Hoje em dia, a cidade de São Paulo não tem mais aquela grande quantidade de fábricas que possuía até mais ou menos a metade do século 20.

Sabemos que muitas delas mudaram-se da capital para outras cidades do interior ou até de outros estados em buscas de melhores taxas de tributos, facilidades de distribuição ou até, em muitos casos, deixaram de existir ou foram adquiridas por outras empresas, multinacionais ou não.

Entretanto, ainda existem indústrias legitimamente paulistanas que resistem na capital ou empresas tradicionais da própria Grande São Paulo, que por permanecer por aqui merecem nosso prestígio e apreço.

A partir deste artigo, iremos abordar estas empresas que dão orgulho a São Paulo e até hoje são marcas identificadas conosco, não só pela nostalgia, mas principalmente por ainda estarem produzindo e gerando empregos por aqui. A primeira delas, é a Biscoito Bela Vista.

Fábrica da Bela Vista em 1940 (clique para ampliar)

Fábrica da Bela Vista em 1940 (clique para ampliar)

Uma empresa símbolo de nossa cidade, a Bela Vista tem sua trajetória intimamente ligada a vinda de imigrantes para São Paulo. Foi fundada por um imigrante italiano e depois comprada por um imigrante português.

Sua história começa em 1915, quando Nicola Infante abre sua fábrica de doces na rua Major Diogo, no bairro que daria nome a empresa, a Bela Vista.

Divulgação

No início a pequena fábrica produzia doces de tipo caseiro, como suspiros, paçocas, caramelos e pés-de-moleque, além de bombons finos e chocolates.

A venda dos doces para toda a cidade era feita por vendedores que munidos de suas carroças, distribuíam os doces da Bela Vista em armazéns de secos e molhados, quitandas e pequenas vendas.

Na foto, Joaquim Maria de Almeida em meados dos anos 30

Na foto, Joaquim Maria de Almeida em meados dos anos 30

Cada vendedor com sua carroça (posteriormente furgões e caminhões) trabalhava em sua própria freguesia, atendendo uma determinada região da cidade. Entre estes muitos vendedores, estava a figura de Joaquim Maria de Almeida, inicialmente um vendedor de pães, que posteriormente optou por trabalhar na revenda de doces da Bela Vista.

Imigrante italiano, pouco depois que mudou do ramo dos pães para a venda de doces, percebeu seu grande tino comercial para este segmento e logo destacou-se como um dos principais vendedores da Bela Vista.

Enquanto isso, Nicola Infante já sentia-se realizado na vida. Rico, e realizado com seus filhos formados e casados decidiu vender a sua fábrica de doces e sair dos negócios. Foi ai que procurou então seu principal vendedor, Joaquim Maria de Almeida, para lhe oferecer a empresa.

Na foto, uma venda antiga. Ao fundo, o balcão de doces de marcas como a Bela Vista.

Na foto, uma venda antiga. Ao fundo, o balcão de doces de marcas como a Bela Vista.

Joaquim ficou imediatamente interessado, mas não tinha capital suficiente para comprar a empresa sozinho. Foi ai que ele procurou seus patrícios, Rodrigo Barreto e Manuel da Cruz Barreto e juntos adquiriram a Bela Vista por 80 contos de réis.

Os novos donos trouxeram também novos ânimos a pequena fábrica, que começou a crescer e produzir cada vez mais, se consolidando como um dos principais fabricantes de doces de nossa cidade. É neste momento que a empresa sediada na rua Major Diogo passa a ficar cada vez menor para as atividades industriais.

É também neste período, no final da década de 30, que as antigas carroças de vendedores deram lugar aos novos meios de distribuição dos produtos, em caminhonetes furgão ou caminhões, sempre pintados na cor verde e que eternizaram a marca por toda a cidade e interior paulista.

Nesta foto, um dos caminhões da Bela Vista (clique para ampliar)

Nesta foto, um dos caminhões da Bela Vista (clique para ampliar)

Cientes da necessidade de expandir a produção, os proprietários decidem procurar uma outra área para construir as novas instalações da Bela Vista, e acabam optando pelo bairro do Pari, especificamente a rua Canindé.

