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Edifício Mendes Caldeira

Comments (45)
  1. André Oliveira disse:

    A implosão ao que parece foi perfeita. O prédio caiu sobre a própria área. Mais maldade ainda foi a demolição do Senado Federal no Rio, o Prédio Monroe, para a construção do Metrô Cinelândia. Um crime crime contra o patrimônio histórico perpetrado com a ajuda da imprensa carioca.

    1. amaury disse:

      quando adolescente, e morador do Rio, li um artigo no O Globo que continha um trecho que nunca esqueci: “espírito depredador paulista”.

      à época eu não sabia da existência do Palácio Monroe.

      mas a “jornalista” que escreveu o artigo sabia, e mesmo assim de deixou levar pelo recalque.

    2. Tai disse:

      Muito bem lembrado, André! O caso do palácio Monroe é difícil de engolir até hoje! =P Como ambos os sistemas foram construídos em plena ditadura militar, sempre me ocorre que essas intervenções à revelia de toda a opinião pública nas duas capitais eram típicas arbitrariedades daqueles governos, o que é curioso já que os militares tem um senso de tradição muito maior do que o normal na cultura popular.
      A verdade, pelo que vemos, é que realmente mantendo o Mendes Caldeira, eu mesmo me pergunto como se faria caber uma estação do tamanho da Sé ali embaixo… no caso do Monroe, salta a vista que era dispensável demolir pois o túnel foi desviado para passar ao lado do palácio!

  2. Celso disse:

    Bem melhor a visão do céu por trás das palmeiras do que de mais um edifício. Mais prédios deveriam ser implodidos. São Paulo tem prédios demais e espaços de menos. Mas quando o São Vito foi implodido, não faltaram críticas. Muita gente acha que deveria ter sido reformado e transformado em moradias para a população de baixa renda.

    Embora não caiba mais ninguém em São Paulo, a ordem hoje é encaixotar e empilhar famílias em apartamentos cada vez menores. Dane-se a cidade, até a hora que entrar em colapso.

    1. mel disse:

      concordo!

    2. Joseval disse:

      Celso, o São Vito foi demolido e não implodido.

    3. Fernando disse:

      Caro Amigo, Boa noite! Ratificando seu comentário que é de grande importância os edifícios Mercúrio e São Vitto foram demolidos manualmente andar por andar para não abalar a estrutura do “mercado municipal da Cantareira”, isso significaria uma perca maior. Foi melhor demolir uma favela vertical doque perder História. Abç!

    4. Lucas Albano disse:

      – Concordo com você, caro Celso. Há anos venho dizendo que, ao contrário do que muitos prefeitos pregaram, São Paulo precisa parar. São 1.500 Km ² suportando onze milhões de pessoas! É uma coisa insuportável! Por isso essa infindável montanha de problemas dessa cidade: trânsito caótico, insegurança, exploração imobiliária desenfreada etc….

  3. Alexandre disse:

    Não acho que exista justificativa plausível para a demolição do Mendes Caldeira e do Palacete Santa Helena. Corrupção? Com certeza. Motivos políticos? Talvez. Erro no projeto? Talvez. Espuculação imobiliária? Com certeza. É inconcebível o fato de que temos uma outra estação de metrô há praticamente menos de 1km (Liberdade), muito próxima da Praça da Sé. Penso que o mais correto seria direcionar a linha para próximo do Lgo S. Francisco e depois no sentido S. Bento, pela Libero Badaró. Seria muito mais fácil, inclusive, a futura integração com a estação Anhagabaú. A manutenção desses dois patrimonios da arquitetura paulsita era imprescindível, mas vemos que o dinheiro fala mais alto. Os exemplos mais recentes estão aí…Kassab, Pitta, Maluf e até a Martaxa, que fez um oba-oba com as comemorações dos 450 anos, mas permitiu que vários prédios históricos fossem demolidos na surdina.

  4. Fátima Guedes disse:

    Meu marido fez uma sequência de fotos dessa implosão. Eu as tenho guardadas, ele já é falecido, na época era um jovem empregado da Light.

    1. Fátima, gostaria de ver as imagens feitas pelo sue marido e até publica-las, tem interesse ? Seria uma boa homenagem, acho. Se interessar deixe o telefone para contato (não será publicado).

  5. Doug disse:

    Sinceramente acho muito mais importante a demolição de um edifício que tem pouca relevância em nível de arquitetura quando o motivo é propiciar melhoria de transporte para a população. Pelo que sei, foi necessária a sua demolição para se fazer as escavações para as linhas Norte-Sul e Leste-Oeste do metrô.
    Aliás, a arquitetura brasileira entre os anos 50 e 70 foi um desastre em nível estético (salvo claro algumas exceções), principalmente porque os projetos naquela época eram desenvolvidos em sua maioria por engenheiros civis e não arquitetos.

