Foi em 30 de setembro de 1905, na rua 11 de junho, sobrado de número 2, que a S.A. Moinho Santista foi constituída, com o capital inicial de mil contos de réis. A finalidade do estabelecimento era a moagem de trigo, comércio de farinha e farelos e a fabricação de massas e congêneres.

Acervo Centro de Memória Bunge (clique para ampliar)

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Em 1907, a primeira unidade moageira, Moinho Santos, é erguida em frente ao armazém 9 do Porto de Santos, na rua Xavier da Silveira, nº 106. O estabelecimento possuía um edifício e nove silos.

O trigo armazenado nos silos, naquela época, vinha do cais por meio de carroças. Posteriormente, o transporte da matéria-prima foi aperfeiçoada, quando construiu-se uma passagem subterrânea por baixo da rua Xavier da Silveira, ligando diretamente o cais com o Moinho. Uma correia instalada no túnel fazia o transporte, à capacidade de 60 toneladas/hora.

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Na foto acima: Área interna do Moinho Santos, destacando grupo formado por 6 homens à esquerda e fileira de plansifters à direita, 1930. (Detalhe para luminárias em todo o salão.)

O projeto era ambicioso e, no ano seguinte, em 30 de maio de 1908, o diretor-presidente do Moinho Santos, José Puglisi Carbone, anunciou a conclusão da montagem do Moinho B, que aumentava a capacidade da produção do estabelecimento em mais 100 toneladas/dia.

Desde então a história do moinho foi marcada por constantes melhorias tecnológicas, principalmente em relação a geração de energia elétrica do local: Ainda em 1908, o Moinho Santos passa a dispor de energia elétrica, através de um dínamo gerador importado da Itália, de 120A. No entanto, foram necessários mais de 20 anos de espera para que os benefícios da iluminação elétrica chegassem a Santos.

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Na foto acima: Vista interna do moinho e seus funcionários

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Na foto acima: Livros Copiadores de Cartas do Fundador do Moinho Santos, primeiro agente Moageiro, João Ugliengo. (1917, 1929 e 1934). O livro está classificado como “obra rara” não podendo ser manuseado devido à fragilidade de suas páginas, em papel vegetal e escrito à mão.

Sobre a Fundação Bunge:

Criada em 1955, a Fundação Bunge, entidade social da Bunge Brasil, atua em diferentes frentes, sempre com o compromisso de valorizar pessoas.

Essas ações são colocadas em prática por meio do incentivo à leitura (Semear Leitores), à preservação da memória empresarial (Centro de Memória Bunge), ao voluntariado corporativo (Comunidade Educativa), a projetos de desenvolvimento local (Comunidade Integrada) e às ciências, letras e artes (Prêmio Fundação Bunge).

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About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Tânia Pratas Guimarães Rios 06/10/2016 at 14:59

    Há visitas a essas raridades de Santos??

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  • daniel 11/10/2016 at 09:44

    Seria esse João Ugliengo o mesmo que dá nome ao Colégio Enau (Externato Nerina Adelfa Ugliengo) em Ribeirão Pires? Estudei 11 anos nessa escola.

    Reply
  • Daniel Pardo 21/10/2016 at 21:05

    Um livro feito em 1917 de papel vegetal, realmente, com um sopro a página se desfaz.

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