Claudio 14/04/2015 at 10:23

    Excelente matéria Douglas ! Gostei bastante.

    Reply
  • Carla 14/04/2015 at 12:47

    Gostei muito, sensacional!

    Reply
  • Alexandre Fontana 14/04/2015 at 13:53

    Sensacional, moro há quase 40 anos na ZN e nem sequer imaginava essa história toda. Parabéns.

    Reply
  • Paulo Gimenez Gonçalves 14/04/2015 at 20:27

    Muito bom! o trecho em terra remanescente da estrada lembrou outro existente no Butantã, hoje dentro da área do instituto Butantã

    Reply
  • nazarethlmperes 14/04/2015 at 20:33

    Amei o Ford 1929!

    Reply
  • SavianoMarcio 14/04/2015 at 21:03

    Se o me permitirem, tenho as plantas do SARA Brasil que o Douglas se baseou nesse link para o pessoal apreciar.

    http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=110283617#post110283617

    Reply
  • Gabriel 16/04/2015 at 08:57

    Obrigado pela “carona” na história, caro Douglas. Excelente matéria.

    Reply
  • danielpardo2015 18/04/2015 at 22:58

    Essa matéria só está mostrando a “jenialidade” (com “J” de “Jegue” mesmo) de “nossas otoridades”, pois essa Avenida poderia muito bem servir de segunda opção para quem quer ir de São Paulo a Guarulhos sem ter de passar pela Dutra, mas em vez disso os “jênios” preferiram atravessar a Dutra no meio do caminho e deixando um monte de pequenas “áreas mortas” no meio do mesmo, aliás, outro exemplo dessa “jenialidade” já foi fotografado pelas lentes do São Paulo Antiga que é a Rua Vemag onde ficam os restos mortais da fábrica de mesmo nome, em vez de simplesmente fazerem como a maioria faz que é ligar as duas metades da rua separadas por um muro e pela linha férrea colocando cancelas para que os carros não passem quando o trem estiver passando eles simplesmente desativaram a estação que ali estava (realocaram a mesma mais para trás integrando também o Metrô Tamanduateí) colocaram tapumes e largaram lá às moscas sendo que se estivesse aberto também serviria de segunda opção para quem quisesse ir da Vila Zelina, Vila Prudente, Vila Bela e adjacências aos bairros da Zona Sul de São Paulo, hoje só é possível ir ao Sacomã por exemplo fazendo esse caminho a pé, como aliás cansei de fazer nos tempos de “vacas magras”.

    Reply
    • Silvia Calçada 23/04/2015 at 01:47

      É verdade! E quem anda de bicicleta sabe que São Paulo tem muito mais necessidade de integrar seus bairros retomando ligações, bruscamente interrompidas, do que borrar o asfalto de vermelho. Caminho livre não é sinônimo de caminho pintado.

      Reply
  • Aline 01/05/2015 at 14:20

    POR FAVOR, VISITEM A ESTRADA VELHA DE SANTOS! Minha mãe conta que tinha várias coisas históricas por lá. Infelizmente eu não conheço.

    AMO o site e fico boba com casas antigas ( moro em uma beeeem simples) tropeço na rua, perco o ponto de parara, enfim fico boba quando me deparo com construções antigas. Dica: para mim o melhor lugar de SP para ver construções é o Ipiranga. Que gosta, é um ótimo passeio. Tem umas construções lindas na Av. Nazaré, perto do museu de zoologia… gostaria de ver reportagens sobre elas!

    Bjs

    Reply
  • Otto Triebe de Mello 04/05/2015 at 11:23

    Muito interessante! Sugiro, quando possível, utilizarem um drone com câmera para passar por cima de áreas fechadas,e assim complementar a reportagem.

    Reply
  • Prof Christian 11/05/2015 at 17:56

    a sugestão é a Avenida Engenheiro Heitor Antonio Eiras Garcia no Butantã
    A avenida liga a Corifeu de Azevedo Marques e vai até a Rod Raposo Tavares onde é interrompida e continua do outro lado da rodovia até a divisa com Osasco Cotia no Parque Tizo. (e fica em terra)

    Segundo moradores chamava-se Estrada velha da represa de Cotia, foi usada por ônibus que vinham do João XXIII/ Cotia e iam para Pinheiros, sem usar a raposo Tavares, ainda chamada de São Paulo Paraná até os anos 50. E chegava até Cotia a mesma, hoje seus trechos ainda podem ser percorridos, porém com algumas interrupções na nomenclatura

    Segue próxima da adutora de Cotia.

    Reply
  • arnaldo 16/05/2015 at 12:40

    gostei muito obrigado por mostrar o caminhos antigos

    Reply
  • Mariana Araujo 26/05/2015 at 13:41

    Excelente matéria.

    Reply
  • Augusto 30/05/2015 at 00:36

    Espetacular essa matéria…moro na Vila Maria desde 1989 e nem fazia ideia de toda essa história.
    Mais uma vez, parabéns!

