Via que liga a Rua da Consolação a Praça Ramos de Azevedo, a Xavier de Toledo é uma das ruas mais movimentadas e agitadas do centro paulistano e também endereço de muitos edifícios antigos, como este a seguir:

Localizado nos números 150 a 156 o prédio é uma das mais antigas edificações desta rua paulistana.

Construído na década de 1920 o edifício tem 5 andares e foi projetado para servir de condomínio residencial. Por longos anos serviu a este propósito até que em meados dos anos 1950 a edificação passou a funcionar de maneira mista com moradia e também estabelecimentos como escritórios e até um curso de ensino “madureza” e ginasial funcionaram por ali.

Construção é rica em detalhes (clique para ampliar)

A decadência do imóvel começou no início dos anos 1990 e acentuou-se nos anos 2000. Com o passar dos anos ele foi completamente fechado passando a ter apenas atividades comerciais em seu piso térreo. Por alguns anos funcionou uma franquia da Casa do Pão de Queijo e nos últimos anos uma lanchonete e outros dois pequenos comércios dividem o espaço.

Algumas vezes o edifício foi ocupado por movimentos de moradia mas no momento encontra-se vazio.

Apesar da fachada estar bastante suja e escurecida com a poluição intensa de ônibus e outros veículos que por ali circulam o estado de conservação do imóvel está muito bom, com suas janelas originais em madeira preservadas.

O edifício em 1938 (canto esquerdo da foto)

Um prédio como esse em pleno centro da capital paulistana não deveria estar fechado, sendo que poderia ser transformado em hotel, escritórios ou mesmo moradia. Será que um dia veremos estas belas janelas abertas novamente ?

Veja mais fotos deste edifício (clique na miniatura para ampliar):

About the author

Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

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Comments

  • Marcelo Cunha 26/03/2019 at 12:46

    o predio tem dono?

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    • Douglas Nascimento 26/03/2019 at 16:24

      Marcelo, todo prédio tem dono. As situações que levam ao abandono é que são muitas.
      Pode ser briga de herdeiros, ausência de documentação e até mesmo em alguns inexistência de herdeiros.

      Reply
  • Renato Romano 26/03/2019 at 13:17

    Olá Douglas.
    Parabéns por mais uma boa investigação e artigo. Sou leitor assíduo.
    Renato, de São Bernardo do Campo

    Reply
  • Renato Romano 26/03/2019 at 13:19

    Na mesma região, já reparou no prédio da rua Dr. Rodrigo Silva, 83 ?
    https://goo.gl/maps/W7pLivo3kcn

    Além do estilo e conservação, há um brasão com a frase “Vitam Impedere Vero” (algo como ‘a vida dedicada à verdade’)

    Reply
  • LUCIO GOMES MACHADO 26/03/2019 at 13:29

    Prezado Douglas,
    Parece-me que a data apontada para a foto com sendo 1938 não está correta.
    Os edifícios ao lado do edfício obejto de seu artigo são mais recentes, talvez 10 anos mais recentes.
    Talvez a foto seja de quando os bondes foram retirados de circulação.
    Abraço

    Reply
    • Douglas Nascimento 26/03/2019 at 15:05

      Olá Lúcio, boa tarde!

      A data da foto eu ainda mantenho como 1938 que é a data que está do original.
      Observando a foto não há um só veículo mais recente do que dos anos 30. O mais novo inclusive é um Citroen Legere que me parece ser 1937-1938.

      Reply
  • Julio Rime 26/03/2019 at 13:59

    Excelente trabalho, Parabéns
    Douglas faltam pessoa que mostrem a essas novas gerações coisas tão bonitas e históricas que são paulo tem e ninguém para para ver.
    my congratulations!!!!

    Reply
  • Cleuza Freire de Carvalho 26/03/2019 at 14:49

    Eu gostei de ver um belo trabalho. Só da valor quem gosta parabéns abraço

    Reply
  • andre santana 27/03/2019 at 17:41

    Muito lindo, já deve ter tido seus anos de glamour, a arte déco prevalece…Poderia ser reformado,ficaria lindo!!!

    Reply
  • Emerson de Faria 27/03/2019 at 18:49

    O centro enquanto espécie de Manhatan bandeirante jaz no passado e na memória dos que o conheceram, assim como os outrora bairros industriais que deram feição à cidade. O centro precisa ser repovoado e a meu ver a prefeitura deveria fazer um minucioso trabalho de levantamento desses imóveis desocupados, quem são seus proprietários, negociar a aquisição, reformá-los e revendê-los à população em geral, há imóveis para todos os gostos, bolsos e perfis de consumidores, dos mais simples ao pessoal da varanda gourmet. Todos sairiam ganhando com a reocupação do centro.

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  • Claudio Moreira 28/03/2019 at 08:43

    Que prédio bonito ! Tantas vezes passei pela frente – tantas vezes não o vi. São como “fantasmas da cidade”. Bem que mereciam voltar à vida.

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  • elmi omar 28/03/2019 at 14:20

    Olá … O uso deve ser incentivado pelos órgãos de cultura, patrocinado pela iniciativa privada, (agora é moda) ou pelo poder público com renúncia fiscal. De qualquer maneira deve produzir riquezas, dividendos … Existem um monte de ONGs para isso. E por favor, não me venham com chorumelas de ideologias…

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  • Paulo Clístenes Vieira da Silva 28/03/2019 at 19:58

    É um grande desafio hoje em dia, principalmente para a maioria dos proprietários conseguirem arcarem com os custos que um imóvel necessita para a sua restauração e revitalização como esses, os órgãos públicos competentes deveriam ao meu ver, conseguir uma maneira legal de em conjunto de solucionar essa grande questão que se faz sentir em todas as cidades do país!

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  • Orlanda Maria Grespan de Faria 01/04/2019 at 09:35

    Parabéns pelo documentário, um prédio maravilhoso, deve ser preservado, obrigada por fazer esse documentário, todos eu salvo para contar para o meu neto.

    Reply
  • Jose Carlos 23/04/2019 at 12:33

    É uma pena como a cada ano nossos administradores (prefeitos com p minúsculo) têm entregue essa cidade no ostracismo, totalmente abandonada, deteriorando toda uma cultura adquirida através dos anos!

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