A escolha se deu por uma série de fatores, entre eles a proximidade da nova planta industrial com o Trem da Cantareira, que facilitaria e muito a chegada e partida dos funcionários da fábrica.

Na ilustração, a fábrica no bairro do Pari (clique para ampliar)

Na ilustração, a fábrica no bairro do Pari (clique para ampliar)

Em 1940, a empresa foi a primeira do ramo de doces e biscoitos a se instalar no então pacato bairro do Pari, iniciativa que brevemente seria seguida por outras empresas do ramo, como Neusa, Confiança entre outras, que deram ao bairro o carinhoso apelido de “bairro doce”.

A nova sede da Bela Vista mostrava a força da empresa. Eles partiram de área de 700 metros quadrados para uma nova instalação de 2500 metros quadrados, quase 4 vezes maior que o antigo endereço da rua Major Diogo. Junto com a nova sede chegavam novos equipamentos, novos funcionários e novos produtos.

Interior da fábrica em 1945 (clique para ampliar)

Interior da fábrica em 1945 (clique para ampliar)

Nesta época iniciou-se a produção de balas pela Bela Vista, bem como a produção de biscoitos, inicialmente com os populares maizena, maria e cream cracker.

Em novo endereço e com novos produtos, a expansão da empresa é cada vez rápida, sendo que nos anos 1960 a empresa amplia suas vendas para todos os estados do Brasil, tornando-se uma marca nacionalmente conhecida e respeitada.

O furgão da Chevrolet era um dos carros mais usados pela Bela Vista (clique para ampliar)

O furgão da Chevrolet era um dos carros mais usados pela Bela Vista (clique para ampliar)

Em 1969 uma mudança nos quadros da empresa. Joaquim Maria de Almeida junto de seus filhos e genro adquirem as ações de seus sócios e a empresa fica pela primeira vez apenas nas mãos de sua família, tornando-se um bem sucedido caso de empresa 100% familiar.

Na década seguinte chega a Bela Vista a automatização da linha de produção, que aumentou a produtividade e eficiência da companhia, permitindo a diversificação dos tipos de biscoitos e da chegada da linha de gomas de mascar.

Maquinário automatizado da Bela Vista na década de 70 (clique para ampliar)

Maquinário automatizado da Bela Vista na década de 70 (clique para ampliar)

E é também na década de 70 que a Bela Vista lançava uma nova marca e linha de biscoitos que rapidamente cairia no gosto popular e se transformaria em dos mais consumidos biscoitos do país: a Tuc’s.

Com sua embalagem em filme transparente e com um logotipo bem conhecido a Tuc’s não demorou a se tornar o carro chefe da empresa. São os famosos biscoitos salgados redondos que matam a fome a qualquer lugar e a qualquer momento. Hoje a linha Tuc’s expandiu-se para novos sabores, como o de Pimenta e Queijo ou de Churrasco, mas mantendo a tradicional embalagem e logotipo.

Frota de veículos da Bela Vista personalizados com a marca Tuc's (clique para ampliar)

Frota de veículos da Bela Vista personalizados com a marca Tuc’s (clique para ampliar)

Entre os anos de 1980 e 1986 a Bela Vista ampliou ainda mais suas instalações, no mesmo bairro do Pari, e começa a produzir uma série de novos produtos, como pirulitos, novas balas e gomas de marcar, entre elas o chicle de bola “Balão Mágico” um grande sucesso da década de 80, além da marca de biscoitos Mirage.

Chicle de bola "Balão Mágico"

Chicle de bola “Balão Mágico”

Alguns anos mais tarde, já na década de 90, a empresa inicia a produção também de refrescos em pó e de biscoitos infantis e em 2000, próxima de celebrar 90 anos de existência, começou a produção de biscoitos destinados exclusivamente ao mercado internacional.

A BELA VISTA HOJE:

Com cerca 600 funcionários, 8 linhas de produção e 70 produtos entre doces e salgados, a Bela Vista continua como um ator importante na indústria alimentícia brasileira, tendo também se consagrado na exportação, transformando-se na 5a maior exportadora de biscoitos do Brasil.

