Recentemente abordamos aqui a triste demolição da Trefilaria Artub, uma tradicional empresa do Ipiranga que começou a ser demolida no início do mês de julho. Acontece que na área não tem somente a fábrica, mas também uma bela e ampla residência que está sendo demolida em conjunto.

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Apesar das escassas informações disponíveis sobre o imóvel, tudo leva a crer que a casa era a residência original do proprietário da trefilaria. Pelo menos é o que foi dito por alguns moradores antigos da Rua Costa Aguiar, próxima do imóvel. De fato tanto a casa como a velha fábrica compartilham o mesmo terreno.

Todo o conjunto está indo abaixo, desaparecendo um pedaço nostálgico da Rua Tabor. A fotografia abaixo mostra os dois imóveis lado a lado.

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É uma tristeza quando vemos estas casas antigas desaparecerem, para dar lugar a novos empreendimentos. Muitos costumam dizer que se a casa foi demolida, já cumpriu seu papel no cotidiano da cidade.

Mas será que é realmente necessário derrubar uma residência como esta ? Quantas histórias passaram por ela ? Quantas pessoas nasceram, cresceram e viveram nela ? São histórias de vida que irão desaparecer para sempre.

O leitor Alexandre Linares esteve no local no início da demolição e tirou algumas fotos da velha casa e da fábrica em processo de demolição.

A imagem abaixo, mostra que mesmo diante da destruição, uma roseira luta contra o fim derradeiro como se fosse uma heroína da resistência. Ela é o último foco de vida no que agora vira temporariamente um terreno vazio.

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Ainda não sabemos o que será construído no local, atualizaremos este artigo a medida que descobrirmos mais novidades.

Veja mais fotos da residência antes de ser demolida (clique na foto para ampliar):

Imagens da demolição (clique na foto para ampliar):
Créditos e agradecimento: Alexandre Linares

Saiba mais:

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comments

  • Giselli Ordoñez 24/07/2013 at 16:28

    é uma pena q SP está deixando sua memória arquitetura luxo p/ dar lugar ao capitalismo.

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  • MILER C. DE MARCHI 24/07/2013 at 18:21

    Acompanho o blog de perto… fico triste ao ver isso. Sou aficionado por História em geral, em especial por arquitetura, móveis, fotos e afins… Quisera eu poder acompanhar seu trabalho, caro Douglas Nascimento. Parabéns por esses registros !

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  • Eliane 24/07/2013 at 19:10

    É realmente triste mas como a colega disse antes, estamos á mercê do capitalismo onde São Paulo não pode ter espaço “desperdiçado” com casas velhas.Infelizmente é isso que pensam, no dinheiro, apenas dinheiro. Com toda certeza este local será palco de mais um dos milhares de prédios residencias da capiatl….quer apostar?

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  • Sandra P. 24/07/2013 at 19:30

    Ai que pena. em algumas fotos da entrada da casa dá para perceber que por debaixo das mil camadas de tinta que recebeu, existia um painel de ajulejos coloridos, ou talvez fosse somente um rodapé de ladrilho hidraulico, como no piso. e dá para ver também o que parece ser a cor original da casa: azul (ultima “casca” de tinta que aparece). odeio ver demolições…

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    • ailton neres pereira 19/08/2013 at 18:13

      eu trabalhei nestafabrica de78 a83 como torneiro mecanico esta casa foncinava como escritorio omeu patrao se chamava jetulio e falelecido seu filho NEI tinha continuado com a fabrica

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  • MILER C. DE MARCHI 24/07/2013 at 20:08

    Verdade… Essa casa certamente era Azul… Como seria aquele porão ?

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  • Arthur Steagall Condé 25/07/2013 at 15:39

    Assistiremos o ocaso de muitas coisas que amamos: O fim dos trens de passageiros, o fim da RFFSA, da FEPASA, o fim de vielas de italianos das décadas de 20,30,40 e 50 na Moóca e no Brás (não esquecendo do Bexiga), Nós que nascemos nas décadas de 50 e 60, fazemos parte de uma geração que experimentou o progresso na pele, testemunhamos um período único de praias desertas nos litorais de SP, atravessamos pinguelas e areais, riachos e atolamos em areia e barro pra usufruirmos nossas férias, convivemos com a truculência do exército mandando prender e mandando soltar, com os absurdos Malufianos que condenaram nossa metrópole a uma cidade medíocre em termos de urbanização, perdemos fundos de vale férteis e com luxuriantes matas ainda na década de 50 e 60 por conta de especulação. Aainda nos restou uma porção de jóias, saibamos aproveitá-las por que certamente tem seus dias contados.

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  • cesar N. Lunardi 19/09/2013 at 14:14

    Maravilhoso documentario, o tempo passou, maravilhas vão
    desaparecendo, feliz de quem pode estar ainda saudosista,
    como nesse Onibus da vida somos todos passageiros……

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  • Danilo Moraes 03/10/2013 at 11:42

    Que raiva de ver essas casas tão bonitas e preservadas na sua arquitetura original, sem terem sofrido com os inúmeros “puxadinhos”, virem abaixo pra darem lugar a essas construções modernas e sem estilo.
    O que me entristece, além da história das pessoas que viveram ali, é que vai pro chão um estilo arquitetônico tradicional de uma época. Esses imóveis poderiam servir de objeto de estudo para historiadores, estudantes de arquitetura, engenharia e tanta gente que poderia aprender com os acertos e erros do passado.
    Aí São Paulo vai cada vez mais fazendo jus à fama de cidade feia e sem charme.
    Parabéns pelo trabalho de vocês.

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  • Mariana Araujo 23/10/2015 at 15:50

    Somente para atualizar….
    de acordo com a foto mais recente do Google mapas (dez. 2014)no lugar será (ou ja esta) ser erguido um novo empreendimento imobiliário.

    Onde antes era uma simpática casa, com muitas historias, agora será umas dezenas de cubículos caríssimos, e sem historia…triste.

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  • Jean 13/01/2016 at 17:14

    Muito triste tanta perda significativa, isto ocorre de norte a sul neste País, uma vergonha onde não se preserva nada decentemente, quanta coisa já se perdeu! O pior é que não se pode morar tranquilamente numa bela casa dessas,hoje em dia, os grandes centros são inseguros em todos os sentidos.

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  • Silvia d’ Goes 15/07/2019 at 21:46

    É muito triste essas demolições! Parte da história da nossa cidade se perde!

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