    1. Cadu Villela disse:

      Concordo com a primeira frase do teu comentario. O resto dele so faz mostrar que voce nao tem nenhum discernimento estetico e cultural. O periodo compreendido entre 1950 e 1970 foi o mais importante na historia da arquitetura deste pais e celebrado ente arquitetos em todo mundo. E sim os projetos eram feitos por excelentes arquitetos. E este patrimonio esta sendo destruido por uma visao conservadora que paira na cidade de Sao Paulo hoje. Os anos 80 e 90 foram nefastos para a arquitetura paulistana.

      A demolicao deste edificio, de todo o resto da praca da Se (sem contar outros edificios em outras partes do centro da cidade) foi sim um crime e sempre com a mesma desculpa da mobilidade. Crime ao patrimonio, a historia, a cidade. Um crime de especulacao imobiliaria, um crime de autoritarismo sobre a comunidade. Um crime que sofremos ainda hoje.

      Tecnicas construtivas ja desenvolvidas na epoca alem de um projeto mais apropriado poderiam ter evitado este massacre no centro.

      1. mel disse:

        e quero discordar. acredito que o melhor no ser humano é se importar com o ser humano. muitos arquitetos preferem um edifício implodido que vários sem mobilidade….porém é somente averiguar isso com discernimento e compreensão de um cenário futuro já que hj a praça habitam usuário de drogas e bem recente episódio de assassinato. temos muito o que fazer na cidade , o edificio já foi demoido certo? gostaria que vessem de alguma maneira a melhora do entorno como um todo para provir a população de uma praça mais tranquila e sem usuários (tratá-los e não deslocá-los somente).

        eu acredito num centro melhor e acredito que alguns erros do passsado só somariam informações importantes para melhorarmos o futuro. acontece que pessoas com conhecimento da cidade como ´e no caso do escritor deste blog não conseguem efetivamente trazer tantos benefícios pois o sistema é podre….sou moradora do centro e acho que todo mundo fazendo um pouco melhora, se vc não é e não trabalha no centro dá palpite onde vc passa.

  6. Trabalhava em frente o prédio, em uma loja , na esquina da r. Sta Teresa , Bons tempos, boas lembranças!

  7. Flavio Ferrari disse:

    Legal.Assisti pela tv com 15 anos.Faz parte da história de Sampa.Parabéns pelo trabalho!

  8. Maria Zelia Wolff disse:

    Adoro seu trabalho, mas têm momentos como este que me dá muita tristeza…..O meu, o nosso maravilhoso São Paulo, ser destruído em sua arquitetura e beleza, simplesmente por interesses escusos!!!! Parabéns por esta e todas as suas reportagens. Ficamos, assim, ao menos, com as fotos documentando e matando nossa saudade!!!! beijos.

  9. Marcus disse:

    Eu não consigo me conformar com esse descaso todo com São Paulo. Pelo que deu para perceber pela foto, até o fluxo do trânsito seria melhor da maneira que estava. Esses prédios tinham história e aquele vazio da praça não passa de um local de gente estranha!

  10. fabio disse:

    Lembro que assisti essa implosão pelo Fantastico.

  11. Adriano disse:

    A demolição do Palacete Santa Helena foi um crime, foi um dos prédios mais incríveis que a cidade já teve. o Mendes Caldeira era imponente mas destoava demais dos outros prédios e tirava a atenção do que deveria ser o foco central da praça que é a Catedral. Concordo com o Marcus, sem os calçadões o trânsito parecia melhor, é horrível dizer isso, mas numa cidade focada em carros como São Paulo os calçadões diminuíram a mobilidade das pessoas e ajudaram a tirar moradores do Centro, por mais transporte público que exista na região é difícil convencer as pessoas a morarem num lugar onde não terão seu carro à disposição na porta de casa ou na garagem mais próxima, isso transformou tudo numa área que só tem vida no horário comercial, no começo da noite a região fica vazia e perigosa demais em alguns pontos.

  12. Infelizmente eu não era nascido em toda sua fase de construção e operação e tinha cinco anos quando veio abaixo.
    Realente essa foi uma curiosidade gostosa que aprendi da minha eterna amada São PAulo!