Divulgacao

A fábrica, mesmo sendo ampliada e modernizada várias vezes,  mantém até hoje sua fachada original da década de 40 preservada, inclusive mantendo na porta principal um belo mural que representa a produção de balas, com mulheres segurando as frutas que darão sabor a elas, como abacaxi e banana, além da cana-de-açúcar. No centro do painel dois operários produzem as balas.

O belíssimo painel na entrada da fábrica representa a produção de balas (clique na foto para ampliar)

Painel na entrada da fábrica representa a produção de balas

Este painel é acompanhado por outros dois no interior da fábrica, logo após a entrada, que complementam o painel anterior, apresentando a produção de doces pela empresa.

clique na foto para ampliar

clique na foto para ampliar

Falando sobre a empresa nos tempos atuais,  é hoje a única deste ramo a permanecer no bairro do Pari e tão próxima do centro de São Paulo, estando distante pouco mais de dois quilômetros da Praça da Sé. As suas concorrentes mais famosas Confiança e Neusa não existem mais.

Cid Maraia de Almeida, presidente da Bela Vista (clique na foto para ampliar)

Cid Maraia de Almeida, presidente da Bela Vista (clique na foto para ampliar)

Filho de Joaquim Maria de Almeida, Cid Maria de Almeida é o presidente da Bela Vista. Ele recebeu a reportagem do São Paulo Antiga para uma conversa bastante agradável sobre a história de seu pai, da empresa e da relação da fábrica com o bairro do Pari, assista:

É quase impossível como paulistano não ter orgulho de uma empresa como a Bela Vista. Ela está no coração da cidade, foi fundada e ampliada por imigrantes e hoje continua sendo uma empresa 100% nacional.

Divulgação

São Paulo perdeu a Tostines para uma empresa estrangeira, a Lacta para outra e isso sem falar em marcas que nasceram em nossa cidade e que desapareceram por completo, como a Sönksen, Tolle, Sultana entre outros.

Prestigiar produtos e marcas de São Paulo é prestigiar a nossa história.

VEJA MAIS FOTOS ANTIGAS DA BELA VISTA:

Nicola Infante (centro) junto de familiares e funcionários da Bela Vista em 1934

Nicola Infante (centro) junto de familiares e funcionários da Bela Vista em 1934

Caminhão Tigre, da Chevrolet, para entrega de doces

Caminhão Tigre, da Chevrolet, para entrega de doces (anos 40)

Vista aérea da fabrica nos anos 50

Vista aérea da fabrica nos anos 50

Fábrica e funcionárias da fábrica em 1950

Fábrica e funcionárias da fábrica em 1950

Caminhão de doces da Bela Vista

Caminhão de doces da Bela Vista (anos 60)

E você, qual sua relação com a Bela Vista ? Lembra dos doces ? Tem alguém da família que trabalhou com a empresa ? Deixei seu comentário e colabore com a história de sua cidade.

BÔNUS:

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • João Guimarães filho 04/05/2015 at 19:51

    Sensacional …na minha feliz infância no Jardim Peri , zona norte de SP, tinha uma “”venda”” do Paraíba na rua Índio Pery e lembro como hoje o Chevrolet chegando para entregar os doces e biscoitos.
    Hoje trabalho em um atacadista, Compre Facil de São Jose do Rio Preto, e o biscoito TUCS e um dos mais vendidos…indicação minha…parabez pelo belissimo documentário.

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    • Luciana Candido 04/05/2015 at 22:44

      Interessante ver alguém da região comentar aqui moro na Vila Amália, nascida e crescida estou com 37 anos e acompanhei as mudanças tanto da Vila Amália como do Jardim Peri.

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    • Nat 05/05/2015 at 13:24

      Faz mais de 20 anos que minha mãe trabalha no posto de saude do Peri, ao lado do mercado.
      Aqui no Horto, tinha um bar em frente de casa que entregava os doces num caminhão verde, meu sonho era ganhar uma caixa!

