No vídeo desta semana do nosso canal no YouTube, trazemos para vocês um documento bastante interessante: Trata-se de um livro ata de ocorrências que pertenceu ao antigo 2 DP, que no início do século 20 ficava no bairro da Luz (atualmente no Bom Retiro).

O livro ata foi utilizado esporadicamente entre 1901 e 1924 e é dividido em duas partes. Na primeira os atos de prisões e na segunda as solturas, com a devolução de pertences aos presos.

Jogado ao lixo nos anos 1960, o livro foi resgatado pelo policial e advogado Dr. Milton Bednarski, sendo incorporado ao seu acervo. Com o falecimento de Bednarski, em 2016, o São Paulo Antiga adquiriu todo seu acervo histórico e esse livro veio junto.

Após assistir ao vídeo, não esqueça de dar um jóia e se ainda não segue, inscreva-se no nosso canal. Toda semana um vídeo novo para você.

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.

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Comments

  • Luiz Henrique 07/04/2017 at 18:54

    Um verdadeiro achado!
    Eu trabalhei tempos atrás, numa empresa que ficava num casarão na Mooca.
    Lá havia um grande cofre,que foi abandonado aberto.Dentro, estavam alguns livros de atas de reuniões da empresa que ali funcionou anteriormente.Bem parecidos com essa preciosidade da matéria.
    Eu me lembro bem da dona Salete, que era a responsável pela limpeza: ela disse, ao tomar contato com os livros, que “foram escritos à pena”, para vocês terem idéia da beleza, do capricho da ortografia. Aliás, bem parecida com as letras do livro da delegacia da Luz. Boas lembranças!

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  • Arthur Miranda Araujo 08/04/2017 at 11:13

    Interessante o registro desse livro, parece que naquele tempo o brasileiro ainda não era tão safado como hoje, parece que aprendemos com os imigrantes aqui residentes a arte de levar vantagem em tudo. Ótimo material para ser registrado em nossa historia. receba os Parabéns.

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  • Daniel Pardo 08/04/2017 at 20:39

    Quem dera se hoje as ocorrências coubessem num livro como esse, hoje em dia temos o IIRGD onde são armazenadas informações como essas e mesmo na era da informática e da internet até os policiais devem se perder no meio dos arquivos, também há o problema hoje de o governo do Estado não abrir concursos suficientes para suprir a falta de pessoal que vai se aposentando e/ou falecendo, se hoje os caras resolvem abrir 2.400 vagas, eles simplesmente não abrem essas de uma vez, mas sim eles abrem três concursos iguais de 800 vagas para pegar o dinheiro da inscrição dos candidatos 3 vezes, concurso público hoje virou engorda de caixa, infelizmente, e isso não é só no âmbito da policia, mas sim em outros órgãos públicos também, por isso que cada vez que eu ouço alguém falar que “funcionário público não trabalha” eu acho um absurdo, pois justamente por esses motivos que eu disse acima é que funcionário público trabalha por dois, as vezes até por três e não dá conta de todo o serviço, daí o fato de o povo achar que “funcionário público não trabalha”

    Mudando de assunto, só uma curiosidade, provavelmente o número que você falou no livro que seria a “credencial” do policial, provavelmente esse número seria o que hoje no funcionalismo público se chama “funcional”, todo e qualquer funcionário público tem, mesmo os aposentados, é uma carteirinha que consta entre outros números de documentos o número da matrícula dele perante ao órgão público em que ele trabalha e um dos dados dela é a data em que o funcionário tomou posse do cargo público, provavelmente em 1901 não era assim, mas é hoje em dia.

    P.S: Se você estava com as duas mãos no livro, quem estava segurando a câmera??? 😮 😮 😮 😮

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  • Jorge Roberto Coelho Ferreira 13/04/2017 at 19:04

    Bons tempos aqueles, que os criminosos em apenas “gatunos”, “ébrios”, “vagabundos”, etc.. Aprecio muito estes tipos de registros antigos, pois expressam muito bem o cotidiano da época. Quanto à falta de menção a chapéus, há uma explicação que a mim me parece plausível: é que os chapéus, naquele tempo, sendo acessórios indispensáveis à indumentária masculina, creio que achavam desnecessário fazer menção expressa aos mesmos, nos recibos de restituição dos pertences arrecadados aos presos. .

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  • Marcelo 20/04/2017 at 13:06

    Caros amigos, apenas um lembrete caso vocês não conheçam um pouco de gíria do Distrito Federal que eu e minha esposa vamos incorporando ao nosso vocabulário aos poucos: aqui dizer que alguém é fichado é o mesmo que registrado, isto em relação a emprego. Não tem nada a ver com enquadrado na polícia e na justiça.

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    • Douglas Nascimento 20/04/2017 at 16:15

      Interessante! Aqui fichado é negativo…
      Esse é tipo bolacha ou biscoito!

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  • Marcelo 10/05/2017 at 14:17

    E se tiverem oportunidade de dar uma conferida em edições do DFTV, o equivalente local ao SPTV ou RJTV, não percam: o nível daqui é muito risível, particularmente com o locutor Antônio de Castro.

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  • Marcelo 10/05/2017 at 14:20

    Esqueci de avisá-los no post anterior: melhor conferir no Youtube. Também deem uma conferida no Marcelo Cosme tentando falar sem sucesso Jacarepaguá: aqui vale acrescentar que escalaram o cara para fazer matéria no Rio para a Globo News e aí a falta de preparo dele foi evidente.

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