    Reply
  • Véra Lucia Rodrigues Bäurich Fonseca 14/07/2015 at 20:40

    Amei esta reportagem. Moro na Av. Julio Buono.Gostaria de uma reportagem histórica sobre esta avenida, da av, Cel Marcílio Franco (que antecede à Av.Julio Buono) e suas relações com Vila Guilherme. Também gostaria de um “passeio” desde onde era a Estação Tamanduateí, da E.F.Sorocabana, seu percurso até o Areal (atual est.Carandiru do Metrô), Santana (onde morei dentro da estação, casa 4), depois seguindo av Alfredo Pujol e por aí vai nas estações da Cantareira: Parada do Quartel, (ramal dos Menezes), Santa Terezinha, Mandaqui, Parque Modelo, Pedra Branca e por aí vai, até a Cantareira, que era última estação. Depois uma viagem, do Areal, entrando pela Av.Gen.Ataliba Leonel, Parada Inglesa, Tucuruvi, Gopoúva e assim até Guarulhos. Meu pai levou a telefonia para Guarulhos e era ferroviário da Estrada de Ferro Sorocabana. Tenho muito orgulho disto; chegou a dirigir máquina à diesel. Seria uma homenagem à ele que sempre quiz fazer – Waldemar Arthur Bäurich – que faleceu aos 98 anos no ano passado, em 16 de Junho de 2014 e nos deixou um legado de trabalho honrado, honesto e de muitíssima responsabilidade, Estou à disposição. Onde estarão os objetos, escrivaninhas, etc, da antiga estção do Tamanduateí ( INÍCIO DA LINHA), familiares da Luucia Aparecida Cambiuce?!, sr. Avelino.Ainda temos dois amigos filhos do sr. Gumercindo Pereira de Campos, chefe da estação de Santana – Gumercindo Filho e Perola.. Obrigada, Véra Lucia.

    Reply
  • Fátima Silva 17/07/2015 at 13:19

    Praça Terras de Bouro,porque se chama assim?

    Reply
  • ESPANHOL 07/10/2015 at 22:26

    OLA, MUDEI-ME PARA REGIÃO DA VILA MARIA EM 1979, E NAQUELA ÉPOCA CONHECIA A ATUAL AVENIDA COMO ESTRADA DA CONCEIÇÃO. É O NOME QUE CHAMO A VIA ATÉ HOJE. PARABÉNS PELA MATÉRIA. NA REGIÃO DA VILA MARIA BAIXA A ANTIGA RUA PALMIRA FOI MUDADO O NOME DELA POR UM NOME DE UMA PROFESSORA DE UM POLITICO DO BAIRRO, PASSOU A CHAMAR -SE PROFESSORA MARIA JOSÉ BARONE FERNANDES, RECENTEMENTE ATÉ O FILHO DO FALECIDO MARIO COVAS RECUSOU COLOCAR O NOME DO PAI NO VIADUTO DO CHÁ. AQUI NA VILA MARIA TEM O PARQUE DO TROTE QUE TEM VÁRIOS CASARÕES E ANTIGAS COCHEIRAS DE DARIAM UMA BELA MATÉRIA.

    Reply
  • Wellington 20/12/2015 at 23:59

    Olá Douglas, parabéns pela matéria e vídeo.
    Morei na vila vila guilherme e vila paiva, à meio quarteirão da antiga estrada da conceição, e estudei no ginásio est. jaime cortesão onde iniciava esta “estrada”, esquina com a rua maria cândida. Me fez entrar no túnel do tempo, muita saudade. Obrigado.

    Reply
  • Soldier Pereira Lopes 07/11/2016 at 18:22

    Existe alguma matéria sobre a antiga estrada do Guapira? Atual Avenida Guapira que vai hoje da região do Tucuruvi até o Jaçanã na zona norte.

    Reply
  • Alex Marin Gaudencio 01/12/2016 at 19:24

    Show de bola, sempre morei no bairro e nao sabia da historia da estrada!!!!

    Reply
  • historiasdopari 21/04/2017 at 21:29

    Muito interessante essa reportagem, aprendi muito e vou acompanhar outras tantas. Gosto de tudo que diz respeito à nossa querida São Paulo. Tenho um blog desde 28 de novembro de 2009 que fala do bairro do Pari e dos parienses que é o blog e da página do Facebook, historiasdopari.wordpress.com
    Um abraço e parabéns pela reportagem ,
    Jayme Antonio Ramos
    meu e mail é naciwa@gmail.com

    Reply
  • Gilson da Cruz Barbosa da Silva 25/04/2017 at 21:44

    Meus parabéns Douglas Nascimento, foi uma reportagem muito esclarecedora, mas infelizmente incompleta, a Estrada da Conceição é parte de uma estrada bem mais antiga, que vem do Brasil Colonia ou seja, ela é parte da Estrada Velha do Cabuçu, única ligação de São Paulo-Rio, inclusive por onde Pedro I passou vindo do Rio pra proclamar a Independência do Brasil, eu sou nascido e criado na Avenida Santana, local em que vc concluiu a sua bela reportagem e posso ajuda-lo a complementar a história desse caminho que é bem mais velho que vc imagina, faça contato comigo através do meu E-mail e eu terei o maior prazer em contribuir com informações que acredito que estão faltando pra completar sua bela reportagem, estarei aguardando seu contato, um abraço .