      Reply
    • Antonio Reinaldo Soares 12/04/2016 at 11:05

      Conheci esse caminhão Mercedes Benz LP321 de cor preta e com letras douradas nos anos sessenta em minha cidade – Oeiras do Piauí. Era uma fantasia ver tanto confeitos, achocolatados, bom-bons e outras guloseimas por vezes em potes de plásticos para não perderem os sabores. Por esse tempo em Oeiras passamos a nos apaixonarmos pelo chocolate diamante negro e uvas passas sun maid. O que revolvia o estomago da garotada era o cheiro bom que exalava de dentro do baú quando aberto sua porta para distribuir os produtos. Em meu livro de memória eu falo sobre esse caminhão da Bela Vista. Antonio Reinaldo Soares Filho

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  • ernani 04/05/2015 at 19:59

    Gostava de todos os doces da Bela Vista. Maria mole, paçoquinha de amendoim, pés de moleque, pão de mel, doce de abobora, de batata doce etc.etc.

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  • JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA 04/05/2015 at 20:18

    Dentre todas as excelentes reportagens postadas até agora, esta para mim é das mais agradáveis. Uma das primeiras lembranças que tenho quando cheguei em São paulo, em 1962, é justamente do “carro de doces”, como então chamávamos o Furgão da Bela Vista. Infelizmente, hoje não posso comer mais doces, por´pem sempre compro os biscoitos TUCS salgados.

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  • Dan 04/05/2015 at 20:31

    Até uns 5 anos atrás eu vi um caminhão clássico deles passando na minha rua, para abastecer uma escola particular próxima. É uma “viagem no tempo” ver um desses na rua, como os nossos pais e avós viam na época.

    E eu nem sabia que a Tucs pertencia a Bela Vista. Consumi muita bolacha Tucs durante a última Copa…

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  • Gilberto Viviani 04/05/2015 at 21:40

    Trabalhei nela em 1993, como temporário, num deposito dela, na Vila Maria.
    Como paulistano, não posso deixar de reverenciar essa tradicional empresa paulistana.

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  • Pedro Reis 04/05/2015 at 21:54

    Excelente reportagem. Isso tudo fez parte da minha infância e é muito bom saber que a empresa prosperou. Parabéns São Paulo Antiga, Parabéns Bela Vista.

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  • Sergio Mendes Barreto 04/05/2015 at 22:37

    Meu Pai e Mãe trabalharam e se conheceram na Bela Vista; Antonio Rosa Mendes Barreto e Palmira Piccolo Barreto.

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    • Regina Grandis 05/05/2015 at 23:27

      O Xirinu…..e os pastéis da palmito da tia Palmira…..

      Reply
    • J Jorge Lourenço 12/01/2016 at 22:03

      Olá Sérgio,
      Conheci teu pai e tua mãe; sou filho do Joaquim e da Justina que tinham o açougue na rua Francisca Julia enfrente a casa do sr José Cardoso e esquina com a Rua Ana Benvinda de Andrade onde moravam o meu tio e padrinho João Jorge de Carvalho e minha saudosa tia e madrinha Piedade. Voces na epoca moravam na Rua Pedro Dool e nos na Rua Maria Rosa Siqueira.
      Que saudades !!!
      abraços

      Reply
      • Sergio Mendes Bareeto 13/01/2016 at 21:11

        Olá Jorge, td bem com vc? Quanto tempo!
        Lembro sim… Da dona Piedade e do Sr. João!
        Eu brincava direto na Rua Ana Benvinda de Andrade com o Celso, filho do Sr. Julio que morava na frente da Dona Piedade, onde nora até hoje no Prédio ao lado da cada que era da Dona Piedade.

        Muito bom relembrarmos td isso!!!

        Hoje moro ainda em Santana na Rua Damiana da Cunha, tenho dois filhos, um casal, mas ainda não tenho netos… rsrsrs…

        Saudades!!!

        Forte abraço!!!