  13. Estive lá. Tinha meus quinze anos. Meu pai trabalhava no vigésimo primeiro andar, era muito alto. No local, a Rádio Marconi, depois fechada pela ditadura militar. A sua entrada era pela rua Santa Teresa . Através da janela do escritório eu via uma cidade inteira e o teto da Catedral da Sé, abrigava inúmeras pombas.Tudo estava muito perto de mim. O Metro veio e levou o Mendes Caldeira e um pouco da minha história.

  14. Luiz Costa disse:

    Saudades do tempo em era operador de som na radio MARCONI no ultimo andar do ed. Mendes Caldeira. Um pouco da historia de SP foi apagada com o desaparecimento da praça Clovis Bevilaqua.

  15. Juan Antonio Pérez Pujante disse:

    Lembro muito dessa época. Pegava o bonde próximo às Casas Pirani, no Brás e descia na praça da Sé. Também nos anos 60 eu estudava no Colégio do Carmo, também demolido para a construção do pátio do Poupatempo da Sé, (alguém tem alguma foto dele?). Eu pegava o ônibus, Vila Oratório ou José Higino, para ir para casa no Alto da Moóca.
    Sinceramente, na época senti mais pelo Palacete Santa Tereza do que pelo Mendes Caldeira. Talvez coisa de criança. Logo após esse fato, também foi demolido ou bem reformado o prédio do Batalhão do Corpo de Bombeiros.

  16. Rogério Magalhaes disse:

    Amigo Douglas, bacana resgatar a história desse Edifício Mendes Caldeira. Eu fui conhecer melhor essa história quando, entre 2003 e 2005, trabalhei na administração do novo Mendes Caldeira, esse da Vila Olímpia que você cita ao final. Para ser mais preciso, Edifício Wilson Mendes Caldeira, que foi inaugurado alguns anos depois da demolição, se não me falha a memória, em 1979. É da mesma família (inclusive uma das herdeiras é aquela que foi esposa do Waldemar Costa Neto) e sempre ouvi que ele foi levantado com a indenização paga pela implosão desse da Praça da Sé.

  17. André disse:

    A implosão desse arranha-céu fez muita diferença no visual, a praça ficou melhor, mais aberta e imponente. Mas de que adiantou, se hoje está tomada por crackeiros? Levei uma amiga francesa para conhecer o centro de São Paulo e me senti constrangido com o cheiro de urina e fezes, a quantidade de pessoas perturbadas nas redondezas, os viciados que parecem zumbis, e ela me perguntando se era seguro sacar o iPhone para tirar fotos. O centro de São Paulo virou uma grande latrina. É uma cidade que vive de aparências, pois só é bonita nas fotos.

  18. znnalinha disse:

    RESGATE DA PRAÇA DA SÉ: Aproveito o tema que envolve a praça da Sé, e lanço uma PROPOSTA para a cidade: usar a praça da Sé como projeto piloto para uma ação efetiva, planejada, intensa, da prefeitura, para resgatar essa praça do completo abandono em que se encontra. Se a prefeitura gasta Y reais por mês para a manutenção da Sé, passe então a gastar 4 x Y, contratando mais equipes de limpeza, monitores ambientais, GCM especializada, assistentes socias, etc, para tornar a praça da Sé um exemplo de espaço público (nosso marco zero!) digno, limpo, organizado. Isso inclusive teria um efeito dominó na população, de mostrar que é possível um espaço urbano paulistano ser diferente, ser digno. Levei a proposta por escrito para o subprefeito, que não deu pelota. O diretor do Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida, gostou, e disse que pensava em algo assim. Que acham?

    1. Britto, como vai ?
      Não só acho ótimo como também me coloco à disposição do que for preciso. Abração!

      1. znnalinha disse:

        Ótimo Douglas! Vou ver se reato a conversa com o Marco Antonio Ramos.

        1. claudia claros disse:

          Esse resgate será que pode acontecer?Estou a disposição para qualquer coisa,sou estudante do ultimo ano de arquitetura e a anos penso nessa proposta.

  19. Eu também tenho fotos sequenciais dessa implosão, inclusive meu pai que faleceu há 2 meses aparece em uma delas, as fotos são incríveis!

  20. Rui Manfredi Oliveira disse:

    Lembrando a todos que no térreo do Edifício Wilson Mendes Caldeira estava instalado o badalado Bar Juca Pato, com seu inigualável café. Fui seu assíduo usuário nas madrugadas em que trabalhava em plantão na então CTB, depois Telesp, e agora VIVO, na Rua Benjamim Constant. Saudosas recordações…

    1. Pedro Christensen disse:

      Você era técnico ou lidava mais com administração? Tenho fascínio por centrais telefônicas analógicas, crossbar ou step by step, se tiver alguma coisa a respeito pra compartilhar…

  21. JORGE ROBERTO COELHO FERREIRA disse:

    Conheci muito bem aquele edifício. Eu trabalhava na Rua Quintino Bocaiuva e lá entrei várias vezes. Assisiti a implosão no local. Aquela foi a primeira implosão no Brasil, levada a cabo pelo falecido Engº Hugo Takahashi. Se alguém tem alguma dúvida sobre os motivos da implosão do Mendes Caldeira e a demolição do Palacete Santa, para mim, o motivo é muito claro: o pagamento em triplo ou quádruplo da idenização que cabia pela expropriação.