    Reply
  • Antonio Magalhães 26/04/2017 at 04:40

    Parabéns pela belíssima matéria Douglas, e pelo charmoso possante que o conduziu.
    De alguns anos para cá tenho me dedicado à algumas pesquisas sobre História, Cultura e formação dos lugares, e já sabia da velha Estrada da Conceição, ligação de São Paulo a Guarulhos…e o porque do antigo nome, que graças à Deus, ainda não foi substituído pela sanha nominadora de alguns edis que pouca coisa tem a fazer e se preocupar.
    Adorei os mapas ilustrativos….tinha a impressão que o trajeto original da Estrada da Conceição era pela atual Avenida Gabriela Mistral, ascendida pelas imediações da antiga e extinta Estação Engenheiro Gualberto….nunca soube de outra ponte que acessasse diretamente o Jardim Munhoz, além da que faz a ligação Penha-Guarulhos….e ela é pra lá de antiga, pois começou em madeira…
    Estranhei “Estrada da Velha do Cabuçu” no Jd. Munhoz, pois o Cabuçu original deriva da Fazenda Cabuçu, e foi a primeira cogitação de nome da Estação de Vila Galvão em 1915…e a Estrada do Cabuçu se iniciava na antiga Rua Pires do Rio, atual Avenida Tucuruvi, precariamente descia como um caminho paralelo a via férrea por aquela que viria ser a Av. Cabuçu, atual Av. Dr. Antonio Maria Laet, até Vila Mazzei ia percorrendo trechos que tiveram várias denominações por fim Cirene de Oliveira Laet já em Vila Nilo, e atravessava sobre o Rio Cabuçu a chegada em Vila Galvão, e manteve o nome Av. Cabuçu, atual Eugenia Machado da Silva, denominação dada em meados dos anos 70, pegava a Av. Pedro de Souza Lopes, e a Estrada do Cabuçu, atual Davi Correa até chegar propriamente ao bairro do Cabuçu….passando por regiões que ficaram pela altura de seu quilometro na Estrada do Cabuçu..12….15….18….em relação á atual Av. Tucuruvi…
    Desculpe Douglas…e que creio que você possa acrescentar dados, e quem sabe propor nova incursão deliciosa sobre as históricas e antigas ligações.
    Ah…o nome antigo da Av. Casper Libero era Rua Conceição, e creio que seja a chegada final da Estrada da Conceição na Igreja de Santo Ifigênia…por servidões de acesso ao Centro da Capital..creio….rsrs…
    Um forte e carinhoso abraço e
    Agradeço de coração.

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    • Elmi Omar 17/08/2017 at 18:22

      Oi Magalhães … a minha hipótese é que essa é que a estrada velha do Cabuçu no Jardim Munhoz é um antigo caminho de quem vinha de São Paulo pela Penha … abraços Elmi

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  • Rafael 25/07/2017 at 16:33

    Muito bom o artigo, que nos proporciona saber como eram as ruas antigamente, as que permanecem inteiras, as que foram suprimidas em algum trecho etc. Só faço uma consideração acerca do nome “Conceição” que fazia parte do nome original da cidade de Guarulhos, pois refere-se sim a uma mulher, mas não a uma mulher qualquer, e sim Àmulher: a Virgem Maria. Era comum antigamente homenagear as localidades que nasciam com algum dos títulos da Medianeira das Graças, Mãe de Deus e Nossa Mãe, ou a algum dos Dogmas Marianos.

    O mesmo aconteceu com o nome Diadema, que no começo era “Vila da Conceição”, referindo-se ao Dogma da Imaculada Conceição, que era doutrina dos cristãos desde o cristianismo primitivo. A supressão das referências à Nossa Senhora com o passar do tempo, longe de ser expressão de uma vontade popular, foi decidida por elementos maçons que ascenderam ao poder. E é bom que se diga, por fidelidade à Verdade de Deus, que os maçons, mesmo que soprem sobre nossos olhos a névoa brilhante de suas preocupações altruístas, de suas ações filantrópicas, e de sua incansável promoção do “politicamente correto”, continuam sendo os mais perversos dentre os perversos, entranhados inimigos da Igreja Católica. Se pesquisar a fundo e ligar os pontos, constatará que as ações de bastidores, com vistas a reescrever a história, mudando isso e aquilo, nomes de logradouros, de cidades, de bairros etc., sempre partem deles.

    Vida longa ao valoroso trabalho que é desenvolvido pelo site “São Paulo Antiga”! Que Maria Santíssima abençoe e proteja a vocês!

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