        Reply
  • Milton Rodrigues Alves 04/05/2015 at 22:39

    Grande (mais uma…) matéria da São Paulo Antiga, continue meu caro, todos precisamos muito do seu trabalho. Parabéns. Tomei a liberdade de “pinar” umas duas ou tres fotos. Um grande abraço do Miltão da Casa Paulistana.

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  • Juliana 04/05/2015 at 22:48

    Vida longa à Bela Vista!! Graças a ela, podemos continuar abastecendo nossa despensa com produtos deliciosos, iguais aos da nossa infância. Infelizmente não podemos dizer o mesmo da tradicional Tostines, que depois de passar às mãos da Nestlé, virou fabricante de bolachas vagabundas, cheias de sal e de gordura hidrogenada……

    Reply
  • André Rosito Filho 04/05/2015 at 23:39

    Meu pai trabalhou na Bela Vista, André Rosito, tenho boas lembranças, os doces, as balas e principalmente de como estes senhores valorizavam seus funcionários, dentre eles meu pai, tenho muito orgulho em saber que continuam em atividade, parabéns!

    Reply
  • José Joaquim Júnior 05/05/2015 at 09:25

    Parabéns pela reportagem, a Bela Vista faz parte da minha infância e da minha vida; quando criança consumia os deliciosos doces, balas e biscoitos, e após a adolescência junto ao meu pai, vendíamos os produtos desta grande empresa; inicialmente meu pai tinha uma freguesia no Vale do Ribeira (Jacupiranga, Cananéia, Cajati, Barra do Braço, Eldorado dentro outros locais) e posteriormente no Sul de Minas (Paraisópolis, Gonçalves, Brazópolis, Piranguinho, São José do Alegre, Pouso Alegre e bairros locais; saudades. Parabéns Cid por manter a empresa até hoje, abraço.

    Reply
  • Carlos Gama 05/05/2015 at 09:49

    Incansável, Douglas continua nos mostrando o que é nosso e nos faz felizes por revermos imagens que fazem parte da nossa trajetória e da nossa memória.
    Foi muito bom conhecer um pouco mais sobre a indústria que ainda aguça o nosso paladar.

    Reply
  • Vander Romanini 05/05/2015 at 10:11

    Meu Primeiro Emprego foi na Confiança. Vinha com um Amigo do SENAI que trabalhava na Bela Vista!!
    Aí com o tempo fomos fazendo amizades e de apenas dois, íamos pro trabalho e pra casa em doze pessoas!!
    Bons tempos!!!

    Reply
    • Leonardo Braz 23/07/2015 at 14:54

      Você teria fotos antigas dos baúzinhos da Confiança. Aqueles azul escuro. Abraços.

      Reply
  • Luiz Henrique 05/05/2015 at 11:04

    Meus caros, meu sonho de infância era “sequestrar” ou “assaltar” um veículo da Bella Vista, quando este ia abastecer as “vendinhas” perto de casa.
    Doce ingenuidade,sem qualquer maldade…

    Reply
  • Marcello 05/05/2015 at 11:29

    Meu pai trabalho na Bela Vista e aquele caminhão verde com a marca dos lados remete à infância na hora! Um orgulho para nós, paulistanos!

    Reply
    • danielpardo2015 08/05/2015 at 16:04

      No meu caso o caminhão verde já era um Ford F4000 com o “crássico” baú pintado de verde.

      Reply
  • Telma Righi 05/05/2015 at 12:00

    Parabéns pela linda matéria! E muito sucesso para a empresa Bela Vista!

    Reply
  • Eliane Go 05/05/2015 at 12:48

    Também tenho saudades! por muitos anos fui cliente, tinha um comércio em Paraisopolis e comprávamos os produtos Confiança.