  22. Beatriz Sanz disse:

    Oi Douglas.

    Sou aluna de jornalismo e estou escrevendo uma reportagem sobre este evento histórico da Cidade. Gostaria de saber se você poderia me ajudar com algumas indicações de fontes e documentos sobre o tema.

    Grata desde já, Abraço.

  23. SavianoMarcio disse:

    Douglas, você teria mais informações sobre esse palacete demolido para a construção da estação Consolação da Linha 2 – verde em meados/final dos anos 80? Me parece que ele nunca foi mencionada aqui.

    Seria legal uma matéria sobre esse belíssimo imóvel, te deixo um link: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=116610187#post116610187

    Abraços!

    1. Olá Marcio, como vai ?

      Tenho o histórico dela sim, com fotos da época em que foi construída.
      Vou providenciar uma pauta para breve, ok ? Abraços

  24. Vinicius Franco disse:

    O compositor Walter Franco fez uma música/vinheta em homenagem à implosão do Mendes Caldeira, chamada “Apesar de Tudo é Muito Leve”, lançada no disco “Revolver”, de 1975, logo após a queda do prédio.

    Walter conta que havia uma grande expectativa em torno do evento, e ele foi com um amigo ver ao vivo, de um local próximo, a implosão. Os dois ficaram decepcionados com a rapidez do procedimento, e o amigo comentou que “apesar de tudo, era muito leve”. Então Walter inseriu a curiosa música de menos de 10 segundos de duração – curta, como a implosão – no disco.

    1. chris disse:

      Deve ser este aqui: https://www.youtube.com/watch?v=druGDGZyb14
      Interessante a informação.

  25. chris disse:

    Me impressionou toda a história desse edifício e o vídeo de demolição. Tenho que dizer que até “dói” quando eu vejo foto ou notícia de prédios sendo demolidos, mas nesse caso, atrapalhava totalmente aquela região, tirava bastante do foco que é a Catedral da Sé, aquele prédio não deveria mesmo estar ali.
    Também achei maravilhoso a Praça da Sé limpa, como nessa foto antiga. Limpa no sentido de área aberta, livre. Muito bonito mesmo.

  26. Pardo disse:

    Esse edifício foi implodido alguns meses antes de eu nascer (nasci em Setembro de 1976) mas o impressionante é como uma foto de 1978 consegue ser muito mais nítida do que as câmeras digitais que temos hoje.

  27. wumk disse:

    O meu avô tinha duas pastelarias nos anos 60s até 1974- uma na Praça Clóvis Bevilacqua ao lado do Rápido São Paulo e uma na Praça da Sé vizinho da Churrascaria. Não encontro nenhuma fotos desta areas. Vc tem algumas fotos dessa época

  28. TAINA disse:

    Olhando todos os comentários para ver se alguém tem alguma foto interna do imóvel. Nunca me atrai pela Praça da Se. Esse espaço aberto é feio e mal cuidado. Só é bonito nos cartões postais. Não entendo porque não utilizaram outras áreas como a Praça João Mendes para a construção do metrô. Demoliram um quarteirão para construir uma estação….Porque então foi possível construir estações mantendo a integridade dos imoveis como na Avenida Paulista? Acredito em erro sim…

  29. JOÃO PEREIRA PINTO disse:

    Trabalhei 6 meses naquele prédio (1972) num escritório de auditoria e consultoria pondo em dia a contabilidade de um cliente. Na época a contabilidade tinha muitos papéis e máquinas de escrever e calcular manuais… A maioria trabalhava de terno e gravata. Era muito glamour trabalhar naquele centro…. também tinha muito barulho e poluição. Na época as obras do metro incomodavam… No térreo tinha um bom restaurante a lá carte… coisa rara hoje em dia… na época era a lá carte e prato do dia.. nada de self-service por quilo… hoje todo o centro de São Paulo está abandonado e em decadência….

  30. Rudge Ramos Flávia disse:

    Douglas parabéns pelo seu trabalho resgate da nossa história. Tem sido de grande ajuda o meu trabalho de pesquisa.

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