    Reply
  • Nilton D’Addio 05/05/2015 at 15:08

    Bela Vista – bela reportagem.
    Nasci ali bem perto, na Ponte Grande e como meu pai era cobrador do Clube de Regatas Tietê, costumava acompanhá-lo em suas andanças nos locais mais próximos. Acho que existiam funcionários da fábrica, que eram sócios do clube, pois além de ter guardado em minha lembrança, imagens do interior da fábrica, sempre voltava para casa com um ou outro doce.
    Outra fábrica de doces da região que eu conheci pelas mãos de meu pai, foi a Sultana, nas margens do Tamanduateí. Isso tudo aconteceu por volta dos anos 50.
    Havia também uma fábrica de doces e efervescentes, que se não me engano se chamava Constantino e que funcionava na Rua Afonso Pena, no Bom Retiro.
    Gente muito boa a quem devo muito pela proteção que me deram e certo momento difícil de minha infância, mas de quem não tenho mais referências.
    Já marmanjo, por volta dos anos 90, fui trabalhar no quartel conhecido por Panelão, bem próximo da fábrica da Bela Vista no Pari e aí é que eu sofri muito.
    Sofri com o cheiro de biscoito, que duas ou mais vezes ao dia, enchia a boca de saliva.
    Quanto aos furgões, lembro-me muito bem deles e acho até que peguei o tempo das carroças, pois em minha infância, muitos produtos chegavam às nossas casas, por vendedores em carroças; o leite, a barra de gelo, o queijo,etc.
    Desejo muito sucesso aos proprietários, que representam o que já houve de melhor em São Paulo – a força do trabalho.
    Vida longa à Bela Vista.

    Reply
  • maria stella cordeiro 05/05/2015 at 16:49

    Minha primeira e querida amiga de infância chama-se Mariana Almeida. Somos amigas até hoje. Ela faz parte da família dos proprietários da Bella Vista. Lembro de cada doce, de cada biscoito e de cada minuto passado na minha infância junto dessa família querida. Pessoas muito especiais!

    Reply
  • João Guimarães filho 05/05/2015 at 18:28

    A Luciana Candido moradora da Vila Amalia , vizinha do Jardim Peri..me fez lembrar…em 1976…com meus 12 anos de idade..estava eu dentro de um ônibus modelo Jaraguá da A.V Brasil Luxo…quando derrepente vi próximo a delegacia um 608 da Bela Vista…parecia que tinha saido da fabrica…muito bacana mesmo.
    Por falar em 608…uma sugestão…faça um documentário sobre a LUSITANA MUDANÇAS…. outra paulistana tbn!

    Reply
  • Claudio Bassi Elias 05/05/2015 at 19:14

    Doces recordações. Aquelas vitrines de doces que ficavam nas ‘vendinhas” era a perdição da molecada. A Bella Vista tinha uma concorrente; Doces Confiança”. Os caminhões e furgões também eram verde e preto.

    Reply
  • William de Souza Ribeiro 05/05/2015 at 22:04

    Sou do interior do estado e essa postagem caiu como uma luva!
    Fazia dias que um baúzinho verde escrito Bela Vista me chamava a atenção em uma rua de Bragança Paulista, SP. Eu fiquei “viajando” imaginando qual caminhão o transportara no passado. Esta muito conservado, porém foi retirado do caminhão e encostado em uma empresa de reciclagem de metais. Fico cada vez mais feliz com as reportagens desse site, são incríveis.
    Costumo dizer que gosto de relembrar um passado do qual nem vivi… Parabéns pela reportagem!

    Reply
  • Maria Dejanir nalin 05/05/2015 at 22:39

    Que legal essa reportagem, me deu uma saudades imensa da Bela Vista, trabalhei lá por 6 anos, gostava muito de lá, fiz amizades boas, Verá Lúcia, Nina, Sadi, Maga, e outros tantos, fui muito feliz na Bela Vista, Sr. Cid uma pessoa muito boa um ótimo patrão, por isso a Bela Vista ainda está viva. Parabéns Douglas pela reportagem bem merecida da fábrica e parabéns a Bela Vista pelos 100 anos.

    Reply
  • A.Vandelay 06/05/2015 at 02:24

    A marca antiga é um patrimônio que deveria ser preservado, no máximo polido. Não me agrada a quebra total na identidade visual atual. Não condiz com o peso da história da Bela Vista. De qualquer forma, parabéns à fábrica por manter-se sólida por tanto tempo em um país e em tempos tão difíceis como o nosso. Que venham mais cem anos!

    Reply
  • SÉRGIO CELESTINO 06/05/2015 at 16:23

    É impossível esquecer os furgões da Bela Vista abastecendo as vendas com doces inesquecíveis !!!! Uma novidade prá mim é saber que a marca Tuc’s pertence a Bela Vista, incrível descobrir isso só agora !!!! Parabéns mais uma vez a vc Douglas pela matéria “deliciosa”, e parabéns a Bela Vista pelos seus 100 anos, e que venham muitos mais pela frente !!!!!

    Reply
  • alexandre assis soret 06/05/2015 at 20:35

    eu sou de santa cruz do rio pardo, meus tios tambem fabricam doces e tambem tem distribuição de doces eles adiquiriram dois caminhões f 350 bau da bela vista nos anos 60 eu cresci ajudando eles a venderem doces, tempos que não voltam mais…

    Reply
  • Renato Alfaia Gomes 06/05/2015 at 22:34

    tenho 34 anos mas me lembro destes caminhões passando próximo de casa na entrega de doces nos mercados. e uma felicidade só ver estes nostálgicas fotografias, meu pai tem 73 anos me me fala também destes caminhões no bairro ente cresceu na penha. fico feliz por rever esta fotos e lembrar da minha infância.

    belo trabalho gosto munto da historia de são paulo antigamente

    att renato alfaia gomes

    Reply
  • João 07/05/2015 at 10:18

    Parabéns pela reportagem! Sou do Sul de Minas e a matéria me trouxe muitas lembranças da minha infância. Meu pai tinha um mercadinho, secos e molhados, ficávamos aguardando a chegada do caminhão da Bela Vista para nos deliciar com os doces que vinham de tão longe…

    Reply
  • Marisa Alves 07/05/2015 at 11:58

    Parabéns! A reportagem também me trouxe lembranças, pois meu pai me levou várias vezes para ver a produção de bolachas, como se dizia na época.A Bela Vista trazia doçura à vida de muitas crianças.

    Reply
  • Fotogaivota Denise França 07/05/2015 at 18:43

    Excelente reportagem, parabéns por sua dedicação a este trabalho de resgate da nossa memória. Parabéns familia Almeida, por resistir!

    Reply
  • Joao Marcos Turnbull 10/05/2015 at 21:33

    Pelo número da fábrica na Rua Major Diogo, imagino que a antiga fábrica, na Bela Vista, ocupava o local que virou o grande Flat São Paulo, na esquina da Rua Santo Antonio com a Rua Major Diogo… um enorme terreno aonde foram construidas 3 torres com piscinas, um projeto bem ousado para a ocasião… meu tio inclusive foi mestre de obras… https://goo.gl/maps/tjX6c

    Reply
    • Nilton D’Addio 11/05/2015 at 21:42

      É até possível que a Bela Vista funcionasse onde você mostra existir as 3 torres, mas certamente havia outras edificações no local, tendo em vista que as 3 torres ocupam uma área bastante grande e acho que naquele terreno também funcionava a escola de inglês chamada União Cultural, que ocupava um belo casarão.

      Reply
  • Mariana Araujo 26/05/2015 at 07:57

    Tenho o privilegio de morar bem próximo e quase que diariamente sentir o cheiro dos doces produzidos ali.
    Bela materia.

    Reply
  • Marcos 04/06/2015 at 21:35

    Que saudades! Meu pai tinha uma mercearia em Uberlândia-MG, onde esses belos caminhões abasteciam todo mês. Lembranças da minha infância…

    Reply
  • marco 14/06/2015 at 00:16

    obrigado voce agora mim deichou com muitas saudades foi os melhores doces do brasil esperamos sua volta na minha terra natal na região de vitoria da conquista tinha um senhor chamado manuel portugues e ele faziam entrega no mercadinho do meu vô todas as semanas era muito bom esta epoca deveriam voltar

    Reply
  • Cecília 19/07/2015 at 21:29

    Viajei ! Nessa linda reportagem. Não esqueçam também da empresa Catupiry que deve ter cerca de 100 anos m S. Paulo – no bairro de Bom Retiro.

    Reply
  • Leonardo Braz 23/07/2015 at 14:48

    Meu pai foi doceiro da Bela Vista por mais de 30 anos e trabalhei muito com ele. Hoje estou reproduzindo com miniaturas de caminhões baú todas as marcas Kid´s, Neusa, Bela Vista e Tuc´s. Agora só falta a reprodução do baú da Doces Confiança. Alguém teria alguma foto deste?. Agradeço muito a quem possa ajudar.

    Reply
  • wanderley egea de oliveira 04/09/2015 at 16:27

    nasci em 1958, porem no ano de 1957 meu falecido avo (fernando) os filhos e meu pai (walter), tinham uma freguesia de doces bela vista no estado de santa catarina, e eles viajavam para la num mercedes cara chata 1958 e num chevrolet brasil ano 1957 da doces confiança.

    Reply
  • Sebastião 26/10/2015 at 12:25

    Os biscoitos amanteigados da Bela Vista são deliciosos. Não sabia que a fábrica era tão antiga.

    Reply
  • Liane Britto 24/01/2016 at 18:18

    Biscoitos Tostines não foram adquiridos pela Lacta.
    Quem comprou e desativou a marca foi a Nestlé.

    Reply
  • Rafael Mussi 02/02/2016 at 18:06

    Até meus 20 anos de idade morei na Rua São Caetano (Rua das Noivas), depois da Av. do Estado. Como era muito perto da minha casa, cresci jogando bola na famosa quadra do “Dim Dim”, que é exatamente ao lado da fábrica da Bela Vista, no encontro da Rua das Olarias com a Pedro Vicente. Do outro lado da rua é onde fica a escola técnica federal e ao lado o CMTC Clube e o Shopping D.
    Quantos e quantos sábados, nos anos 90 e começo dos anos 2000) à tarde passávamos horas debaixo daquele sol insuportável jogando futebol naquela quadra pública (que depois passou a abrigar festas da comunidade boliviana) e com aquele cheiro fortíssimo de doces vindo da fábrica. Durante a semana, fazia natação na Escola de Educação Física da PM (na área do Panelão) e também sentia o cheiro que vinha da fábrica. O engraçado é que durante a semana, parecia que o cheiro era de chulé. Um cheiro forte de queijo, diferente dos finais de semana.
    Algumas quadras pra cima, tinha também as fábricas (2 prédios que ocupavam 2 quarteirões) da Tostines. Os prédios existem até hoje, na Av. Vautier e hoje abrigam aquele shopping popular da feirinha da madrugada.
    Saudades.

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  • Rodrigo Marques 15/04/2016 at 13:23

    Marcante era (ou ainda é) o barulho quase ensurdecedor (imagino que a gás) do sinal da “hora de almoço” e “fim de expediente”. Se ouve desde o Belém, até a Vila Guilherme…

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  • Antônio Rocha Granado 25/04/2016 at 07:28

    Sim, meu pai, um português, Antônio Lopes Granado, faz parte desta história, era vendedor distribuidor em Goiás e Oeste da Bahia. Conheci a fábrica. Muita saudade deste tempo.

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  • Walter Thadeu Simões Oliveira 16/03/2017 at 15:22

    Por curiosidade: na foto onde aparecem Nicola Infante junto com familiares e funcionários, nota-se um grande número de menores que talvez lá trabalhavam, será? Poucos desses calçados.

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    • Douglas Nascimento 16/03/2017 at 22:15

      Com certeza trabalhavam lá. Era bastante comum na época…

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  • cesar N, Lunardi 11/10/2017 at 11:46

    Que EMOÇÃO , saber a História de uma Fábrica de 100 anos sua gente Gestores Diretores dignos do empresariado , me chamou atenção uma foto de todos os Funcionários em 1934 crianças de seus 13 anos , senhoras , senhores todos trabalhavam , não se tem notícias que o trabalho assassinou ninguém nem que ali familiares criaram Bandidos ou assaltantes , traficantes ou vagabundos , nos dias atuais que bom se os INTELECTUAIS revessem seus conceitos……..

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